É uma espécie que apresenta uma distribuição muito vasta, encontrando-se em grande parte da Europa, Ásia e Noroeste de África (2). Existem três subespécies de Bufo bufo na Península Ibérica, sendo que em Portugal ocorre apenas a subespécie B.b. spinosus. Distribui-se de Norte a Sul do país de forma contínua e regular (3).
O sapo-comum tem o corpo coberto de verrugas bem evidentes, considerado repugnante por muitos, e tem uma cor uniformemente acastanhada. A sua má reputação deve-se talvez à secreção leitosa e irritante, produzida por duas glândulas parótidas (grandes e proeminentes) bem visíveis lateralmente da cabeça. Esta secreção funciona como defesa contra potenciais predadores. (2)

O sapo-comum ocorre numa grande variedade de biótopos, uma vez que não apresenta grandes restrições ecológicas. Adapta-se a quase todos os climas e habitats, e pode ser observado em zonas húmidas ou secas, abertas ou com vegetação densa, em meios naturais, cultivados ou nas imediações de áreas habitadas, desde o nível do mar até aos 1870 m de altitude na Serra da Estrela(3). É também frequentemente encontrado em zonas urbanas (2).
É uma espécie que apresenta hábitos essencialmente crepusculares e nocturnos (1). Durante o dia utiliza como esconderijo fissuras existentes nos muros, buracos em troncos apodrecidos ou galerias por ele escavadas. Pode ser encontrado debaixo de pedras que também usa como refugio. (3)
Reproduz-se, normalmente, entre Novembro e Abril, período em que os adultos recorrem ás áreas aquáticas (1). Estas áreas de reprodução são em geral, calmas e moderadamente profundas, como por exemplo, cisternas, tanques, barragens, rios e ribeiros de águas de correntes fracas (3). Para chegarem à água os sapos realizam longas migrações, podendo percorrer vários quilómetros em busca do local ideal de reprodução, escolhendo sempre o mesmo ao longo dos anos (1).
Um dos principais factores de mortalidade desta espécie é o atropelamento, na época de reprodução, quando realizam as migrações para os locais de postura.

Este animal ingressou no CERVAS vítima de atropelamento. O animal apresentava uma fractura na pata esquerda, em que o osso se encontrava completamente estilhaçado. O processo de recuperação deste animal consistiu na amputação da pata, e segundo alguma bibliografia estes animais conseguem sobreviver na natureza sem uma das patas anteriores, pelo que os técnicos do CERVAS devolveram este animal à natureza, junto ao Charco do CERVAS. Outro dos factores que contribui para o seu declínio é a eutrofização dos charcos e albufeiras durante o Verão devido à pecuária intensiva, introdução de espécies exóticas e perseguição directa (2).
A conservação desta espécie depende, em larga medida, da conservação dos seus locais de reprodução (2).
(2)Loureiro, A.; Almeida, N. F.; Carretero, M. A.; Paulo, O. S., 2008. Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal. Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, I.P. - Lisboa
(3)Lesparre, D.; Crespo, E.. A Herpetofauna do Parque Natural da Serra da Estrela. CISE - Munícipio de Seia
(4) http://anfibioserepteis.blogspot.com/



























