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"À descoberta dos cogumelos" com crianças da ABPG no Curral do Negro.


No dia 29 de Maio de 2014 durante a manhã o CERVAS realizou uma acção sobre cogumelos silvestres com crianças do jardim de infância da Associação de Beneficência Popular de Gouveia (ABPG).


Após uma breve introdução com material pedagógico e alguns exemplares previamente recolhidos as cerca de 35 crianças e respectivas educadoras partiram "à descoberta dos cogumelos" no bosque do Curral do Negro, em Gouveia.


O objectivo principal foi despertar o interesse pelos cogumelos e dar a conhecer a sua importância e relação com outros seres vivos que existem nas florestas.


Foram detectados alguns cogumelos que ocorrem na Primavera, nomeadamente Boletus sp., Amanita sp. e Helvella sp., que permitiram apresentar algumas das características mais relevantes para a sua identificação.


Como o tema era relativamente novo para a maior parte das crianças o interesse foi grande e constituiu um pretexto para uma manhã divertida no meio da floresta, a aprender mas também a brincar.


O CERVAS agradece o interesse da ABPG e está disponível para futuras acções que contribuam para a Educação Ambiental das crianças de Gouveia.



"Os cágados vão à escola" em Celorico da Beira


No dia 26 de Maio de 2014 decorreu uma acção de sensibilização sobre cágados em duas escolas de Celorico da Beira.


Durante a primeira parte da manhã foram realizadas duas palestras na escola de S. Pedro para um total de cerca de 80 alunos e respectivos professores.



Seguindo a metodologia das acções anteriores relacionadas com este projecto, os alunos foram informados previamente e trouxeram os cágados exóticos que têm em casa para que fosse feita a identificação da espécie.



Mais uma vez foi possível detectar que para além de espécies de venda legal continuam a ser comercializadas espécies ilegais, como é o caso da tartaruga-de-orelhas-amarelas (Trachemys scripta scripta).


Um dos objectivos destas acções é precisamente a sensibilização para a problemática das espécies invasoras e o seu impacto nas espécies autóctones. 


Por isso, uma das formas de comunicação é a utilização do conto "Mauro e Emilia", elaborado pelo Parque Biológico de Gaia, a quem agradecemos a cedência das ilustrações, no âmbito do projecto LIFE Trachemys


A segunda parte da manhã decorreu na escola de Santa Luzia e contou com a participação de cerca de 70 alunos e respectivos professores.


Além da problemática das espécies exóticas invasoras foram abordados outros aspectos relacionados com a conservação do cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) e o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis), que ainda são espécies autóctones relativamente desconhecidas para a maior parte da população.


O CERVAS agradece ao Município de Celorico da Beira o grande interesse na temática e a disponibilidade para organização das acções e também aos alunos e professores das escolas visitadas.

Devolução à Natureza de um gavião no Curral do Negro, em Gouveia


No dia 25 de Maio de 2014 foi devolvido à Natureza um gavião (Accipiter nisus) no Curral do Negro, em Gouveia.


Esta acção decorreu durante uma pausa de uma actividade do CERVAS / ALDEIA e da ViVaVentura que decorreu no mesmo local, dedicada aos cogumelos silvestres.


Esta ave tinha sido encontrada debilitada, provavelmente após colisão com uma estrutura e foi encaminhada para o CERVAS pelo ICNF.


Como o gavião não apresentava lesões o processo de recuperação foi rápido e consistiu apenas em alimentação durante alguns dias para recuperação da condição física e testes de voo.



A devolução à Natureza foi realizada numa zona florestal adequada à espécie, de forma a garantir as melhores condições possíveis para a reintegração na Natureza.



Saída de campo de identificação de cogumelos silvestres em Gouveia


No dia 25 de Maio de 2014 decorreu em Gouveia uma saída de campo para identificação de cogumelos silvestres.



Esta actividade foi organizada pela ALDEIA / CERVAS em parceria com a ViVaVentura e, à semelhança das anteriores já organizadas sobre este tema, teve como objectivo divulgar a diversidade micológica do concelho durante a Primavera.



Durante a manhã a actividade desenvolveu-se no Curral do Negro, local de predominância de folhosas, e à tarde foram percorridos diversos habitats em zonas altas do concelho, desde resinosas a betulais e foi possível identificar 18 espécies de cogumelos.



Até ao final do ano serão organizadas novas acções semelhantes, dedicadas a este e outros temas, continuando a divulgar a Natureza de Gouveia.



Saída de campo de identificação de cogumelos silvestres em Manteigas


No dia 24 de Maio de 2014 decorreu em Manteigas uma saída de campo para identificação de cogumelos silvestres na Primavera.



Esta actividade foi organizada pelo Município de Manteigas em parceria com a ALDEIA / CERVAS e teve como objectivo conhecer melhor e divulgar a diversidade micológica do concelho durante a Primavera.



Durante o dia foram percorridos diversos habitats, como por exemplo soutos, pinhais e zonas ribeirinhas, onde foi possível identificar 17 espécies de cogumelos.



Em 2014 serão organizadas novas acções semelhantes, dedicadas a este e outros temas, com o objectivo de continuar a divulgar e valorizar o excelente património natural de Manteigas.



Espécie do mês de Junho: Víbora-cornuda


A víbora-cornuda (Vipera latastei) é uma das duas espécies de víbora existente em Portugal e que pode ser potencialmente perigosa para o Homem uma vez que possui veneno. 

Esta víbora de tamanho pequeno, não ultrapassa, geralmente os 70 cm de comprimento total, possui um corpo robusto com uma cauda curta, e um dorso com uma coloração variável, entre o cinzento ou acastanhado. Ao longo do seu corpo tem uma banda dorsal escura disposta em zigue-zague, e o ventre é esbranquiçado ou acinzentado com manchas irregulares. A cabeça da víbora-cornuda é bem diferenciada do tronco e possui a extremidade do focinho proeminente formando um apêndice nasal típico da espécie. Os olhos têm a particularidade de ter a pupila vertical e a íris amarela ou dourada. Na parte posterior da cabeça existem normalmente duas manchas escuras que formam um V invertido. 


As fêmeas de víbora-cornuda apresentam uma coloração do dorso acastanhada, enquanto que os machos são cinzentos e com uma cauda mais larga logo a seguir à cloaca e ligeiramente mais comprida. Os juvenis possuem uma coloração semelhante aos adultos mas apresentam um contraste dos desenhos e cores do corpo mais acentuado. Os recém-nascidos medem entre 15 e 20 cm de comprimento total.


Esta espécie pode ser confundida com a outra víbora também existente em Portugal, a víbora-de-Seone (Vipera seoanei), e a cobra-de-água-viperina (Natrix maura). Distinguindo-se da primeira por apresentar o focinho mais proeminente e a cabeça mais triangular, e da segunda por ter placas cefálicas subdivididas, pupila vertical e focinho proeminente.

A víbora-cornuda é essencialmente diurna, embora nos meses de maior calor possa apresentar actividade crepuscular e nocturna. Tem um período de hibernação de duração variável e que está dependente de factores como a altitudes e a latitude.


A época de reprodução desta espécie inicia-se na Primavera, e sendo ovovípara, a fêmea de víbora-cornuda origina cinco a oito crias no final do verão, podendo ainda ter um segundo período de actividade sexual em Setembro e Outubro. A maturidade sexual é atingida quando o comprimento corporal ronda os 30 a 40 cm, alcançando os indivíduos os noves anos de idade.

A víbora cornuda alimenta-se essencialmente de micromamíferos , podendo também capturar lagartixas, juvenis de sardão e de lagarto-de-água, assim como outros répteis  de pequeno e médio porte. Incluem-se também na sua dieta presas como os passeriformes, pequenos anfíbios e até mesmo insectos.


Como predadores da víbora-cornuda,  as aves de rapina e os mamíferos como o saca-rabos, o javali  a geneta e o ouriço-cacheiro, assim como  outras cobras de maior tamanho, como a cobra-rateira, são os principais predadores desta espécie. Quando está na presença de inimigos, geralmente opta pela fuga, embora quando ameaçada sopre e tente morder. A víbora-cornuda produz um veneno de características proteolíticas, podendo ser potencialmente perigosa para o Homem, quando perturbada.


A víbora-cornuda ocorre em zonas rochosas de montanha com cobertura arbustiva, no entanto também pode ocorrer em zonas mais baixas como matagais, zonas agrícolas e pinhais arenosos do litoral. Em Portugal, distribui-se desde o nível do mar até aos 1500m, na Serra da Estrela. Esta espécie de víbora ocorre na Península Ibérica e norte de África e em Portugal distribui-se por todo o território, embora em núcleos populacionais fragmentados.


Bibliografia:
- Loureiro, A., Almeida, N.,Carretero, M., Paulo,O. 2008. Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal. Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidasde,I.P.
- Anfíbios e Repteis de Portugal, blog acedido em 10 de Maio de 2014, em: http://anfibioserepteis.blogspot.pt/

Saída de campo para observação de aves na Primavera


No dia 10 de Maio de 2014 o CERVAS e a ViVaVentura organizaram mais uma saída de campo para observação de aves na Serra da Estrela, desta vez dedicada às espécies que ocorrem durante a Primavera.


Durante o dia foram percorridos vários locais no concelho de Gouveia e foi possível registar 58 espécies diferentes, sendo de destacar as estivais como o rabirruivo-de-testa-branca (Phoenicurus phoenicurus), a rola-brava (Streptopelia turtur), ou a felosa-poliglota (Hippolais polyglotta)


A meio do dia foi também realizada no Curral do Negro uma acção de devolução à Natureza de um gaio (Garrulus glandarius) que estava em recuperação no CERVAS.


A ave estava em cativeiro ilegal e tinha sido entregue voluntariamente pela pessoa que a mantinha em casa, alguns dias após terem sido divulgadas nos meios de comunicação social notícias relacionadas com as coimas elevadas que podem ser aplicadas neste tipo de situações.


O CERVAS e a ViVaVentura continuarão a colaborar na organização de saídas de campo de observação de aves, que serão divulgadas aqui.

Devolução à Natureza de uma cobra-rateira em Gouveia


No dia 9 de Maio de 2014 foi devolvida à Natureza uma cobra-rateira (Malpolon monspessulanus) em Gouveia.


Este animal tinha sido apanhado por um particular minutos antes de uma equipa do SEPNA/GNR de Gouveia passar pelo local.


De imediato, o animal foi recolhido pelas autoridades, uma vez que o local apresentava alguns riscos para a cobra por ser dentro do espaço urbano da cidade.


No CERVAS foi efectuado um breve exame físico e recolha de biometrias, e constatou-se que a cobra-rateira estava apta para ser devolvida à Natureza num local considerado seguro.


Sempre que encontrar uma cobra o procedimento mais correcto é afastar-se e deixar que o animal tenha tempo e espaço para seguir o seu caminho.


A maior parte das espécies comuns em Portugal, como é o caso da cobra-rateira, não são perigosas para o homem. No entanto, a manipulação deve ser evitada.


É importante referir também que estes animais são benéficos para o homem por se alimentarem de roedores, insectos e outros animais que podem ser prejudiciais à agricultura.