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A mostrar mensagens de Novembro, 2011

25 a 27 de Novembro de 2011: Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, 13ª edição

Entre os dias 25 e 27 de Novembro a ALDEIA/CERVAS organizou a 13ª edição do Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, em Gouveia e Seia.

Os 33 participantes oriundos de diversas zonas do país, com formação maioritariamente nas áreas da Biologia e Medicina Veterinária, tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho dos centros de recuperação em Portugal e as problemáticas associadas às diferentes espécies protegidas que ingressam nos centros.

A importância do desenho e manutenção de instalações adequadas bem como a criação de estímulos físicos e psicológicos com objectivo de melhorar a eficácia dos processos de recuperação levados a cabo no CERVAS e no RIAS foi outro dos temas abordados nas apresentações teóricas, ao que se seguiu uma visita às instalações do CERVAS.


No sentido de preparar as partes práticas de captura, manipulação, exame físico e administração de fluidoterapia e medicação foram apresentadas comunicações orais relacionadas com estas temáticas onde foram debatidas as diferentes técnicas que se aplicam nos centros de recuperação de animais silvestres.

Durante o terceiro dia de trabalho os formandos tiveram oportunidade de colocar em prática todo o conhecimento adquirido nos dias anteriores, contactando com cadáveres de animais de diversas espécies, para treino das diferentes técnicas abordadas durante o curso.


A ALDEIA/CERVAS agradece ao Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) por todo o apoio que deu à realização desta edição, bem como à Taverna "A Fonte", Águas Serra da Estrela, Parque Natural da Serra da Estrela e DLCG/CM Gouveia.

23 de Novembro de 2011: devolução à Natureza de 1 açor e 3 grifos


23 de Novembro de 2011, Quarta-feira.
16:00, Manteigas - Devolução à Natureza de um açor

Este açor (Accipiter gentilis) fêmea juvenil tinha ingressado no CERVAS após ter sido recolhido por um particular que o tinha capturado dentro de um galinheiro. Durante o exame físico detectou-se que a ave estava num estado muito grave de caquéxia e procedeu-se à hidratação e alimentação necessária para a recuperar.

A devolução da ave à Natureza foi realizada num local adequado à espécie, durante uma acção de comemoração do Dia da Floresta Autóctone na qual participaram cerca de 60 pessoas.


A acção foi promovida pelo Município de Manteigas em colaboração com o Agrupamento de Escolas de Manteigas, Externato Nossa Senhora de Fátima, Escola Profissional de Hotelaria de Manteigas, Sapadores Florestais do Concelho, Autoridade Florestal Nacional e Parque Natural da Serra da Estrela.




O CERVAS agradece mais uma vez o convite e o apoio do Município de Manteigas em mais esta acção de sensibilização ambiental.



23 de Novembro de 2011, Quarta-feira.
11:00, Malcata - Devolução à Natureza de três grifos


Estes três grifos (Gyps fulvus) tinham sido recolhidos por equipas do SEPNA/GNR e vigilantes da Natureza de áreas protegidas em diversos locais do distrito da Guarda e apresentavam-se muito desnutridos no momento do ingresso no CERVAS.


Após cerca de 2 meses de recuperação, com alimentação e treino adequados foram devolvidos à Natureza na Reserva Natural da Serra da Malcata, num local frequentado por uma grande quantidade de animais da mesma espécie.


20 de Novembro de 2011: Saída de campo: Introdução à identificação de cogumelos silvestres

No dia 20 de Novembro de 2011 a ALDEIA/CERVAS organizou mais uma saída de campo na Serra da Estrela dedicada à identificação de cogumelos silvestres.


Nesta actividade estiveram presentes 10 pessoas interessadas em conhecer o riquíssimo património micológico da Serra da Estrela que é possível observar e identificar durante os meses de Outono.


Além da observação e identificação das espécies que se foram detectando em carvalhais, soutos, betulais e pinhais, entre outros bosques, foi sempre disponibilizada informação relacionada com as técnicas mais adequadas para a colheita bem como os aspectos relacionados com a conservação e protecção dos cogumelos silvestres.

No total foram identificadas as seguintes 61 espécies:

Leccinum scabrum, Boletus pinophilus, Boletus edulis, Paxillus involutus, Suillus bovinus, Hygrophoropsis aurantiaca, Suillus collinitus, Suillus luteus, Agaricus porphyrizon, Agaricus arvensis, Agaricus xanthodermus var. xanthodermus, Macrolepiota procera, Lepiota clypeolaria, Amanita muscaria, Amanita ovoidea, Lepista nuda, Lepista irina, Lepista inversa, Hypholoma fasciculare, Gymnopus butyracea, Gymnopus dryophilla, Lactarius necator, Clitocybe odora, Clitocybe decembris, Omphalotus olearius, Fistulina hepatica, Laccaria laccata, Pleurotus ostreatus, Ganoderma lucidum, Marasmius quercophilus, Marasmius androsaceus, Clitocybe gibba, Pseudoclitocybe cyathiformis, Ramaria botrytis, Tricholoma equestre, Tricholoma columbetta, Tricholoma aurantium, Gymnopilus penetrans, Lycoperdon echinatum, Lycoperdon perlatum, Psathyrella spadiceogrisea, Phallus impudicus, Scleroderma citrinum, Micromphale brassicolens, Exidia truncata, Crepidotus variabilis, Pluteus cervinus, Mycena spitata, Mycena sanguinolenta, Calocera cornea, Stropharia aurantiaca, Daedalea quercina, Baeospora myosura, Tremella mesenterica, Tubaria furfuracea, Stereum hirsutum, Calvatia excipuliformis, Trametes versicolor, Dracrymyces stillatus, Rutstroemia firma, Thelephora terrestris,

havendo ainda outros cogumelos dos géneros Russula sp., Hebeloma sp. Cortinarius sp., e Psathyrella sp. que não foi possível identificar completamente.

CERVAS no "Ambiente Imagens Dispersas 2011" em Ovar

A convite da Associação Amigos do Cáster o CERVAS participou no Ambiente Imagens Dispersas 2011, 7º Encontro de Fotografia Cidade de Ovar, um evento que reuniu fotógrafos e movimentos conservacionistas locais e nacionais.


A comunicação oral sobre o trabalho do CERVAS estava inserida num excelente e diversificado programa que para além de palestras relacionadas com fotografia da Natureza, entre outros temas, também incluiu oficinas, exposições e outras actividades.


O CERVAS ofereceu diversos prémios para o concurso de fotografia (participação em actividades, apadrinhamento de animais em recuperação) e disponibilizou fotografias que a organização apresentou em forma de exposição durante o evento.


O CERVAS agradece o convite dos Amigos do Cáster e está disponível para futuras colaborações em próximos eventos.

Observação de Aves na Quinta do Adamastor


A convite da Quinta do Adamastor o CERVAS desenvolveu na manhã de dia 12 de Novembro uma saída de campo para observação de aves com o objectivo de despertar o interesse de funcionários da unidade de turismo de habitação em Figueiró da Serra, Gouveia, para as potencialidades deste tipo de actividades.



Durante o percurso realizado no interior e na área envolvente da Quinta do Adamastor foi possível observar as seguintes 24 espécies de aves:

Águia-d’asa-redonda

Buteo buteo

Pica-pau-malhado

Dendrocopos major

Petinha-dos-prados

Anthus pratensis

Alvéola-cinzenta

Motacilla cinerea

Alvéola-branca

Motacilla alba

Carriça

Troglodytes troglodytes

Pisco-de-peito-ruivo

Erithacus rubecula

Rabirruivo

Phoenicurus ochruros

Cartaxo

Saxicola torquata

Melro

Turdus merula

Tordo-pinto

Turdus philomelos

Toutinegra-de-barrete

Sylvia atricapilla

Felosinha

Phylloscopus collybita

Chapim-carvoeiro

Parus ater

Chapim-real

Parus major

Trepadeira

Certhia brachydactyla

Gaio

Garrulus glandarius

Gralha-preta

Corvus corone

Estorninho-preto

Sturnus unicolor

Pardal

Passer domesticus

Tentilhão

Fringilla coelebs

Milheirinha

Serinus serinus

Pintassilgo

Carduelis carduelis

Escrevedeira

Emberiza cirlus




O CERVAS pretende continuar a desenvolver esta linha de trabalho com empresas da região da Serra da Estrela no sentido de promover a observação de aves e a educação ambiental.

Espécie do mês de Novembro: Gralha-preta


A gralha-preta (Corvus corone) é uma ave pertencente à ordem dos passeriformes. De cor preta com um brilho azul moderado, é muitas vezes confundida com um corvo, distinguindo-se deste pelo menor tamanho, bico mais pequeno e cauda cortada em quadrado. Juntam-se muitas vezes em bandos e possuem um chamamento semelhante a um cacarejo áspero.


A gralha-preta distribui-se praticamente por todo o país, sendo mais comum na região centro, no Ribatejo e faixa costeira que se estende de Setúbal a Sines.
Ocorre principalmente em orlas florestais ou paisagens em mosaico com alternância de zonas agrícolas e pequenas matas, estando essencialmente associadas a zonas de pinhal, frequenta no entanto outros habitats como planícies e zonas serranas. Geralmente é escassa ou ausente em zonas densamente urbanizadas.


A época de reprodução da gralha-preta estende-se de Março até Julho. Os ninhos são instalados em árvores como eucaliptos, carvalhos ou pinheiros a uma altura que varia de 5 a 10 metros do solo. As posturas podem variar entre 4 e 6 ovos que são incubados durante 18-19 dias, ficando as crias aptas a voar ao fim de 30 dias.


A gralha-preta possui uma dieta constituída sobretudo por invertebrados e grãos de cereais, incluindo também com frequência ovos e crias de outras aves, carne em decomposição, pequenos vertebrados e desperdícios gerados pelas actividades humanas.
Em Portugal a gralha-preta é residente, embora já tenha havido registos que durante o fim de Outubro e em Novembro se notava a chegada de indivíduos migradores.


Bibliografia
(1) Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0
(2) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.