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EB1 de S. Pedro (Gouveia) visita o CERVAS


No dia 12 de Junho os alunos da escola básica do 1º ciclo de S. Pedro, Gouveia, visitaram as instalações do CERVAS, uma iniciativa realizada no âmbito do programa Eco-Escolas.



Durante cerca de uma hora cerca de vinte alunos e professores tiveram oportunidade de conhecer alguns dos espaços de trabalho do centro e as espécies que ingressam com mais frequência bem como os seus principais problemas de conservação.


Recorrendo ao kit de educação ambiental do CERVAS foi possível apresentar material e informações relacionadas com a ecologia, comportamento e anatomia de várias espécies selvagens autóctones, com destaque para aqueles que existem na região da Serra da Estrela.

No final da actividade, os visitantes tiveram a oportunidade de devolver à Natureza uma rola-turca (Streptopelia decaocto) que tinha ingressado no CERVAS no mês de Abril com uma fractura numa das asas.


O CERVAS agradece o interesse demonstrado pelos alunos e professores da EB1 de S. Pedro e está disponível para futuras acções em conjunto.

CERVAS divulgado a estudantes de Enfermagem Veterinária


No dia 11 de Junho o CERVAS realizou uma palestra para estudantes de Enfermagem Veterinária da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima / Instituto Politécnico de Viana do Castelo.


Nesta sessão foi possível apresentar as linhas de trabalho desenvolvidas pelo centro bem como alguns dos aspectos veterinários relacionados com a recuperação de fauna selvagem em Portugal, numa perspectiva de divulgação das potencialidades de trabalho que existem para os futuros enfermeiros veterinários. Por outro lado, cumpriram-se também objectivos de formação e educação ambiental relacionada com a conservação das espécies protegidas autóctones.

Após a sessão de cerca de uma hora sobre o CERVAS os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pela AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, de Miranda do Douro.


Recentemente, no dia 2 de Junho, o CERVAS também desenvolveu uma acção com alunos de mestrado em Enfermagem Veterinária da Escola Superior Agrária / Instituto Politécnico de Viseu, que realizaram uma visita ao CERVAS de cerca de duas horas, na qual tiveram oportunidade de conhecer os espaços e o trabalho desenvolvido. 

O CERVAS agradece a ambas as instituições o interesse e está disponível para realização de novas acções no futuro.

Devolução à Natureza de coruja-do-mato em Vila Cova à Coelheira


No dia 8 de Junho às 20:45 foi devolvida à Natureza uma coruja-do-mato (Strix aluco) em Vila Cova à Coelheira, Seia.


Esta ave de rapina nocturna tinha ingressado no CERVAS no final de Abril após ter sido encontrada por particulares dentro de uma chaminé de uma casa e de ter sido encaminhada para o centro através do SEPNA/GNR de Gouveia.


Durante o exame físico verificou-se que a ave apresentava a plumagem muito suja e existia uma grande quantidade de cinza nos olhos. Após lavagem e tratamento das lesões oculares, seguiu-se o processo habitual de treino de voo e caça em contacto com outras aves da mesma espécie.


A população da bonita aldeia de Vila Cova à Coelheira demonstrou um enorme interesse no animal e aderiu à iniciativa de devolução à Natureza, tendo sido possível reunir cerca de 40 pessoas a quem foram apresentadas algumas características relacionadas com a identificação, ecologia e comportamento da coruja-do-mato e outras aves de rapina nocturnas, bem como alguns dos principais problemas de conservação das mesmas.





O local escolhido para a libertação, perto de onde a ave tinha sido encontrada mas na periferia da aldeia, encontrava-se próximo de uma interessante área florestal junto ao rio Alva, com campos agrícolas e árvores de fruto, o que constitui um habitat excelente para a espécie.



O CERVAS agradece a amável e calorosa recepção do povo de Vila Cova à Coelheira e deseja que seja possível realizar novas acções de colaboração no futuro.

Espécie do mês de Junho: Ouriço-cacheiro




Ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) é um mamífero que pertence à ordem Insectivora e à família Erinaceidae. Possui a particularidade de ser o único mamífero da nossa fauna que possui espinhos em todo o corpo, sendo estes pêlos modificados. Quando ameaçado enrola-se sobre si próprio, defendendo-se assim dos predadores. Os ouriços-cacheiros podem ter até cerca de 7500 espinhos pelo corpo, com cerca de 2-3 cm e que lhes confere uma variação de cor entre o amarelado e o castanho. A cabeça, está bem diferenciada do corpo cujo comprimento varia entre 20-35 cm, possui orelhas pequenas e olhos grandes, e uma cauda curta, entre 10-20 cm. O peso dos ouriços adultos pode variar entre 400-1200g. 
Entre os machos e as fêmeas não existe grande dimorfismo sexual,embora o macho possa ser ligeiramente maior que a fêmea.


O ouriço-cacheiro ocorre na maior parte do oeste europeu, encontrando-se ainda na zona mais ocidental da Sibéria e no norte da Rússia. Em Portugal o ouriço é uma espécie abundante de distribuição generalizada de norte a sul. 
O ouriço-cacheiro encontra-se em zonas de cultivo e jardins, bem como em bosques e áreas onde o estrato herbáceo seja abundante.

Os Ouriços-cacheiros são animais de actividade nocturna ou crepuscular. São solitários e territoriais sendo os territórios dos machos cerca de 3 vezes superiores aos das fêmeas. Durante a noite podem percorrer distâncias entre um e três quilómetros, onde os machos se deslocam mais que as fêmeas.


Este insectívoro come um pouco de tudo, alimentando-se essencialmente de invertebrados terrestres como gafanhotos, escaravelhos e moscas, consumindo ainda minhocas e caracóis, ovos de aves, rãs e répteis, cereais e frutos silvestres.
Quando o alimento escasseia, e a descida da temperatura não permite a manutenção da temperatura do corpo, o ouriço-cacheiro hiberna, os indivíduos ficam frios ao toque e imóveis, diminuindo a sua temperatura, a respiração (1 a 10 vezes por minuto) o ritmo cardíaco (de 190 para 20 batimentos por minuto) e o funcionamento dos órgãos internos, poupando desta forma energia. No nosso país só os animais que vivem em zonas de maior altitude é que hibernam.


O período de reprodução do ouriço-cacheiro ocorre de Abril a Agosto. Após a cópula, o macho abandona a fêmea, sendo ela a única responsável por criar os jovens. O período de gestação é de 12 a 13 semanas, podendo existir duas ninhadas por ano em Maio-Julho e Setembro, nascendo 4-6 crias, podendo no entanto nascer entre 2 e10. As crias nascem de olhos fechados e sem pêlo, onde ao fim de poucas horas despontam os primeiros espinhos. Estas abandonam o ninho após 22 dias e atingem a maturidade sexual ao fim de um ano.



A nível nacional o ouriço-cacheiro é uma espécie considerada "não ameaçada", estando incluída no anexo III da Convenção de Berna, onde se incluem as espécies em menor risco. As suas principais ameaças são a captura por predadores como raposas, texugos, mochos, corujas e águias. Os atropelamentos são um importante factor de mortalidade desta espécie, assim como a redução de habitat através da diminuição das zonas de vegetação e do aumento de tamanho das explorações agrícolas e o uso crescente de pesticidas. Sendo uma espécie intimamente associada ao Homem, os ouriços que habitam os jardins também sofrem com o uso de máquinas de cortar relva.

Escola Secundária D. Inês de Castro visita o CERVAS


No dia 25 de Maio o CERVAS recebeu a visita de alunos e professores da Escola Secundária D. Inês de Castro, de Alcobaça.


Após uma palestra sobre o trabalho do centro durante a manhã, nas instalações da Direcção Regional de Agricultura de Gouveia (DRAG), os cerca de 100 visitantes puderam conhecer de perto, com maior detalhe, algumas das linhas de trabalho desenvolvidas pelo CERVAS.


Através do contacto com algum do material pedagógico e de divulgação existente no CERVAS os participantes ficaram a conhecer as espécies que ingressam com maior frequência no centro, as sua principais ameaças e alguns dos aspectos relacionados com a sua ecologia e comportamento.


Esta visita foi o ponto final de um dia de actividades em Gouveia, que incluiu também uma visita ao Parque Ecológico de Gouveia e a uma queijaria em Vila Nova de Tazem, após terem assistido a uma palestra sobre o queijo da Serra da Estrela, promovida pela DRAG. O CERVAS agradece o interesse da escola e a colaboração de todas as entidades envolvidas na visita.

Escola Adães Bermudes visita o CERVAS


No dia 15 de Maio o CERVAS recebeu a visita da Escola Adães Bermudes, pertencente à área urbana do Agrupamento de Escolas da Guarda.



Os cerca de 90 alunos e professores tiveram a oportunidade de conhecer algumas instalações do CERVAS em simultâneo com uma visita ao Parque Ecológico de Gouveia.


Durante cerca de 90 minutos os diferentes grupos ficaram a conhecer algumas espécies de fauna selvagem autóctone com que o CERVAS trabalha bem como algumas das suas ameaças e problemas de conservação.


O CERVAS agradece o enorme interesse e entusiasmo demonstrado por alunos e professores da Escola Adães Bermudes e está disponível para futuras acções em conjunto com o Agrupamento de Escolas da Guarda.




Espécie do mês de Maio: Raposa


A raposa (Vulpes vulpes) é um carnívoro de médio porte, com pelagem castanho-avermelhada e orelhas erectas e pontiagudas com a parte de trás preta. A cauda é comprida e espessa e com pêlos brancos na extremidade. O focinho é esguio e geralmente com o lábio superior branco. Normalmente a garganta é branca mas alguns indivíduos podem apresentar esta mancha acinzentada, podendo o mesmo acontecer com a pelagem da barriga, enquanto que as extremidades das patas são geralmente pretas.



A raposa é uma espécie bastante adaptável aos meios humanos, preferindo no entanto ocupar matagais em mosaico, florestas e campos agrícolas, sendo também abundante em zonas pantanosas, montanhas, acima da linha das árvores, dunas de areia, subúrbios e cidades.
As grandes plantações de coníferas são bons habitats quando existe vegetação arbustiva, embora as florestas maduras sejam usadas principalmente como abrigo. As tocas são escavadas por elas próprias ou aproveitam tocas de coelhos e texugos, podendo inclusive coabitar com estas duas espécies. Ests tocas podem encontrar-se nas margens dos rios, fendas das rochas, tubos de drenagem ou nos alpendres dos jardins e podem conter várias entradas.
São animais principalmente nocturnos e crepusculares podendo ser mais diurnos em locais sossegados.


A raposa é um animal oportunista, consumindo principalmente roedores, lagomorfos, aves, ovos, minhocas e insectos, podendo consumir também ouriço-cacheiros. Alimenta-se igualmente de animais mortos e desperdícios humanos em zonas rurais e urbanas, fruta e bagas.

Os acasalamentos desta espécie, ocorrem entre Dezembro e Fevereiro e a fertilização é possível durante 3 dias.O período de gestação dura 52-53 dias e os nascimentos ocorrem entre Março e Maio sendo constituídos por 4-5 crias por ninhada, existindo só uma por ano.
Ambos os progenitores cuidam das crias, cabendo ao macho trazer comida à fêmea até ao abrigo enquanto esta está impedida de sair da toca. Após o desmame, ambos os progenitores trazem comida aos juvenis. 


A raposa está classificada como Pouco Preocupante (LC) ,e por ser considerada como espécie cinegética, pode ser caçada sem restrições durante todo o período venatório. Além disso, pode ser alvo de controlo da sua abundância em zonas de regime cinegético especial.
Os principais factores de ameaça estão relacionados directamente com actividades humanas, nomeadamente com as medidas de controlo de predadores implementadas pelas Zonas de Caça dos diversos regimes cinegéticos, a própria caça, já que a raposa é considerada uma espécie cinegética, e a rede viária que leva a que se torne com frequência em vítima de atropelamentos.
O máximo registado de longevidade de uma raposa é de 9 anos em estado selvagem.

STRI


Conheça o STRI, o novo projecto da ALDEIA, dedicado à divulgação e conservação das aves de rapina nocturnas. Este blogue pretende reunir informação em que os protagonistas sejam os mochos, as corujas e os bufos. 


Toda a informação aqui

Devolução à Natureza de um açor em Figueiró da Serra


No dia 5 de Maio foi devolvido à Natureza em Figueiró da Serra, Gouveia, um açor (Accipiter gentilis) numa acção organizada em conjunto entre a ALDEIA/CERVAS e a organização do 4º Encontro de Veículos Clássicos de Gouveia - Serra da Estrela.


Esta ave de rapina diurna tinha ingressado no CERVAS em Agosto de 2011 após ter sofrido um trauma que lhe provocou fracturas em ambas as asas. Além disso, o jovem açor apresentava lesões orais causadas por tricomoníase, uma doença parasitária que afecta algumas espécies de aves.


Após cerca de 9 meses de tratamento que consistiu em imobilização de membros afectados, tratamento de lesões, enxerto de todas as penas da cauda e finalmente treino e musculação, este macho de açor foi devolvido à Natureza pela Sra. Presidente de Junta de Freguesia de Figueiró da Serra, em conjunto com cerca de 80 pessoas.


Foi escolhida para a libertação uma zona agrícola próxima de áreas de bosque na periferia da aldeia onde decorria mais uma etapa do evento promovido pela AssociaSão Julião - Serra a Fundo que durante o dia percorreu diversas localidades de Gouveia.



O CERVAS agradece novamente a disponibilidade e apoio das entidades organizadoras do evento e deseja continuar a desenvolver iniciativas conjuntas, à semelhança de anos anteriores, com o objectivo de contribuir para a divulgação da importância da conservação da fauna selvagem.


Espécie do mês de Abril: Bútio-vespeiro



O Bútio-vespeiro ou falcão-abelheiro (Pernis apivorus) é uma ave de rapina diurna de tamanho médio, com um comprimento entre 51-58 cm e uma envergadura compreendida entre 125-145 cm. A parte superior é geralmente castanho-escura, a inferior com tonalidade mais clara (até ao branco), com listas castanho-arruivadas ou mesmo cor de café muito escuro. A cauda é longa e tem várias barras, as patas são amareladas e íris castanho-acinzentada nos jovens e amarelo-avermelhada nos adultos, as penas primárias nos adultos são negras muito destacadas do resto, enquanto que nos jovens as primárias são mais curtas, mas com rémiges mais densamente listadas em relação ao individuo adulto, por outro lado têm cauda de menor tamanho. A plumagem é idêntica em ambos os sexos, mas diferenciam-se em tamanho, sendo a fêmea de maiores dimensões. (3)


O Bútio-vespeiro é nidificante estival, chegando tarde ao nosso país, sendo por isso uma ave de rapina pouco comum. As melhores épocas para a sua observação vão de Maio a Setembro, inicio de Outubro (2). Após o mês de Agosto realiza a migração outonal tornando a sua observação mais fácil no Algarve (1).

Habita áreas compostas por manchas florestais, entrecortadas por terrenos de pousio ou culturas de sequeiro. No norte a espécie frequenta zonas de carvalhos e pinheiros-de-casquinha, no centro está associado a carvalhos e pinheiros-bravos e no sul utiliza sobreiros e pinheiros-bravos (2).


Os ninhos, desta espécie são instalados em árvores de grande porte. O bútio-vespeiro só faz normalmente uma postura, composta por dois ovos, e a incubação dura 30 a 35 dias. As crias estão aptas a voar ao fim de 40-44 dias. Não há muita informação a respeito da reprodução desta espécie em Portugal, sabe-se que no Alto Alentejo, as paradas nupciais têm inicio em Maio e algumas crias podem permanecer no ninho até finais de Agosto (2).


A sua alimentação é constituída essencialmente por ninhos, larvas e adultos de vespas e abelhas, motivo pelo qual possuem as narinas em forma de  fenda. A sua dieta pode incluir também outros insectos, repetis, pequenos mamíferos, crias e ovos de outras aves. Em Portugal a sua dieta é constituída essencialmente por vespas sendo complementada por lagartixas e rãs (2).

Esta espécie apresenta um estatuto de conservação atribuído pelo ICNB como “Vulnerável”. Entre as principais ameaças incluem-se os incêndios florestais nas regiões Centro e Norte e as alterações na agricultura tradicional em particular na zona Sul.

Bibliografia 
(2) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
(3)
Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0

CERVAS na Escola Profissional de Gouveia


No dia 26 de Abril de 2012 a ALDEIA/CERVAS realizou uma sessão de trabalho no IG - Escola Profissional de Gouveia, após convite desta entidade, com o objectivo de divulgação do trabalho do centro e sensibilização para a conservação da fauna selvagem.



Durante 90 minutos os cerca de 50 alunos e professores tiveram a oportunidade de conhecer algumas das linhas de acção do CERVAS,  causas de ingresso e problemáticas de conservação de diversas espécies e ainda algumas das acções que podem desenvolver para conhecerem melhor e contribuirem para a conservação da fauna selvagem na região.


Futuramente serão desenvolvidas acções em conjunto entre o CERVAS e o IG, como é o caso da iniciativa "Veste a Camisola", através da qual alguns alunos irão realizar um período de voluntariado no centro, tendo assim oportunidade de dar continuidade à formação teórica que receberam.



O CERVAS agradece a colaboração do IG, o interesse demonstrado e ainda o apadrinhamento de uma águia-de-asa-redonda que será devolvida à Natureza brevemente em conjunto com alunos e professores da instituição.

CERVAS no 9ª Congresso Nacional de Etologia


Na 9ª edição do Congresso Nacional de Etologia (SPE2012) que decorreu nos dias 12 e 13 de Abril de 2012, o CERVAS esteve representado pelo poster intitulado “Ethological observation as a tool for environmental enrichment in captive owls (Strigiformes)” [A observação etológica como ferramenta para o enriquecimento ambiental em Aves de Rapina Nocturnas em cativeiro (Strigiformes)]. 


O trabalho divulgado foi realizado no âmbito de estágio profissionalizante pela bióloga Raquel Silva em colaboração com o CERVAS e a Universidade de Aveiro.

Devolução à Natureza de uma coruja-das-torres em Vacariça, Mealhada

No dia 20 de Abril de 2012 foi devolvida à Natureza uma coruja-das-torres (Tyto alba) em Vacariça, Mealhada, numa acção organizada em colaboração com a Junta de Freguesia e população local.

  
A ave tinha sido recolhida no dia 19-03-2012 por um particular após ter sido encontrada presa na chaminé de um solar, onde terá caído acidentalmente algum tempo antes. 


A coruja foi entregue à Reserva Natural do Paul da Arzila e encaminhada para o CERVAS onde se verificou que, apesar de não apresentar lesões, estava debilitada e magra, provavelmente por não estar a obter alimento durante alguns dias.

 
O processo de recuperação foi simples e rápido, consistindo apenas em alimentação adequada e treino de voo e caça, em contacto com outra coruja-das-torres.


A ave foi devolvida à Natureza na periferia da aldeia, junto a campos agrícolas, perante cerca de 35 pessoas que demostraram um grande interesse e carinho pelo animal, que baptizaram de "Foral".


Devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda em Pampilhosa, Mealhada


No dia 20 de Abril de 2012 foi devolvida à Natureza uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) em Pampilhosa, Mealhada, numa acção que foi desenvolvida em colaboração com a Câmara Municipal da Mealhada e Centro Educativo da Pampilhosa.


A acção começou com uma sessão de esclarecimento para alunos, professores e funcionários da escola, onde foram abordados alguns aspectos relacionados com o trabalho do CERVAS e sobre a ecologia e características principais da águia-de-asa-redonda.


Posteriormente, para complementar a sessão teórica, foi realizada uma breve aula de campo, na qual os cerca de 200 participantes puderam ficar a conhecer melhor a espécie que estava a ser apresentada e que iria ser devolvida à Natureza.


Esta ave tinha sido encontrada ferida no dia 18-02-2012 por um particular que a detectou na via pública, após ter sofrido algum tipo de acidente traumático. De imediato foi contactado o SEPNA-GNR que recolheu a ave e a entregou à Reserva Natural do Paul da Arzila que por sua vez a encaminhou para o CERVAS.


No centro procedeu-se à avaliação do animal e verificou-se que apresentava uma fractura numa das asas. Após ter sido efectuada a imobilização da asa e tratamentos necessários a ave passou por um processo de treino em conjunto com outras aves de rapina.


Depois de cerca de 2 meses em recuperação, esta águia adulta foi libertada num local muito próximo daquele onde tinha sido encontrada, numa área com campos agrícolas e pequenos bosques.

Próximas devoluções à Natureza


20 de Abril de 2012, 17:00
Pampilhosa, Mealhada

Devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)

Ponto de encontro: Centro Escolar de Pampilhosa, Mealhada



20 de Abril de de 2012, 19:30
Vacariça, Mealhada

Devolução à Natureza de uma coruja-das-torres (Tyto alba)

Ponto de encontro: Igreja de Vacariça, Mealhada