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A mostrar mensagens de Janeiro, 2013

Espécie do mês de Janeiro: Corvo-marinho



O corvo-marinho (Phalacrocorax carbo) é o único do género que ocorre em águas interiores. Possui um aspecto robusto, com pescoço grosso e cabeça grande e a área gular nua e amarelo-alaranjada estendendo-se até aos olhos.
Os indivíduos reprodutores têm manchas brancas sobre a cabeça e flancos e os juvenis possuem o pescoço e o ventre brancos.


Os corvos-marinhos possuem um voo pesado durante o momento em que levantam voo, encolhendo um pouco o pescoço. 


O corvo-marinho é uma espécie invernante no nosso país, proveniente das ilhas Britânicas, países baixos e Dinamarca, cujos primeiros indivíduos, de uma forma geral, chegam no início de Setembro, aumentando de forma significativa a partir de Outubro. Após o inverno regressam aos seus locais de nidificação em Fevereiro e sobretudo em Março, podendo um número muito reduzido de aves permanecer em alguns locais ao longo de todo o ciclo anual.
O corvo-marinho em Portugal é uma espécie comum ao longo de todo o litoral com uma distribuição ampla, embora mais descontínua no interior. No litoral aberto ao oceano é pouco frequente em sectores arenosos, preferindo a costa rochosa, onde se podem concentrar bandos que atingem algumas dezenas de indivíduos (Cabo Carvoeiro e Cabo da Roca).


O corvo-marinho pode ser visto normalmente em barragens, grandes rios, lagoas costeiras, pauis, estuários e rias, onde nestes últimos durante o dia descansa pousado em baixios intermareais, utilizando igualmente balizas de sinalização e outras estruturas. Por norma, o corvo-marinho, é uma espécie gregária podendo ser vista em bandos, em dormitórios que se situam em ilhotas rochosas, em árvores localizadas em zonas ribeirinhas e em bancos de areia fluviais, que podem reunir milhares de indivíduos. É um nidificante raro em Portugal onde somente em 2007 houve registo de nidificação pela primeira vez, na barragem do Alqueva, verificando-se nos anos posteriores novos registos no mesmo local. Para a nidificação o corvo-marinho escolhe preferencialmente árvores situadas em barragens, e os ninhos encontram-se activos de Maio a final de Julho. Na Europa as posturas desta espécie são constituídas por 3-4 ovos, que são incubados durante 28 a 31 dias, e as crias voam com cerca de 50 dias de idade. 


O corvo-marinho é piscívoro, alimentando-se de peixes que captura mergulhando a profundidades que podem oscilar entre 3 e 9 metros.
Como curiosidade na Ásia Oriental o corvo-marinho é utilizado pelo Homem na pesca (actualmente para fins turísticos), para o efeito é colocado um aro em redor do pescoço das aves de forma a impedir a ingestão das presas capturadas durante os mergulhos.


O número de indivíduos desta espécie em Portugal tem vindo a aumentar assim como a sua área de distribuição que pode ter sido favorecida pelo incremento do número de barragens e açudes em algumas regiões, e com a expansão do corvo-marinho no norte e no centro da Europa. O corvo-marinho, apesar de protegido por lei é perseguido nalgumas regiões onde existem grandes complexos de piscicultura intensiva, colocando para o efeito redes, tiras de plástico ou fios de arame ou de nylon sobre os tanques de piscicultura, o uso de espantalhos ou o recurso a canhões detonadores, sendo o impacto da aplicação de alguns destes métodos elevado. 

Bibliografia:
-Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0


Visita da Escola Secundária José Loureiro Botas ao CERVAS


À semelhança de anos anteriores o CERVAS recebeu a visita da Escola Secundária José Loureiro Botas, do Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria, no dia 25 de Janeiro de 2013.


Durante cerca de uma hora os cerca de 45 alunos e professores dividiram-se em pequenos grupos para poderem conhecer as diferentes áreas de trabalho do CERVAS, bem como do Parque Ecológico de Gouveia.


Através do contacto com o material de educação ambiental e divulgação do CERVAS foi possível apresentar as diferentes linhas de trabalho desenvolvidas bem como as espécies que ingressam com mais frequência e respectivas causas de ingresso.


Tal como é hábito foi dado um especial destaque a diferentes problemáticas como por exemplo o cativeiro ilegal de espécies protegidas, com o objectivo de que os visitantes possam contribuir na divulgação de informações que permitam minimizar o impacte desta prática ainda frequente em Portugal.


O CERVAS agradece o interesse de todos os visitantes e está disponível para futuras acções de colaboração.

Campanha de apadrinhamentos: Dia dos Namorados



Porque todos têm uma alma gémea, ajude-os na sua recuperação, apadrinhe um animal selvagem e contribua para a conservação.

COLABORE COM O CERVAS PARTICIPANDO NESTA CAMPANHA OU CONTRIBUINDO PARA A SUA DIVULGAÇÃO.

Neste momento, os animais selvagens em recuperação no CERVAS, que podem ser apadrinhados, são os seguintes:

Com uma contribuição mínima de 15€ cada:
Mocho-galego (Athene noctua)
Mocho-d´-orelhas (Otus scops)
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Coruja-do-mato (Strix aluco)
Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Águia-calçada (Aquila pennata)
Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus)
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Peneireiro-comum (Falco tinnunculus)

Com uma contribuição mínima de 25€ cada:
Bufo-real (Bubo bubo)
Açor (Accipiter gentilis)
Milhafre-real (Milvus milvus)
Grifo (Gyps fulvus)
Falcão-abelheiro (Pernis apivorus)
Corvo-marinho (Phalacrocorax carbo)
Garça-real (Ardea cinerea)

FICHA DE APADRINHAMENTO DISPONÍVEL AQUI

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

O que recebem os padrinhos?
Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de devolvê-lo à natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação, e se assim o desejar) e receberá um certificado de apadrinhamento. Poderá solicitar dados e fotos do animal apadrinhado e o seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa obter informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.  A visita ao centro também será possível quando solicitada atempadamente e adequadamente combinada com os respectivos técnicos e colaboradores.

Modos de pagamento:
- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de apadrinhamento para:
ALDEIA/CERVAS. Apartado 126. 6290-909 Gouveia

- TRANSFERÊNCIA*:
NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)
*Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Para qualquer informação adicional contactar:
CERVAS: 962714492 ou cervas.pnse@gmail.com

CERVAS nas XX Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental


Durante os dias 18 e 19 de Janeiro de 2013 o CERVAS participou nas XX Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental que decorreram em Leiria.


Este evento, que foi organizado pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e Câmara Municipal de Leiria,  teve um programa diversificado que incluiu conferências, oficinas, feira, cinema e outras actividades.


O CERVAS dinamizou uma exposição e oficinas sobre Fauna Selvagem no espaço da Feira, no Mercado Sant´Ana, por onde passaram dezenas de pessoas, entre população local e participantes nas jornadas, que assim tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do centro.


Outra das actividades desenvolvidas foi uma palestra sobre o papel dos centros de recuperação de Fauna Selvagem na Educação Ambiental - o exemplo do CERVAS no âmbito do grupo de trabalho sobre o papel dos equipamentos para a educação ambiental que esteve reunido no centro de interpretação ambiental de Leiria durante a tarde de Sábado.


O CERVAS agradece o convite para participação no evento e está disponível e interessado em futuras acções de colaboração com a ASPEA.