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Devolução à Natureza de 1 águia-d´asa-redonda no Curral do Negro


No dia 19 de Julho de 2013 às 10:30 foi devolvida à Natureza uma águia-d´asa-redonda (Buteo buteo) no Curral do Negro, em Gouveia.


Esta ave tinha sido recolhida na berma da estrada e encaminhada para o CERVAS pelas pessoas que a encontraram através do SEPNA/GNR.


A águia adulta apresentava lesões compatíveis com electrocussão, mas sem a gravidade que é habitual neste tipo de situações, pelo que a recuperação foi rápida, tendo demorado cerca de 1 mês.


Após um breve período de tratamento das feridas a ave passou por uma fase de treino e musculação em contacto com outras aves de rapina diurnas.



A devolução à Natureza decorreu junto ao parque de campismo do Curral do Negro e foi presenciada por crianças e técnicos da Fundação D. Laura dos Santos, de Moimenta da Serra (Gouveia), que tinham realizado uma visita ao CERVAS há pouco tempo, e ainda por algumas pessoas que estavam de visita à Serra da Estrela e que também tiveram a oportunidade de conhecer o centro.




Devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda no X Aniversário da ALDEIA


No dia 5 de Julho de 2013 foi devolvida à Natureza uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) em Vila Chã da Ribeira, Vimioso.



Esta acção decorreu durante o 2º dia de actividades do X Aniversário da Associação ALDEIA que foi celebrado no mesmo local entre 4 e 7 de Julho de 2013.




Do extenso e diversificado programa fizeram parte diversas actividades desde oficinas, saídas de campo e palestras até teatro, concertos e muita animação!















Parabéns ALDEIA!

Espécie do mês de Julho: Pica-pau-malhado

Fotografia Thijs  valkenburg

O Pica-pau-malhado (Dendrocopos major), também conhecido por peto-malhado ou pica-pau-malhado-grande é um dos 3 pica-paus que ocorrem em Portugal.
No dorso o pica-pau-malhado é preto e no ventre é de um tom branco-sujo com vermelho vivo na área cloacal e nas coberturas infracaudais. Apresenta na face, pescoço e escapulares manchas brancas, e possui um bigode preto cuja ponta superior alcança a nuca e a inferior invade o peito. Os machos possuem a coroa preta com uma mancha posterior vermelha,  as fêmeas possuem a coroa toda preta, e nos juvenis esta é toda vermelha. Os flancos não apresentam estrias, ao contrário do seu congénere pica-pau-galego.

O pica-pau-malhado distribui-se por todo o país, estando ausente de vastas áreas pouco florestadas, como é o caso das planícies centrais do Baixo Alentejo. Nas zonas de cota elevada torna-se menos frequente, ocorrendo até aos 1200 metros na serra da Estrela.
É uma espécie que frequenta zonas florestais e agro-florestais bem desenvolvidas, apresentando preferência por montados de sobro ou azinho, pinhais adultos de pinheiro-bravo ou de casquinha, carvalhais e certas matas ripícolas, sendo pouco frequente em zonas de matagal e em povoamentos jovens de coníferas, parecendo ser mais numeroso em matas de folhosas do que em pinhais.

Os ninhos de pica-paus-malhados são normalmente escavados em árvores, embora também possam ser instalados com alguma frequência em postes telefónicos de madeira. A cavidade do ninho apresenta um buraco de entrada com 5 a 6 cm de diâmetro e uma profundidade de 25 a 35 cm. A nidificação foi pouco estudada em Portugal mas na Europa a espécie cria uma ninhada por época reprodutora, sendo a postura composta por 4 a 7 ovos. O período de incubação é de 10 a 13 dias, e as crias voam com uma idade de 20 a 24 dias.

Fotografia CERVAS

O pica-pau-malhado é uma espécie principalmente residente em Portugal. Nas zonas onde foram efectuados atlas ornitológicos que abrangeram a época de nidificação e o período de Inverno, verificou-se que a sua distribuição não se altera substancialmente entre estas duas épocas. Apesar disso esta espécie efectua alguns movimentos após a época de nidificação, sendo por isso observada em locais onde não ocorre durante o resto do ano.

O pica-pau-malhado alimenta-se essencialmente de insectos, mas pode também consumir sementes de árvores, como pinhões, durante o Inverno e incluir ovos e crias de aves durante o Verão.

Fotografia CERVAS

Como curiosidade fica a referência à enorme língua que o grupo dos pica-paus apresenta. Dado o grande tamanho que a língua possui, esta é enrolada sobre o crânio com a ajuda de músculos específicos. Para além dessa adaptação a ponta da língua dos pica-paus possui também uma substância pegajosa que os ajuda a capturar o alimento do interior dos troncos.

Bibliografia:

- Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0

Observação de Aves em Folgosinho


No dia 12 de Julho de 2013 o CERVAS dinamizou uma saída de campo para observação de aves em Folgosinho, Gouveia, com crianças que participam no programa "Férias 5 Estrelas Verão 2013" promovido pelo Município de Gouveia.


Esta actividade consituiu um complemento de uma anterior visita ao CERVAS e teve como objectivo principal despertar o interesse das crianças e professores pela observação e identificação de aves selvagens.


O percurso que foi realizado desde o centro de Folgosinho em direcção aos viveiros florestais permitiu observar e escutar diferentes espécies de aves em habitats urbanos, florestais, zonas de matos e campos agrícolas.


Depois de cerca de 90 min de passeio as crianças regressaram a Gouveia e tiveram ainda a oportunidade de assistir à devolução à Natureza de um andorinhão-preto (Apus apus) que tinha estado em recuperação no CERVAS.


Esta acção teve lugar no Mirante do Paixotão, desde onde é possível observar tanto esta espécie como outra muito semelhante, o andorinhão-pálido (Apus pallidus), ambas muito comuns na zona urbana de Gouveia.


A recuperação de andorinhões constitui uma importante parte do trabalho do centro durante esta época do ano e este animal que foi libertado era uma das várias crias que têm sido encontradas por particulares que as têm entregue no CERVAS ou encaminhado através de equipas do SEPNA/GNR e vigilantes da Natureza de áreas protegidas.


Antes da libertação foi possível explicar as principais características físicas e ecológicas desta espécie de ave insectívora que, apesar de ser muito abundante, é muitas vezes ignorada e por isso desconhecida para a maior parte das pessoas.



Fundação D. Laura dos Santos visitou o CERVAS


No dia 10 de Julho de 2013 o CERVAS recebeu a visita de um grupo de crianças e respectivos monitores da Fundação D. Laura dos Santos, de Moimenta da Serra, Gouveia.


Os visitantes foram divididos em vários grupos de forma a poderem conhecer algumas das instalações do CERVAS e realizarem pequenas oficinas sobre as diferentes espécies selvagens com que o centro trabalha.



Para além da identificação, ecologia e aspectos relacionados com o comportamento dos animais, tal como é habitual neste tipo de acções, foram abordadas algumas das principais problemáticas de conservação no nosso país.


Esta visita guiada, integrada no programa CERVAS de "portas abertas", teve também como objectivo mostrar às crianças como decorre um dia normal de trabalho no centro, principalmente na época de Verão, destacando as tarefas que são necessárias para a recuperação de crias de aves, que ingressam em grande número nesta época do ano.


O CERVAS agradece o interesse da Fundação D. Laura dos Santos e continua disponível para acções que contribuam para a Educação Ambiental de todos os elementos desta instituição.



Devolução à Natureza de 3 pica-paus-malhados-grandes em S. Gião


No dia 3 de Julho de 2013 às 16:30 foram devolvidos à Natureza 3 pica-paus-malhados-grandes (Dendrocopos major) em S. Gião, Oliveira do Hospital.



Estas aves tinham sido encontradas por particulares num tronco oco de um castanheiro que tinha sido cortado quando ainda tinham pouco tempo de vida.


Como a recolocação dos animais no ninho era impossível, as pessoas que encontraram as aves levaram-nas de imediato para o CERVAS onde se deu início ao processo de hidratação e alimentação, de forma a que as crias pudessem desenvolver-se da melhor forma possível.


A alimentação baseou-se em tenébrios complementados com alguma ração, de duas em duas horas, e à medida que as aves iam crescendo, foram passando para diferentes tipos de instalações, de forma a garantir o maior conforto possível e a possibilidade de receberem gradualmente estímulos naturais.


A utilização de troncos como poiso e abrigo e para disponibilização de diversos tipos de alimento, principalmente na fase final, em jaulas exteriores, foi uma das principais preocupações. 


O objectivo principal era manter o bom estado da plumagem que estava em crescimento ao mesmo que tempo que se ia estimulando a procura de alimento por parte dos pica-paus, em troncos de madeira em decomposição, com insectos, nos quais eram colocadas mais larvas ou elementos que as atraissem, como por exemplo carne em decomposição.


O local escolhido para a devolução à Natureza foi exactamente o mesmo onde foram encontradas, numa zona de bosque com predominância de pinheiros e castanheiros.



O CERVAS agradece todo o esforço e preocupação das pessoas que encontraram os pica-paus e também, de uma forma especial, a dedicação e esforço de todas as pessoas envolvidas no processo de recuperação destas primeiras crias de  pica-paus que ingressaram no centro desde o início do seu funcionamento em 2006.