Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2010

Espécie do mês de Dezembro: Fuinha


A fuinha, Martes foina, é um mamífero carnívoro, pertencente à família Mustelidae. Esta família inclui animais como por exemplo, a doninha (Mustela nivalis), o toirão (Mustela putoris), o texugo (Meles meles) e a lontra (Lutra lutra). São geralmente animais solitários, que apresentam um corpo alongado e patas curtas, com 5 dedos em cada pata e garras não retrácteis, bem afiadas (1).

Existem 11 subespécies da Martes foina, senda que a única que se encontra na Península Ibérica é a Martes foina mediterranea (3).


Estes animais apresentam uma coloração castanha, com uma mancha branca ou acinzentada na garganta, dividida em dois. São muito semelhantes às martas, Martes martes, mas a pelagem da fuinha é mais acinzentada, as patas menos almofadadas e menos peludas, as orelhas mais pequenas e o focinho mais curto. Para além destes aspectos, a mancha das martas é amarelo creme (1).


Os mamíferos são muitas vezes difíceis de visualizar, principalmente porque a maioria apresenta hábitos nocturnos. Alguns indícios de presença de fuinha, que podem ser encontrados no campo são os excrementos, que podem ser encontrados em latrinas ou isolados, com 4-10x1 cm, e que podem conter frutos; e pegadas com a marca de 5 dedos em cada pata (1).

Esta espécie ocorre ao longo de quase toda a Europa e a Ásia central e tem como habitat florestas de folha caduca, orlas de floresta, afloramentos rochosos em habitats montanhosos e paisagens abertas, como áreas agrícolas. No seu habitat natural, pode ser encontrada em cavidades de árvores e fendas em zonas rochosas, podendo ocasionalmente escavar tocas no solo. Também pode frequentar áreas urbanas, podendo neste caso, ser encontrada em pequenos recantos dentro de habitações, como sótãos, garagens, estábulos e celeiros (3).


É uma espécie omnívora e oportunista, que tem preferência por presas de pequenas dimensões. A sua dieta varia de acordo com a estação do ano e com a disponibilidade de presas. Alimentam-se essencialmente de mamíferos de pequenas dimensões, de pequenas aves, ovos e de uma ampla variedade de vertebrados e invertebrados, como sapos e artrópodes. Durante a época de Verão, as fuinhas alimentam-se também de frutos, bagas e alguns vegetais. Em períodos de escassez de alimento podem alimentar-se de cadáveres. Esta espécie, bem como outros mustelídeos, é conhecida pelo seu hábito de assaltar galinheiros e coelheiras e matar mais animais dos que os necessários para se alimentar, podendo ser consideradas uma praga em áreas urbanas (3). Estas fuinhas citadinas caçam muitas vezes em grupos de 4 a 5 animais (1).


A fuinha é estritamente nocturna e é um animal solitário, que comunica com outros indivíduos da espécie essencialmente através do olfacto (marcação de território e época reprodutiva). São muito territoriais, evitando o contacto com outros indivíduos da mesma espécie. Têm uma excelente capacidade olfactiva e visual, que lhes são muito úteis na escuridão. Trepam facilmente e deslocam-se aos saltos, como é típico dos mustelídeos (3). São animais muito curiosos e extremamente versáteis, podendo adaptar-se com muita facilidade a uma grande diversidade de habitats/dietas/climas (1).

Os territórios dos machos (12 a 211 ha) sobrepõem-se aos das fêmeas, permitindo-lhes assim o acesso a potenciais companheiras. O acasalamento ocorre uma vez por ano, entre Junho e Agosto. Apesar do acasalamento ocorrer durante o Verão, a implantação do embrião só ocorre na Primavera seguinte. O tempo total de gravidez varia entre 230 e 275 dias, e a gestação dura aproximadamente um mês (3). As fêmeas normalmente dão à luz entre 3 a 4 crias, no entanto, pode haver 1 a 8 crias por ninhada. O desmame ocorre às 8 semanas, antes da nova época de acasalamento começar (1). As crias nascem cegas e depois do desmame, a mãe ensina-as a caçar. Os juvenis começam a aventurar-se fora do abrigo às 8-10 semanas e acompanham a progenitora durante 2-3 semanas, existindo um contacto vocal muito intenso entre ambos. No final do Verão os juvenis já são independentes e atingem a maturidade sexual entre os 15 e os 27 meses, podendo algumas fêmeas engravidar no final do primeiro ano de vida (3).

A idade média no habitat natural é de cerca de 3 anos, sendo a esperança máxima em estado selvagem de 10 anos. Em cativeiro, esta espécie pode viver mais de 18 anos. As principais causas de morte estão muitas vezes relacionada com o Homem - armadilhagem, caça, elevada taxa de atropelamentos, principalmente no inicio da época de reprodução (1). O atropelamento é a principal causa de ingresso destes animais no CERVAS.


No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, apresenta um estatuto de Pouco Preocupante (LC - Least Concern), sendo considerada uma espécie não ameaçada. Faz também parte do anexo III da Convenção de Berna (especie parcialmente protegida, sujeita a regulamentação especial) (2).



Bibliografia consultada:
(1) MacDonald, D., Barret, P., 1993. Mamíferos de Portugal e Europa. Guias FAPAS, Porto;
(2) ICN (disponível em: http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/, acedido a última vez a 13.12.2010);
(3) Encyclopededia of live (disponível em: http://www.eol.org/ , acedido a última vez a 13.12.2010).

Libertação: 30 de Dezembro de 2010

30 de Dezembro de 2010, Quinta-feira
11.00h - Devolução à natureza de uma garça-real (Ardea cinerea)
Baixa de Seia, Seia - Guarda

Esta ave foi encontrada por um particular e posteriormente recolhida e encaminhada para o CERVAS pelo SEPNA/GNR de Pinhel. É um animal juvenil que não terá conseguido encontrar alimento tendo por isso ficado muito debilitado. O seu processo de recuperação consistiu em alimentação adequada para que alcançasse uma óptima condição física, em treinos de voo e no contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza decorreu num local que reúne as condições adequadas à espécie.


No momento de devolução à natureza deste animal estiveram presentes cerca de 25 pessoas, na sua maioria utentes e funcionários da Casa de Stª Isabel, técnicos do CISE e do CERVAS e alguns particulares. A ave foi baptizada de 'Flor'.


1º Charco adoptado no âmbito da Campanha 'Charcos com Vida'

Salamandra salamandra - Salamandra-de-pintas-amarelas

No âmbito da campanha 'Charcos com Vida' o CERVAS adoptou o charco que foi construído dentro das instalações do centro em Janeiro de 2010 com o objectivo de promover a conservação da biodiversidade, nomeadamente dos anfíbios, assim como servir de ponte de comunicação e de educação ambiental a quem visite o centro, fomentando a adopção e exploração de charcos pelas diversas entidades e particulares.


A campanha 'Charcos com Vida' é organizada e gerida pelo CIBIO-Div, e visa contribuir para a inventariação, adopção, construção e exploração pedagógica de charcos, de forma a contribuir para o conhecimento e observação da sua biodiversidade e para a sensibilização sobre a importância destes habitats.


Fique a conhecer melhor este projecto no site pedagógico www.charcoscomvida.org, onde poderá saber tudo sobre como registar e adoptar um charco.


Nos dias 12 e 13 de Março de 2011 o CERVAS em parceria com o CIBIO-Div vai organizar o Curso Prático de Construção, Gestão e Monitorização de Charcos para a Vida Selvagem. Fique a conhecer toda a informação sobre este curso no site da ALDEIA.

Libertações: 20 de Dezembro de 2010

20 de Dezembro de 2010, Segunda-feira
15.15h - Devolução à natureza de um açor (Accipiter gentilis)
16.00h - Devolução à natureza de um bufo-real (Bubo bubo)
Figueira Castelo Rodrigo - Serra da Marofa

Estas duas aves ingressaram no CERVAS debilitadas e desnutridas. Terão procurado alimento numa produção de perdizes e ficado presas nas instalações da unidade de produção. Foram recolhidas e encaminhadas para o centro por intermédio do SEPNA/GNR da Guarda. A recuperação destes dois animais foi relativamente fácil e consistiu numa alimentação adequada de forma a que os animais atingissem o seu peso normal e uma boa condição física. Posteriormente realizaram treinos de voo e caça e estiveram em contacto com animais da mesma espécie. O local de devolução à natureza oferece condições para os requisitos ecológicos das espécies.


No momento de devolução à natureza estiveram presentes cerca de 11 pessoas, entra as quais particulares, técnicos da ATN e do CERVAS, que baptizaram o açor de 'Marofa' e o bufo-real de 'Mateus'.


17.00h - Devolução à natureza de um bufo-real (Bubo bubo)
Arribas de Stº André, Almofala - Figueira de Castelo Rodrigo


Esta ave é uma fêmea adulta que ingressou no CERVAS em 2009 e foi recolhida e encaminhada para o centro por intermédio do SEPNA/GNR - Estremoz. No momento do seu ingresso apresentava lesões compatíveis com electrocussão. O seu processo de recuperação foi lento e demorado e passou por numa primeira fase pelo tratamento das lesões e numa alimentação adequada. Posteriormente esteve em contacto com animais da mesma espécie e realizou treinos de voo e caça de forma a recuperar a boa condição física. A ave foi devolvida à natureza num local que reúne as condições ideais para a espécie.

No momento de devolução à natureza estiveram presentes cerca de 11 pessoas, entra as quais particulares, técnicos da ATN e do CERVAS, que baptizaram a ave de 'Matilde'.

Fique a conhecer um pouco melhor estas espécies aqui (Açor) e aqui (Bufo-real).

Curso: Aves Invernantes da Serra da Estrela

No passado fim-de-semana (17 a 19 de Dezembro de 2010) realizou-se em Gouveia a primeira edição do Curso de Aves Invernantes da Serra da Estrela. Esta actividade organizada no âmbito do projecto BARN do CERVAS/ALDEIA tinha como principais objectivos dar a conhecer a diversidade de aves que ocorrem no Inverno na região da Serra da Estrela, referindo as particularidades das migrações e das adaptações ao frio e à neve, bem como alguns dos melhores locais na Serra da Estrela para observar as aves invernantes. Além disso, pretende-se suscitar o interesse e a sensibilidade pela observação regular de aves e pela conservação da avifauna e da natureza em Portugal. Nesta actividade estiveram presentes 26 participantes, tendo contado com a orientação dos formadores José Conde, Filipe Martins e António Luís.


Durante as saídas de campo realizadas no sábado e domingo, foram visitados diferentes habitats da Serra da Estrela, desde áreas agrícolas, zonas húmidas a zonas de montanha, tendo sido observadas um total de 62 espécies, podendo-se destacar a observação do corvo-marinho (Phalacrocorax carbo), abibe (Vanellus vanellus), narceja (Gallinago gallinago), maçarico-bique-bique (Tringa ochropus), petinha-ribeirinha (Anthus spinoletta), ferreirinha-alpina (Prunella collaris), tordo-pinto (Turdus philomelos), estorninho-malhado (Sturnus vulgaris) e o lugre (Carduelis spinus), entre outros.

Saídas de campo - Fotos de Davina Falcão e Daniel Farinha


Ferreirinha-alpina - Foto de José Paulo Monteiro


Lugres - Foto de José Paulo Monteiro


Agradecemos a presença de todos os participantes e formadores e ainda o apoio do CISE, Câmara Municipal de Gouveia, Parque Natural da Serra da Estrela / Instituto da Conservação da Natureza, CTT, Delta Cafés e à “Taverna A Fonte” na realização desta actividade.

Campanha de Natal 2010


CERVAS & RIAS
Sob gestão da Associação ALDEIA
Apresentam

CAMPANHA DE NATAL 2010

NESTA ÉPOCA FESTIVA,
APOIE ESTA INICIATIVA!

e apadrinhe um animal selvagem em recuperação.


OU

OFEREÇA UM PRESENTE DIFERENTE!
OFEREÇA O APADRINHAMENTO DE UM ANIMAL SELVAGEM EM RECUPERAÇÃO!

COLABORE COM O CERVAS E COM O RIAS PARTICIPANDO NESTA CAMPANHA OU CONTRIBUINDO PARA A SUA DIVULGAÇÃO, ENCAMINHANDO ESTA MENSAGEM.

Esta Campanha de Natal conjunta entre o CERVAS e o RIAS pretende ser um meio de angariação de fundos para a manutenção e gestão dos dois centros, geridos pela Associação ALDEIA desde Abril e Outubro de 2009 respectivamente, em parceria com o ICNB e a ANA - Aeroportos de Portugal. Visa também ser uma forma de divulgação e aproximação da população em geral ao trabalho desenvolvido por estes centros de recuperação de fauna selvagem.
Neste momento, os animais selvagens em recuperação nestes centros, que podem ser apadrinhados, são os seguintes.

Com uma contribuição mínima de 15€ cada:
Águia-calçada (Aquila pennata)
Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Cegonha-branca (Ciconia ciconia)
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Coruja-do-mato (Strix aluco)
Gaivota-de-asas-escuras (Larus fuscus)
Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michaellis)
Garça-boieira (Bulbucus ibis)
Gavião (Accipiter nisus)
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Mocho-de-orelhas (Otus scops)
Mocho-galego (Athene noctua)
Noitibó-cinzento (Caprimulgus europaeus)
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Tartaranhão-ruivo-dos-paúis (Circus aeruginosus)

Com uma contribuição mínima de 25€ cada:
Abutre-preto (Aegypius monachus)
Britango (Neophron percnopterus)
Bufo-real (Bubo bubo)
Cágado-comum (Mauremys leprosa)
Falcão-peregrino (Falco peregrinus)
Gaivota de Audoin (Larus audoinii)
Garça-vermelha (Ardea purpurea)
Grifo (Gyps fulvus)
Maçarico-real (Numenius arquata)
Raposa (Vulpes vulpes)

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição/empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua libertação (se tal for possível no final do processo de recuperação, e se assim o desejar) e receberá um certificado de apadrinhamento. Poderá solicitar dados e fotos do animal apadrinhado e o seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS e do RIAS para que possa obter informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal. A visita aos centros também será possível quando solicitada atempadamente e adequadamente combinada com os respectivos técnicos e colaboradores.

Modos de pagamento:
- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviando juntamente a ficha de apadrinhamento para:
Associação ALDEIA, Apartado 29, 5230-314 Vimioso

- TRANSFERÊNCIA*:
NIB: 003504710001216793071 (Caixa Geral de Depósitos de Miranda do Douro)
*Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para aldeiamail@gmail.com

DESCARREGAR A FICHA DE APADRINHAMENTO - AQUI


Para além da campanha de apadrinhamento de animais selvagens os centros de recuperação dispõem de alguns produtos para venda, como o espumante do CERVAS e as t-shirts do RIAS e do Projecto BARN. Para mais informações sobre estes produtos consulte os blogs dos centro: RIAS e CERVAS (T-shirt e Espumante).


Consulte também:
ALDEIA
RIAS



Para qualquer esclarecimento adicional contactar:
Associação ALDEIA
Tel. 962255827 ou E-mail: aldeiamail@gmail.com


Libertação: 09 de Dezembro de 2010

09 de Dezembro de 2010, Quinta-feira
11.30 - Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) no Louriçal, Pombal
Escola Primária de Casal da Rola


Esta ave terá estado numa situação de cativeiro ilegal, e possivelmente terá fugido e sido encontrada por um particular numa mata, tendo deixado apanhar-se facilmente. Foi recolhida pelo SEPNA/GNR da Lousã e encaminhada para o CERVAS por intermédio dos técnicos do RNPA - Reserva Natural Paúl de Arzila. No momento do seu ingresso no centro o animal apresentava as penas de voo primárias e as rectrizes todas cortadas, pelo que o seu processo de recuperação passou numa primeira fase pela muda natural e completa dessas penas e na alimentação adequada para que a ave mantivesse o seu peso normal. Numa fase posterior esta ave esteve em contacto com animais da mesma espécie para que pudesse reaprender comportamentos normais da espécie e numa fase final realizou treinos de voo e caça. Durante este processo foi de extrema importância reduzir ao mínimo indispensável o contacto desta ave com seres humanos de forma a permitir a reversibilidade da domesticação. Esta ave foi devolvida à natureza num local apropriado.


No momento de devolução à natureza desta ave estiveram presentes 17 pessoas, entre as quais se encontravam representantes da Junta de Freguesia do Louriçal, representantes dos caçadores da região e os alunos e professora da Escola Primária de Casal da Rola. A ave foi baptizada de ‘Teddy’.


O CERVAS agradece à Junta de Freguesia do Louriçal o interesse demonstrado pelo trabalho desenvolvido neste centro e o apoio e colaboração na divulgação desta devolução à natureza.




Sessão de Educação Ambiental

14.30h - Palestra e oficina de educação ambiental, Juncal, Porto de Mós
Instituto Educacional do Juncal


Durante a tarde de quinta-feira os técnicos do CERVAS, a convite do Instituto Educacional do Juncal, dinamizaram uma palestra teórica, seguida de uma componente prática, para os alunos desta escola. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer melhor a função e o funcionamento do CERVAS e a realidade dos centros de recuperação de fauna selvagem em Portugal. Durante a apresentação os participantes ficaram a conhecer um pouco mais da diversidade de fauna autóctone existente em Portugal e também aprofundaram o conhecimento sobre a ecologia e biologia das aves de rapina nocturnas. A parte prática desta actividade consistiu na análise de egragópilas (regurgitações de alimento ingerido mas que não é digerido) de coruja-das-torres (Tyto alba) e identificação das presas desta ave de rapina. Desta forma os alunos puderam estar em contacto com um dos métodos usados no estudo da ecologia destas aves.



O CERVAS quer agradecer ao Instituto Educacional do Juncal pelo seu interesse no trabalho desenvolvido neste centro, e em particular a Joana Cordeiro e ao restante grupo da área de projecto pelo convite feito ao CERVAS para a realização desta actividade.

Libertações: 07 de Dezembro de 2010

07 de Dezembro de 2010
09.30h - Devolução à natureza de uma garça-real (Ardea cinerea) em Trancoso - Reboleiro
Centro Cultural de Reboleiro



Esta ave foi encontrada por um particular e posteriormente recolhida e encaminhada para o CERVAS pelo SEPNA/GNR de Pinhel. É um animal juvenil que não terá conseguido encontrar alimento tendo por isso ficado muito debilitado. O seu processo de recuperação consistiu em alimentação adequada para que alcançasse uma óptima condição física, em treinos de voo e no contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza realizou-se num local que reúne as condições adequadas à espécie.


No momento da sua devolução à natureza estavam cerca de 35 pessoas entre as quais se encontravam o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Reboleiro, representantes da Câmara Municipal de Trancoso, os alunos e professores da creche/ATL jardim infância e EB1 de Reboleiro e os técnicos do Centro Cultural de Reboleiro e do CERVAS. A ave foi baptizada de 'Kiki'.




O CERVAS agradece à Associação Cultural e Juvenil da Ribeirinha pela colaboração e ajuda na divulgação desta actividade.

11.30h - Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) em Avelãs da Ribeira, Guarda
Jardim Escola Avelãs da Ribeira


Esta ave ingressou no CERVAS com um trauma na asa direita. Foi encontrada por um particular num campo agrícola, numa zona com postes e linhas de distribuição eléctrica nas proximidades, a lesão é compatível com uma colisão, talvez com uma das linhas de electricidade. O animal foi recolhido e encaminhado para o centro pelo SEPNA/GNR de Pinhel, e o seu processo de recuperação consistiu no tratamento da lesão, numa alimentação adequada, e numa fase final em treinos de voo e caça e no contacto com animais da mesma espécie.


No momento da devolução à natureza estiveram presentes 13 pessoas, entre as quais se encontravam os alunos e professora da escola primária de Avelãs da Ribeira, populares e os técnicos do CERVAS. A ave foi baptizada de ‘Jacob’ .




15.00h - Devolução à natureza de um gavião (Accipiter nisus) em Gonçalo, Guarda
Centro Escolar de Gonçalo

Esta ave foi encontrada por um particular e foi recolhida e encaminhada para o CERVAS pelos Vigilantes da Natureza do Parque Natural da Serra da Estrela - Manteigas. No momento do seu ingresso a ave apresentava um hematoma na asa esquerda que a impedia de voar. A sua recuperação passou pelo tratamento da lesão e numa alimentação adequada, numa fase posterior esteve em contacto com animais da mesma espécie e realizou treinos de voo e caça.


Os técnicos do CERVAS dinamizaram uma apresentação para os alunos do Centro Escolar de Gonçalo, onde se abordaram temas como o trabalho realizado no centro de recuperação de animais selvagens e a biodiversidade faunística em Portugal. No momento de devolução à natureza do gavião estiveram presentes mais de 70 pessoas, entre as quais o Sr. Comandante da GNR de Gonçalo, representantes da Junta de Freguesia de Gonçalo e os professores, alunos e seus parentes do Centro Escolar de Gonçalo. A ave foi baptizada pelos alunos de ‘Gonçalino’.


Agradecemos à Junta de Freguesia de Gonçalo o apoio e colaboração na realização desta actividade.

Libertação: 6 de Dezembro de 2010

6 de Dezembro de 2010
15:30 - Devolução à Natureza de uma coruja-das-torres (Tyto alba) em Gouveia
Unidade de Apoio à Infância da Fundação D. Laura dos Santos, Moimenta da Serra

Esta ave foi encontrada por um particular e entregue no Parque Biológico de Gaia, tendo sido posteriormente encaminhada até ao CERVAS. Já neste centro o seu processo de recuperação passou por uma alimentação adequada para que houvesse um normal desenvolvimento das penas que se encontravam bastante danificadas. Durante o tempo em recuperação foi colocada em contacto com aves da mesma espécie, de forma a não perder comportamentos típicos da natureza e realizou treinos de voo e caça.


No momento da sua devolução à natureza estiveram presentes cerca de 100 pessoas, na sua maioria alunos do A.T.L. e creche da Fundação D. Laura dos Santos e A.T.L. da A.B.P.G. e respectivos funcionários de ambas as instituições, tendo a coruja-das-torres sido baptizada de “Moimenta”.




Depois da coruja-das-torres ter sido devolvida à natureza, e tendo em conta a época natalícia que se avizinha, foram entregues às crianças peluches que haviam sido oferecidos ao CERVAS por um particular da região de Lisboa.


Visita ao CERVAS de alunos de Biologia da Universidade de Aveiro

Entre os dias 3 e 5 de Dezembro de 2010 o CERVAS recebeu alunos da Licenciatura de Biologia da Universidade de Aveiro. Esta visita foi realizada no âmbito da disciplina de Ornitologia, tendo sido acompanhados pelo responsável da mesma, Prof. António Luís. Durante o fim-de-semana foram realizadas diferentes actividades, tendo começado por uma visita ao CERVAS na sexta-feira com o intuito de mostrar o trabalho realizado no centro de recuperação. No final do dia foi ainda realizada uma saída de campo para detecção de aves de rapina nocturnas, com demonstração da metodologia normalmente utilizada para detecção destas aves, tendo sido ouvida uma coruja-do-mato (Strix aluco).


No sábado de manhã foi realizada uma saída de campo pelos lameiros de S. Paio (Gouveia), de forma a dar oportunidade aos alunos de aumentar a sua experiência na observação e identificação de aves, tendo sido observadas o abibe (Vanellus vanellus), tarambola-dourada (Pluvialis apricaria), cartaxo-comum (Saxicola torquatus), peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula), pardal-francês (Petronia petronia) e trigueirão (Emberiza calandra), entre outros. Da parte da tarde planeava-se ir até à Serra, a locais de maior altitude, mas devido à neve e vento forte tal não foi possível. Assim, a saída de campo continuou junto ao Rio Mondego, em Ponte Nova (Gouveia). Neste habitat os alunos tiveram oportunidade de observar novas espécies, como por exemplo, o lugre (Carduelis spinus), trepadeira-comum (Certhia brachydactyla), andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris) e guarda-rios (Alcedo atthis).



No último dia da visita, os alunos tiveram a oportunidade de assistir a necrópsias de aves selvagens realizadas por técnicos do CERVAS nas instalações do centro. Através da observação das necrópsias, os alunos puderam constatar ao vivo a teoria aprendida nas aulas em relação a anatomia das aves.


Da parte da tarde foi realizada uma apresentação teórica sobre o CERVAS onde os alunos tomaram conhecimento das espécies que mais ingressam neste centro, bem como as principais causas de ingresso das mesmas e locais de proveniência. Foram também apresentados alguns dos trabalhos já realizados no CERVAS no âmbito de estágios e teses de mestrado. Em seguida foi feita uma breve apresentação do Projecto BARN, não só do trabalho realizado no âmbito do mesmo no concelho de Gouveia, como também do que se encontra programado. Para finalizar esta visita, foi realizado um pequeno quiz com o intuito de testar os conhecimentos adquiridos durante o fim-de-semana na identificação de aves.




Agradecemos ao Prof. António Luís a escolha do CERVAS, dos seus técnicos e colaboradores para transmitir conhecimentos aos seus alunos, quer dentro do centro de recuperação quer nas saídas de campo.