Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Seguimento

Devolução à Natureza de 2 milhafres-reais


Nos dias 11 e 27 de Dezembro de 2019 foram devolvidos à Natureza dois milhafres-reais (Milvus milvus) que tinham ingressado no CERVAS no início do Outono, após colisão com linha eléctrica, ambos com uma fractura numa das asas.



Estas acções decorreram em Figueira de Castelo de Rodrigo, com a colaboração da Associação Transumância e Natureza (ATNatureza) que dinamizou uma acção de educação ambiental com uma escola local, e em Gouveia, durante uma visita ao CERVAS.




Ambas as aves foram marcadas com marcas alares por um especialista no seguimento de aves de rapina, Alfonso Godino, com o objectivo de se obter informação no futuro, caso as aves sejam observadas em liberdade.



O CERVAS agradece a colaboração de todas as entidades e pessoas envolvidas na recolha, encaminhamento, marcação e libertação dos milhafres-reais.

Devolução à Natureza de 1 abutre-preto e 3 grifos na Malcata e Douro Internacional


Nos dias 25 de Outubro e 17 de Novembro de 2018 foram devolvidos à Natureza 3 grifos (Gyps fulvus) e 1 abutre-preto (Aegypius monachus).




Estas acções decorreram no Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e na Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM), respectivamente.





A acção do PNDI foi organizada pela Associação Transumância e Natureza (ATNatureza), no âmbito do projecto LIFE Rupis, e contou com a presença de crianças e professores da Escola de Figueira de Castelo Rodrigo e várias entidades locais.



Na RNSM a acção contou com a colaboração dos vigilantes da Natureza dessa área protegida.





É de destacar o facto do abutre-preto ter sido marcado com emissor GPS pela Vulture Conservation Foundation (VCF), com a colaboração da ATNatureza.







Todas as aves eram juvenis que tinham sido encontrado debilitados, sendo de destacar o caso do abutre-preto, por ter sido encontrado numa zona urbana de Coimbra e encaminhado para o CERVAS pelo ICNF.





O CERVAS agradece a todas as entidades envolvidas nas diferentes etapas dos processos de recuperação, desde a recolha até à libertação, passando pela marcação e seguimento.

A águia-pesqueira devolvida à Natureza em Abril foi novamente observada em Portugal após regresso da Alemanha.


No dia 29 de Outubro de 2016 a águia-pesqueira (Pandion haliaetus) com anilha azul com caracteres brancos AZ na pata esquerda foi observada na ilha da Murraceira, Figueira da Foz, pelo observador de aves António Gonçalves.


Autor das fotos: António Gonçalves

Este foi o primeiro registo conhecido deste indivíduo em Portugal desde a sua devolução à Natureza no dia 6 de Abril de 2016 em Montemor-o-velho, após um período de cerca de 3 semanas de recuperação de uma electrocussão que provocou lesões na asa esquerda da ave.



Após contacto com investigadores alemães para relato desta obervação foi possível também saber que a ave tinha passado a época de reprodução na Alemanha, na zona que frequenta habitualmente, o que prova que a migração após a devolução à Natureza foi bem sucedida.



O CERVAS agradece ao António Gonçalves pelo esforço na leitura da anilha com telescópio e pela cedência das fotografias e ao Centro de Recuperação de Animais Marinhos de Quiaios (CRAM-Q) pela colaboração neste caso desde que a ave foi recolhida.

Uma gaivota-de-patas-amarelas que viajou de camião até Oliveira de Frades já regressou a Matosinhos


No dia 23 de Abril de 2016 foi observada e fotografada por José Marques na praia de Matosinhos uma gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis) com uma anilha preta F636.


Esta ave tinha sido entregue no CERVAS a 4 de Novembro de 2015 pelo SEPNA/GNR de Viseu após ter sido encontrada dentro de um camião que tinha viajado desde o porto de Leixões até Oliveira de Frades, no distrito de Viseu.


No momento do ingresso a ave estava muito debilitada, com diarreia e incapaz de mover as asas e patas, um síndrome parésico que tem sido detectado com cada vez maior frequência ao longo da costa portuguesa.



O processo de recuperação foi longo e consistiu em terapia de suporte e alimentação forçada numa fase inicial, ao que se seguiu um período de treino, musculação e socialização com uma gaivota-d´asa-escura (Larus fuscus), que também foi devolvida à Natureza.


A libertação da gaivota-de-patas-amarelas foi realizada por vigilantes da Natureza da Reserva Natural do Paul da Arzila / Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) junto ao rio Mondego, em Coimbra, no dia 30 de Março de 2016.


Em cerca de 3 semanas, a ave já estava no local de onde tinha vindo, próximo do porto de Leixões, o que revela a grande capacidade de sobrevivência e de orientação desta espécie, tal como também tem sido possível comprovar através do projecto de seguimento de gaivotas recuperadas coordenado pelo RIAS desde 2010.


É ainda de referir que no dia 3 de Maio a gaivota foi novamente detectada na mesma zona, agora junto à Docapesca do Porto de Leixões.


Porto de Leixões, 3 de Maio de 2016. Foto: José Marques

O CERVAS agradece às inumeras pessoas envolvidas na história de recuperação desta gaivota, em especial ao José Marques pelo envio das fotografias e cedência das informações relativas à observação e também aos técnicos do RIAS pela coordenação do projecto de seguimento.

Devolução à Natureza de 1 gaivota-d´asa-escura em Coimbra


No dia 21 de Dezembro de 2015 foi devolvida à Natureza uma gaivota-d´asa-escura (Larus fuscus) junto ao rio Mondego, em Coimbra.


Esta ave tinha sido encontrada no chão, na cidade de Coimbra, e encaminhada para o CERVAS através do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) / polo de recepção de animais selvagens da Mata Nacional do Choupal.


No momento do ingresso no centro verificou-se que a gaivota não se conseguia manter em pé, estava muito magra, desidratada e apresentava diarreia.


O processo de recuperação consistiu em hidratação e alimentação forçada com sonda durante a primeira fase e depois treino de voo, musculação e socialização com outra gaivota.


A devolução à Natureza foi realizada junto ao rio Mondego, num local próximo de onde a gaivota tinha sido encontrada.


No âmbito do projecto de marcação e seguimento de gaivotas coordenado pelo RIAS esta ave foi marcada com a anilha em PVC F635 (cor preta, letras brancas), o que poderá permitir observações futuras em liberdade, tal como tem acontecido com outros indivíduos recuperados anteriormente.


Devolução à Natureza de 1 grifo e 1 abutre-preto na Reserva Natural da Serra da Malcata


No dia 15 de Dezembro de 2015 foram devolvidos à Natureza na Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM) um grifo (Gyps fulvus) e um abutre-preto (Aegypius monachus).




Ambas as aves tinham sido encontradas em estados de grande debilidade e magreza e encaminhadas para o CERVAS pelo SEPNA/GNR de Mangualde, no caso do grifo, e pelo SEPNA/GNR da Guarda, no caso do abutre-preto.




Ambas as aves foram marcadas com marcas alares (Verde P5 no grifo e Preta F7 no abutre-preto) e anilhas em PVC por técnicos do Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) / Quercus - Castelo Branco, o que poderá permitir observações/recapturas visuais no futuro.



Os processos de recuperação foram semelhantes em ambos os casos e consistiram em alimentação, treino de voo, musculação e socialização com outros abutres.



O CERVAS agradece ao CERAS/Quercus pela colaboração na marcação dos abutres e aos Vigilantes da Natureza da RNSM pelo apoio à acção.