Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2010

Acções de Educação Ambiental

No passado dia 23 de Março o CERVAS esteve presente na inauguração do CEAF - Centro de Educação Ambiental de Folgosinho, onde realizou algumas mini-oficinas de educação ambiental com cerca de 80 crianças do concelho de Gouveia. As actividades, também associadas às celebrações do Dia da Árvore, incluiram a construção e colocação de caixas-ninho, a identificação de flora e de indicios de fauna silvestre e a plantação de árvores.

Justificar completamente


Esta acção foi organizada pela Câmara Municipal de Gouveia, em colaboração com o CERVAS.

Espécie do mês de Março: Garça-vermelha


A garça-vermelha ou garça-imperial (Ardea purpurea) é uma ave pertencente à família Ardeidae, tal como a garça-real (Ardea cinerea) ou o abetouro (Botaurus stellaris). Distribui-se pelo continente Europeu, tendo como limite de distribuição Norte a Holanda e Polónia, e limite Este o Mar Cáspio.
É ligeiramente mais pequena que a garça-real e a sua plumagem, de cor acinzentada, pode variar, podendo ir desde tons bastante escuros até outros mais claros, quase róseos. Apresenta uma mancha identificativa, debaixo da asa, de cor púrpura, visível durante o voo. O bico é de cor amarela e com uma aparência bastante pontiaguda, sobretudo quando se comparado com o da garça-real.
Ocorre sobretudo em zonas húmidas com caniçais densos: estuários, rias, lagoas costeiras e pequenos canais de regadio, com águas pouco profundas, de correntes de baixa velocidade e com um substrato arenoso, sedimentar ou lodoso, sem rochas ou obstáculo semelhantes.
A alimentação desta espécie consiste essencialmente em pequenos peixes e insectos, podendo também caçar, pequenos mamíferos, anfíbios e répteis.
Os ninhos são construídos muito próximos da água, em caniçais densos, sendo este tipo de vegetação a principal matéria-prima para a sua construção. As crias são nidícolas e ambos os progenitores cuidam da prole até que esteja suficientemente desenvolvida para se tornar independente.


A população existente no continente europeu é migratória, e a maioria dos animais desloca-se para a África subsariana durante o Inverno, ainda que um número reduzido de animais possa invernar no sul da Europa ou no golfo da Arábia.
De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, esta espécie encontra-se “Em Perigo”, sendo o principal factor de ameaça a perturbação dos locais de alimentação e nidificação.

Colocação de Caixas-ninho em Manteigas

Na passada segunda-feira, dia 22 de Março, o CERVAS participou nas comemorações do Dia da Árvore organizado pela Câmara Municipal de Manteigas, tendo sido colocadas duas caixas-ninho para Mocho-d’orelhas (Otus scops). A acção decorreu no Parque de Lazer de S. Sebsatião, na freguesia de S. Pedro, no concelho de Manteigas destinando-se aos alunos do ensino básico e aos utentes do Cartão Municipal do Idoso de Manteigas. A colocação das caixas-ninho contou com o apoio dos Serviços Florestais de Manteigas, tendo sido precedida de uma pequena palestra de campo sobre as caixas-ninho e a sua importância para as aves, em particular para o Mocho-d’orelhas, que depende de árvores maduras com cavidades para nidificar, reforçando assim a importância da protecção da floresta e das árvores.
A colocação das caixas-ninho para aves de rapina nocturnas são realizadas no âmbito do Projecto BARN, sendo monitorizadas por técnicos do CERVAS.




Campanha de Apadrinhamentos CERVAS '10


Apadrinhe um animal selvagem em recuperação no CERVAS! Junte-se a nós na causa da conservação da fauna selvagem.

Desde 2006 que se tem registado um aumento anual no número de animais que chegaram ao CERVAS a necessitar de cuidados, e 2009 não foi excepção, tendo o número de ingressos aumentado em 30%, relativamente a 2008. Para além disso, em 2009 o CERVAS conseguiu recuperar e devolver à Natureza 164 animais selvagens, o que representa mais 11% do que em 2008 (a totalidade do relatório pode ser consultada aqui). Tal só foi possível graças a um novo modelo de gestão e ao excelente contributo de todos os padrinhos e patrocinadores, que permitiram por exemplo, a construção de novas câmaras de recuperação que permitiram acolher e recuperar mais animais. Para estas obras de ampliação se tornarem uma realidade, foi fundamental o empenho de todas as pessoas que, tal como os membros de CERVAS, acreditam verdadeiramente na causa da conservação da fauna selvagem.

Para 2010 é esperado que ingressem ainda mais animais, e como tal, será necessário que se processa à construção de novos espaços para a recuperação dos animais selvagens. Para isso contamos com a sua ajuda!

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa obter informações e fotos do animal apadrinhado, se o desejar, e informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Espécies de animais em recuperação no CERVAS:


a) Com uma contribuição mínima de 15€
Coruja-do-mato (Strix aluco); Coruja-das-torres (Tyto alba); Mocho-galego (Athene noctua); Mocho-de-orelhas (Otus scops); Milhafre-preto (Milvus migrans); Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo); Águia-calçada (Aquila pennata); Açor (Accipiter gentilis); Gavião (Accipiter nisus); Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
; Fuinha (Martes foina); Raposa (Vulpes vulpes); Cegonha-branca (Ciconia ciconia)

b) Com uma contribuição mínima de 25€
Bufo-real (Bubo bubo); Britango (Neophron percnopterus); Garça-vermelha (Ardea purpurea)
;

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Poderá descarregar a ficha de apadrinhamento aqui.

Além da possibilidade de apadrinhamento de animais, apresentamos também a campanha de apadrinhamento de projectos para 2010, para empresas ou particulares que queiram contribuir para a evolução do trabalho a desenvolver a partir do CERVAS:
- BARN - Conservação e estudo da distribuição e ecologia de aves de rapina nocturnas do concelho de Gouveia;
- Treino de voo e Musculação de Aves Pré-Libertação;
- Enriquecimento ambiental no CERVAS;

- Distribuição e prevalência de hemoparasitas de aves selvagens;

- Mapeamento dos ingressos do CERVAS;
- A influência do abandono agrícola na avifauna da Serra da Estrela;
- Educação Ambiental – oficinas e produção de material pedagógico.


Contactos CERVAS

E-mail:cervas.pnse@gmail.com
Tel: 962714492 (CERVAS)/ 238492411 (PNSE Gouveia)

Modos de pagamento:


- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para:
CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens

Apartado 126
6290-909 Gouveia

- TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Saída de Campo: Observação e Identificação de Árvores e Arbustos

Ao cultivar o interesse pela flora autóctone e restante biodiversidade associada, está-se a aprender e contribuir para a divulgação, preservação e conservação do património natural, essencial nos dias que correm.

Foto: Lísia Lopes (Narcissus sp.)

Com este intuito, o CERVAS organizou uma saída de campo no passado dia 13 de Março , no Concelho de Gouveia, que contou com a presença de 17 participantes. A actividade iniciou-se na delegação do Parque Natural da Serra da Estrela, onde se introduziu a matéria com uma curta sessão teórica, que abordou o tema do herbário e a sua importância para os diferentes estudos que se podem fazer com o mesmo, havendo em seguida uma abordagem aos projectos em que os responsáveis pelo herbário do departamento de Biologia da Universidade de Aveiro já participaram, ou estão a participar. Deste modo abriu-se caminho para a saída de campo que decorreu durante o resto do dia. Os trabalhos de campo tiveram inicio nas instalações do CERVAS, onde se identificou a flora presente nos espaços deste centro e se discutiram as possibilidades de enriquecimento a nível floristico do mesmo. Segiu-se uma caminhada pelo Parque Biológico de Gouveia, que permitiu a identificação de várias espécies autóctones, como também algumas espécies ornamentais.

Foto: Ricardo Brandão

A saída continuou no Curral do Negro, uma mata em que os carvalhos, as faias e os medronheiros dominam a paisagem. Durante a tarde e ao longo do caminho que levaria ao ponto de paragem seguinte, observaram-se monoculturas de pinheiro, pseudotsuga e betula. Neste caminho registaram-se também algumas flores anuais, e características pela sua precocidade da floração, diversas espécies de narcisos (todas as espécies de narciso são protegidas) e um belíssimo conjunto de crocos a preencher o solo da floresta.

Foto: Lísia Lopes (Crocus carpetanus)

O ponto seguinte de observação decorreu nas zonas circundantes ao CEAF - Centro de Educação Ambiental de Folgosinho, onde se encontrou uma floresta de coníferas, que apesar da sua beleza, se encontra de alguma forma deslocada do ambiente natural que se encontra na Serra da Estrela. Registou-se alguma variedade de coníferas, desde pinheiros, larícios, ciprestes e abetos.

Foto: Ricardo Brandão (Pseudotsuga menziesii)

O último ponto de paragem realizou-se em Ribamondego, junto ao Rio Mondego, onde apesar da paisagem ser dominada por uma antiga plantação de choupos, é possível observar-se flora característica das zonas ripícolas, como freixos e amieiros e algumas herbáceas, muitas com carisma medicinal.

Fazendo um balanço pessoal a saída correu dentro do espectável, com a observação de muitas espécies, num dia em que o sol não se escondeu e com um grupo de pessoas bastante divertidas, concretizando um dia agradável.


Lista de espécies observadas

Árvores e Arbustos:
Fagus sylvatica - Faia
Quercus rubra - Carvalho-americano
Quercus robur - Carvalho-alvarinho
Quercus suber - Sobreiro
Quercus pyrenaica - Carvalho-negral
Castanea sativa - Castanheiro
Pinus pinaster – Pinheiro-bravo
Pinus pinea – Pinheiro-manso
Pinus sylvestris – Pinheiro-de-casquinha
Pseudotsuga menziesii – Abeto-de-douglas
Cupressus macrocarpa – Cipreste-da-califórnia
Larix decidua – Lariço-europeu
Chamaecyparis lawsoniana – Cipreste-de-lawson
Cupressus sempervirens – Cipreste-dos-cemitérios
Cupressus lusitanica – Cedro-do-buçaco
Abies alba – Abeto-branco
Salix atrocinerea – Salgueiro-preto; Borrazeira-preta
Alnus glutinosa – Amieiro
Betula alba – Bétula; Vidoeiro
Acer pseudoplatanus – Plátano-bastardo; Bordo
Aesculus hippocastanum – Castanheiro-da-india-de-flores-brancas
Juniperus oxycedrus – Zimbro-bravo
Prunus laurocerassus – Louro-cerejo
Salix alba – Salgueiro-branco
Olea europea var. europea - Oliveira
Eucaliptus globulus – Eucalipto-comum
Viburnum tinus - Folhado
Sambucus nigra - Sabugueiro
Fraxinus angustifolia subsp. angustifolia - Freixo-de-folha-estreita
Arbutus unedo - Medronheiro
Populus alba – Choupo-branco
Populus nigra – Choupo negro
Ilex aquifolium - Azevinho
Platanus x hispanica – Plátano-comum
Cytisus grandiflorus – Giesta-amarela-das-sebes
Cytisus multiflorus – Giesta-branca
Cytisus striatus – Giesta-amarela
Ulex europaeus – Tojo
Vitis vinífera – Videira
Erica arborea – Urze-arbórea; Urze-branca
Erica australis – Urze-vermelha
Erica lusitanica - Queiroga
Rhododendron ponticum - Rododendro
Nerium oleander - loendro
Rubus ulmifolios – Silva
Cistus ladanifer – Esteva
Crataegus monogyna - Pilriteiro

Flora herbácea
Saxifraga granulata
Narcissus triandrus – Narciso
Crocus carpetanus – Açafrão-bravo
Ranunculus ficaria – Erva-hemorroidal
Lamium purpureum – Lâmio-roxo
Lamium maculatum - Chuchas
Narcissus bulbocodium – Campainhas-amarelas
Hedera helix - Hera
Thymus caespititus – Tormentelo (rupícola)
Euphorbia helioscopia - Maleiteira
Digitalis purpurea - Dedaleira
Chelidonium majus – Erva-das-verrugas
Oxalis pes-caprae – Erva-azeda

Fetos
Blechnum spicant
Pteridium aquilinum

Invasoras
Acacia dealbata – Mimosa
Acacia melanoxylon – Austrália
Cortaderia selloana – Erva-das-pampas ou penachos

Poster: Enriquecimento Ambiental


Study of the response to levels of difficulty in obtaining food for predatory birds in rehabilitation centers for wild animals.

Poster submetido no 6th European Zoo Nutrition Conference organizado por ConZOOlting Wildlife Management and the EAZA Nutrition Group, que teve lugar em Barcelona nos passados dias 28 a 31 de Janeiro de 2010.

Titulo em Português: Estudo da resposta a níveis de dificuldade na obtenção do alimento, por aves predadoras, em centros de recuperação de animais selvagens.

Para além deste poster, o trabalho vai ser divulgado em formato de artigo na revista Zoo Animal Nutrition book Volume 5.

Saída de Campo: Observação e Identificação de Árvores e Arbustos


Esta actividade pretende dotar os participantes com algumas técnicas que permitam a identificação das principais famílias de árvores e arbustos utilizando os recursos que lhes sejam disponíveis. A saída de campo decorrerá em percursos de baixa dificuldade e curta duração.

A participação nesta saída de campo é gratuita.

Os participantes deverão trazer:
  • Roupa e calçado confortável;
  • Guia de campo de identificação de flora;
  • Merenda;
  • Água;
Antes da saída de campo irá realizar-se uma pequena abordagem teórica, que decorrerá nas instalações do Parque Natural da Serra da Estrela.

Para qualquer informação e/ou confirmação de presença nesta actividade agradecemos contacto por e-mail (cervas.pnse@gmail.com) ou pelo telefone 962714492.

Oficina de Introdução ao estudo de Aves de Rapina Nocturnas


No próximo dia 6 de Março, o CERVAS irá dinamizar uma oficina intitulada “Introdução ao estudo de Aves de Rapina Nocturnas” , numa actividade organizada pelo Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo.
Esta oficina, dirigida ao público em geral, visa contribuir para a identificação e biologia das aves de rapina nocturnas com a demonstração das vocalizações destas espécies como também a identificação e características das penas e egagrópilas de aves rapina nocturnas.
Por fim será colocado no Parque Ecológico Urbano uma caixa ninho para este tipo de aves.

Notas Importantes:
- Horário: 09H30-12H00;
- A inscrição deverá ser feita via e-mail (cmia@cm-viana-castelo.pt) ou telefone (258 809 362);
- Custo por participante – 10,00€;
- Esta actividade tem um número-limite de participantes.

Para mais informações, contactar o CERVAS (cervas.pnse@gmail.com ou 962 714 492) ou CMIA (cmia@cm-viana-castelo.pt ou 258 809 362).