Entre 28 de Maio e 26 de Agosto de 2020 foram devolvidas à Natureza 4 águias-calçadas (Aquila pennata).
Estas aves tinham ingressado devido a diferentes situações, nomeadamente debilidade/desnutrição, queda do ninho e colisão contra estruturas.
As devoluções à Natureza decorreram em locais onde a espécie ocorre, durante visitas ao CERVAS e/ou em actividades com os padrinhos e madrinhas das aves.
O tritão-de-ventre-laranja ( Lissotriton boscai ) é um endemismo ibérico, com uma distribuição limitada ao nosso país e à região centro e oeste de Espanha. Os indivíduos adultos atingem um tamanho máximo de 10 cm, sendo os machos mais pequenos do que as fêmeas. Os animais apresentam o dorso com uma coloração distinta de indivíduo para indivíduo e que pode variar entre amarela-acastanhada pálida, esverdeada ou ainda em tons castanhos-acinzentados. O dorso pode apresentar também manchas negras, que podem ser de diferentes dimensões, bem como uma risca pálida, numa posição lateral e paralela à linha da coluna vertebral. O ventre tem uma coloração intensa cor-de-laranja (facto que deu origem ao seu nome comum), sendo rodeado por manchas negras, que se dispõem de forma mais ou menos paralela. Distingue-se facilmente das restantes espécies de tritão existentes em Portugal, sendo mais pequeno que o tritão-marmoreado ( Triturus marmoratus ) e por apresentar coloração bastant...
Fotografia: Bruno Martins O melro-preto – Turdus merula , Linnaeus, 1758 – é uma espécie comum nas zonas verdes da generalidade das localidades do nosso país. Os machos são facilmente identificados pela sua plumagem preta, bico alaranjado e a auréola amarelada em torno do olho. As fêmeas e os juvenis são acastanhados, com algumas riscas ténues, e, embora possam ser confundidos com o estorninho-preto, a plumagem dos melros é mate e a dos estorninhos é brilhante. Tanto o macho como a fêmea possuem patas e cauda compridas (1). Fotografia: Gonçalo Costa Em Portugal, o melro-preto é uma espécie residente muito comum, ainda que ocorram alguns indivíduos invernantes, e existe apenas a subespécie nominal ( Turdus merula merula ) (2). Distribui-se por toda a Europa de climas temperados, Rússia, Turquia, norte do Irão e China, podendo ser residente ou migratória (3). Encontra-se em toda a extensão do território nacional e frequenta todo o tipo de habitats florestais, embora seja escasso em ...
Apadrinhe um animal selvagem em recuperação no CERVAS! Junte-se a nós na causa da conservação da fauna selvagem. Desde 2006 que se tem registado um aumento anual no número de animais que chegaram ao CERVAS a necessitar de cuidados, e 2009 não foi excepção, tendo o número de ingressos aumentado em 30%, relativamente a 2008. Para além disso, em 2009 o CERVAS conseguiu recuperar e devolver à Natureza 164 animais selvagens, o que representa mais 11% do que em 2008 (a totalidade do relatório pode ser consultada aqui ). Tal só foi possível graças a um novo modelo de gestão e ao excelente contributo de todos os padrinhos e patrocinadores, que permitiram por exemplo, a construção de novas câmaras de recuperação que permitiram acolher e recuperar mais animais. Para estas obras de ampliação se tornarem uma realidade, foi fundamental o empenho de todas as pessoas que, tal como os membros de CERVAS, acreditam verdadeiramente na causa da conservação da fauna selvagem. Para 2010 é esperado ...
O andorinhão-preto ( Apus apus ) é uma ave de pequeno porte, caracterizado por se assemelhar a uma grande andorinha embora não estejam relacionados entre si dado que os andorinhões pertencem a uma ordem diferente das andorinhas,(ordem Apodiforme). Apresenta plumagem totalmente escura e as asas em forma de foice e possui umas patas curtas mas com garras fortes que utiliza para se agarrar verticalmente às superfícies onde muitas vezes nidifica. Esta espécie pode ser vista em bandos em voos rápidos, por vezes ruidosos devido aos seus chamamentos estridentes (1). Em Portugal o andorinhão-preto tem uma distribuição ampla, abrangendo praticamente todo o país embora esteja descrito ser mais abundante no norte do que no sul (2). Esta espécie é muito gregária e possui uma estreita relação com o Homem sendo mais frequente nas zonas densamente urbanizadas como as grandes cidades (1;2) embora no norte do país existam pequenas colónias em aldeias (1). Estas colónias são constituídas muitas vezes ...
A cobra-rateira ( Malpolon monspessulanus ) é a maior serpente da fauna ibérica, ultrapassando os dois metros de comprimento. Possui uma cabeça estreita, sulcada no dorso e lateralmente e tem olhos grandes e escamas lisas. Possui uma cor castanha-esverdeada com uma grande mancha escura no terço anterior do tronco. A cobra-rateira é uma serpente robusta, ágil e que pode ser agressiva quando provocada, bufando e podendo morder fortemente. Ao contrário da maioria das serpentes da fauna portuguesa, a cobra-rateira produz um veneno neurotóxico, com o qual paralisa as suas presas. De destacar que a cobra-rateira é opistoglifa, ou seja, tem os dentes inoculadores de veneno localizados na parte posterior das maxilas, não conseguindo injectar o veneno no homem em caso de mordedura, salvo raríssimas excepções, não sendo por isso considerada perigosa. As presas da cobra-rateira são essencialmente mamíferos como ratos e coelhos, outras serpentes e lagartos e pequenas aves. ...
A víbora-cornuda ( Vipera latastei ) é uma das duas espécies de víbora existente em Portugal e que pode ser potencialmente perigosa para o Homem uma vez que possui veneno. Esta víbora de tamanho pequeno, não ultrapassa, geralmente os 70 cm de comprimento total, possui um corpo robusto com uma cauda curta, e um dorso com uma coloração variável, entre o cinzento ou acastanhado. Ao longo do seu corpo tem uma banda dorsal escura disposta em zigue-zague, e o ventre é esbranquiçado ou acinzentado com manchas irregulares. A cabeça da víbora-cornuda é bem diferenciada do tronco e possui a extremidade do focinho proeminente formando um apêndice nasal típico da espécie. Os olhos têm a particularidade de ter a pupila vertical e a íris amarela ou dourada. Na parte posterior da cabeça existem normalmente duas manchas escuras que formam um V invertido. As fêmeas de víbora-cornuda apresentam uma coloração do dorso acastanhada, enquanto que os machos são cinzentos e co...
A gralha-preta ( Corvus corone ) é uma ave pertencente à ordem dos passeriformes. De cor preta com um brilho azul moderado, é muitas vezes confundida com um corvo, distinguindo-se deste pelo menor tamanho, bico mais pequeno e cauda cortada em quadrado. Juntam-se muitas vezes em bandos e possuem um chamamento semelhante a um cacarejo áspero. A gralha-preta distribui-se praticamente por todo o país, sendo mais comum na região centro, no Ribatejo e faixa costeira que se estende de Setúbal a Sines. Ocorre principalmente em orlas florestais ou paisagens em mosaico com alternância de zonas agrícolas e pequenas matas, estando essencialmente associadas a zonas de pinhal, frequenta no entanto outros habitats como planícies e zonas serranas. Geralmente é escassa ou ausente em zonas densamente urbanizadas. A época de reprodução da gralha-preta estende-se de Março até Julho. Os ninhos são instalados em árvores como eucaliptos, carvalhos ou pinheiros a uma altura que varia de 5 a 10 metros do solo....
A cobra-de-água-de-colar ( Natrix natrix ) é um ofídio de dimensões médias que pode atingir os 2 m de comprimento não ultrapassando geralmente os 1,20 m. Apresenta escamas dorsais carenadas e geralmente 3 escamas pós-oculares (1). Os adultos desta espécie apresentam uma cor uniforme verde-acinzentada com pequenas manchas escuras dispersas ao longo do corpo e ventre esbranquiçado ou esverdeado com manchas pretas (1;3). Os juvenis possuem um notável colar branco, ou amarelado, orlado de negro na parte posterior da cabeça, resultando daí o nome que lhe é atribuído (1). Esta espécie possui uma ampla distribuição Paleártica, da Europa e Magreb até à Mongolia (1), encontrando-se bem distribuída na Península Ibérica embora de forma descontinua, (no sul a aridez ambiental restringe a espécie aos meios mais favoráveis com presença de massas de água estáveis e limpas) (2). Em Portugal a cobra-de-água-de-colar distribui-se por todo o território continental embora se considere que a espécie seja ...
A fuinha, Martes foina , é um mamífero carnívoro, pertencente à família Mustelidae. Esta família inclui animais como por exemplo, a doninha ( Mustela nivalis) , o toirão ( Mustela putoris ), o texugo ( Meles meles) e a lontra ( Lutra lutra) . São geralmente animais solitários, que apresentam um corpo alongado e patas curtas, com 5 dedos em cada pata e garras não retrácteis, bem afiadas (1) . Existem 11 subespécies da Martes foina , senda que a única que se encontra na Península Ibérica é a Martes foina mediterranea (3) . Estes animais apresentam uma coloração castanha, com uma mancha branca ou acinzentada na garganta, dividida em dois. São muito semelhantes às martas, Martes martes , mas a pelagem da fuinha é mais acinzentada, as patas menos almofadadas e menos peludas, as orelhas mais pequenas e o focinho mais curto. Para além destes aspectos, a mancha das martas é amarelo creme (1) . Os mamíferos são muitas vezes difíceis de visualizar, principalmente porque a maioria apresenta háb...
A pega-rabuda ( Pica pica ) é um passeriforme pertencente à família dos corvídeos. Possui uma plumagem preta com reflexos metálicos esverdeados de onde sobressai grandes manchas brancas, e uma cauda e patas compridas. Tem um bico de corvídeo e umas asas algo curtas e arredondadas. É vista muitas vezes a caminhar e a saltar no solo, levantando a cauda com frequência. Pode ser observada solitária, em casais ou em pequenos bandos. A pega-rabuda é essencialmente residente, sendo comum a pouco comum no nosso país. Distribui-se de norte a sul sendo mais numerosa no litoral norte e no Alto Alentejo e possui uma distribuição bem delimitada, estando ausente de vastas regiões da Estremadura, do Baixo Alentejo e do Algarve, embora não se saibam os motivos para essa ausência. Apesar de não ser consensual, a pega-rabuda poderá realizar movimentos migratórios, durante o Outono, na costa norte de Portugal movimentando-se para o sul em pequenos bandos. É uma espécie que frequenta divers...
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