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Presentes de Natal é no CERVAS shop!




Porque o natal é uma época de partilha e basta uma lembrancinha para marcar o dia, no CERVAS shop poderá encontrar a lembrança que precisa para cada membro da família!
Ao adquirir um dos produtos da loja CERVAS, estará a contribuir para a continuação do trabalho deste centro de recuperação de animais selvagens.
A maior parte dos produtos disponíveis no CERVAS shop são feitos à mão, com muito amor e carinho, pelos técnicos e colaboradores do centro, sendo essa a mensagem que queremos transmitir neste Natal!
Ofereça uma lembrança com um GRANDE significado e seja um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal!




Modos de pagamento

A todos os preços serão acrescidos os gastos de envio!


CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado para:
Associação ALDEIA/CERVAS
Avenida Bombeiros Voluntários, nº8
6290-520 Gouveia

TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)
* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com. Após a recepção do comprovativo o seu pedido será enviado por correio.

Contra reembolso (CTT)



Relatório de actividades CERVAS 2017


Já está disponível o relatório de actividades CERVAS 2017.

CERVAS: Relatório de Actividades de 2015



Relatório de actividades do CERVAS 2015 disponível aqui.

Relatório de actividades de 2014



Relatório de actividades de 2014 disponível aqui.

Relatório de actividades de 2013



Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2013, deram entrada no CERVAS 353 animais, dos quais 85% (300 animais) se encontravam vivos na altura do seu ingresso. Comparando com 2012, verifica-se um aumento no número de ingressos, contrariando a tendência dos anos mais recentes. É de destacar que este foi o ano com maior número de ingressos vivos desde o início do funcionamento do centro em 2006.


Durante o ano foi possível libertar 191 animais, do total que se encontrava em recuperação (ingressos de 2013 e animais que transitaram do ano anterior), o que representa uma taxa de libertação de 60%, e se traduz num ligeiro aumento de 0,8 pontos percentuais face ao registado no ano de 2012. O ano de 2013 foi o melhor até ao momento, ao nível do sucesso de devolução de animais recuperados à Natureza, desde o início da actividade do CERVAS.


A ordem Passeriformes foi a mais representada nos ingressos, seguida da Falconiformes e Strigiformes. A queda do ninho foi a causa com maior número de ingressos, seguida do cativeiro ilegal. O distrito de Guarda foi a principal área de origem de animais vivos, seguida de Coimbra e Viseu. O SEPNA-GNR continua a ser a entidade com maior número de animais vivos entregues no CERVAS. 


Em 2013 foram realizadas 91 acções de devolução à natureza de animais selvagens recuperados no CERVAS envolvendo 5439 pessoas. 


Conheça o relatório de actividades de 2013 completo aqui.

Relatório de actividades 2012




Descarregar documento aqui

Relatório de Actividades 2011


Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2011, deram entrada no CERVAS 301 animais, dos quais 73% (219 animais) se encontravam vivos na altura do seu ingresso. A estes 219 somam-se 19 animais que se encontravam em fase de recuperação no final de 2010. Comparando com os registos do ano de 2010, verifica-se uma diminuição muito acentuada de 26% nos ingressos vivos e de 28% nos ingressos mortos.


Durante o ano de 2011 foi possível libertar 140 animais, do total que se encontrava em recuperação, o que representa uma taxa de libertação de 58,8%, o que se traduz num ligeiro aumento de mais 0,6 pontos percentuais face ao registado no ano de 2010. O ano de 2011 foi o melhor até ao momento, ao nível do sucesso de devolução de animais recuperados à Natureza, desde o início da actividade do CERVAS.


A ordem dos Falconiformes foi a mais representada nos ingressos, seguida da Strigiformes e Passeriformes. A queda do ninho foi a causa com maior número de ingressos, seguida do trauma (de origem desconhecida), se considerarmos apenas os ingressos de animais vivos. Se considerarmos os ingressos mortos, o atropelamento foi a segunda causa mais frequente.


O distrito de Guarda foi a principal área de origem de animais, seguida de Coimbra e Portalegre. O SEPNA-GNR continua a ser a entidade com maior número de animais entregues no CERVAS, seguida pelo ICNB.

Em 2011 foram realizadas 140 acções de devolução à natureza de animais selvagens recuperados no CERVAS, tendo sido 94 delas realizadas com a participação de diferentes escolas e entidades, envolvendo 2619 pessoas. Se considerarmos todas as actividades desenvolvidas, houve cerca de 7700 pessoas alcançadas.

O relatório completo pode ser consultado aqui

Relatório de Actividades do CERVAS em 2010

Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2010, deram entrada no CERVAS 409 animais, dos quais 72% (295 animais) se encontravam vivos na altura do seu ingresso. A estes 295 somam-se 36 animais que se encontravam em fase de recuperação no final de 2009, sendo que 1 destes ingressou em 2007, 2 em 2008 e 33 em 2009. Comparando com os registos do ano de 2009, verifica-se um aumento de 4% nos ingressos vivos e de 10% nos ingressos mortos. Durante o ano de 2010 foi possível libertar 192 animais, do total que se encontrava em recuperação, o que representa uma taxa de libertação de 58,2%, o que se traduz num aumento de mais de 6 pontos percentuais face ao registado no ano de 2009. O ano de 2010 foi o melhor até ao momento, ao nível do sucesso de devolução de animais recuperados à Natureza, desde o início da actividade do CERVAS.

Destinos dos animais que ingressaram no CERVAS em 2010

A ordem Passeriformes foi a mais representada nos ingressos, seguida da Falconiformes e Strigiformes. O cativeiro ilegal foi a causa que gerou mais admissões de animais, lado a lado com a queda de ninho, o que reflecte a cada vez maior importância do CERVAS ter que estar preparado para este tipo de situações, tanto ao nível de infra-estruturas como de metodologias de trabalho. Por essa razão, o enriquecimento ambiental e a construção de instalações foram acções que, tal como em anos anteriores, mereceram especial atenção em 2010.

Ingressos no CERVAS em 2010 por Ordem taxonómica

O distrito de Guarda foi a principal área de origem de animais, seguida de Coimbra e Portalegre. Os dados de 2010 tornam evidente que há maior percentagem de libertação e menor de eutanásia quando os animais são entregues de forma imediata, como é o caso dos que ingressam do distrito da Guarda, em comparação com as situações em que os animais aguardam vários dias em pólos de recepção antes de serem encaminhados para o centro de recuperação.

Freguesias com ingressos de animais vivos em 2010

Foram realizadas 192 acções de devolução à natureza de animais selvagens recuperados no CERVAS. Quando comparado com igual período do ano de 2009, verifica-se que houve um aumento de aproximadamente 17% no número de acções realizadas que é justificado, em parte, pelo aumento do número de ingressos vivos em 2009. Deste total de acções, 104 foram organizadas e divulgadas, tendo estado presentes mais de 4000 pessoas, na sua maioria crianças e jovens em idade escolar, mas também representantes de associações locais, nomeadamente de caçadores e de entidades ligadas à conservação da Natureza e de autarquias. Comparando com o ano anterior, verifica-se um aumento de cerca de 10% no total de pessoas envolvidas, o que se justifica com o maior número de libertações e com o maior esforço de divulgação.

Número de acções de educação ambiental desenvolvidas pelo CERVAS na sua área de actuação

Durante o ano de 2010 decorreram 16 estágios (curriculares e voluntários) em diversas áreas, com destaque para a Medicina Veterinária e Biologia, o número de estágios profissionais foi de 5, sendo quatro deles em simultâneo em parte do ano, foram realizadas diversas acções de formação e estabeleceram-se novas parcerias e protocolos de colaboração com entidades nacionais e internacionais, consolidando-se as existentes, tendo em vista um melhor funcionamento do centro.

Aqui poderá descarregar o Relatório de Actividades do CERVAS de 2010.

Relatório de actividades de 2009


Relatório de actividades de 2009 disponível aqui.


CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens

O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) é uma estrutura que pertence ao Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) mas que se encontra actualmente sob a gestão da Associação ALDEIA, e que tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates.

As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto – Portugal, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.

O trabalho de recuperação de animais selvagens consiste na recepção e tratamento dos indivíduos recolhidos, com o objectivo de os libertar no local onde foram encontrados. Em Portugal, existe uma Rede Nacional de Recolha e Recuperação de Animais Selvagens, de que fazem parte cerca de uma dezena de centros de recuperação, sendo a rede gerida pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).

Concomitantemente, o CERVAS desenvolve trabalho de monitorização de todos os animais que ingressam no centro, vivos e/ou cadáveres, no sentido de determinar causas de entrada e de morte respectivamente, patologias predisponentes e agentes infecciosos, parasitários e tóxicos presentes. Este trabalho é importante pois há muita informação que pode e deve ser obtida através dele, não só para fins de preservação das espécies em causa, mas também para detecção atempada de potenciais impactos em saúde pública. Por isso, todos os animais vivos, cadáveres e partes de animais que ingressam no CERVAS são estudados cuidadosamente. Nestes procedimentos, globalmente denominados vigilância sanitária, o CERVAS apresenta-se capacitado, também, para realizar alguns trabalhos de recolha de informação em animais em liberdade, dispondo de meios próprios ou estando capacitado para gerir parcerias para proceder à captura de diversas espécies.

Na sequência destes trabalhos, o CERVAS afigura-se como uma unidade fundamental na aplicação do Programa Antídoto - Portugal. Este constitui um instrumento decisivo na detecção e combate ao uso de venenos no meio natural, gerindo uma vasta lista de parcerias institucionais que abrangem autoridades científicas, policiais, organizações de cidadania e outras. O uso de venenos continua prática corrente em Portugal e tem sido, ao longo dos tempos, uma das principais causas de regressão ou extinção, pelo menos local, de diversas espécies. Note-se, como exemplo, o facto de ser atribuída a esta prática a extinção do Lobo-ibérico (Canis lupus) na Serra da Estrela.

Finalmente, o CERVAS assume-se como um centro de ecologia aplicada no sentido em que permite a realização de trabalhos práticos relativos à monitorização da dinâmica das populações de animais selvagens no meio natural. Esta funcionalidade, complementada com o estabelecimento de parcerias com o meio científico, torna-o numa unidade intermédia de pesquisa aplicada para o acompanhamento e estudo das espécies selvagens. Neste aspecto assume particular destaque a possibilidade de efectuar a monitorização da abundância populacional das espécies cinegéticas, monitorizando os resultados globais do ordenamento e gestão da caça.

Assim, pode dizer-se que o CERVAS é um instrumento essencial porque permite avaliar, detectar e indicar soluções para diversos problemas práticos da conservação das espécies selvagens. Por estar estabelecido como unidade de trabalho intermédio entre a recolha de informação no terreno e os procedimentos científicos a que se dedicam os investigadores universitários, pode dizer-se que ocupa um vazio funcional. O espaço de trabalho que ocupa insere-se no plano multidisciplinar da monitorização da fauna e, por isso, é da competência do ICNB e não dos centros de investigação científica. Contudo, é inviável sem o estabelecimento de parcerias, quer a montante, quer a jusante.

Vista geral das instalações do CERVAS


Para assegurar o seu funcionamento, o CERVAS possui instalações próprias para recepção e avaliação dos animais: uma clínica, uma sala de cirurgia, uma sala de radiografias, um laboratório misto de sanidade e ecologia, uma unidade de cuidados intensivos com jaulas de diferentes tamanhos, jaulas exteriores de recuperação, túneis de voo, sala de necrópsia, biotério para produção de alimento e salas de armazenamento de comida e material diverso, bem como um escritório para trabalho técnico. Além disso, beneficia das instalações da delegação de Gouveia do PNSE como espaço administrativo, de biblioteca e de reuniões de trabalho e acções de sensibilização. Possui ainda algum equipamento móvel de captura, detenção e seguimento de animais selvagens. Internamente dispõe, também, de diversos equipamentos laboratoriais e informáticos.

Edifício principal (escritório, clínica e internamento) e biotério e sala de necrópsias (edificio amarelo)


Câmaras de muda


Câmara de musculação ou túnel de voo



Assim, o CERVAS é um projecto que pretende ser pioneiro em Portugal. Não é um simples centro de recuperação de animais selvagens, mas sim um avançado meio de observação e diagnóstico primário da situação da fauna existente em Portugal. O seu funcionamento tem estado associado a requisitos simples, mas absolutamente necessários nesta fase inicial da sua existência. Só tem sido possível devido a três alicerces: a dedicação técnica interna no PNSE/ICNB, a contratação de um veterinário e a parceria externa com outras entidades, como por exemplo o CIBIO-UP. Paralelamente, tem havido recurso a despesas esporádicas de aquisição de materiais complementares ou manutenção mínima das infra-estruturas mas, principalmente, a trabalho voluntário de estagiários das áreas da medicina veterinária e da biologia.