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Apadrinhe um animal em recuperação no CERVAS!


O apadrinhamento de animais selvagens em recuperação no CERVAS consiste numa contribuição simbólica única e com a qual estará a contribuir de forma decisiva na melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro.

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento com a foto do animal apadrinhado. Receberá informação sobre a espécie apadrinhada e poderá também solicitar informações e fotos do animal apadrinhado. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.


Contributo mínimo de 15€

Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus)
Águia-calçada (Aquila pennata)
Mocho-de-orelhas (Otus scops)
Mocho-galego (Athene noctua)
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Coruja-do-mato (Strix aluco)
Gralha-preta (Corvus corone)
Corvo (Corvus corax)
Pintassilgo (Carduelis carduelis)

Contributo mínimo de 25€

Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
Milhafre-real (Milvus milvus)
Açor (Accipiter gentilis)
Búteo-vespeiro (Pernis apivorus)


Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Descarregue a ficha de apadrinhamento AQUI!
Conheça os outros projectos da ALDEIA!

Contactos
Telem: 927713585
E-mail: cervas.pnse@gmail.com
Morada: CERVAS/Associação ALDEIA
Apartado 126
6290-909 Gouveia

Modos de pagamento:

CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para a morada em cima mencionada.

TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia) 

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

No dia dedicado ao amor, dedique-se também à conservação!


Ofereça um apadrinhamento a quem mais gosta e devolvam juntos à natureza um animal selvagem recuperado no CERVAS.

Com uma contribuição simbólica e única estará a contribuir de forma decisiva na melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro e terá a possibilidade de assistir à devolução à Natureza do animal apadrinhado, (se tal for possível no final do processo de recuperação).
Com o apadrinhamento receberá por correio um certificado, assim como um postal especial Dia dos Namorados, onde poderá escrever uma mensagem dedicada à pessoa de quem mais gosta. Receberá ainda por e-mail informação sobre a espécie apadrinhada e uma foto do animal apadrinhado, (poderá também solicitar informações e mais fotografias do animal).
O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Espécies por apadrinhar:

Contributo mínimo de 15€

Águia-de-asa-redonda
(Buteo buteo)
Peneireiro-vulgar
(Falco tinnunculus)
Milhafre-preto
(Milvus migrans)
Tartaranhão-ruivo-dos-pauis
(Circus aeruginosus)
Águia-calçada
(Aquila pennata)
Mocho-de-orelhas
(Otus scops)
Mocho-galego
(Athene noctua)
Coruja-das-torres
(Tyto alba)
Coruja-do-mato
(Strix aluco)
Cegonha-branca
(Ciconia ciconia)
Gralha-preta
(Corvus corone)

Contributo mínimo de 25€

Milhafre-real
(Milvus milvus)
Açor
(Accipiter gentilis)
Bufo-real
(Bubo bubo)

Descarregue a ficha de apadrinhamento AQUI!

Contactos
Telem: 927713585
E-mail: cervas.pnse@gmail.com
Morada: CERVAS/Associação ALDEIA
Apartado 126
6290-909 Gouveia

Modos de pagamento:

CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para a morada em cima mencionada.

TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Relatório de actividades de 2013



Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2013, deram entrada no CERVAS 353 animais, dos quais 85% (300 animais) se encontravam vivos na altura do seu ingresso. Comparando com 2012, verifica-se um aumento no número de ingressos, contrariando a tendência dos anos mais recentes. É de destacar que este foi o ano com maior número de ingressos vivos desde o início do funcionamento do centro em 2006.


Durante o ano foi possível libertar 191 animais, do total que se encontrava em recuperação (ingressos de 2013 e animais que transitaram do ano anterior), o que representa uma taxa de libertação de 60%, e se traduz num ligeiro aumento de 0,8 pontos percentuais face ao registado no ano de 2012. O ano de 2013 foi o melhor até ao momento, ao nível do sucesso de devolução de animais recuperados à Natureza, desde o início da actividade do CERVAS.


A ordem Passeriformes foi a mais representada nos ingressos, seguida da Falconiformes e Strigiformes. A queda do ninho foi a causa com maior número de ingressos, seguida do cativeiro ilegal. O distrito de Guarda foi a principal área de origem de animais vivos, seguida de Coimbra e Viseu. O SEPNA-GNR continua a ser a entidade com maior número de animais vivos entregues no CERVAS. 


Em 2013 foram realizadas 91 acções de devolução à natureza de animais selvagens recuperados no CERVAS envolvendo 5439 pessoas. 


Conheça o relatório de actividades de 2013 completo aqui.

Espécie do mês de Janeiro: Escrevedeira-das-neves


A escrevedeira-das-neves (Plectrophenax nivalis) é uma ave granívora, oriunda do norte da Europa e da Gronelândia e que inverna sobretudo na Europa Central e Setentrional.


As características morfológicas que se evidenciam aquando da sua presença no nosso país são a presença de grandes manchas brancas nas asas e a cabeça castanho-amarelada, sendo ambos os sexos semelhantes. O bico é amarelado com a ponta preta e as partes inferiores da plumagem são esbranquiçadas, com áreas cremes nos lados do peito e nos flancos.



Apesar de Portugal se situar a sul da sua área normal de invernada, nos últimos anos a espécie tem sido observada anualmente no nosso país. A sua distribuição geográfica não evidencia um padrão definido, havendo observações desde Trás-os-Montes ao Algarve, verificando-se uma maior incidência de observações junto à faixa costeira. De assinalar que a maioria das observações desta espécie no interior do território foi obtida na Serra da Estrela, nomeadamente junto à Torre, onde as aves frequentam o parque de estacionamento e os terrenos adjacentes, sugerindo alguma regularidade relativamente à sua presença nessa zona.


Não existem muitos dados sobre os seus habitats preferenciais, embora em Portugal existam observações em zonas abertas e expostas, muitas vezes junto a terrenos incultos, em promontórios, em regiões serranas e também em sistemas dunares.


As observações desta espécie no nosso país vão desde finais de Setembro a meados de Março, ocorrendo, no entanto, a maioria dos registos entre os meses de Outubro e Novembro, sugerindo que alguns indivíduos estão só de passagem e não a invernar no nosso país. Contudo há casos de indivíduos que permanecem no mesmo local durante períodos mais alargados, como é o caso da Serra da Estrela.

Bibliografia:

- Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0

Devolução à Natureza de 1 coruja-das-torres em Tourais, Seia


No dia 20 de Dezembro de 2013 às 18h foi devolvida à Natureza uma coruja-das-torres (Tyto alba) em Tourais, Seia.


Esta ave tinha sido encontrada na varanda de uma casa, inconsciente, provavelmente após ter embatido contra uma janela.


Após ter sido encaminhada para o CERVAS através do SEPNA/GNR de Gouveia a coruja passou por um processo de recuperação das lesões neurológicas e posteriormente realizou treino de caça e voo em contacto com outras corujas-das-torres.


A devolução à Natureza foi realizada na periferia da aldeia, junto a campos agrícolas e zonas florestais, a poucos metros do local onde tinha sido encontrada ferida.


Gaivota devolvida à Natureza em Coimbra observada no Algarve após 676 dias


No dia 29 de Outubro de 2013 foi observada em Quarteira, no Algarve, uma gaivota-d´asa-escura (Larus fuscus) que o CERVAS tinha devolvido à Natureza em Coimbra a 23 de Dezembro de 2011.


Esta ave tinha estado em recuperação na Mata Nacional do Choupal e posteriormente no CERVAS durante pouco mais de três semanas, após ter ingressado debilitada e muito magra.


No momento da libertação, além da anilha metálica, tinha sido colocada nesta gaivota migratória uma anilha em PVC (preta F104), no âmbito de um projecto de marcação de gaivotas devolvidas à Natureza a partir de centros de recuperação coordenado em Portugal pelo RIAS.


O CERVAS agradece ao Mike Davis, que observou a gaivota, e ao Thijs Valkenburg pela excelente coordenação do projecto, que tem permitido obter informações sobre a sobrevivência de aves devolvidas à Natureza.

Devolução à Natureza de um tentilhão-montês no Vale do Rossim


No dia 15 de Dezembro de 2013 às 10h foi devolvido à Natureza um tentilhão-montês (Fringilla montifringilla) no Vale do Rossim, em Gouveia.


Esta ave tinha sido resgatada no final de Março de 2013 pelo SEPNA/GNR da Guarda em casa de um particular que a mantinha em cativeiro ilegal, em conjunto com dezenas de outras aves selvagens protegidas.


O processo de recuperação foi relativamente longo devido ao mau estado da plumagem que a ave apresentava no momento do ingresso no CERVAS.


Durante cerca de 9 meses a ave foi mudando as penas e esteve em contacto visual com outros passeriformes.


O local escolhido para a libertação foi o Vale do Rossim, junto a uma zona com muitas tramazeiras (Sorbus aucuparia), ainda com uma grande quantidade de bagas, uma importante fonte de alimento para esta e outras espécies de passeriformes invernantes na Serra da Estrela.


A acção decorreu durante a 4ª edição do Workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela, num momento em que estavam a ser observado no local um bando de tentilhões-monteses.




Workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela, 4ª Edição


Nos dias 14 e 15 de Dezembro de 2013 realizou-se a 4ª edição do Workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela.


Tal como nas edições anteriores, a organização esteve a cargo do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) e da Associação ALDEIA / CERVAS.


Durante a manhã do primeiro dia os locais visitados foram a Baixa do Rio Seia e a zona envolvente do aeródromo de Pinhanços.



Neste locais foi possível observar as primeiras aves invernantes como é o caso dos abibes (Vanellus vanellus), das petinhas-dos-prados (Anthus pratensis), das felosinhas (Phylloscopus collybita) e os tordos-pintos (Turdus philomelos), que frequentam a zona nesta época do ano. 



O início da tarde foi passado em Rio Torto, em Gouveia, junto a pequenas charcas e uma linha de água, e foi possível observar lugres (Carduelis spinus).


No final da tarde foram visitados os campos agrícolas de Arcozelo e o Rio Mondego próximo da aldeia de Ribamondego.



Após as saídas de campo tiveram lugar as sessões teóricas, no CISE, com apresentações sobre as aves invernantes da Serra da Estrela, as adaptações anatómicas e fisiológicas das mesmas ao frio e os locais de interesse para a sua observação durante o Inverno.



Na manhã seguinte, bem cedo, o local visitado foi o Vale do Rossim, com excelentes condições climatéricas para a observação de aves.


Foram observadas muitas espécies que são comuns na zona durante o Inverno como a garça-real (Ardea cinerea), tentilhões-monteses (Fringilla montifringilla), tordos-ruivos (Turdus iliacus), tordos-zornais (Turdus pilaris) e ainda o dom-fafe (Pyrrhula pyrrhula).



De seguida, já a caminho de Manteigas onde se observou o melro-d´água (Cinclus cinclus) junto ao rio, foi feita uma paragem para observação de aves em bosques de resinosas, tendo sido detectadas várias espécies florestais, merecendo destaque o cruza-bico (Loxia curvirostra).



De seguida, foram visitadas duas zonas na baixa da Covilhã, junto a campos agrícolas e linhas de água. 


Nestes locais foi possível observar narcejas-comuns (Gallinago gallinago), maçarico-bique-bique (Tringa ochropus), petinha-ribeirinha (Anthus spinoletta), milhafres-reais (Milvus milvus) e ainda bandos de abibes.


O total de espécies registadas durante a actividade foi 74, incluindo a maioria das espécies invernantes que se podem observar na Serra da Estrela.


Espécie-do-mês de Dezembro: Tentilhão-montês


O tentilhão-montês (Fringilla montifringilla), conhecido também por pintalhão-preto é um fringilídeo com algumas semelhanças ao seu congénere tentilhão-comum
O tentilhão-montês apresenta plumagens distintas no Inverno e Primavera, sendo que por norma, no nosso território, este apresenta a plumagem de Inverno, onde os machos são caracterizados pela cabeça escura, peito e garganta laranjas com os flancos pintalgados, e as fêmeas, cabeça menos escura e o laranja do peito mais pálido, apresentando igualmente os flancos pintalgados. Quando em voo, a característica mais evidente é a presença de uropígio branco.


O tentilhão-montês é um visitante de Inverno, sendo por isso um migrador oriundo do norte da Europa e o seu número quantitativo varia de ano para ano, consoante a amplitude de migração no continente europeu, o que está intimamente relacionado com a disponibilidade de recursos alimentares. Apesar de se desconhecerem as suas principais áreas de ocorrência, existem muitas observações um pouco por toda a parte, desde o norte a sul e do interior ao litoral, não podendo ser considerada comum em nenhuma zona do país. Localmente parece surgir com alguma regularidade no Ribatejo, (terrenos envolventes ao Paul do Boquilobo), concentrações de algumas dezenas ou mesmo centenas de indivíduos desta espécie.
Apesar de não ser possível definir com rigor as suas datas de ocorrência no nosso país, existem registos efectuados de finais de Outubro a finais de Fevereiro, no sul do país. A passagem Outonal é o período em que o tentilhão-montês surge com maior notabilidade, concentrando-se nalguns pontos do litoral. Tal como as restantes espécies de fringilídeos, o tentilhão-montês é um migrador diurno, podendo ver-se bandos desta espécie a sobrevoar as áreas de passagem migratória, durante o dia. Na Europa, esta espécie, nidifica apenas na Fino-Escandinávia e na Rússia.

O tentilhão-montês frequenta sobretudo zonas agrícolas, de restolhos, pastagens e terrenos incultos, onde durante o inverno alimenta-se sobretudo de sementes e bagas. O tentilhão-montês pode ocorrer também em zonas de olival, desde que o terreno se apresente limpo. Este tentilhão surge muitas vezes associado a bandos de outros fringilídeos, nomeadamente de tentilhões-comuns.


Bibliografia:
Aves de Portugal, consultado a 10/2014 em: http://www.avesdeportugal.info/frimon.html
Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Devolução à Natureza de 1 peneireiro-vulgar em Vilar Formoso


No dia 16 de Dezembro de 2013 foi devolvido à Natureza um peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus) em Vilar Formoso.


A primeira parte desta acção que decorreu na Escola Básica e Secundária de Vilar Formoso envolveu alunos do 3º e 4º ano e consistiu numa sessão teórica sobre aves de rapina diurnas.


Depois, no exterior da escola, e envolvendo mais alunos, professores e funcionários, realizou-se uma acção de esclarecimento sobre a história da ave e o que deve ser feito quando se encontra um animal selvagem ferido.


Este peneireiro tinha sido encontrado ferido e encaminhado para o CERVAS através do SEPNA/GNR de Vilar Formoso, tendo sido detectadas fracturas em ambas as asas, após ter sofrido um acidente traumático de origem desconhecida.


Após um período de recuperação clínica e posterior treino de voo e caça, em contacto com outros peneireiros, a ave foi devolvida à Natureza num local muito próximo de onde tinha sido encontrada ferida, junto a zonas com campos agrícolas.



Esta acção permitiu também divulgar o projecto LIFE - MEDWOLF e alertar para as ameaças à fauna selvagem da região interior da Beira Alta, desde as aves de rapina ao lobo-ibérico.