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Fim de Semana Europeu de Observação de Aves 2014 - Saídas de campo na Serra da Estrela


Nos dias 4 e 5 de Outubro de 2014 decorreram saídas de campo para observação de aves da Serra da Estrela.


Estas iniciativas fizeram parte do conjunto de actividades que foram organizadas a nível nacional por diversas entidades, no âmbito do Fim de Semana Europeu de Observação de Aves coordenado em Portugal pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).


Na Serra da Estrela, e à semelhança de anos anteriores, as saídas de campo foram organizadas em parceria pelo Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), CERVAS e pelo Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) / Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).


No dia 4 a actividade teve início em Seia, tendo sido percorridos vários pontos de observação em zonas agrícolas e florestais entre a baixa do rio Seia e o aeródromo de Pinhanços.



De seguida, já em Gouveia, no início da subida para zonas de maior altitude, os participantes tiveram oportunidade de presenciar a devolução à Natureza de uma águia-d´asa-redonda (Buteo buteo) recuperada no CERVAS.


Os pontos de observação seguintes, já bem dentro do PNSE foram o Vale do Rossim, o Alto da Pedrice, o Cântaro Magro e a Torre.


Neste primeiro dia foram registadas cerca de 45 espécies sendo de destacar o tartaranhão-azulado (Circus cyaneus) e a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax).


No segundo dia a saída teve início em Gouveia e os vários pontos de observação visitados durante a manhã foram o areeiro de Rio Torto, os campos agrícolas de Arcozelo e o rio Mondego.


Durante a tarde foram realizados pequenos percursos a pé ao longo da ribeira de S. Paio, em Ribamondego, em Vila Ruiva, já no concelho de Fornos de Algodres e por fim em Vila Cortês, já de regresso ao concelho de Gouveia.


Durante este dia ainda foi possível acrescentar algumas espécies novas, que permitiram chegar a um total de 66 durante os dois dias da actividade, na qual participaram 25 pessoas, parte delas em ambos os dias.


No final os participantes tiveram oportunidade ainda de visitar a exposição sobre o trabalho do CERVAS e sobre os animais selvagens da região, que está em exibição na Casa da Torre, em Gouveia.


O CERVAS agradece a colaboração do CISE e do PNSE/ICNF e está diponível para a trabalhar em conjunto em próximas inciativas.

Devolução à Natureza de 1 pombo-torcaz em Gouveia


No dia 7 de Outubro de 2014 foi devolvido à Natureza um pombo-torcaz (Columba palumbus) em Gouveia.


Esta ave tinha sido encontrada quando ainda era uma cria, provavelmente após ter saído do ninho, e as penas de voo ainda estavam em crescimento.


O processo de recuperação consistiu em alimentação e treino de voo durante o período necessário para o desenvolvimento da plumagem e a devolução à Natureza foi realizada numa zona florestal.


Devolução à Natureza de 1 águia-d´asa-redonda em Gouveia


No dia 4 de Outubro de 2014, Dia Mundial do Animal, foi devolvida à Natureza uma águia-d´asa-redonda (Buteo buteo) em Gouveia.


Esta acção decorreu durante uma saída de campo dedicada à observação de aves da Serra da Estrela organizada em conjunto pelo Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), CERVAS e Parque Natural da Serra da Estrela / Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, uma das várias actividades que decorreram em Portugal no âmbito do Fim de Semana Europeu de Observação de Aves.


A águia tinha sido resgatada de uma situação de cativeiro ilegal e o processo de recuperação da condição física e capacidades mentais demorou cerca de um ano, período durante o qual a ave permaneceu em contacto com outras aves de rapina diurnas para treino e socialização.


A devolução à Natureza decorreu numa zona florestal e matos, dentro do Parque Natural da Serra da Estrela, num local com as condições adequadas à espécie e onde esta é comum.


Campanha apadrinhamentos



O apadrinhamento de animais selvagens em recuperação no CERVAS consiste numa contribuição simbólica única e com a qual estará a contribuir de forma decisiva na melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro.

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento,(ver Modalidades do apadrinhamento).
O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.



Modalidades do apadrinhamento:


Apadrinhamento S = 50€
·      Certificado de apadrinhamento
·      Boletim informativo + foto da espécie apadrinhada
·      Visita para toda a família ao espaço CERVAS e à Casa da torre
·      Possibilidade de devolução à natureza de um animal da espécie apadrinhada

Apadrinhamento M = 60€
·      Certificado de apadrinhamento
·      Boletim informativo + foto da espécie apadrinhada
·      Visita para toda a família ao espaço CERVAS e à Casa da torre
·      Possibilidade de devolução à natureza de um animal da espécie apadrinhada
·      2 brindes merchandising CERVAS

Apadrinhamento L = 80€
·      Certificado de apadrinhamento
·      Boletim informativo + foto da espécie apadrinhada
·      Visita para toda a família ao espaço CERVAS e à Casa da torre
·      Possibilidade de devolução à natureza de um animal da espécie apadrinhada
·      2 brindes merchandising CERVAS
·      Oferta de uma saída de campo para toda a família (mínimo 2 horas) para observação de aves.



Conheça os outros projectos da ALDEIA!

Formas de pagamento:

CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para a morada: Associação ALDEIA/CERVAS
Apartado 126
6290-909 Gouveia

TRANSFERÊNCIA*: IBAN: PT 50003503540003190733089 CGDIPTPL
(Caixa Geral de Depósitos de Gouveia, em nome de Acção, Liberdade, Desenvolvimento, Educação, Investigação, Ambiente) 

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

OBRIGADA!

Devolução à Natureza de 3 esquilos-vermelhos em Ventosa, Vouzela


No dia 13 de Setembro de 2014 foram devolvidos à Natureza três esquilos-vermelhos (Sciurus vulgaris) em Ventosa, no concelho de Vouzela.


Estes três mamíferos estavam no seu ninho, quando a árvore onde este se encontrava foi cortada. As pessoas que estavam a realizar trabalhos florestais entregaram de imediato os animais no posto da GNR de Vouzela, ao cuidado do SEPNA de Viseu, que os encaminhou para o CERVAS.


No momento do ingresso não foram detectadas lesões mas como os animais ainda eram pequenas crias tiveram que ser alimentados à mão, com comida mole, durante alguns dias, tendo sido introduzidos gradualmente frutos secos na dieta.


O contacto com humanos foi reduzido ao mínimo indispensável e a partir do momento em que os três esquilos se alimentavam de forma independente passaram para instalações exteriores, com mais espaço e enriquecimento ambiental com troncos e abrigos, para poderem exercitar-se convenientemente.




A devolução à Natureza foi realizada num local próximo de onde os esquilos tinham sido encontrados, num pinhal onde os indícios de presença da espécie eram muito abundantes e o mais afastado possível de estradas movimentadas.



Espécie-do-mês de Setembro: Alcaravão




O alcaravão (Burhinus oedicnemus), também conhecido popularmente por galinha-do-mato e pirolé, é uma ave limícola de plumagem acastanhada e críptica, que faz com que seja facilmente confundida com a paisagem envolvente. As patas são amarelas, e o bico é amarelo com a ponta preta. O alcaravão possui também uns olhos caracteristicamente grandes e igualmente amarelos.
Em voo nota-se a ponta das asas pretas com dois pequenos quadrados brancos.



O alcaravão é uma ave essencialmente nocturna e discreta, sendo denunciada muitas vezes pelo seu chamamento assobiado característico, que se faz ouvir à noite ou ao crepúsculo. É uma ave que nidifica em pequeno número nas regiões do interior a norte do Tejo, e em maior número, embora fragmentada, do litoral à raia, a sul deste rio. 
O alcaravão vive em zonas abertas amplas e secas, com poucas ou nenhumas árvores, embora possa ser encontrado em zonas arborizadas desde que pouco densas. Esta espécie parece preferir terrenos incultos e dunas, habitando igualmente em áreas com cultivos de sequeiro, principalmente no inverno, alqueives, montados abertos ou com clareiras, salinas e sapais secos. Esta espécie é mais frequente no Alentejo interior onde predominam vastas áreas de habitat favorável.
Durante o inverno, os alcaravões surgem em bandos em áreas onde não nidificam ou onde só o fazem em pequeno número, sendo este comportamento bastante notório na zona Algarvia (estuário do Alvor e reserva de Castro Marim, na Ria Formosa), onde se juntam várias centenas de indivíduos. De resto a distribuição invernal desta espécie é ainda pouco conhecida.



O período de reprodução do alcaravão inicia-se em Abril e estende-se até Julho, onde o seu característico canto se faz ouvir, ao crepúsculo, nesta época. Sabe-se que a incubação desta espécie dura 24 a 26 dias e as crias começam a voar entre os 36 a 42 dias de idade, sendo possível que os alcaravões criem duas ninhadas por ano.


Quando em Julho termina a época de reprodução, os alcaravões começam a juntar-se em bandos e abandonam os territórios de nidificação. Os bandos formados, mantêm-se até Fevereiro ou maço, época em que se desagregam para formarem novos casais. Possivelmente grande parte dos casais que ocorrem em Portugal são sedentários, mas os seus movimentos não estão ainda bem estudados. Sabe-se que nalgumas regiões litorais, os alcaravões nidificantes desaparecem durante o inverno, enquanto noutras áreas são mais abundantes na estação fria. A população invernante inclui tanto indivíduos nacionais, como migradores provenientes da Europa Ocidental.

A dieta do alcaravão é constituída por invertebrados terrestres, capturados ao crepúsculo e durante a noite. Por vezes o alcaravão também pode ingerir pequenos vertebrados.



Sabia que…
O alcaravão parece estar em declínio no norte e no centro do território nacional? E que o mesmo parece estar a acontecer igualmente em toda a Europa Ocidental!

Bibliografia: 
Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

As crianças da "Escola Feliz" de Oliveira do Hospital visitaram o CERVAS.


No dia 10 de Setembro de 2014 o CERVAS recebeu a visita de crianças e educadores do projecto "Escola Feliz" promovido pelo Município de Oliveira do Hospital.



Esta actividade fez parte de um programa promovido pela ViVaVentura, que incluiu também uma visita ao Parque Ecológico de Gouveia, entre outras.


A primeira parte da visita consistiu numa apresentação das espécies selvagens protegidas que o CERVAS recebe mais frequentemente, complementada com informação sobre as principais causas de ingresso.


Algumas das principais mensagens transmitidas foram os procedimentos necessários quando se encontra um animal selvagem ferido, a problemática do cativeiro ilegal e o impacto ecológico das espécies de animais exóticos, como por exemplo as tartarugas, que muitas pessoas adquirem em lojas de animais e que por vezes fogem ou são libertadas intencionalmente na Natureza.


No final da visita foram devolvidas à Natureza duas gralhas-pretas (Corvus corone) que estavam em recuperação no CERVAS e que tinham sido resgatadas de situações de cativeiro ilegal.


O CERVAS agradece à ViVaVentura por mais esta oportunidade de divulgação do trabalho do centro e continua disponível para futuras acções de educação ambiental em parceria.

Devolução à Natureza de 1 mocho-galego em Fragosela de Baixo, Viseu.


No dia 6 de Setembro de 2014 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Fragosela de Baixo, Viseu.


Esta ave tinha sido encontrada no meio de uma estrada e recolhida por particulares que a encaminharam de imediato para o CERVAS através do SEPNA/GNR de Viseu.


No momento do ingresso no centro verificou-se que o mocho não apresentava lesões mas as penas ainda estavam em crescimento por isso o processo de recuperação consistiu em alimentação, socialização e treino de voo e caça em contacto com outros mochos-galegos de diferentes idades.


A devolução à Natureza foi realizada ao final da tarde num local próximo de onde o mocho-galego tinha sido encontrado, numa zona de floresta e campos agrícolas.


Devolução à Natureza de 1 águia-calçada no Enco(ue)ntro Ibérico Land Rover 2014 em Gouveia.


No dia 6 de Setembro de 2014 foi devolvida à Natureza uma águia-calçada (Aquila pennata) no Parque Senhora dos Verdes em Cativelos, Gouveia.


Esta acção, organizada em parceria com a ViVaVentura, decorreu durante o Enco(ue)ntro Ibérico Land Rover 2014 que se realizou entre 5 e 7 de Setembro, e envolveu participantes tal como já tinha ocorrido em edições anteriores do evento, em 2010 e 2012.


A águia-calçada tinha sido encontrada no chão quando ainda era uma pequena cria e tinha sido encaminhada para o CERVAS pelo ICNF.


No momento do ingresso no centro verificou-se que a águia não tinha lesões mas estava muito magra e as penas ainda estavam em crescimento.


O processo de recuperação consistiu em alimentação, socialização, treino de voo e musculação em contacto com outras águias-calçadas de diferentes idades.


A devolução à Natureza decorreu numa zona florestal junto de campos agrícolas onde esta espécie migratória ocorre com regularidade entre Abril e Outubro.


O CERVAS agradece à ViVaVentura e à organização do Encontro por mais esta oportunidade de divulgação do trabalho do centro e está disponível para futuras acções de educação ambiental.

Devolução à Natureza de 1 mocho-galego em Almeida


No dia 5 de Setembro de 2014 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Almeida.


Tal como tem acontecido em anos anteriores, no mesmo local, com outros mochos, este indivíduo juvenil tinha sido encontrado no chão, no recinto da Escola Dr. Casimiro Matias, e recolhido por funcionários que o encaminharam para o CERVAS através do SEPNA/GNR de Almeida.


No momento do ingresso no CERVAS verificou-se que o mocho não apresentava lesões e que ainda tinha a plumagem de voo em crescimento.


O processo de recuperação consistiu em alimentação e treino de voo e caça em contacto com outros mochos-galegos de diferentes idades.


A devolução à Natureza teve lugar no exterior do recinto da escola, junto a campos agrícolas, e foi realizada na presença de professores, funcionários e de um grupo de escuteiros de Almeida.