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O CERVAS participou nas Festas do Senhor do Calvário de 2014 em Gouveia



Entre 8 e 11 de Agosto de 2014 decorreram as Festas do Senhor do Calvário em Gouveia e o CERVAS, tal como habitualmente, dinamizou um espaço de divulgação do seu trabalho na Feira do Associativismo.


Durante o evento foi possível estar em contacto directo com a população local e visitantes de outras zonas do país, com o objectivo de dar a conhecer o CERVAS e algumas das espécies de animais selvagens existentes na Serra da Estrela.


Nos dias 9, 10 e 11 foram também realizadas visitas guiadas à Exposição sobre Fauna Selvagem que está montada na Casa da Torre e que permite um contacto mais directo e detalhado com material relacionado com as espécies com que o CERVAS trabalha.



No último dia do evento foi também devolvida à Natureza uma coruja-do-mato (Strix aluco) que estava em recuperação no CERVAS.


Esta ave tinha sido encontrada no chão quando ainda era uma pequena cria e o seu processo de recuperação consistiu no desenvolvimento da plumagem e treino de voo e caça em conjunto com outras corujas-do-mato.


A libertação decorreu na Mata da Cerca, um habitat florestal adequado para esta espécie, na presença de participantes nas Festas do Senhor do Calvário.


O CERVAS agradece ao Município de Gouveia e à CLDS, que promoveu a Feira do Associativismo, e está disponível para continuar a colaborar em acções no futuro.



Devolução à Natureza de 2 corujas-das-torres em Vila Franca da Beira, Oliveira do Hospital


No dia 7 de Agosto de 2014 foram devolvidas à Natureza duas corujas-das-torres (Tyto alba) em Vila Franca da Beira, Oliveira do Hospital.


Uma das aves tinha sido encontrada ferida, com uma fractura numa das asas, e foi encaminhada para o CERVAS pelas pessoas que a recolheram através do SEPNA/GNR da Lousã.


O processo de recuperação consistiu na imobilização do membro, seguida de fisioterapia e treino de voo e caça em conjunto com outras corujas-das-torres.


A outra ave era um juvenil que tinha ingressado no CERVAS quando ainda era uma pequena cria e o seu processo de recuperação consistiu em alimentação, socialização com outras corujas-das-torres e treino de voo e caça.


A devolução à Natureza de ambas as aves foi efectuada ao início da noite, na periferia da aldeia, junto de campos agrícolas e zonas florestais, na presença de várias dezenas de pessoas que demonstraram um grande interesse em conhecer melhor as corujas-das-torres.


Devolução à Natureza de 1 mocho-galego em Tábua


No dia 7 de Agosto de 2014 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Tábua.


Esta ave tinha sido encontrada numa zona urbana, no chão, quando ainda era uma pequena cria, incapaz de voar.


As pessoas que recolheram o mocho entregaram-no no posto da GNR de Tábua, e de seguida o transporte para o CERVAS foi efectuado pelo SEPNA/GNR da Lousã.


O processo de recuperação consistiu em alimentação e treino de voo e caça em contacto com outros mochos-galegos.


Devolução à Natureza de 2 corujas-do-mato em Pinheiro de Ázere, Santa Comba Dão


No dia 7 de Agosto de 2014 foram devolvidas à Natureza duas corujas-do-mato (Strix aluco) em Pinheiro de Ázere, Santa Comba Dão.


Ambas as aves tinha sido encontradas no chão quando ainda eram pequenas crias e, num dos casos, encaminhada para o CERVAS através do SEPNA/GNR de Santa Comba Dão.


O processo de recuperação consistiu em alimentação durante o periodo de desenvolvimento da plumagem, e treino de voo e caça em contacto com outras aves da mesma espécie.


Devolução à Natureza de 1 águia-d´asa-redonda e 1 mocho-galego em Oliveira do Conde


No dia 7 de Agosto de 2014 foram devolvidos à Natureza em Oliveira do Conde, Carregal do Sal, uma águia-d´asa-redonda (Buteo buteo) e um mocho-galego (Athene noctua).


Tal como no ano anterior, o CERVAS contou com a preciosa colaboração da Cruz Vermelha tendo sido realizada uma breve sessão de esclarecimento prévia às libertações na delegação desta instituição.


A águia-d´asa-redonda tinha sido encontrada ferida no IC12, possivelmente devido a atropelamento, e recolhida por um particular que a encaminhou para o CERVAS através do SEPNA-GNR de Santa Comba Dão.


O processo de recuperação desta ave foi relativamente rápido porque não apresentava fracturas e apenas foi necessário resolver as feridas resultantes do trauma, e, de seguida, teve lugar a fase de treino de voo e musculação em conjunto com outras aves de rapina diurnas.


O mocho-galego tinha sido encontrado dentro da sede da Cruz Vermelha quando ainda era uma pequena cria e, tal como já tinha acontecido no ano anterior com outro animal da mesma espécie, foi encaminhado de imediato para o CERVAS pela Cruz Vermelha através do SEPNA/GNR de Santa Comba Dão.


O processo de recuperação da ave consistiu em alimentação, socialização e treino de voo e caça sempre em contacto com outros mochos-galegos.


A devolução à Natureza de ambas as aves foi realizada junto do polo de Oliveira do Conde da Associação de Paralisia Cerebral de Viseu, na periferia da aldeia junto a uma boa área de vinhas na proximidade de zonas florestais.


O CERVAS agradece mais uma vez toda a amabilidade e apoio da Cruz Vermelha e também ao Farol da Nossa Terra pela colaboração na divulgação do trabalho do centro.

Devolução à Natureza de 2 corujas-do-mato em Folgosinho


No dia 6 de Agosto de 2014 foram devolvidas à Natureza duas corujas-do-mato (Strix aluco) em Folgosinho, Gouveia.



Estas aves tinham sido encontradas quando eram pequenas crias e ingressaram no CERVAS através das pessoas que as encontraram.



Como nenhuma das aves apresentava lesões o processo de recuperação consistiu em alimentação durante o período de desenvolvimento da plumagem, sempre em contacto com outras aves da mesma espécie para socialização e treino de voo e caça.




A devolução à Natureza foi realizada num local próximo daquele onde uma das aves tinha sido encontrada, junto a zonas florestais na periferia da aldeia.



Espécie do mês de Agosto 2014: Esquilo-vermelho


O esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris) possui uma pelagem bastante variável, sendo castanho-avermelhada viva no Verão e castanho-escuro com matizes cinzentos e tufos nas orelhas no Inverno, por norma a coloração avermelhada está mais associada a zonas de altitude mais baixas, enquanto que nas zonas mais altas predomina a coloração castanho-escuro, não se sabe bem se esse fenómeno se deve ao tipo de habitat ou ao tipo de alimentação. O esquilo-vermelho apresenta uma cauda espessa e felpuda bastante característica e possui as patas traseiras mais compridas e fortes que as patas dianteiras, que contribuem para o seu equilíbrio aquando das “acrobacias” nas árvores. 
Os machos em reprodução podem ser identificados pela pele escura e pelada do escroto, com manchas amarelo-alaranjadas, enquanto que as fêmeas em fase reprodutora têm os mamilos intumescidos e sem pêlo. Os machos sub-adultos têm o pêlo do ventre branco e brilhante.

O esquilo-vermelho habita em grandes florestas de coníferas, em parques e jardins, sendo menos abundante em pequenos bosques de coníferas ou de madeira dura como as faias, carvalhos e aveleiras. Os seus ninhos são esféricos com cerca de 30 cm de diâmetro e habitualmente encontram-se acima dos 6 metros de altura, sendo constituído por galhos e forrado com musgo e erva. Os esquilos nidificam nos troncos das árvores, nos seus ramos ou em trocos ocos, e em arbustos, podendo usar inclusive vários ninhos. É por isso um trepador extraordinariamente hábil, possuindo umas unhas muito afiadas e arqueadas que lhes permitem agarrar-se às árvores.


O esquilo-vermelho é uma espécie diurna, que emerge normalmente 30 minutos antes do nascer do sol sendo o pico de maior actividade entre as 3-4 horas depois do nascer-do-sol e as 2-3 horas antes do anoitecer no Verão. 
Ao contrário de outros animais que hibernam verdadeiramente, o esquilo-vermelho apenas entra em letargia invernal, onde durante esse período, reduz consideravelmente a sua actividade podendo dormir dias e dias, quando as condições climatéricas são mais adversas.
Os machos e as fêmeas de esquilo-vermelho têm domínios vitais de idênticas dimensões, coincidindo especialmente no inverno onde estes são mais extensos. Enquanto os domínios dos machos e das fêmeas se sobrepõem ao acaso, as fêmeas tendem a ficar mais espaçadas, podendo haver hierarquização entre elas. Por vezes podem partilhar abrigos, principalmente em climas mais frios. Geralmente o nível de agressividade entre indivíduos é baixo.

O esquilo-vermelho possui um olfacto bastante apurado que usa para procurar alimento, principalmente para encontrar as sementes e nozes que esconde profundamente durante o Outono. Como não as consegue encontrar a todas, contribui para a propagação dessas sementes no bosque onde se encontra. É uma espécie principalmente herbívora, alimentando-se de sementes de coníferas (abeto e pinheiro), bagas e bolotas, fungos, casca e floema das árvores. Ocasionalmente podem comer também vertebrados como restos de aves e esporadicamente os ovos das mesmas.


O pico de reprodução ocorre entre Janeiro-Março, havendo uma ninhada na primavera (Março-Maio) caso haja boas produções de pinhas, caso contrário só no Verão (Julho-Setembro) surgem as primeiras ninhadas. O período de gestação dura 36-42 dias nascendo entre 2 a 5 crias por ninhada, podendo haver por ano 1-2 ninhadas. O esquilo atinge a maturidade sexual aos 10-12 meses e a fêmea só se encontra receptiva por um dia. Os juvenis iniciam a sua primeira actividade fora do ninho às 7-8 semanas e tornam-se independentes às 10-16 semanas. Os cuidados parentais estão única e exclusivamente a cargo da fêmea que mantém o comportamento protector até cerca de 2 semanas após o desmame.


O máximo registado em termos de longevidade para o esquilo-vermelho, em estado selvagem, é de 6-7 anos. As causas de morte incluem acidentes na estrada e desnutrição. Relativamente à predação a marta, algumas aves de rapina, cães e gatos domésticos são os principais predadores desta espécie.


Bibliografia consultada:

MacDonald, D., Barret, P., 1993. Mamíferos de Portugal e Europa. Guias FAPAS, Porto;

Devolução à Natureza de um noitibó da Europa em Gouveia


No dia 31 de Julho de 2014 às 21h foi devolvido à Natureza um noitibó da Europa (Caprimulgus europaeus) em Gouveia.


Esta ave tinha sido recolhida quando ainda era uma cria, com a plumagem em crescimento, e foi encaminhada para o CERVAS pelo SEPNA/GNR de Santa Comba Dão.


O processo de recuperação foi realizado no menor período de tempo possível, e consistiu em alimentação e treino de voo.


A devolução à Natureza foi realizada num local tranquilo, onde a espécie ocorre, ao início da noite.


As margens do Rio Mondego em Gouveia continuam com muito lixo.


Alguns dos locais mais bonitos do concelho de Gouveia continuam com muito lixo no chão e as margens do Rio Mondego entre Arcozelo e Ribamondego são exemplos da falta de cuidado de quem as frequenta.



Desde garrafas, inteiras e partidas, até sacos, caixas ou outros materiais, são vários os objectos que se podem encontrar, e estão obviamente relacionados com actividades de lazer, como refeições ao pé do rio ou a pesca.



Continua a ser necessário limpar, como por exemplo em acções como as que foram organizadas em Arcozelo, Curral do Negro ou na Cerca, mas também é necessário sensibilizar quem frequenta os locais ou quem tem responsabilidades na gestão dos mesmos.