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Devolução à Natureza de 1 coruja-do-mato em Santa Comba Dão


No dia 28 de Fevereiro de 2014 às 19h foi devolvida à Natureza uma coruja-do-mato (Strix aluco) em Santa Comba Dão.


Esta ave tinha sido recolhida em Janeiro por particulares que a encontraram dentro da sua habitação, numa situação de cativeiro acidental, e entregue de imediato no CERVAS pela equipa do SEPNA/GNR de Santa Comba Dão.


No momento do ingresso no centro a coruja não apresentava lesões mas estava debilitada e com um peso abaixo do normal para esta espécie. O processo de recuperação consistiu na melhoria da condição física, com alimentação adequada e treino de voo em conjunto com outras corujas-do-mato.


A libertação foi realizada por quem tinha encontrado a ave e por um dos padrinhos, num local que reunia as condições necessárias para a espécie, próximo de onde tinha sido encontrada.



Espécie do mês de Fevereiro: Pardal-comum


O pardal-comum (Passer domesticus) ou pardal-de-telhado é uma ave vulgar de coloração acastanhada e com o dorso estriado. Os machos possuem marcas mais notórias, principalmente na plumagem de Primavera, apresentando um “babete” preto, coroa cinzenta e faces acinzentadas. As fêmeas e os juvenis possuem uma plumagem muito mais apagada com uma coloração acastanhada generalizada.


O pardal-comum distribui-se por todo o território continental, parecendo, no entanto, mais abundante no litoral, coincidindo com as regiões mais urbanizadas do país. Normalmente, o pardal-comum encontra-se associado à presença do Homem, sendo por isso observado nas imediações de zonas habitadas, tanto em meios urbanos como em ambientes rurais. Evitando, de um modo geral, florestas densas e extensas. 
O pardal-comum é considerado uma espécie sedentária, embora no fim da época de nidificação, se juntem em grandes bandos, pelo que deverá haver alguns movimentos de âmbito local.


A época de nidificação do pardal-comum tem início em Abril e Maio, embora no sul do país possa ter inicio mais cedo, em Fevereiro. A espécie nidifica nos mais variados suportes, tais como edifícios onde aproveita pequenas cavidades em telhados, fendas ou outras aberturas, postes de electricidade, árvores e ninhos de cegonha-branca. O seu ninho é uma estrutura globular feita de palhas secas e com uma entrada lateral.
A biologia da reprodução encontra-se mal estudada em Portugal, mas na Europa, sabe-se que o pardal-comum pode criar até quatro ninhadas por ano, tendo cada postura 3 a 5 ovos. O período de incubação é de 11 a 14 dias, e as crias abandonam o ninho com cerca de 14 dias de idade.


O pardal-comum alimenta-se junto a zonas urbanas, mas também em terrenos agrícolas, pastagens ou baldios, podendo formar bandos mistos com outras aves granívoras, nomeadamente com outras espécies de pardais. A sua alimentação vai desde sementes de plantas, a comida que vão encontrando um pouco por toda a parte, nas zonas onde habitam.


Bibliografia:
Aves de Portugal, consultado a 10/2014 em: http://www.avesdeportugal.info/pasdom.html
Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Saída de campo: Observação de Aves na Serra da Estrela no Inverno


No dia 15 de Fevereiro de 2014 decorreu uma saída de campo de observação de aves na Serra da Estrela, no concelho de Gouveia.


Esta actividade foi a primeira de várias saídas que decorrerão durante o ano e teve como objectivo observar aves selvagens, com destaque para as que ocorrem na região durante o período de Inverno.


Durante a manhã foram visitados vários locais em Gouveia, como o Miradouro do Paixotão, a Mata da Cerca, o Vale do Rossim e o Curral do Negro, tendo como objectivo a observação de aves urbanas, florestais e das zonas montanhosas.


Durante a tarde os locais visitados foram a zona de Mira Serra, Ribamondego e Arcozelo, com o objectivo de observar aves características de zonas agrícolas e associadas a cursos de água.


Algumas das espécies invernantes observadas que merecem destaque são o corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), a petinha-ribeirinha (Anthus spinoletta), ou a petinha-dos-prados (Anthus pratensis). É também de referir que já foram observadas algumas espécies estivais como a andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) e a andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum). No total foram registadas 42 espécies de aves.


Esta actividade foi organizada em parceria pela Associação ALDEIA / CERVAS e ViVaVentura. A próxima saída para observação de aves em Gouveia decorrerá a 10 de Maio e será dedicada às espécies que ocorrem na Primavera. Poderá encontrar mais informações sobre esta e outras actividades aqui.



Apadrinhe um animal em recuperação no CERVAS!


O apadrinhamento de animais selvagens em recuperação no CERVAS consiste numa contribuição simbólica única e com a qual estará a contribuir de forma decisiva na melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro.

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento com a foto do animal apadrinhado. Receberá informação sobre a espécie apadrinhada e poderá também solicitar informações e fotos do animal apadrinhado. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.


Contributo mínimo de 15€

Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus)
Águia-calçada (Aquila pennata)
Mocho-de-orelhas (Otus scops)
Mocho-galego (Athene noctua)
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Coruja-do-mato (Strix aluco)
Gralha-preta (Corvus corone)
Corvo (Corvus corax)
Pintassilgo (Carduelis carduelis)

Contributo mínimo de 25€

Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
Milhafre-real (Milvus milvus)
Açor (Accipiter gentilis)
Búteo-vespeiro (Pernis apivorus)


Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Descarregue a ficha de apadrinhamento AQUI!
Conheça os outros projectos da ALDEIA!

Contactos
Telem: 927713585
E-mail: cervas.pnse@gmail.com
Morada: CERVAS/Associação ALDEIA
Apartado 126
6290-909 Gouveia

Modos de pagamento:

CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para a morada em cima mencionada.

TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia) 

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

No dia dedicado ao amor, dedique-se também à conservação!


Ofereça um apadrinhamento a quem mais gosta e devolvam juntos à natureza um animal selvagem recuperado no CERVAS.

Com uma contribuição simbólica e única estará a contribuir de forma decisiva na melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro e terá a possibilidade de assistir à devolução à Natureza do animal apadrinhado, (se tal for possível no final do processo de recuperação).
Com o apadrinhamento receberá por correio um certificado, assim como um postal especial Dia dos Namorados, onde poderá escrever uma mensagem dedicada à pessoa de quem mais gosta. Receberá ainda por e-mail informação sobre a espécie apadrinhada e uma foto do animal apadrinhado, (poderá também solicitar informações e mais fotografias do animal).
O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Espécies por apadrinhar:

Contributo mínimo de 15€

Águia-de-asa-redonda
(Buteo buteo)
Peneireiro-vulgar
(Falco tinnunculus)
Milhafre-preto
(Milvus migrans)
Tartaranhão-ruivo-dos-pauis
(Circus aeruginosus)
Águia-calçada
(Aquila pennata)
Mocho-de-orelhas
(Otus scops)
Mocho-galego
(Athene noctua)
Coruja-das-torres
(Tyto alba)
Coruja-do-mato
(Strix aluco)
Cegonha-branca
(Ciconia ciconia)
Gralha-preta
(Corvus corone)

Contributo mínimo de 25€

Milhafre-real
(Milvus milvus)
Açor
(Accipiter gentilis)
Bufo-real
(Bubo bubo)

Descarregue a ficha de apadrinhamento AQUI!

Contactos
Telem: 927713585
E-mail: cervas.pnse@gmail.com
Morada: CERVAS/Associação ALDEIA
Apartado 126
6290-909 Gouveia

Modos de pagamento:

CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para a morada em cima mencionada.

TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Relatório de actividades de 2013



Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2013, deram entrada no CERVAS 353 animais, dos quais 85% (300 animais) se encontravam vivos na altura do seu ingresso. Comparando com 2012, verifica-se um aumento no número de ingressos, contrariando a tendência dos anos mais recentes. É de destacar que este foi o ano com maior número de ingressos vivos desde o início do funcionamento do centro em 2006.


Durante o ano foi possível libertar 191 animais, do total que se encontrava em recuperação (ingressos de 2013 e animais que transitaram do ano anterior), o que representa uma taxa de libertação de 60%, e se traduz num ligeiro aumento de 0,8 pontos percentuais face ao registado no ano de 2012. O ano de 2013 foi o melhor até ao momento, ao nível do sucesso de devolução de animais recuperados à Natureza, desde o início da actividade do CERVAS.


A ordem Passeriformes foi a mais representada nos ingressos, seguida da Falconiformes e Strigiformes. A queda do ninho foi a causa com maior número de ingressos, seguida do cativeiro ilegal. O distrito de Guarda foi a principal área de origem de animais vivos, seguida de Coimbra e Viseu. O SEPNA-GNR continua a ser a entidade com maior número de animais vivos entregues no CERVAS. 


Em 2013 foram realizadas 91 acções de devolução à natureza de animais selvagens recuperados no CERVAS envolvendo 5439 pessoas. 


Conheça o relatório de actividades de 2013 completo aqui.

Espécie do mês de Janeiro: Escrevedeira-das-neves


A escrevedeira-das-neves (Plectrophenax nivalis) é uma ave granívora, oriunda do norte da Europa e da Gronelândia e que inverna sobretudo na Europa Central e Setentrional.


As características morfológicas que se evidenciam aquando da sua presença no nosso país são a presença de grandes manchas brancas nas asas e a cabeça castanho-amarelada, sendo ambos os sexos semelhantes. O bico é amarelado com a ponta preta e as partes inferiores da plumagem são esbranquiçadas, com áreas cremes nos lados do peito e nos flancos.



Apesar de Portugal se situar a sul da sua área normal de invernada, nos últimos anos a espécie tem sido observada anualmente no nosso país. A sua distribuição geográfica não evidencia um padrão definido, havendo observações desde Trás-os-Montes ao Algarve, verificando-se uma maior incidência de observações junto à faixa costeira. De assinalar que a maioria das observações desta espécie no interior do território foi obtida na Serra da Estrela, nomeadamente junto à Torre, onde as aves frequentam o parque de estacionamento e os terrenos adjacentes, sugerindo alguma regularidade relativamente à sua presença nessa zona.


Não existem muitos dados sobre os seus habitats preferenciais, embora em Portugal existam observações em zonas abertas e expostas, muitas vezes junto a terrenos incultos, em promontórios, em regiões serranas e também em sistemas dunares.


As observações desta espécie no nosso país vão desde finais de Setembro a meados de Março, ocorrendo, no entanto, a maioria dos registos entre os meses de Outubro e Novembro, sugerindo que alguns indivíduos estão só de passagem e não a invernar no nosso país. Contudo há casos de indivíduos que permanecem no mesmo local durante períodos mais alargados, como é o caso da Serra da Estrela.

Bibliografia:

- Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0

Devolução à Natureza de 1 coruja-das-torres em Tourais, Seia


No dia 20 de Dezembro de 2013 às 18h foi devolvida à Natureza uma coruja-das-torres (Tyto alba) em Tourais, Seia.


Esta ave tinha sido encontrada na varanda de uma casa, inconsciente, provavelmente após ter embatido contra uma janela.


Após ter sido encaminhada para o CERVAS através do SEPNA/GNR de Gouveia a coruja passou por um processo de recuperação das lesões neurológicas e posteriormente realizou treino de caça e voo em contacto com outras corujas-das-torres.


A devolução à Natureza foi realizada na periferia da aldeia, junto a campos agrícolas e zonas florestais, a poucos metros do local onde tinha sido encontrada ferida.


Gaivota devolvida à Natureza em Coimbra observada no Algarve após 676 dias


No dia 29 de Outubro de 2013 foi observada em Quarteira, no Algarve, uma gaivota-d´asa-escura (Larus fuscus) que o CERVAS tinha devolvido à Natureza em Coimbra a 23 de Dezembro de 2011.


Esta ave tinha estado em recuperação na Mata Nacional do Choupal e posteriormente no CERVAS durante pouco mais de três semanas, após ter ingressado debilitada e muito magra.


No momento da libertação, além da anilha metálica, tinha sido colocada nesta gaivota migratória uma anilha em PVC (preta F104), no âmbito de um projecto de marcação de gaivotas devolvidas à Natureza a partir de centros de recuperação coordenado em Portugal pelo RIAS.


O CERVAS agradece ao Mike Davis, que observou a gaivota, e ao Thijs Valkenburg pela excelente coordenação do projecto, que tem permitido obter informações sobre a sobrevivência de aves devolvidas à Natureza.

Devolução à Natureza de um tentilhão-montês no Vale do Rossim


No dia 15 de Dezembro de 2013 às 10h foi devolvido à Natureza um tentilhão-montês (Fringilla montifringilla) no Vale do Rossim, em Gouveia.


Esta ave tinha sido resgatada no final de Março de 2013 pelo SEPNA/GNR da Guarda em casa de um particular que a mantinha em cativeiro ilegal, em conjunto com dezenas de outras aves selvagens protegidas.


O processo de recuperação foi relativamente longo devido ao mau estado da plumagem que a ave apresentava no momento do ingresso no CERVAS.


Durante cerca de 9 meses a ave foi mudando as penas e esteve em contacto visual com outros passeriformes.


O local escolhido para a libertação foi o Vale do Rossim, junto a uma zona com muitas tramazeiras (Sorbus aucuparia), ainda com uma grande quantidade de bagas, uma importante fonte de alimento para esta e outras espécies de passeriformes invernantes na Serra da Estrela.


A acção decorreu durante a 4ª edição do Workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela, num momento em que estavam a ser observado no local um bando de tentilhões-monteses.




Workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela, 4ª Edição


Nos dias 14 e 15 de Dezembro de 2013 realizou-se a 4ª edição do Workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela.


Tal como nas edições anteriores, a organização esteve a cargo do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) e da Associação ALDEIA / CERVAS.


Durante a manhã do primeiro dia os locais visitados foram a Baixa do Rio Seia e a zona envolvente do aeródromo de Pinhanços.



Neste locais foi possível observar as primeiras aves invernantes como é o caso dos abibes (Vanellus vanellus), das petinhas-dos-prados (Anthus pratensis), das felosinhas (Phylloscopus collybita) e os tordos-pintos (Turdus philomelos), que frequentam a zona nesta época do ano. 



O início da tarde foi passado em Rio Torto, em Gouveia, junto a pequenas charcas e uma linha de água, e foi possível observar lugres (Carduelis spinus).


No final da tarde foram visitados os campos agrícolas de Arcozelo e o Rio Mondego próximo da aldeia de Ribamondego.



Após as saídas de campo tiveram lugar as sessões teóricas, no CISE, com apresentações sobre as aves invernantes da Serra da Estrela, as adaptações anatómicas e fisiológicas das mesmas ao frio e os locais de interesse para a sua observação durante o Inverno.



Na manhã seguinte, bem cedo, o local visitado foi o Vale do Rossim, com excelentes condições climatéricas para a observação de aves.


Foram observadas muitas espécies que são comuns na zona durante o Inverno como a garça-real (Ardea cinerea), tentilhões-monteses (Fringilla montifringilla), tordos-ruivos (Turdus iliacus), tordos-zornais (Turdus pilaris) e ainda o dom-fafe (Pyrrhula pyrrhula).



De seguida, já a caminho de Manteigas onde se observou o melro-d´água (Cinclus cinclus) junto ao rio, foi feita uma paragem para observação de aves em bosques de resinosas, tendo sido detectadas várias espécies florestais, merecendo destaque o cruza-bico (Loxia curvirostra).



De seguida, foram visitadas duas zonas na baixa da Covilhã, junto a campos agrícolas e linhas de água. 


Nestes locais foi possível observar narcejas-comuns (Gallinago gallinago), maçarico-bique-bique (Tringa ochropus), petinha-ribeirinha (Anthus spinoletta), milhafres-reais (Milvus milvus) e ainda bandos de abibes.


O total de espécies registadas durante a actividade foi 74, incluindo a maioria das espécies invernantes que se podem observar na Serra da Estrela.