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30 de Janeiro de 2012: devolução à Natureza de uma gaivota-d´asa-escura

30 de Janeiro de 2012, 16:30
Salina da Troncalhada, Aveiro: devolução à Natureza de uma gaivota-d´asa-escura

Esta gaivota-d´asa-escura (
Larus fuscus) adulta tinha ingressado no CERVAS no dia 8 de Novembro de 2011 após ter sido recolhida por um particular.

Durante o exame físico foi detectada uma fractura num dedo de uma das patas e a ave foi tratada, alimentada e mantida em contacto com outras gaivotas.

A devolução à Natureza foi realizada num local com óptimas condições e onde se podem observar grandes concentrações de gaivotas da mesma espécie, em particular durante os meses de Inverno.

Tal como tem acontecido com outras gaivotas devolvidas à Natureza pelo CERVAS e pelo RIAS esta ave foi marcada com uma anilha em PVC (preta F122) para poder ser identificada à distância quando for observada.



29 de Janeiro de 2012: Amigos do Cáster no CERVAS

No dia 29 de Janeiro a Associação Amigos do Cáster, de Ovar, visitou o CERVAS no âmbito de um Eco-Fim-de-Semana dedicado à Serra da Estrela.


O início da actividade decorreu no Covão d´Ametade, no Parque Natural da Serra da Estrela, onde os cerca de 20 participantes puderam ter um primeiro contacto com a avifauna característica desta área florestal de montanha, como por exemplo o lugre (Carduelis spinus) ou a trepadeira-azul (Sitta europaea).


Após percorrerem o Vale Glaciar do Zêzere, os participantes ficaram a conhecer alguns locais em Manteigas onde puderam observar algumas aves associadas a rios de montanha, como o melro-d´água (Cinclus cinclus) ou a andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris).


As partes finais do percurso foram realizadas nas Penhas Douradas e Vale do Rossim onde foram observadas as últimas das cerca de 25 espécies de aves observadas durante a actividade. De seguida, o grupo deslocou-se até Gouveia onde ficou a conhecer as instalações do CERVAS.


Durante cerca de 90 minutos foi apresentado o trabalho realizado pelo centro, com destaque para as principais causas de ingresso e aspectos ecológicos das espécies com que o CERVAS tem mais experiência, em particular as aves de rapina.


O CERVAS agradece o interesse demonstrado por todos os participantes na actividade bem como o apoio que foi dado ao trabalho do centro e seguramente que no futuro serão desenvolvidas novas actividades em conjunto entre a Associação ALDEIA/CERVAS e os Amigos do Cáster.

26 de Janeiro de 2012: Escola Secundária José Loureiro Botas visita o CERVAS

26 de Janeiro de 2012, 15:00, Gouveia

Tal como em anos anteriores, o CERVAS recebeu no dia 26 de Janeiro a visita de alunos da Escola Secundária José Loureiro Botas, de Vieira de Leiria.


Durante cerca de uma hora, os cerca de 70 alunos e professores que integravam a visita de estudo puderam conhecer algumas das instalações do CERVAS, bem como do Parque Ecológico de Gouveia.



Para além de receberem informação sobre algumas das espécies protegidas existentes em Portugal e respectivos problemas de conservação e causas de ingresso nos centros de recuperação foram também abordados aspectos relacionados com a ecologia e comportamento de cada uma delas.


O CERVAS agradece à Escola Secundária José Loureiro Botas pelo interesse que têm vindo a demonstrar e também pelo apoio prestado ao trabalho do centro, e deseja que próximas acções em conjunto possam ser desenvolvidas no futuro.

30 de Dezembro de 2011: devolução à natureza de 1 águia-de-asa-redonda e 1 peneireiro-cinzento

30 de Dezembro de 2011, 11:00
Aldeia da Ponte, Sabugal - devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda

Esta águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) tinha sido encontrada por um particular no dia 24 de Novembro amarrada a um chafariz em Aldeia da Ponte, Sabugal. A ave foi encaminhada para o CERVAS através de vigilantes da Natureza da Reserva Natural da Serra da Malcata e do Parque Natural da Serra da Estrela.


No momento do ingresso a ave não se conseguia manter em pé e apresentava vários sinais compatíveis com uma situação de trauma. Após tratamento e recuperação clínica a águia-de-asa-redonda passou por um processo de treino e musculação em conjunto com outras aves da mesma espécie para poder novamente ser devolvida à Natureza num local próximo daquele onde tinha sido encontrada.




30 de Dezembro de 2011, 14:00
Torre da Bolsa, Elvas - devolução à Natureza de um peneireiro-cinzento

Este peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus) ingressou no CERVAS no dia 21 de Outubro, encaminhado pelo SEPNA/GNR de Elvas e Parque Natural da Serra da S. Mamede. Esta ave estava marcada com uma anilha metálica espanhola (nº6159008) e marca alar (vermelha J2) na asa direita.


No momento do ingresso a ave estava debilitada mas não apresentava lesões, pelo que o seu processo de recuperação consistiu em alimentação, treino e contacto com outras aves de rapina de pequeno porte.



O local escolhido para a devolução à Natureza foi a Zona de Protecção Especial (ZPE) de Torre da Bolsa, uma zona com condições óptimas e frequentado por um grande número de indivíduos desta espécie.


O peneireiro-cinzento foi libertado com as mesmas marcas que apresentava no momento do ingresso, por isso, o CERVAS agradece o envio de informação caso esta ave seja observada e identificada.

Espécie do mês de Janeiro: Gaivota-d'asa-escura

Foto: T. Valkenburg

A gaivota-d'asa-escura, Larus fuscus, é a mais comum das gaivotas portuguesas, ocorre durante todo o ano. Trata-se de uma raça báltica, fortemente migratória, que voa através da Europa para invernar no Mediterrâneo e Este da África. Assim sendo, a sua presença é uma constante em quase todas as zonas húmidas do litoral português durante o Inverno. É muito abundante em estuários, praias e portos de pesca, sendo que a qualquer altura, a população nacional conta com várias dezenas de milhares de indivíduos (1). Ocorre também, embora em menor quantidade, no interior do país, frequentando rios, albufeiras e campos recentemente agricultados (2).

Foto: T. Valkenburg

Os juvenis desta espécie, tal como acontece com a generalidade das gaivotas grandes, podem ser de identificação difícil, já que a sua plumagem varia consoante a idade até ao 4º ano de vida. De asas estreitas e pontiagudas com uma pinta branca em cima, mesmo na ponta, os adultos apresentam uma plumagem típica de gaivota: dorso cinzento-escuro que é adquirido por volta de 1 ano de idade, cabeça e peito brancos, patas amarelo pálido, e bico amarelo com uma pinta que pode ir do vermelho ao preto.


Como nidificante, a gaivota-d’asa-escura é rara e localizada, escolhendo as Berlengas como local de nidificação mais regular. São também conhecidos casos de reprodução na ilha do Pessegueiro (Sines) e na Ria Formosa (1). Esta ave constrói o seu ninho no solo, revestindo-o com vegetação e algas, sendo que a postura conta geralmente com 3 ovos que são incubados de 24 a 27 dias.


São aves omnívoras, alimentando-se particularmente de peixes, detritos e animais mortos. São no entanto muito versáteis, chegando a apanhar insectos em voo quando estes surgem em elevada densidade (1).

Bibliografia:

(1) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
(2) www.avesdeportugal.info/
(3) Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0