Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Campanha apadrinhamentos 2012


O apadrinhamento de animais selvagens em recuperação no CERVAS consiste numa contribuição simbólica única e com a qual estará a contribuir de forma decisiva na melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro.

Graças aos fundos angariados através destas campanhas de apadrinhamento foi possível ao longo destes últimos anos o melhoramento das estruturas de recuperação que se encontram no centro, permitindo um aumento da capacidade de resposta aos inúmeros ingressos que se registam ano após ano.

Sendo assim, e em parte pelo melhoramento das estruturas, em 2011 o CERVAS atingiu a que foi até então a melhor taxa de recuperação deste centro desde que se encontra sob a gestão da Associação ALDEIA, 58,8% dos animais que ingressaram vivos foram devolvidos à natureza.

Consulte aqui o relatório de actividades do CERVAS no ano 2011.

Para além disso, com o início da época Primavera/Verão regista-se sempre um aumento muito significativo no número de ingressos de animais silvestres com necessidades de tratamento, um exemplo são os casos de crias que chegam a este centro. A sua recuperação é um processo demorado e complexo, envolvendo cuidados muito frequentes e muitas vezes, devido às necessidades próprias de cada espécie, é necessário um tipo de alimentação específico que tornam este processo altamente dispendioso.

1ª cria de coruja-do-mato 2012
Apadrinhe-a AQUI!


Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento. Receberá informação sobre a espécie apadrinhada e poderá também solicitar informações e fotos do animal apadrinhado. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Contributo mínimo de 15

Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Cegonha-branca (Ciconia ciconia)
Pintassilgo (Carduelis carduelis)
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Águia-calçada (Aquila pennata)
Mocho-d'orelhas (Otus scops)
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Coruja-do-mato (Strix aluco)

Contributo mínimo de 25

Milhafre-real (Milvus milvus)
Açor (Accipiter gentilis)
Ógea (Falco subbuteo)
Bufo-real (Bubo bubo)

Em alternativa ao apadrinhamento de um animal selvagem em recuperação, poderá também optar por apadrinhar uma caixa-ninho!


No âmbito do Projecto BARN do CERVAS foram já colocadas algumas caixas-ninho de mocho-d’orelhas (Otus scops), mocho-galego (Athene noctua) e coruja-das-torres (Tyto alba), as quais poderá também apadrinhar. Ao ser padrinho/madrinha de uma caixa-ninho estará a apoiar não só a conservação destas espécies como todo o processo de acompanhamento e manutenção das caixas já colocadas e ainda a construção e colocação de novas caixas-ninho, receberá um certificado de apadrinhamento e informações sobre a caixa-ninho (ocupação, postura, nascimento das crias, etc), fotos da caixa, do local envolvente e, se possível, dos indivíduos que estão a ocupar. O apadrinhamento de uma caixa-ninho (independentemente da espécie) tem um custo de 20€.

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Descarregue a ficha de apadrinhamento AQUI!
Conheça os outros projectos da ALDEIA!

Contactos

E-mail: cervas.pnse@gmail.com
Telemóvel: 962714492
Morada: CERVAS/Associação ALDEIA
Apartado 126

6290-909 Gouveia
Modos de pagamento

CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para a morada em cima mencionada.

TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Quinta-feira, 15 de Março de 2012

19 a 23 de Março de 2012: Próximas devoluções à Natureza:

19 de Março, Segunda-feira. 15:30.
Mata Nacional do Choupal, Coimbra
Devolução à Natureza de 2 milhafres-pretos (Milvus migrans)


21 de Março, Quarta-feira. 11:30.
Estádio Municipal, Manteigas.
Devolução à Natureza de 1 águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)

22 de Março, Quinta-feira. 10:30.
Lagarinhos, Gouveia.
Devolução à Natureza de 1 águia-calçada (Aquila pennata)


23 de Março, Sexta-feira. 16:00
Mosteiro da Flor da Rosa, Crato.
Devolução à Natureza de 1 cegonha-branca (Ciconia ciconia)


Para mais informações, contactar cervas.pnse@gmail.com / 962714492

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Espécie do mês de Março: Milhafre-preto


O milhafre-preto (Milvus migrans) quando adulto apresenta uma plumagem castanho escuro uniforme por todo o corpo, enquanto que os juvenis possuem um sarapintado em forma de gota no peito, mas que à distância é insignificante. Comparativamente ao milhafre-real (Milvus milvus), o milhafre-preto não apresenta as "janelas" claras debaixo da asa, e a cauda demonstra ser mais curta e com uma forma furcada menos pronunciada, sendo características que permitem identificar a espécie em voo e distingui-la do seu congénere milhafre-real.


O milhafre-preto distribui-se de norte a sul do país, estando ausente de grande parte do Minho, do Douro Litoral, da Estremadura e do Algarve.
Pode ser visto num vasto leque de biótipos, como em zonas florestais pouco densas e terrenos abertos ocupados com pastagens ou cultivos, sendo igualmente associado a zonas húmidas como paúis, arrozais, barragens e rios. É visto também em cidades e aterros sanitários já que come também carne putrefacta e lixo.
Os milhafres-pretos que nidificam em Portugal passam o Inverno em África, sendo por isso considerada uma espécie estival. Abandonam o território continental em meados de Julho estendendo-se até Setembro, regressando ao nosso país em meados de Fevereiro-Março.


A alimentação do milhafre-preto é muito variada e inclui tanto presas vivas como restos de animais mortos (sendo frequente avistá-la a patrulhar as estradas tirando partido de animais mortos por atropelamento). Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos, répteis, anfíbios e mamíferos como o coelho-bravo.


Os milhafres-pretos fazem os seus ninhos em árvores junto à parte superior da copa, podendo ser reutilizados ano após ano ou construídos de raiz.
As posturas são constituídas por 2 ou 3 ovos, durando o período de incubação 26-28 dias e as crias abandonam o ninho aos 42 dias.

Bibliografia
(1) Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0
(2) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Saídas de campo: Aves Migratórias e Invernantes da Serra da Estrela

No dia 11 de Fevereiro de 2012 realizou-se uma saída de campo para observação de aves na Serra da Estrela, que coincidiu com a ultima acção levada a campo por técnicos do CERVAS na primeira época de colaboração com o Atlas de Aves Invernantes e Migradoras, coordenado pela SPEA e outras entidades.


Durante esta actividade foram percorridos diversos locais no concelho de Gouveia, nomeadamente Freixo, Figueiró, Melo, Vila Cortês, S. Paio, Nabais e Curral do Negro, de forma a cobrir diferentes tipos de habitats.


Durante o dia foram registadas cerca de 40 espécies, sendo de destacar o peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus) por ser relativamente raro na zona, principalmente durante o Inverno, e o mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis) por não ser uma espécie regularmente observada nas saídas de campo nesta zona.


Desde Agosto de 2011 que vários técnicos e colaboradores do CERVAS têm realizado diversas saídas de campo no âmbito do Atlas de Aves Invernantes e Migradoras referido anteriormente, em 3 quadrículas de 10x10 km nos concelhos de Gouveia, Fornos de Algodres e Mangualde.



Foram realizadas 6 saídas de campo, 2 em cada quadrícula, de forma a registar as espécies existentes durante o periodo de migração (final de Verão e início de Outono) e no Inverno.


No total, foram registadas 100 espécies, sendo de destacar o rabirruivo-de-testa-branca (Phoenicurus phoenicurus) na época de migração ou o dom-fafe (Pyrrhula pyrrhula) e o tordo-zornal (Turdus pilaris) no período de Inverno.


Durante as saídas de campo têm sido envolvidos os voluntários, estagiários e colaboradores do CERVAS, cumprindo-se dessa forma objectivos pedagógicos e de formação, em simultâneo com a colaboração prestada pelos técnicos do CERVAS a nível pessoal com o Atlas.




Por outro lado, estas saídas têm permitido um melhor conhecimento da região uma vez que a maioria dos locais onde foram realizadas as saídas de campo não tinham sido ainda visitados.

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

CERVAS na ExpoSerra 2012


Entre 17 e 21 de Fevereiro de 2012 decorreu em Gouveia a 2ª edição da ExpoSerra e a ALDEIA/CERVAS dinamizou um espaço de divulgação do seu trabalho, numa parceria com o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE).

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O evento registou uma elevada participação por parte da população local, bem como de várias outras regiões do país, sendo de referir que cerca de 650 pessoas entraram no espaço do CERVAS e receberam informações sobre o trabalho do centro bem como sobre a fauna autóctone portuguesa e respectivos aspectos ecológicos e problemas de conservação. É de destacar a breve visita e o interesse demontrado pelo Exmo. Sr. Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, que durante a sua passagem pela ExpoSerra conversou durante breves instantes com os técnicos do CERVAS e PNSE.

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O material relacionado com o grupo dos répteis foi um dos que despertou mais curiosidade por parte dos visitantes, tendo sido possível constatar que uma quantidade significativa de pessoas ainda desconhece a ecologia da maior parte das espécies de cobras ou cágados, por exemplo, bem como os aspectos legais relacionados com a conservação das mesmas.


Ao longo dos 5 dias do evento foi possível divulgar informação sobre algumas das ameaças que sofrem estes animais, nomeadamente a problemática das espécies exóticas introduzidas ou o cativeiro ilegal. Como exemplo, é de referir que os técnicos do CERVAS tomaram conhecimento de diversas situações de cativeiro ilegal de cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) em diversos locais do país, tendo sido prestados os esclarecimentos necessários para que se possa proceder à entrega desses animais em centros de recuperação.


Houve um grande interesse dos visitantes em conhecer o trabalho do centro, e para além de diverso material que foi exposto durante a ExpoSerra foram também dinamizadas duas visitas ao CERVAS que envolveram cerca de 30 pessoas.


O CERVAS agradece à entidade organizadora do evento, o Município de Gouveia, através da DLCG-EEM, o convite para participação, e pretende continuar a dinamizar actividades em futuras edições.

Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Relatório de Actividades 2011


Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2011, deram entrada no CERVAS 301 animais, dos quais 73% (219 animais) se encontravam vivos na altura do seu ingresso. A estes 219 somam-se 19 animais que se encontravam em fase de recuperação no final de 2010. Comparando com os registos do ano de 2010, verifica-se uma diminuição muito acentuada de 26% nos ingressos vivos e de 28% nos ingressos mortos.


Durante o ano de 2011 foi possível libertar 140 animais, do total que se encontrava em recuperação, o que representa uma taxa de libertação de 58,8%, o que se traduz num ligeiro aumento de mais 0,6 pontos percentuais face ao registado no ano de 2010. O ano de 2011 foi o melhor até ao momento, ao nível do sucesso de devolução de animais recuperados à Natureza, desde o início da actividade do CERVAS.



A ordem dos Falconiformes foi a mais representada nos ingressos, seguida da Strigiformes e Passeriformes. A queda do ninho foi a causa com maior número de ingressos, seguida do trauma (de origem desconhecida), se considerarmos apenas os ingressos de animais vivos. Se considerarmos os ingressos mortos, o atropelamento foi a segunda causa mais frequente.



O distrito de Guarda foi a principal área de origem de animais, seguida de Coimbra e Portalegre. O SEPNA-GNR continua a ser a entidade com maior número de animais entregues no CERVAS, seguida pelo ICNB.

Em 2011 foram realizadas 140 acções de devolução à natureza de animais selvagens recuperados no CERVAS, tendo sido 94 delas realizadas com a participação de diferentes escolas e entidades, envolvendo 2619 pessoas. Se considerarmos todas as actividades desenvolvidas, houve cerca de 7700 pessoas alcançadas.

O relatório completo pode ser consultado aqui

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

30 de Janeiro de 2012: devolução à Natureza de uma gaivota-d´asa-escura

30 de Janeiro de 2012, 16:30
Salina da Troncalhada, Aveiro: devolução à Natureza de uma gaivota-d´asa-escura

Esta gaivota-d´asa-escura (
Larus fuscus) adulta tinha ingressado no CERVAS no dia 8 de Novembro de 2011 após ter sido recolhida por um particular.

Durante o exame físico foi detectada uma fractura num dedo de uma das patas e a ave foi tratada, alimentada e mantida em contacto com outras gaivotas.

A devolução à Natureza foi realizada num local com óptimas condições e onde se podem observar grandes concentrações de gaivotas da mesma espécie, em particular durante os meses de Inverno.

Tal como tem acontecido com outras gaivotas devolvidas à Natureza pelo CERVAS e pelo RIAS esta ave foi marcada com uma anilha em PVC (preta F122) para poder ser identificada à distância quando for observada.

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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

29 de Janeiro de 2012: Amigos do Cáster no CERVAS

No dia 29 de Janeiro a Associação Amigos do Cáster, de Ovar, visitou o CERVAS no âmbito de um Eco-Fim-de-Semana dedicado à Serra da Estrela.


O início da actividade decorreu no Covão d´Ametade, no Parque Natural da Serra da Estrela, onde os cerca de 20 participantes puderam ter um primeiro contacto com a avifauna característica desta área florestal de montanha, como por exemplo o lugre (Carduelis spinus) ou a trepadeira-azul (Sitta europaea).


Após percorrerem o Vale Glaciar do Zêzere, os participantes ficaram a conhecer alguns locais em Manteigas onde puderam observar algumas aves associadas a rios de montanha, como o melro-d´água (Cinclus cinclus) ou a andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris).


As partes finais do percurso foram realizadas nas Penhas Douradas e Vale do Rossim onde foram observadas as últimas das cerca de 25 espécies de aves observadas durante a actividade. De seguida, o grupo deslocou-se até Gouveia onde ficou a conhecer as instalações do CERVAS.


Durante cerca de 90 minutos foi apresentado o trabalho realizado pelo centro, com destaque para as principais causas de ingresso e aspectos ecológicos das espécies com que o CERVAS tem mais experiência, em particular as aves de rapina.


O CERVAS agradece o interesse demonstrado por todos os participantes na actividade bem como o apoio que foi dado ao trabalho do centro e seguramente que no futuro serão desenvolvidas novas actividades em conjunto entre a Associação ALDEIA/CERVAS e os Amigos do Cáster.