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A mostrar mensagens de Abril, 2014

Devolução à Natureza de 1 águia-d´asa-redonda em Gouveia nos 40 anos do 25 de Abril


No dia 25 de Abril de 2014 foi devolvida à Natureza uma águia-d´asa-redonda (Buteo buteo) em Gouveia.


Esta ave tinha sido recolhida após ter sido ferida com um tiro, e encaminhada de imediato para o CERVAS pelas pessoas que a encontraram.


A águia apresentava feridas e hematomas numa das asas mas não tinha fracturas. Por isso, o processo de recuperação foi relativamente rápido e consistiu no tratamento das lesões e treino de voo em contacto com outras aves de rapina diurnas. A rapidez na entrega do animal também foi decisiva no sucesso do processo de recuperação.


A devolução à Natureza decorreu em Gouveia, e foi integrada no programa de actividades de comemoração dos 40 anos do 25 de Abril, organizado pela Junta de Freguesia de S. Pedro (Gouveia) e pela Urze - Associação Florestal da Encosta da Serra da Estrela. O CERVAS agradece o convite e continua disponível para futuras acções de colaboração.



Workshop de Recuperação de Aves Selvagens na Ilha do Pico, Açores.


Nos dias 23 e 24 de Abril de 2014 o CERVAS dinamizou um workshop de recuperação de aves selvagens na ilha do Pico, Açores.


Esta acção foi promovida pelo Parque Natural da Ilha do Pico / Secretaria Regional dos Recursos Naturais dos Açores e foi dirigida a vigilantes da Natureza e técnicos de diversas entidades da região que têm lidado com casos de recolha de aves feridas e debilitadas nos últimos anos.


O programa do curso foi semelhante ao de anteriores actividades que o CERVAS dinamizou no arquipélago dos Açores, com um dia de formação teórica e outro totalmente dedicado às componentes prácticas.


Foram abordados diversos assuntos, desde a captura e manipulação de diversas espécies de aves até às técnicas de exame físico, imobilização de fracturas e administração de fluidoterapia e medicamentos, entre outros.


Um objectivo adicional foi avançar com o processo de criação de um centro de recuperação de fauna selvagem na ilha do Pico, que servirá pelo menos o grupo central do arquipélago ao nível da recepção e tratamento de aves, e por essa razão a temática do desenho de instalações foi também abordada.


Com o objectivo de divulgar as potencialidades dos centros de recuperação de animais selvagens foi também realizada uma palestra sobre o trabalho do CERVAS aberta à população, integrada no programa de actividades de comemoração do Dia Mundial da Terra, a 22 de Março, no Centro de Visitantes da Gruta das Torres, o maior tubo lávico conhecido em Portugal.


Os técnicos do CERVAS agradecem o convite do Parque Natural da Ilha do Pico para a dinamização da acção de formação, e em particular ao Vigilante da Natureza Valter Medeiros e ao Director Manuel Paulino Costa por toda a hospitalidade, felicitando-os e a toda a sua equipa pelo excelente trabalho de conservação do património natural desta fantástica ilha.

Dia da Mãe


Porque todas as mães são Mãe Coruja, ofereça uma à sua no dia dedicado a todas as Mães!

Ao oferecer um apadrinhamento de um animal selvagem em recuperação no CERVAS estará a contribuir igualmente para a melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro e poderá ter a possibilidade de assistir, com a sua mãe, à devolução à Natureza do animal apadrinhado, (se tal for possível no final do processo de recuperação).

Com o apadrinhamento receberá por correio um certificado de apadrinhamento, assim como um postal CERVAS Dia da Mãe, onde poderá escrever uma mensagem especial à sua mãe coruja
Através de e-mail, (o seu ou de algum familiar próximo), enviaremos informação sobre a espécie apadrinhada e uma foto do animal apadrinhado para que possa juntar ao presente.
O contacto de e-mail fornecido será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que toda a família possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderão participar, tornando-se, desta forma, membros activos na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Contributo mínimo de 15€

(Buteo buteo)
(Falco tinnunculus)
(Milvus migrans)
Tartaranhão-ruivo-dos-pauis
(Circus aeruginosus)
(Aquila pennata)
(Otus scops)
(Athene noctua)
(Tyto alba)
(Strix aluco)
(Ciconia ciconia)
(Corvus corone)

Contributo mínimo de 25€

(Milvus milvus)
(Accipiter gentilis)

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Descarregue a ficha de apadrinhamento AQUI!

Contactos:
Telem: 927713585
E-mail: cervas.pnse@gmail.com
Morada: CERVAS/Associação ALDEIA
Apartado 126
6290-909 Gouveia

Modos de pagamento:

CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para a morada em cima mencionada.

TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Espécie do mês de Maio: Bufo-pequeno


O bufo-pequeno (Asio otus) conhecido igualmente por toupeirão, ou simplesmente mocho, é uma espécie de ave de rapina nocturna relativamente discreta, sendo por isso mal conhecida entre nós.

O bufo-pequeno tem “orelhas” como o bufo-real mas é bem mais pequeno e delgado, e possui olhos cor-de-laranja e disco facial castanho-arruivado.


Através de observações desta espécie na época de nidificação, pressupõe-se que deverá ter uma distribuição alargada, abrangendo a maior parte das regiões de Portugal Continental, ocorrendo, no entanto, em densidades muito baixas. Na Estremadura é possível que seja mais numeroso do que no resto do país.


Apesar de não existirem dados que o comprovem, é provável que a população nidificante seja essencialmente sedentária, no entanto durante a época fria sabe-se que chegam ao nosso país indivíduos migradores, muitos derivados de movimentos dispersantes de indivíduos nacionais.

O bufo-pequeno prefere sempre orlas de bosques ou bosquetes com acesso a terrenos de caça abertos nas proximidades. Durante a época reprodutora encontra-se em zonas com pinhais, montados de sobro e azinho e carvalhais. Noutras épocas do ano, os bufos pequenos podem ser vistos em áreas abertas, amplas e desprovidas de árvores, nomeadamente em lezírias com pastagens e campos agrícolas, incluindo arrozais, podendo mesmo nidificar em zonas com muito poucas árvores.


Os ninhos de bufo-pequeno são frequentemente instalados em sobreiros, azinheiras e pinheiros-mansos, embora a utilização de ninhos de outras aves também é conhecida. Não se sabe muito acerca do período de canto mais intenso desta espécie em Portugal, embora as aves adultas se façam ouvir sobretudo durante o Inverno (de Janeiro a Março). As posturas desta espécie são compostas normalmente por 3 a 5 ovos que são incubados durante 25 a 30 dias. As crias abandonam o ninho com cerca de 21 a 24 dias de idade, muito antes de saberem voar, escondendo-se nos ramos próximos do local onde nasceram e continuando a serem alimentadas pelos progenitores.



A base da dieta do bufo-pequeno é composta essencialmente por pequenos roedores, embora os insectos e as aves possam também fazer parte da sua dieta.



Bibliografia:
- Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- STRI Rapinas nocturnas: Acedido em 10 de Maio de 2014 em http://rapinasnocturnas.blogspot.pt/


Espécie do mês de Abril: Coelho-bravo

Juvenil de coelho-bravo

O coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) é uma das duas subespécies que ocorrem na Península Ibérica. Mais pequeno e menos esguio que as lebres, o coelho-bravo possui orelhas com um comprimento inferior ao da cabeça e com as pontas castanhas. O pêlo do ventre é cinzento-azulado e a zona superior do pescoço tem uma mancha castanho-avermelhada. A superfície superior da cauda é castanho-escura sendo branca por baixo, característica esta visível quando foge.

O habitat típico do coelho-bravo é composto por um mosaico de pastagens e culturas intercaladas com bosques e matagais mediterrânicos. O coelho-bravo prefere zonas de orla privilegiando a proximidade às áreas de alimentação e aos locais de abrigo. Necessitam de solos secos, bem drenados e pouco compactados que lhes permitam a construção de tocas. O sistema de tocas que o coelho-bravo possui, tem a designação de coelheira, sendo este um sistema de túneis subterrâneos que a maioria dos coelhos escava. As características da coelheira dependem do habitat e da densidade populacional.

Os coelhos são territoriais, formando grupos familiares organizados. Os machos dominantes marcam o seu território através da deposição de excrementos em latrinas e da secreção de diversas glândulas e urina. O coelho-bravo possui normalmente uma actividade crepuscular e nocturna, podendo também ter uma actividade diurna quando não há perturbação por parte do Homem.
O coelho-bravo é uma espécie que adapta o seu ciclo reprodutivo às características do meio em que se encontra. Os coelhos atingem precocemente a maturidade sexual (com menos de um ano), ocorrendo a época de reprodução entre os meses de Outubro e Junho, havendo uma pausa reprodutiva durante os meses de Verão (Julho a Setembro), altura em que o alimento é pouco abundante e de qualidade inferior. Durante a época de reprodução as fêmeas podem construir uma pequena toca próximo das tocas principais. A gestação dura entre 28 e 30 dias e em média nascem 4 crias sem pêlo e com os olhos fechados, permanecendo na toca de reprodução durante uns 20 dias. Cada fêmea pode ter até 3 a 4 ninhadas por ano.


O coelho-bravo é um animal herbívoro, consumindo principalmente plantas herbáceas, apresentando no entanto, preferência pelas gramíneas. A sua dieta está dependente do tipo de alimento disponível e da época do ano, sendo assim, no Verão altura em que diminui a quantidade de gramíneas verdes, o coelho-bravo alimenta-se de outras herbáceas, bem como de plantas de porte arbustivo, como a esteva.

Os efectivos populacionais de coelho-bravo têm vindo a diminuir, em parte devido à deterioração do habitat provocada pelo abandono da agricultura tradicional, a actividade cinegética desordenada e excessiva, e a prevalência de doenças víricas como a mixomatose e a doença hemorrágica viral.

Devolução à Natureza de uma coruja-do-mato em Penalva de Alva


No dia 1 de Abril de 2014 foi devolvida à Natureza uma coruja-do-mato (Strix aluco) em Penalva de Alva, Oliveira do Hospital.


Depois de acções anteriores realizadas neste local em 2010 e em 2012, em que foram devolvidas à Natureza corujas-das-torres (Tyto alba) que tinham caído do ninho, desta vez tratou-se de uma coruja-do-mato que tinha sido encontrada no interior de uma habitação e recolhida por particulares que a encaminharam para o CERVAS através do SEPNA/GNR da Lousã.


No momento do ingresso no centro, no início de Março de 2014, não foram detectadas lesões mas a ave estava debilitada e com um peso abaixo do normal. O processo de recuperação foi rápido e consistiu em alimentação e posteriormente treino de voo e caça em conjunto com outras aves da mesma espécie.


Como a coruja tinha sido encontrada dentro da povoação a devolução à Natureza não teve lugar exactamente no mesmo local mas sim numa zona florestal relativamente próxima, que reunia as condições adequadas para a espécie.