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Devolução à Natureza de 1 coruja-do-mato em Vasco Esteves de Baixo


No dia 11 de Novembro de 2014 foi devolvida à Natureza uma coruja-do-mato (Strix aluco) em Vasco Esteves de Baixo, Alvoco da Serra, concelho de Seia.


Esta ave tinha sido encontrada presa dentro de um palheiro, já muito debilitada, e entregue de imediato ao SEPNA/GNR de Gouveia que a encaminhou para o CERVAS.


No momento do ingresso no centro verificou-se que a coruja estava extremamente magra, provavelmente devido ao facto de ter estado vários dias sem se conseguir alimentar por ter estado presa acidentalmente.


O processo de recuperação da condição física do animal consistiu em hidratação e alimentação e seguidamente treinos de voo e caça em contacto com outras aves da mesma espécie.


Tal como em ocasiões anteriores, a população de Vasco Esteves de Baixo demonstrou um grande carinho por esta espécie de ave de rapina nocturna, bastante comum no local, e participou na acção, que decorreu junto a uma zona florestal na periferia da aldeia.



"Os cágados vão à escola" na ABPG em Gouveia


No dia 10 de Novembro de 2014 o CERVAS desenvolveu mais uma acção de sensibilização sobre a problemática das tartarugas exóticas invasoras, no âmbito do projecto "os cágados vão à escola", desta vez nas instalações da Associação de Beneficência Popular de Gouveia (ABPG)


Durante a manhã foram realizadas duas sessões para crianças e educadoras do Jardim de Infãncia, no contexto do Programa Eco-Escolas em Gouveia, durante as quais foram apresentadas as espécies de cágados autóctones existentes em Portugal e algumas das suas problemáticas de conservação, com destaque para a introdução de espécies de tartarugas exóticas no meio natural.


Tal como habitualmente foram também abordados os cuidados que as pessoas devem ter com os animais exóticos que têm em suas casas, para que estes não fujam e também para que estejam em boas condições, tanto ao nível do bem estar animal como da nutrição e saúde para que dessa forma não constituam perigos para a Natureza nem para a Saúde Pública Humana.


O CERVAS agradece à ABPG pelo interesse e disponibilidade e continua disponível para a realização de futuras acções de educação ambiental com crianças e educadoras da instituição.

Campanha de apadrinhamentos de Natal 2014


Todos os anos o CERVAS (Gouveia) e o RIAS (Olhão) fazem uma campanha de Natal conjunta, que pretende ser um meio de angariação de fundos para a manutenção e gestão dos dois centros de recuperação de fauna selvagem, geridos pela Associação ALDEIA desde 2009, em parceria com o ICNF e a ANA – Aeroportos de Portugal. 


Colabore nesta campanha e estará ao mesmo tempo a dar um presente original e muito especial: 
Um animal selvagem!  

Ao oferecer um apadrinhamento estará a contribuir simbolicamente para o trabalho dos dois centros e quem o receber poderá ter a possibilidade de assistir à devolução à Natureza do animal apadrinhado (se tal for possível no final do processo de recuperação). Para além disso, receberá um certificado de apadrinhamento, uma fotografia do animal e informação sobre a espécie apadrinhada. O padrinho/madrinha poderá sempre que quiser solicitar informações e fotos do animal apadrinhado e vir visitar um dos centros de recuperação. 
O seu contacto também será inserido na lista de divulgação do CERVAS/RIAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Com um contributo mínimo de 15€

Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Centro: CERVAS & RIAS
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Centro: CERVAS
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Centro: CERVAS & RIAS
Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus)
Centro: CERVAS
Águia-calçada (Aquila pennata)
Centro: CERVAS
Mocho-de-orelhas (Otus scops)
Centro: CERVAS
Mocho-galego (Athene noctua)
Centro: CERVAS & RIAS
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Centro: CERVAS
Coruja-do-mato (Strix aluco)
Centro: CERVAS
Gralha-preta (Corvus corone)
Centro: CERVAS & RIAS
Corvo (Corvus corax)
Centro: CERVAS & RIAS
Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis)
Centro:RIAS
Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)
Centro:RIAS

Com um contributo mínimo de 25€

Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
Centro: CERVAS & RIAS
Milhafre-real (Milvus milvus)
Centro: CERVAS
Açor (Accipiter gentilis)
Centro: CERVAS
Bútio-vespeiro (Pernis apivorus)
Centro: CERVAS
Bufo-real (Bubo bubo)
Centro: CERVAS


Descarregue a ficha de apadrinhamento aqui

Colabore com o CERVAS e com o RIAS participando nesta campanha ou contribuindo para a sua divulgação, encaminhando esta informação!

Contactos :
E-mail: cervas.pnse@gmail.com
Tel: 927713585
Morada: CERVAS/Associação ALDEIA
Apartado 126
6290-909 Gouveia

Modos de pagamento:

CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para a morada em cima mencionada.

TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Devolução à Natureza de 1 coruja-das-torres em Ribamondego, Gouveia.


No dia 9 de Novembro de 2014 foi devolvida à Natureza uma coruja-das-torres (Tyto alba) em Ribamondego, Gouveia.


Esta ave tinha ingressado quando era uma cria e o processo de recuperação consistiu em alimentação durante o período de desenvolvimento da plumagem de voo e treino de voo e caça em contacto com outras corujas-das-torres de diferentes idades.


A devolução à Natureza foi realizada com alunos da Universidade de Aveiro, que estavam a realizar actividades com o CERVAS, numa zona agrícola próxima do rio Mondego.



Estudantes de Biologia da Universidade de Aveiro visitaram o CERVAS e a Serra da Estrela


Nos dias 8 e 9 de Novembro de 2014 o CERVAS desenvolveu actividades com estudantes de Biologia da Universidade de Aveiro, no âmbito da sua disciplina de Ornitologia.


A manhã do primeiro dia decorreu no Parque Natural da Serra da Estrela, entre Gouveia e Manteigas, e além de observação de aves os estudantes tiverem oportunidade de conhecer a biodiversidade micológica da área protegida, apresentada pelo Rui Cardoso, colaborador da ALDEIA na área dos cogumelos silvestres.


Durante a tarde foi realizada uma visita às instalações do CERVAS para apresentação das diferentes linhas de trabalho do centro, com destaque para aquelas nas quais futuramente os alunos poderão vir a colaborar, caso tenham interesse, bem como aquelas que foram desenvolvidas nos útimos anos em parceria com a Universidade de Aveiro.


De seguida, os alunos puderam presenciar duas necrópsias a aves de rapina com o objectivo de consolidação de conhecimentos sobre anatomia de aves, um tema que já tinham abordado de forma teórica nas suas aulas.


No final da tarde decorreu uma visita à Casa da Torre, em Gouveia, onde está disponível uma exposição sobre o trabalho do CERVAS e a Fauna Selvagem da Serra da Estrela. Durante esta sessão foram apresentadas as espécies com que o CERVAS trabalha e alguns dos seus problemas de conservação actuais.


No dia seguinte, durante a manhã, foram percorridas diversas zonas do Parque Natural da Serra da Estrela, entre Manteigas e a Torre, para observação de aves e divulgação da área protegida.


Durante a tarde, já de regresso a Gouveia, foi percorrida a zona envolvente ao rio Mondego para observação de aves e no final do dia os visitantes tiveram a oportunidade de devolver à Natureza uma coruja-das-torres (Tyto alba) que esteve em recuperação no CERVAS.


O CERVAS agradece o interesse e entusiasmo de todos os estudantes e está disponível para futuras acções em parceria. Fica ainda um agradecimento muito especial ao Professor António Luis, pela dedicação e por toda a colaboração e apoio ao trabalho do centro desde há vários anos.

Devolução à Natureza de 1 coruja-das-torres em Gouveia


No dia 7 de Novembro de 2014 foi devolvida à Natureza uma coruja-das-torres (Tyto alba) em Gouveia.


Esta ave tinha sido atropelada e quando ingressou no CERVAS apresentava descoordenação motora, lesões oculares e perda de peso.


Apesar do tratamento não foi possível recuperar a visão do olho afectado por isso foram realizados os testes de voo e caça necessários para decidir a viabilidade da devolução à Natureza desta coruja, tendo estes sido positivos.


A libertação do animal foi realizada na presença de crianças e respectivos familiares bem como das educadoras do Jardim de Infância de Gouveia, entidade com quem o CERVAS continua a colaborar no âmbito do programa Eco-Escolas.




Campanha “Diga NÃO aos passarinhos na gaiola e no prato!”



Recentemente foram recolhidos dados que demonstram que a captura ilegal de aves em Portugal continua a ser um problema, que pode ter impactos na biodiversidade nacional. 

A SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves lançou em parceria com a ALDEIA (particularmente através dos centros de recuperação de fauna selvagem CERVAS e RIAS), A Rocha, a LPN, a Quercus, a ATNA e o Parque Biológico de Gaia a campanha “Diga NÃO aos passarinhos na gaiola e no prato” com o objetivo de colocar na ordem do dia o tema da captura e venda ilegal de aves. O estudo que foi realizado pela SPEA com o apoio da BirdLife International e de várias entidades nacionais, revelou que a toutinegra-de-barrete, o pisco-de-peito-ruivo, o pintassilgo e o tentilhão são das aves mais afetadas e que os distritos de Faro, Porto e Lisboa são as regiões onde se registam mais casos de captura e abate ilegal.
A captura de passarinhos para serem vendidos como petiscos em cafés e restaurantes e a venda online de aves em sites de comércio eletrónico (por exemplo, OLX) são duas razões fortes para a realização desta campanha, que ameaça as populações de aves migradoras no país e fora dele.  
Embora a captura de aves silvestres, não cinegéticas, para cativeiro ou consumo seja uma prática ilegal, ela continua a ser feita recorrendo a armadilhas, redes ou visgo (uma espécie de cola artesanal, que faz com que as aves fiquem presas pelas penas). A lei pressupõe a aplicação de coimas para os casos de captura, abate ou cativeiro ilegal de aves, mas os casos em que a lei é aplicada são ainda uma minoria face à realidade nacional e também pouco é feito no que diz respeito à sensibilização da população.  
O Algarve destaca-se por ser um dos locais em que existe mais captura para consumo, em que o pisco-de-peito-ruivo e a toutinegra-de-barrete são os que acabam mais frequentemente na frigideira. As regiões de Lisboa e Porto destacam-se pela captura de pássaros e outras aves para serem comercializados como animais de companhia na Internet e em feiras locais.

De acordo com a SPEA, “Infelizmente este estudo veio comprovar o que já temíamos. A captura ilegal em Portugal está ainda enraizada e é encarada em muitas regiões como algo normal e aceitável. Muitos desconhecem que é uma prática ilegal e outros acham que não serão apanhados.” Afirma ainda que “a legislação é confusa e com esta campanha queremos tirar dúvidas às pessoas, sensibilizar para o que é ou não permitido e o que podem fazer sempre que se deparam com situações destas”. 
A campanha pretende envolver mais as entidades responsáveis por este problema. Por exemplo, é proibido vender aves selvagens, mas no OLX todos os dias encontramos anúncios de chapins-reais, piscos-de-peito-azul e até mesmo aves de rapina ao lado de bicicletas e malas em 2ª mão. O OLX não retira os anúncios porque afirma que estes são da responsabilidade de quem os coloca. Por outro lado, não é proibida a venda de armadilhas e redes para captura (mesmo que no anúncio seja explicado o fim da mesma) mas é proibido usá-las para capturar aves selvagens. Trata-se de uma incoerência na lei, que devia motivar uma intervenção urgente do Ministério do Ambiente. 

A campanha pretende ainda alertar para os passos a dar caso um cidadão queira fazer uma denúncia. O SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da GNR) é a entidade policial responsável por este tipo de ocorrências. Poderão ser contactados  através da linha SOS Ambiente e Território: 808 200 520 ou do e-mail sepna@gnr.pt. 
Pode ser encontrada mais informação sobre a campanha em http://www.spea.pt/pt/participar/campanhas/captura-ilegal/



Para mais informações contactar:
Domingos Leitão
Coordenador do Programa Terrestre da SPEA
TLM 96 956 23 81, 
e-mail domingos.leitao@spea.pt

Saída de campo para identificação de cogumelos silvestres em Manteigas


No dia 1 de Novembro de 2014 o CERVAS colaborou com o Município de Manteigas na dinamização de uma saída de campo para identificação de cogumelos silvestres.


Esta actividade teve como objectivo divulgar junto da população local a diversidade de cogumelos silvestres existente na Serra da Estrela, em particular no concelho de Manteigas.


Tal como habitualmente, no início da saída foram apresentadas as características mais relevantes que devem ser avaliadas tendo em vista a identificação dos cogumelos e os cuidados a ter para uma recolha sustentável deste recurso.


A primeira parte da actividade decorreu em zonas altas do concelho, com predominância de pinheiros-silvestres, e constatou-se que apesar das elevadas temperaturas registadas no últimos dias, a diversidade fúngica ainda era bastante interessante.


De seguida, já a altitudes mais baixas, a saída teve continuidade em zonas com predominância de castanheiros e carvalhos, para que se pudessem identificar espécies de cogumelos diferentes.


O percurso pedestre teve início na zona do Poço do Inferno e faz parte de um conjunto de rotas dos Trilhos Verdes promovidos pelo Município de Manteigas.


Para além de apresentar uma grande beleza paisagística este percurso permitiu identificar uma grande variedade de espécies de cogumelos, até mesmo algumas pouco comuns na região.


No final da actividade foi realizada uma sessão de identificação de todos os cogumelos recolhidos, tendo sido registadas cerca de 75 espécies.


O CERVAS agradece o interesse do Município de Manteigas na promoção e valorização dos recursos micológicos da região e continua disponível para futuras acções em parceria neste e noutras áreas relacionadas com a divulgação da biodiversidade.



À descoberta dos cogumelos com o Jardim de Infância de Gouveia


No dia 30 de Outubro de 2014 o CERVAS dinamizou mais uma acção de educação ambiental na Cerca, em Gouveia, sobre cogumelos silvestres com o Jardim de Infância de Gouveia.


Esta acção, organizada no âmbito do programa Eco-Escolas em Gouveia teve como principal objectivo a divulgação da importância dos cogumelos silvestres que existem nas nossas florestas e a forma como se relacionam com os outros seres vivos.


Sempre que as crianças detectavam os fungos era feita a sua identificação no campo, sempre que possível, sendo apresentadas as principais características que poderiam ser avaliadas.


Todos os exemplares foram observados atentamente para que as crianças pudessem prestar a devida atenção às formas, texturas, cheiros e cores que os cogumelos apresentavam.



Também era dada a devida importância ao local onde os cogumelos apareciam, ao seu estado de desenvolvimento, para que as crianças pudessem compreender melhor os seus modos de vida e as suas funções no ecossistema.


Como acção complementar foi realizada a recolha do lixo existente na mata da Cerca, principalmente na zona envolvente ao anfiteatro, desde garrafas de vidro e plástico até diversos tipos de embalagens, que algumas pessoas continuam a deixar neste belo local de Gouveia.


O CERVAS agradece o empenho, interesse e entusiasmo das crianças e educadoras do Jardim de Infância de Gouveia e continua disponível para futuras acções em parceria que possam contribuir para uma ainda maior aproximação das crianças à biodiversidade que os rodeia.



Devolução à Natureza de 1 coruja-das-torres no Sabugueiro, Seia.


No dia 26 de Outubro de 2014 foi devolvida à Natureza uma coruja-das-torres (Tyto alba) no Sabugueiro, Seia.


Esta ave tinha sido encontrada junto à berma da estrada por habitantes locais que a entregaram de imediato no CERVAS.


No momento do ingresso no centro verificou-se que a coruja apresentava uma fractura numa das patas devido ao trauma violento.


O processo de recuperação consistiu na imobilização imediata do membro, e posteriormente a coruja passou para instalações onde estavam outras aves da mesma espécie para realização de treino de voo e caça.


A devolução à Natureza foi realizada num local próximo de onde a coruja-das-torres tinha sido encontrada, junto a uma linha de água e campos agrícolas na periferia da aldeia.




Devolução à Natureza de 1 mocho-galego em Abrunhosa do Mato, Mangualde


No dia 25 de Outubro de 2014 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Abrunhosa do Mato, Mangualde.


Esta ave tinha sido entregue voluntariamente por uma família que a tinha encontrado quando era uma pequena cria e que posteriormente a manteve em cativeiro durante algumas semanas, por não saber que a posse desta espécie autóctone protegida não era legal.


No momento do ingresso no CERVAS o mocho apresentava a plumagem ligeiramente deteriorada, algumas lesões resultantes da permanência numa gaiola desadequada e um comportamento alterado.


O processo de recuperação consistiu em socialização com outros mochos-galegos, muda da plumagem e treino de voo e caça.


A devolução à Natureza decorreu num local próximo de onde o mocho tinha sido encontrado inicialmente, junto a zonas florestais, campos agrícolas e vinhas, na periferia da aldeia.