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A mostrar mensagens de Maio, 2013

CERVAS Shop!


O CERVAS apresenta os produtos da sua lojinha, que se encontram disponíveis para venda!

Ao adquirir algum dos artigos que se encontram à venda na lojinha CERVAS estará a contribuir para a continuação do trabalho realizado no centro. 


Espreite e ofereça a si e aos seus, um presente especial!



A todos os preços serão acrescidos os gastos de envio.


Pode ainda, apadrinhar um animal selvagem em recuperação!


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CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado para:
ALDEIA
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6290-909 Gouveia

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Contra reembolso (CTT)


Crianças da EB1 de Mêda visitaram o CERVAS


No fim da tarde do dia 24 de Maio de 2013, o CERVAS recebeu a visita de alunos da Escola Básica do 1º ciclo (EB1) de Mêda. 


A primeira parte da acção consistiu em palestras ao ar livre sobre o trabalho do CERVAS, com destaque para as espécies com que o centro trabalha e as principais causas de ingresso.


De seguida foi realizada uma visita guiada aos cerca de 40 alunos e professores, em pequenos grupos, de forma a dar a conhecer algumas das instalações do centro.


No final foi realizada a devolução à Natureza de um melro-preto (Turdus merula) que tinha ingressado no CERVAS após ter sido apreendido pelo SEPNA/GNR a um particular que o mantinha em cativeiro ilegal.

Educação Ambiental em Vila Nova de Tazem


Na manhã do dia 23 de Maio de 2013 o CERVAS realizou uma sessão de Educação Ambiental em Vila Nova de Tazem, Gouveia.


Esta acção decorreu na Escola Básica de Vila Nova de Tazem e consistiu na apresentação de algumas das espécies autóctones e as suas problemáticas, recorrendo a material biológico. 


Os técnicos do CERVAS foram recebidos por duas turmas de 8º ano, a quem foi proposta a participação e colaboração em projectos do centro que estão a ser desenvolvidos.


O CERVAS agradece a disponibilidade e interesse da Escola Básica de Vila Nova de Tazem e está disponível para futuras acções de colaboração.


Gaivota-d´asa-escura devolvida à Natureza pelo CERVAS observada na Alemanha


Uma gaivota-d´asa-escura (Larus fuscus) que tinha sido devolvida à Natureza pelo CERVAS foi observada na Alemanha no final de Abril de 2013.

Autor da foto: Olaf Ekelof (24-04-2013)

A observação e leitura da anilha em PVC (preta F122) com que esta gaivota migratória tinha sido marcada, foram efectuadas por Olaf Ekelof em Helgoland, Schleswig-Holstein a 24-04-2013.


A ave tinha sido libertada em Aveiro, na Salina da Troncalhada, a 30 de Janeiro de 2012 depois de ter sido recuperada no CERVAS, onde ingressou a 08-11-2011 num estado de debilidade/magreza e com uma lesão numa das patas.

Autor da foto: Fernando Sabino (18-11-2012)

Esta já é a segunda recaptura visual pois a 18-11-2012 a mesma gaivota também tinha sido observada por Fernando Sabino, nas docas de Coimbra, num local próximo de onde a ave tinha sido recolhida ferida no final de 2011.

O CERVAS agradece a Olaf Ekelof e Fernando Sabino pelo envio das informações e fotografias e a Thijs Valkenburg por todo o empenho na coordenação do projecto de marcação e seguimento de gaivotas em Portugal e envio da informação.

Devolução à Natureza de um açor em Oiã


No dia 21 de Maio de 2013 às 16:30 foi devolvido à Natureza um açor (Accipiter gentilis) em Oiã, Oliveira do Bairro.



Esta ave tinha sido encontrada ferida junto de uma habitação no final de 2012 e foi enviada para o CERVAS pelas pessoas que a recolheram e entregaram ao SEPNA/GNR de Anadia, que por sua vez a encaminhou para a Reserva Natural do Paul da Arzila.


No momento do ingresso o açor apresentava uma fractura num dos membros posteriores, o que obrigou a um longo período de recuperação clínica, seguido de uma fase de treino de voo e musculação em contacto com outras aves de rapina diurnas.


A devolução à Natureza foi realizada no mesmo local onde a ave tinha sido encontrada ferida, em campos agrícolas próximos a zonas de bosque.




Espécie do mês de Maio: Cobra-rateira



A cobra-rateira (Malpolon monspessulanus) é a maior serpente da fauna ibérica, ultrapassando os dois metros de comprimento. Possui uma cabeça estreita, sulcada no dorso e lateralmente e tem olhos grandes e escamas lisas. Possui uma cor castanha-esverdeada com uma grande mancha escura no terço anterior do tronco.


A cobra-rateira é uma serpente robusta, ágil e que pode ser agressiva quando provocada, bufando e podendo morder fortemente. Ao contrário da maioria das serpentes da fauna portuguesa, a cobra-rateira produz um veneno neurotóxico, com o qual paralisa as suas presas. De destacar que a cobra-rateira é opistoglifa, ou seja, tem os dentes inoculadores de veneno localizados na parte posterior das maxilas, não conseguindo injectar o veneno no homem em caso de mordedura, salvo raríssimas excepções, não sendo por isso considerada perigosa.
As presas da cobra-rateira são essencialmente mamíferos como ratos e coelhos, outras serpentes e lagartos e pequenas aves.


A cobra-rateira possui hábitos diurnos e ocorre numa grande variedade de ambientes, desde bosques, matagais mediterrânicos, estepes e campos cerealíferos. Encontra-se por toda a orla mediterrânica com excepção da península Itálica, e para Oriente atinge o Irão. Ocupa toda a Península Ibérica, excepto uma estreita faixa Setentrional, e em Portugal distribui-se amplamente por todo o território, sendo escassa ou mesmo ausente nas zonas de menor altitude da faixa costeira de influência atlântica, entre Leiria e o Porto. Em altitude distribui-se desde o nível do mar até aos 1520 metros na Serra da Estrela distribuindo-se por todo o Parque Natural, onde prefere locais com densa cobertura arbustiva e grandes rochas, que utiliza como refúgio, encontrando-se também, nos silvados, nos taludes de caminhos, bosques abertos e giestais.


A cobra-rateira é ovípara e efectua posturas de três a 18 ovos. Segundo um estudo realizado pelo Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal, a respeito desta espécie, pressupõe-se que a cobra-rateira apresenta um amplo período de hibernação, desde meados de Outubro até meados de Março, e possui um ciclo anual unimodal onde metade das observações concentraram-se em Junho, correspondendo a machos durante o período de acasalamento, com um ligeiro aumento das observações desta espécie durante os meses de Setembro a Outubro, devido à eclosão dos ovos e dispersão dos recém-nascidos.


Relativamente à conservação desta espécie de serpente, a cobra-rateira está classificada como Pouco preocupante (LC), pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, e apesar de muitos exemplares acabarem por morrer atropelados e serem mortos deliberadamente pelo homem, as suas populações podem considerar-se estáveis na maior parte do país.


De destacar ainda que a maior parte das serpentes da fauna ibérica, com excepção das víboras, são áglifas, que significa que os dentes são maciços e não possuem glândulas produtoras de veneno, sendo portanto consideradas como não venenosas e não constituindo nenhum perigo para o homem.


Bibliografia:

Crespo, E. e Lesparre, D. 2008. A herpetofauna do Parque natural da Serra da Estrela. CISE. Seia.
Loureiro, A., Almeida, N.,Carretero, M., Paulo,O. 2008. Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal. Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidasde,I.P.
Instituto da Conservação da Natureza e Florestas. Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. Acedido em 20 de Maio de 2013, em: http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/patrinatur












Acções de Educação Ambiental em Manteigas


Na manhã de 10 de Maio de 2013 o CERVAS foi recebido por alunos do 8º ano da escola C+S de Manteigas e do Externato Nossa Senhora de Fátima, em Manteigas.


Foram realizadas palestras, recorrendo ao material biológico do kit de Educação Ambiental do CERVAS, relacionadas com as espécies de fauna autóctone Portuguesa e algumas das suas ameaças, com destaque para a problemática do cativeiro ilegal.


No final de cada sessão os alunos foram convidados a participar em projectos do CERVAS tendo sido obtidas respostas positivas e demonstrações de grande interesse pelos temas apresentados.


O CERVAS agradece a disponibilidade de alunos e professores e mantém disponibilidade para futuras acções em parceria.


Acções de Educação Ambiental em Gouveia


Durante as manhãs dos dias 8 e 9 de Maio de 2013 o CERVAS desenvolveu acções de educação e sensibilização ambiental com alunos e professores dos 8º e 12º anos do Agrupamento de Escolas de Gouveia.


Nestas acções foi o usado o kit de educação ambiental do CERVAS, composto por diversos tipos de materiais biológicos, de forma a tornar as acções mais dinâmicas, cativando assim a atenção dos alunos.


Os jovens tiveram oportunidade de ficar a conhecer melhor as diferentes espécies de animais, desde aves de rapina diurnas e nocturnas a mamíferos, as respectivas características e adaptações aos meios onde vivem, bem como algumas das problemáticas que as afectam no nosso país, como é o caso do cativeiro ilegal.


No fim de cada acção foi proposta a participação dos alunos do 8º ano num projecto ainda em preparação, qua consiste num canal CERVAS onde serão divulgados vídeos informativos sobre as espécies nacionais. Aos alunos do 12º ano foi feito um apelo para participarem num concurso de trabalhos sobre a problemática do cativeiro ilegal. 


O CERVAS agradece a disponibilidade e colaboração dos professores e alunos do Agrupamento de Escolas de Gouveia e continua disponível para futuras acções em parceria.