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A mostrar mensagens de Setembro, 2012

Espécie do mês de Setembro: Estorninho-preto


Semelhante ao melro-preto, o estorninho-preto (Sturnus unicolor) possui penas compridas com um aspecto “gorduroso” na garganta e no peito, com reflexos arroxeados. As patas são curtas e avermelhadas, a fronte é plana e o bico é fino e amarelo, onde a base nos machos é azul e nas fêmeas rosada, as asas são curtas e triangulares. No Inverno possui variações na plumagem, possuindo pequenas marcas brancas que se desgastam rapidamente e apresenta o bico escuro. Os juvenis são acastanhados com a garganta pálida. O estorninho-preto vocaliza muito durante todo o ano, emitindo fortes silvos e imitando muitas vezes o som de outras aves. 



O estorninho-preto é residente e muito comum não sendo totalmente sedentário, realiza em certas regiões movimentos de âmbito local. O estorninho-preto encontra-se assim em todo o território continental frequentando desde terrenos agrícolas e zonas arborizadas, até áreas com forte presença humana, como parques e jardins em grandes cidades, preferindo no entanto paisagens em mosaico, com pequenas matas, campos agrícolas e prados, assim como montados com pouco sub-bosque. Surge frequentemente em pastagens com existência de gado bovino onde se alimenta amiúde. Durante o inverno encontra-se também em olivais e restolhos, evitando áreas de elevada altitude. Durante a Primavera os estorninhos-pretos estão dependentes de locais com cavidades onde instala os ninhos. 

As cavidades utilizadas para nidificar, situam-se normalmente em árvores, podendo no entanto utilizar cavidades naturais ou buracos abertos por pica-paus. Pode também nidificar em cavidades de edifícios ou ocupar caixas-ninho.

Segundo um estudo efectuado na região de Serpa num montado de azinho, verificou-se um pico principal de posturas em finais de Março/inícios de Abril e um pico secundário, já com posturas de reposição, em meados de Abril. As posturas variavam entre 2 a 6 ovos, sendo as de 4 mais frequentes. O período de incubação foi de 9 a 15 dias e as crias permaneceram no ninho durante 18 a 23 dias. Verificou-se que alguns casais criaram duas ninhadas numa mesma Primavera. 

A partir do final do verão, e durante o Outono e no Inverno o estorninho-preto pode formar bandos de grandes dimensões constituídos, muitas vezes, por milhares de indivíduos que se reúnem em grandes dormitórios. No inverno forma bandos mistos com os estorninhos-malhados. Durante o dia pode ser vista com frequência pousada em fios e em telhados, com uma postura erecta, ou a alimentar-se nos campos associada muitas vezes a bandos de abibes e tarambolas-douradas. 

Estorninho-malhado (Sturnus vulgaris)

A alimentação do estorninho-preto no Outono e no inverno é essencialmente mais frugívora, ingerindo azeitonas, entre outros frutos e bagas. A alimentação das crias nos ninhos é composta essencialmente por invertebrados terrestres.

Existem alguns indícios de que o estorninho-preto poderá estar em regressão em certas regiões, mas em expansão noutras áreas do país.

Devolução à Natureza de uma águia-calçada em Aldeia do Souto, Covilhã


No dia 10 de Setembro de 2012 às 14h foi devolvida à Natureza uma águia-calçada (Aquila pennata) em Aldeia do Souto, Covilhã.


Esta ave tinha sido encontrada ferida após electrocussão por habitantes locais e encaminhada para o CERVAS pelo Parque Natural da Serra da Estrela.


No momento do ingresso foram detectadas lesões numa das patas e numa das asas, o que é comum em situações de electrocussão, e o tratamento foi iniciado de imediato.


Após 2 meses de recuperação a águia foi devolvida à Natureza pelas pessoas que a tinham encontrado e encaminhado para o CERVAS, na presença de outros habitantes de Aldeia do Souto.


O local escolhido para a devolução era muito próximo daquele onde a ave tinha sido encontrada ferida, na periferia da aldeia e junto de zonas florestais e campos agrícolas.



Devolução à Natureza de 2 açores no Encontro Ibérico Land Rover 2012


No dia 9 de Setembro o CERVAS participou no Encontro Ibérico Land Rover 2012, em Cativelos, Gouveia, através da dinamização de um espaço de divulgação e da devolução à Natureza de dois açores (Accipiter gentilis).


Durante a manhã os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pelo CERVAS, as espécies que ingressam com mais frequência no centro e os seus principais problemas de conservação.


Devido ao grande interesse e curiosidade demonstrados pelas crianças e adultos que visitaram o espaço do CERVAS foram realizadas diversas oficinas de forma contínua durante cerca de 3h.


De seguida, às 14:30 foi reunido um grupo de pessoas interessadas em assistir à devolução à Natureza de dois açores que tinham sido recuperados no CERVAS.


Estas aves eram fêmeas juvenis que tinham ingressado devido a debilidade, num dos casos, e após ter sido apanhada num galinheiro, no outro.


Após cerca de 2 meses de recuperação da condição física e treino de voo em contacto com outras aves de rapina ambos os indivíduos foram libertados no Parque Senhora dos Verdes, numa zona próxima a uma área florestal, na presença de cerca de 35 participantes no evento.


O CERVAS agradece o convite das entidades organizadoras do evento e está disponível e interessado em continuar a participar nas próximas edições. 

Devolução à Natureza de um mocho-galego em Eiras, Coimbra


No dia 6 de Setembro de 2012 às 20:15 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Eiras, Coimbra.


Esta ave tinha sido encontrada dentro da lareira de uma habitação após ter caído pela chaminé e encontrava-se em estado de grande debilidade e magreza, e apresentava a plumagem muito suja.


Após cerca de 1 mês de recuperação durante o qual o mocho esteve em contacto com outras aves da mesma espécie para treino de voo e caça, a devolução à Natureza foi realizada num local muito próximo daquele onde a ave tinha sido encontrada. 


CERVAS dinamiza workshop na Escola Universitária Vasco da Gama


No dia 6 de Setembro de 2012 o CERVAS dinamizou um mini-workshop prático de recuperação de animais selvagens na Escola Universitária Vasco da Gama, em Coimbra.


Esta acção estava integrada no Programa de Workshops de Boas Vindas aos Novos Alunos promovido pela instituição.


O principal objectivo do evento foi a divulgação da importância do papel dos Médicos Veterinários na Recuperação de Fauna Selvagem em Portugal e despertar o interesse dos novos estudantes por esta área.


Os 21 participantes tiveram oportunidade de receber informação sobre o funcionamento do CERVAS, as principais causas de ingresso de animais no centro e respectivas implicações clínicas, e aprenderam algumas técnicas de identificação, captura, contenção, exame físico e realização de ligaduras para estabilização de fracturas.


O CERVAS agradece o convite da EUVG e continua disponível para futuras acções de colaboração.

Devolução à Natureza de 2 mochos-d´orelhas em Fornos de Maceira Dão


No dia 4 de Setembro de 2012 foram devolvidos à Natureza dois mochos-d´orelhas (Otus scops) em Fornos de Maceira Dão, Mangualde.


Estas aves juvenis tinham sido recolhidas por um particular que as encaminhou de imediato para o CERVAS após um gato ter destruído a caixa-ninho onde se encontravam.


No momento do ingresso ambas as aves estavam em estado de choque e com a plumagem ainda em desenvolvimento. Uma delas, a mais jovem, apresentava também uma fractura numa das asas provavelmente devido à queda do ninho.


Após tratamento das lesões e treino de voo e caça em conjunto com outras aves da mesma espécie os mochos foram devolvidos à Natureza pela população da aldeia num local próximo daquele onde tinham sido encontradas.


Devolução à Natureza de 2 mochos-d´orelhas em Vila Nova de Tazem


No dia 31 de Agosto de 2012 às 20h foram devolvidos à Natureza dois mochos-d´orelhas (Otus scops) em Vila Nova de Tazem, Gouveia.


Ambas as aves eram juvenis que tinham sido encontrados perto da igreja da povoação após queda do ninho. Uma das aves foi encaminhada para o CERVAS pelo SEPNA/GNR de Gouveia e a outra por habitantes locais.


No momento do ingresso nenhuma das aves apresentava lesões mas a plumagem ainda estava pouco desenvolvida, pelo que o processo de recuperação foi simples, e os mochos estiveram em contacto com outras aves da mesma espécie para treino de caça e voo enquanto as penas terminavam de crescer.


Durante a devolução à Natureza estiveram presentes cerca de 20 habitantes locais incluindo as pessoas que encontraram e encaminharam as aves para o CERVAS.


O local escolhido foi um olival próximo da zona onde as aves tinham sido encontradas e onde provavelmente estariam a fazer os primeiros voos após saírem dos seus ninhos.


Observação de Aves na Quinta do Crestelo em Seia


No dia 31 de Agosto de 2012 pela manhã foi realizada uma saída de campo para observação de aves na Quinta do Crestelo em Seia.


Um dos objectivos desta actividade, que é já a segunda nesta unidade de turismo, foi a continuação da inventariação das espécies de aves existentes no local.


Foram identificadas 40 espécies de aves sendo de destacar a grande quantidade de papa-moscas-pretos (Ficedula hypoleuca) e papa-moscas-cinzentos (Muscicapa striata), e aves de rapina como o açor (Accipiter gentilis) e a águia-calçada (Aquila pennata).