Espécie do mês de Maio: Coruja-do-mato

A coruja-do-mato (Strix aluco) é uma ave de rapina com actividade crepuscular e nocturna, de dimensão média (pesa cerca de 600g) e aspecto compacto. Possui asas relativamente curtas, largas e arredondadas, e cabeça grande e arredondada. A sua coloração varia entre o castanho-arruivado e o castanho-acinzentado e a plumagem é totalmente malhada, com finas riscas e manchas escuras. O disco facial é bastante marcado e homogéneo e a cauda barrada de forma fina e indistinta. Possui olhos negros.

Realiza um tipo de voo com batimentos relativamente rápidos e deslizes longos.

Alimenta-se de roedores, pequenas aves e insectos, que captura no solo após detecção a partir de um poiso.


Esta espécie nidifica em florestas, parques, terrenos agrícolas com árvores, preferindo árvores velhas de folha caduca com buracos onde pode fazer o ninho, e pode ser encontrada na proximidade de zonas habitacionais. São colocados 3 a 5 ovos entre Fevereiro e Junho.

O seu canto mais característico, composto por duas notas (uma simples, seguida de uma outra em trémulo), é a melhor forma de localizar e identificar esta coruja.

As corujas-do-mato são aves sedentárias e relativamente numerosas em Portugal, distribuindo-se descontinuamente em toda a Península Ibérica devido à fragmentação dos bosques.


Mapa da distribuição dos ingressos (por freguesia), no CERVAS, de Strix aluco, registados entre 2006 e 2009.


Esta espécie apresenta o estatuto de conservação de "Pouco preocupante", definido pelo ICNB em 2005. As principais causas de ingresso destas aves nos centros de recuperação são o atropelamento e a queda do ninho de crias/juvenis (neste caso, sempre que possível, a ave deverá ser devolvida ao ninho ou colocada num local próximo, seguro, onde os progenitores a possam continuar a alimentar).


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