Mensagens

Devolução à Natureza de 1 coruja-das-torres em Gouveia


No dia 7 de Novembro de 2014 foi devolvida à Natureza uma coruja-das-torres (Tyto alba) em Gouveia.


Esta ave tinha sido atropelada e quando ingressou no CERVAS apresentava descoordenação motora, lesões oculares e perda de peso.


Apesar do tratamento não foi possível recuperar a visão do olho afectado por isso foram realizados os testes de voo e caça necessários para decidir a viabilidade da devolução à Natureza desta coruja, tendo estes sido positivos.


A libertação do animal foi realizada na presença de crianças e respectivos familiares bem como das educadoras do Jardim de Infância de Gouveia, entidade com quem o CERVAS continua a colaborar no âmbito do programa Eco-Escolas.




Campanha “Diga NÃO aos passarinhos na gaiola e no prato!”



Recentemente foram recolhidos dados que demonstram que a captura ilegal de aves em Portugal continua a ser um problema, que pode ter impactos na biodiversidade nacional. 

A SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves lançou em parceria com a ALDEIA (particularmente através dos centros de recuperação de fauna selvagem CERVAS e RIAS), A Rocha, a LPN, a Quercus, a ATNA e o Parque Biológico de Gaia a campanha “Diga NÃO aos passarinhos na gaiola e no prato” com o objetivo de colocar na ordem do dia o tema da captura e venda ilegal de aves. O estudo que foi realizado pela SPEA com o apoio da BirdLife International e de várias entidades nacionais, revelou que a toutinegra-de-barrete, o pisco-de-peito-ruivo, o pintassilgo e o tentilhão são das aves mais afetadas e que os distritos de Faro, Porto e Lisboa são as regiões onde se registam mais casos de captura e abate ilegal.
A captura de passarinhos para serem vendidos como petiscos em cafés e restaurantes e a venda online de aves em sites de comércio eletrónico (por exemplo, OLX) são duas razões fortes para a realização desta campanha, que ameaça as populações de aves migradoras no país e fora dele.  
Embora a captura de aves silvestres, não cinegéticas, para cativeiro ou consumo seja uma prática ilegal, ela continua a ser feita recorrendo a armadilhas, redes ou visgo (uma espécie de cola artesanal, que faz com que as aves fiquem presas pelas penas). A lei pressupõe a aplicação de coimas para os casos de captura, abate ou cativeiro ilegal de aves, mas os casos em que a lei é aplicada são ainda uma minoria face à realidade nacional e também pouco é feito no que diz respeito à sensibilização da população.  
O Algarve destaca-se por ser um dos locais em que existe mais captura para consumo, em que o pisco-de-peito-ruivo e a toutinegra-de-barrete são os que acabam mais frequentemente na frigideira. As regiões de Lisboa e Porto destacam-se pela captura de pássaros e outras aves para serem comercializados como animais de companhia na Internet e em feiras locais.

De acordo com a SPEA, “Infelizmente este estudo veio comprovar o que já temíamos. A captura ilegal em Portugal está ainda enraizada e é encarada em muitas regiões como algo normal e aceitável. Muitos desconhecem que é uma prática ilegal e outros acham que não serão apanhados.” Afirma ainda que “a legislação é confusa e com esta campanha queremos tirar dúvidas às pessoas, sensibilizar para o que é ou não permitido e o que podem fazer sempre que se deparam com situações destas”. 
A campanha pretende envolver mais as entidades responsáveis por este problema. Por exemplo, é proibido vender aves selvagens, mas no OLX todos os dias encontramos anúncios de chapins-reais, piscos-de-peito-azul e até mesmo aves de rapina ao lado de bicicletas e malas em 2ª mão. O OLX não retira os anúncios porque afirma que estes são da responsabilidade de quem os coloca. Por outro lado, não é proibida a venda de armadilhas e redes para captura (mesmo que no anúncio seja explicado o fim da mesma) mas é proibido usá-las para capturar aves selvagens. Trata-se de uma incoerência na lei, que devia motivar uma intervenção urgente do Ministério do Ambiente. 

A campanha pretende ainda alertar para os passos a dar caso um cidadão queira fazer uma denúncia. O SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da GNR) é a entidade policial responsável por este tipo de ocorrências. Poderão ser contactados  através da linha SOS Ambiente e Território: 808 200 520 ou do e-mail sepna@gnr.pt. 
Pode ser encontrada mais informação sobre a campanha em http://www.spea.pt/pt/participar/campanhas/captura-ilegal/



Para mais informações contactar:
Domingos Leitão
Coordenador do Programa Terrestre da SPEA
TLM 96 956 23 81, 
e-mail domingos.leitao@spea.pt

Saída de campo para identificação de cogumelos silvestres em Manteigas


No dia 1 de Novembro de 2014 o CERVAS colaborou com o Município de Manteigas na dinamização de uma saída de campo para identificação de cogumelos silvestres.


Esta actividade teve como objectivo divulgar junto da população local a diversidade de cogumelos silvestres existente na Serra da Estrela, em particular no concelho de Manteigas.


Tal como habitualmente, no início da saída foram apresentadas as características mais relevantes que devem ser avaliadas tendo em vista a identificação dos cogumelos e os cuidados a ter para uma recolha sustentável deste recurso.


A primeira parte da actividade decorreu em zonas altas do concelho, com predominância de pinheiros-silvestres, e constatou-se que apesar das elevadas temperaturas registadas no últimos dias, a diversidade fúngica ainda era bastante interessante.


De seguida, já a altitudes mais baixas, a saída teve continuidade em zonas com predominância de castanheiros e carvalhos, para que se pudessem identificar espécies de cogumelos diferentes.


O percurso pedestre teve início na zona do Poço do Inferno e faz parte de um conjunto de rotas dos Trilhos Verdes promovidos pelo Município de Manteigas.


Para além de apresentar uma grande beleza paisagística este percurso permitiu identificar uma grande variedade de espécies de cogumelos, até mesmo algumas pouco comuns na região.


No final da actividade foi realizada uma sessão de identificação de todos os cogumelos recolhidos, tendo sido registadas cerca de 75 espécies.


O CERVAS agradece o interesse do Município de Manteigas na promoção e valorização dos recursos micológicos da região e continua disponível para futuras acções em parceria neste e noutras áreas relacionadas com a divulgação da biodiversidade.



À descoberta dos cogumelos com o Jardim de Infância de Gouveia


No dia 30 de Outubro de 2014 o CERVAS dinamizou mais uma acção de educação ambiental na Cerca, em Gouveia, sobre cogumelos silvestres com o Jardim de Infância de Gouveia.


Esta acção, organizada no âmbito do programa Eco-Escolas em Gouveia teve como principal objectivo a divulgação da importância dos cogumelos silvestres que existem nas nossas florestas e a forma como se relacionam com os outros seres vivos.


Sempre que as crianças detectavam os fungos era feita a sua identificação no campo, sempre que possível, sendo apresentadas as principais características que poderiam ser avaliadas.


Todos os exemplares foram observados atentamente para que as crianças pudessem prestar a devida atenção às formas, texturas, cheiros e cores que os cogumelos apresentavam.



Também era dada a devida importância ao local onde os cogumelos apareciam, ao seu estado de desenvolvimento, para que as crianças pudessem compreender melhor os seus modos de vida e as suas funções no ecossistema.


Como acção complementar foi realizada a recolha do lixo existente na mata da Cerca, principalmente na zona envolvente ao anfiteatro, desde garrafas de vidro e plástico até diversos tipos de embalagens, que algumas pessoas continuam a deixar neste belo local de Gouveia.


O CERVAS agradece o empenho, interesse e entusiasmo das crianças e educadoras do Jardim de Infância de Gouveia e continua disponível para futuras acções em parceria que possam contribuir para uma ainda maior aproximação das crianças à biodiversidade que os rodeia.



Devolução à Natureza de 1 coruja-das-torres no Sabugueiro, Seia.


No dia 26 de Outubro de 2014 foi devolvida à Natureza uma coruja-das-torres (Tyto alba) no Sabugueiro, Seia.


Esta ave tinha sido encontrada junto à berma da estrada por habitantes locais que a entregaram de imediato no CERVAS.


No momento do ingresso no centro verificou-se que a coruja apresentava uma fractura numa das patas devido ao trauma violento.


O processo de recuperação consistiu na imobilização imediata do membro, e posteriormente a coruja passou para instalações onde estavam outras aves da mesma espécie para realização de treino de voo e caça.


A devolução à Natureza foi realizada num local próximo de onde a coruja-das-torres tinha sido encontrada, junto a uma linha de água e campos agrícolas na periferia da aldeia.




Devolução à Natureza de 1 mocho-galego em Abrunhosa do Mato, Mangualde


No dia 25 de Outubro de 2014 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Abrunhosa do Mato, Mangualde.


Esta ave tinha sido entregue voluntariamente por uma família que a tinha encontrado quando era uma pequena cria e que posteriormente a manteve em cativeiro durante algumas semanas, por não saber que a posse desta espécie autóctone protegida não era legal.


No momento do ingresso no CERVAS o mocho apresentava a plumagem ligeiramente deteriorada, algumas lesões resultantes da permanência numa gaiola desadequada e um comportamento alterado.


O processo de recuperação consistiu em socialização com outros mochos-galegos, muda da plumagem e treino de voo e caça.


A devolução à Natureza decorreu num local próximo de onde o mocho tinha sido encontrado inicialmente, junto a zonas florestais, campos agrícolas e vinhas, na periferia da aldeia.


Os cágados vão à escola em Abrunhosa-a-Velha, Mangualde.


No dia 23 de Outubro de 2014 o CERVAS realizou mais uma acção de sensibilização no âmbito do projecto "Os cágados vão à escola", desta vez na escola primária de Abrunhosa-a-Velha, Mangualde.


Tal como tinha acontecido anteriormente em escolas de Gouveia, Celorico da Beira e Fornos de Algodres, o principal objectivo foi divulgar a problemática da introdução de tartarugas exóticas na Natureza e o seu impacto sobre as espécies autóctones.


Os alunos e professoras foram convidadas previamente a levar para a escola as tartarugas exóticas que tivessem em casa para que se pudesse proceder à sua identificação, detecção de problemas (principalmente nutricionais e sanitários) que os animais pudessem ter e consequentemente explicar quais deveriam ser os cuidados a ter.


Como tem sido habitual, detectaram-se situações de problemas de desenvolvimento relacionados com mau maneio (ex: carências devido a alimentação desadequada) e, mais grave ainda, a posse de espécies cuja venda em lojas não é permitida, como é o caso da tartaruga-de-orelha-amarela (Trachemys scripta scripta).


A participação e o interesse de todos os alunos que participaram nas duas sessões foi muito grande e, por isso, foi possível esclarecer dúvidas e corrigir alguns conceitos errados que ainda existiam.


De seguida, junto ao rio Mondego, procedeu-se à devolução à Natureza de dois cágados-mediterrânicos (Mauremys leprosa) que estavam em recuperação no CERVAS e este momento permitiu divulgar esta espécie autóctone protegida e as suas ameaças.


Estes dois animais estavam em cativeiro ilegal em casa de particulares que os entregaram voluntariamente para que pudessem passar por um período de quarentena e avaliação no CERVAS, tendo em vista a sua devolução à Natureza.


Tal como também tem sido habitual, durante esta actividade foi possível obter informação sobre vários animais desta espécie que estarão em cativeiro ilegal em casa de pessoas da região e foi transmitida a informação que poderá permitir o resgate e futura libertação desses animais, caso estejam em boas condições.


O CERVAS agradece muito o interesse de todas as professoras, funcionárias e alunos da escola de Abrunhosa-a-Velha e está disponível para futuras acções de educação ambiental.

O CERVAS apresentou resultados no III Fórum de Sustentabilidade da ANA – Aeroportos de Portugal


No dia 17 de Outubro de 2014 o CERVAS participou no III Fórum de Sustentabilidade da ANA – Aeroportos de Portugal, que decorreu em Lisboa. Este evento contou com a participação de diversas entidades, nomeadamente a Vinci Airports, a TAP Portugal, a NAV Portugal, a LIPOR, a Câmara Municipal de Lisboa e a Caixa Geral de Depósitos, que apresentaram comunicações orais relacionadas com prioridades e desafios de ambiente. 


O CERVAS apresentou uma comunicação oral de 30 minutos com o título “O Contributo da ANA para a Conservação da Biodiversidade em Portugal através da Recuperação de Animais Selvagens – A experiência do CERVAS e do RIAS”. Através desta foram disponibilizados os resultados do trabalho levado a cabo pela Associação ALDEIA desde 2009 na gestão do CERVAS em Gouveia, no Parque Natural da Serra da Estrela e do RIAS, em Olhão, no Parque Natural da Ria Formosa. 


Esta participação foi muito importante para dar a conhecer o trabalho desenvolvido e que tem sido possível graças ao apoio financeiro que a ANA tem disponibilizado aos dois centros, no âmbito da Iniciativa Business & Biodiversity, em que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) também está envolvido. 


Desde 2009 até ao final de Setembro de 2014 ingressaram no CERVAS e RIAS 7090 animais (5590 vivos) e foram devolvidos à Natureza 2670. Foram realizadas 1383 acções de devolução à Natureza que envolveram 41930 pessoas principalmente nas regiões Centro e Sul de Portugal. A participação no evento promovido pela ANA teve como objectivo apresentar estes e outros resultados, tanto para que internamente a empresa possa divulgar aos seus funcionários os projectos que tem estado a apoiar mas também para que essa divulgação alcance outras empresas parceiras. 


O CERVAS agradece muito à ANA pelo convite para o evento bem como por todo o apoio que tem prestado desde 2009 e continua disponível para futuras acções em parceria.

Nota: As fotos foram gentilmente cedidas pela ANA.

Devolução à Natureza de 1 mocho-galego em Repeses, Viseu.


No dia 22 de Outubro de 2014 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Repeses, Viseu.


Esta acção foi promovida pelo SEPNA/GNR de Viseu em parceria com o CERVAS e decorreu nas instalações dos Infantinhos da Vilabeira, tendo sido dirigida às crianças e respectivas educadoras.


A primeira parte foi uma pequena palestra sobre aves de rapina nocturnas, com destaque para o mocho-galego, durante a qual foram apresentadas algumas características das espécies, recorrendo ao material biológico do kit de Educação Ambiental do CERVAS. Foram também apresentadas brevemente algumas das principais causas de ingresso e os procedimentos necessários quando se encontra um animal selvagem ferido.


De seguida, no exterior, próximo de zonas agrícolas e florestais foi devolvido à Natureza o mocho-galego, que tinha sido encontrado após atropelamento e encaminhado para o CERVAS através do SEPNA/GNR de Viseu.


O CERVAS agradece o convite para a realização desta acção e continua disponível para futuras iniciativas que contribuam para a Educação Ambiental da comunidade escolar da região.