Conheça o STRI, o novo projecto da ALDEIA, dedicado à divulgação e conservação das aves de rapina nocturnas. Este blogue pretende
reunir informação em que os protagonistas sejam os mochos, as corujas e os
bufos.
O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) é uma estrutura que pertence ao Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) mas que se encontra actualmente sob a gestão da Associação ALDEIA , e que tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto – Portugal, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas. O trabalho de recuperação de animais selvagens consiste na recepção e tratamento dos indivíduos recolhidos, com o object...
A cobra-de-água-de-colar ( Natrix natrix ) é um ofídio de dimensões médias que pode atingir os 2 m de comprimento não ultrapassando geralmente os 1,20 m. Apresenta escamas dorsais carenadas e geralmente 3 escamas pós-oculares (1). Os adultos desta espécie apresentam uma cor uniforme verde-acinzentada com pequenas manchas escuras dispersas ao longo do corpo e ventre esbranquiçado ou esverdeado com manchas pretas (1;3). Os juvenis possuem um notável colar branco, ou amarelado, orlado de negro na parte posterior da cabeça, resultando daí o nome que lhe é atribuído (1). Esta espécie possui uma ampla distribuição Paleártica, da Europa e Magreb até à Mongolia (1), encontrando-se bem distribuída na Península Ibérica embora de forma descontinua, (no sul a aridez ambiental restringe a espécie aos meios mais favoráveis com presença de massas de água estáveis e limpas) (2). Em Portugal a cobra-de-água-de-colar distribui-se por todo o território continental embora se considere que a espécie seja ...
O Corvo ( Corvus corax ) é o maior passeriforme existente no nosso país, possuindo um tamanho semelhante ao de uma águia-de-asa-redonda ( Buteo buteo ). Muitas vezes confundido com a gralha-preta ( Corvus corone ), o corvo apresenta um bico enorme e uma cauda comprida em forma de cunha, e as penas do pescoço muitas vezes apresentam um aspecto hirsuto. Este grande passeriforme emite sons roucos e profundos e possui um voo poderoso, com batimentos de asas regulares, planando frequentemente a diversas altitudes e executando muitas vezes acrobacias aéreas. O corvo é uma espécie residente no nosso país, que ocorre em baixas densidades na sua área de distribuição, mas localmente pode ser relativamente numeroso. Distribui-se de norte a sul do país sendo no entanto mais abundante no interior e estando ausente em muitas regiões, sobretudo ao longo da faixa litoral. O corvo é uma espécie que ocorre frequentemente em zonas montanhosas, sendo observado co...
A víbora-cornuda ( Vipera latastei ) é uma das duas espécies de víbora existente em Portugal e que pode ser potencialmente perigosa para o Homem uma vez que possui veneno. Esta víbora de tamanho pequeno, não ultrapassa, geralmente os 70 cm de comprimento total, possui um corpo robusto com uma cauda curta, e um dorso com uma coloração variável, entre o cinzento ou acastanhado. Ao longo do seu corpo tem uma banda dorsal escura disposta em zigue-zague, e o ventre é esbranquiçado ou acinzentado com manchas irregulares. A cabeça da víbora-cornuda é bem diferenciada do tronco e possui a extremidade do focinho proeminente formando um apêndice nasal típico da espécie. Os olhos têm a particularidade de ter a pupila vertical e a íris amarela ou dourada. Na parte posterior da cabeça existem normalmente duas manchas escuras que formam um V invertido. As fêmeas de víbora-cornuda apresentam uma coloração do dorso acastanhada, enquanto que os machos são cinzentos e co...
A cobra-rateira ( Malpolon monspessulanus ) é a maior serpente da fauna ibérica, ultrapassando os dois metros de comprimento. Possui uma cabeça estreita, sulcada no dorso e lateralmente e tem olhos grandes e escamas lisas. Possui uma cor castanha-esverdeada com uma grande mancha escura no terço anterior do tronco. A cobra-rateira é uma serpente robusta, ágil e que pode ser agressiva quando provocada, bufando e podendo morder fortemente. Ao contrário da maioria das serpentes da fauna portuguesa, a cobra-rateira produz um veneno neurotóxico, com o qual paralisa as suas presas. De destacar que a cobra-rateira é opistoglifa, ou seja, tem os dentes inoculadores de veneno localizados na parte posterior das maxilas, não conseguindo injectar o veneno no homem em caso de mordedura, salvo raríssimas excepções, não sendo por isso considerada perigosa. As presas da cobra-rateira são essencialmente mamíferos como ratos e coelhos, outras serpentes e lagartos e pequenas aves. ...
Diverte-te com as atividades do calendário do advento do PENAS! Para um Natal + sustentável! O PENAS é um espaço dedicado às crianças, famílias e educadores que pretendam conhecer um pouco mais os ecossistemas e a biodiversidade que os rodeia! Através das sugestões do PENAS, e de forma lúdica, poderão ajudar activamente na preservação e protecção dos ecossistemas naturais! " A carregar…
No dia 13 de Dezembro de 2021 foi devolvido à Natureza um milhafre-real ( Milvus milvus ) em Figueira de Castelo Rodrigo (FCR). Este indivíduo, de uma espécie invernante que tem estatuto Vulnerável em Portugal (Criticamente em Perigo, se considerarmos a reduzida população Residente) tinha ingressado no CERVAS a 16 de Outubro, após ter sido recolhida por um particular em Reigada, Figueira de Castelo Rodrigo, que a entregou ao Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR de Vilar Formoso. No momento do ingresso esta ave apresentava uma fractura numa das asas devido a atropelamento. Após um processo de recuperação relativamente rápido, esta ave foi equipada com um emissor GPS pela organização espanhola AMUS (Acción por el Mundo Salvage) no âmbito do projecto LIFE EUROKITE o que permitirá conhecer os movimentos deste indivíduo e contribuir para um maior conhecimento sobre as ameaças que afectam esta espécie, que se encontra em declínio a nível europeu, devido...
Nos dias 29 e 30 de Outubro de 2022 decorreram duas saídas de campo de identificação de cogumelos silvestres, no Parque de Campismo do Curral do Negro e na Mata da Cerca, em Gouveia. Estas actividades foram organizadas pelo CERVAS/Associação ALDEIA em parceria com o Parque de Campismo do Curral do Negro e com a Cogumelyces e contaram com a participação de cerca de 50 pessoas. Na sequência das duas saídas de campo será dinamizada a exposição “Fungos Fantásticos” na Casa da Torre, que tem como principal objectivo divulgar a importância destes organismos e como as pessoas podem e devem conhecê-los e contribuir para a sua conservação. As visitas à exposição podem ser realizadas por qualquer pessoa ou grupo, mediante contacto prévio para marcação através do 919457984 ou cervas.pnse@gmail.com
Fotografia: Bruno Martins O melro-preto – Turdus merula , Linnaeus, 1758 – é uma espécie comum nas zonas verdes da generalidade das localidades do nosso país. Os machos são facilmente identificados pela sua plumagem preta, bico alaranjado e a auréola amarelada em torno do olho. As fêmeas e os juvenis são acastanhados, com algumas riscas ténues, e, embora possam ser confundidos com o estorninho-preto, a plumagem dos melros é mate e a dos estorninhos é brilhante. Tanto o macho como a fêmea possuem patas e cauda compridas (1). Fotografia: Gonçalo Costa Em Portugal, o melro-preto é uma espécie residente muito comum, ainda que ocorram alguns indivíduos invernantes, e existe apenas a subespécie nominal ( Turdus merula merula ) (2). Distribui-se por toda a Europa de climas temperados, Rússia, Turquia, norte do Irão e China, podendo ser residente ou migratória (3). Encontra-se em toda a extensão do território nacional e frequenta todo o tipo de habitats florestais, embora seja escasso em ...
O gavião ( Accipiter nisus ) é uma ave de rapina bastante comum em bosques densos e terrenos abertos com pequenos matagais. O macho adulto de gavião é de um azul carregado e sem brilho no dorso e possui barras horizontais finas amarelo-avermelhadas por baixo, já a fêmea é muito maior que o macho, aproximando-se em termos de tamanho, ao macho de Açor , embora seja mais esbelta, leve e com a cauda mais comprida. Apresenta um dorso castanho esbatido e barras horizontais finas escuras por baixo. O juvenil de gavião é semelhante à fêmea, embora de um castanho mais vivo por cima e barras menos abundantes e mais grossas por baixo sendo o peito quase sarapintado. O gavião habita sobretudo a metade norte do país sendo comum em algumas regiões, ao contrário do que acontece no resto do território onde é menos abundante e possui uma distribuição mais fragmentada. É uma espécie típica de paisagens em mosaico ou de orlas florestais com um misto de bosques, zonas agrícolas e matos. A alimentação do g...
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