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Espécie-do-mês de Dezembro: Tentilhão-montês


O tentilhão-montês (Fringilla montifringilla), conhecido também por pintalhão-preto é um fringilídeo com algumas semelhanças ao seu congénere tentilhão-comum
O tentilhão-montês apresenta plumagens distintas no Inverno e Primavera, sendo que por norma, no nosso território, este apresenta a plumagem de Inverno, onde os machos são caracterizados pela cabeça escura, peito e garganta laranjas com os flancos pintalgados, e as fêmeas, cabeça menos escura e o laranja do peito mais pálido, apresentando igualmente os flancos pintalgados. Quando em voo, a característica mais evidente é a presença de uropígio branco.


O tentilhão-montês é um visitante de Inverno, sendo por isso um migrador oriundo do norte da Europa e o seu número quantitativo varia de ano para ano, consoante a amplitude de migração no continente europeu, o que está intimamente relacionado com a disponibilidade de recursos alimentares. Apesar de se desconhecerem as suas principais áreas de ocorrência, existem muitas observações um pouco por toda a parte, desde o norte a sul e do interior ao litoral, não podendo ser considerada comum em nenhuma zona do país. Localmente parece surgir com alguma regularidade no Ribatejo, (terrenos envolventes ao Paul do Boquilobo), concentrações de algumas dezenas ou mesmo centenas de indivíduos desta espécie.
Apesar de não ser possível definir com rigor as suas datas de ocorrência no nosso país, existem registos efectuados de finais de Outubro a finais de Fevereiro, no sul do país. A passagem Outonal é o período em que o tentilhão-montês surge com maior notabilidade, concentrando-se nalguns pontos do litoral. Tal como as restantes espécies de fringilídeos, o tentilhão-montês é um migrador diurno, podendo ver-se bandos desta espécie a sobrevoar as áreas de passagem migratória, durante o dia. Na Europa, esta espécie, nidifica apenas na Fino-Escandinávia e na Rússia.

O tentilhão-montês frequenta sobretudo zonas agrícolas, de restolhos, pastagens e terrenos incultos, onde durante o inverno alimenta-se sobretudo de sementes e bagas. O tentilhão-montês pode ocorrer também em zonas de olival, desde que o terreno se apresente limpo. Este tentilhão surge muitas vezes associado a bandos de outros fringilídeos, nomeadamente de tentilhões-comuns.


Bibliografia:
Aves de Portugal, consultado a 10/2014 em: http://www.avesdeportugal.info/frimon.html
Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Devolução à Natureza de 1 peneireiro-vulgar em Vilar Formoso


No dia 16 de Dezembro de 2013 foi devolvido à Natureza um peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus) em Vilar Formoso.


A primeira parte desta acção que decorreu na Escola Básica e Secundária de Vilar Formoso envolveu alunos do 3º e 4º ano e consistiu numa sessão teórica sobre aves de rapina diurnas.


Depois, no exterior da escola, e envolvendo mais alunos, professores e funcionários, realizou-se uma acção de esclarecimento sobre a história da ave e o que deve ser feito quando se encontra um animal selvagem ferido.


Este peneireiro tinha sido encontrado ferido e encaminhado para o CERVAS através do SEPNA/GNR de Vilar Formoso, tendo sido detectadas fracturas em ambas as asas, após ter sofrido um acidente traumático de origem desconhecida.


Após um período de recuperação clínica e posterior treino de voo e caça, em contacto com outros peneireiros, a ave foi devolvida à Natureza num local muito próximo de onde tinha sido encontrada ferida, junto a zonas com campos agrícolas.



Esta acção permitiu também divulgar o projecto LIFE - MEDWOLF e alertar para as ameaças à fauna selvagem da região interior da Beira Alta, desde as aves de rapina ao lobo-ibérico.


  

Devolução à Natureza de 1 mocho-galego em Ponte das Três Entradas


No dia 13 de Dezembro de 2013 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Ponte das Três Entradas, Oliveira do Hospital.


A acção decorreu na Escola Básica Integrada de Ponte das Três Entradas e incluiu sessões na sala de aula e no exterior.


Durante a primeira parte, direccionada para alunos dos 5º e 6º ano, foi realizada uma sessão sobre ecologia e recuperação de aves de rapina nocturnas.


De seguida, foi realizada uma sessão de esclarecimento no exterior, já com a participação da maioria dos alunos, docentes e funcionários da escola.


O mocho-galego tinha sido encontrado na berma de uma estrada e ingressou no CERVAS com uma fractura numa das asas provocada pelo atropelamento.


Após um período de recuperação clínica, com imobilização do membro afectado, a ave passou por uma fase de treino de voo e caça em contacto com outros mochos-galegos.


A devolução à Natureza decorreu no interior do espaço da escola, junto a zonas florestais, campos agrícolas e um rio.



16ª edição do Workshop Práctico de Recuperação de Animais Silvestres


Entre os dias 6 e 8 de Dezembro de 2013 decorreu em Gouveia e Seia a 16ª edição do Workshop Práctico de Recuperação de Animais Silvestres organizado pela ALDEIA/CERVAS.


No primeiro dia os 36 participantes tiveram a oportunidade de conhecer algumas das espécies de fauna selvagem autóctone que ingressa com maior frequência nos centros e algumas das caracteristicas físicas e comportamentais mais relevantes para os processos de recuperação.


Durante a manhã do segundo dia as temáticas abordadas foram os principios básicos e conceitos gerais, bem como as instalações necessárias para o funcionamento de um centro de recuperação.


Ao início da tarde foi realizada uma visita ao CERVAS para que os participantes pudessem conhecer as diferentes zonas de trabalho, como complemento práctico da palestra sobre instalações. 


Finalmente, a captura e imobilização, bem como o exame físico, foram abordados de uma forma teórica, como introdução às sessões práticas do dia seguinte.


O terceiro dia, que decorreu em Seia, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) permitiu aos participantes ganharem experiência prática ao nível da identificação, manipulação e exame físico de animais selvagens durante a manhã.


Pela tarde, foram treinadas diferentes técnicas de imobilização de membros, administração de fluidos, alimentos e medicamentos, de forma a complementar a formação que a ALDEIA/CERVAS considera útil para quem colabora ou pretende colaborar com os centros de recuperação em Portugal.



A ALDEIA agradece mais uma vez a excelente colaboração do CISE e do Parque Natural da Serra da Estrela, bem como ao Município de Gouveia/Posto de Turismo na realização de mais esta edição.


Saídas de campo de identificação de cogumelos silvestres em Gouveia


A Associação ALDEIA / CERVAS dinamizou saídas de campo para identificação de cogumelos silvestres em Gouveia a 29 de Setembro, 13 de Outubro e 24 de Novembro de 2013, a última das quais em parceria com a ViVaVentura.



Estas actividades tiveram como objectivo promover os cogumelos silvestres da região da Serra da Estrela e contribuir para que mais pessoas se dediquem à sua observação e identificação.



Todas as actividades decorreram durante o Outono, em meses diferentes e tentando percorrer vários habitats, de forma a conseguir detectar o maior número de espécies possível.



No total foi possível chegar à identificação de 102 espécies, havendo ainda muitos exemplares em relação aos quais ainda só foi possível identificar o género.



Na actividade de 24 de Novembro a parte final da saída dedicada à identificação e exposição dos exemplares recolhidos foi realizada no Centro de Educação Ambiental de Folgosinho.



O objectivo foi contribuir para a dinamização deste espaço com grande potencial para actividades relacionadas com cogumelos silvestres na Serra da Estrela, tendo em conta a sua localização geográfica e integração no meio florestal envolvente.



Futuramente continuarão a ser desenvolvidas actividades que contribuam para um maior conhecimento e protecção dos recursos micológicos da região da Serra da Estrela.


Campanha de Apadrinhamento de Natal 2013


Neste Natal ofereça um presente diferente:
Apadrinhe um animal selvagem em recuperação!

Esta Campanha de Natal conjunta entre o RIAS (Olhão) e o CERVAS (Gouveia) pretende ser um meio de angariação de fundos para a manutenção e gestão dos dois centros de recuperação de fauna selvagem, geridos pela Associação ALDEIA desde 2009, em parceria com o ICNF e a ANA – Aeroportos de Portugal. Visa também ser uma forma de divulgação e aproximação da população em geral ao trabalho desenvolvido por estes centros de recuperação de fauna selvagem.

Toda a informação disponível em: 

Colabore com o CERVAS e com o RIAS participando nesta campanha ou contribuindo para a sua divulgação, encaminhando esta informação.

Contactos :
rias.aldeia@gmail.com / Tel: 927659313

Devolução à Natureza de 1 açor no Dia da Floresta Autóctone em Manteigas


No dia 22 de Novembro de 2013 foi devolvido à Natureza um açor (Accipiter gentilis) em Manteigas, durante a comemoração do Dia da Floresta Autóctone.


À semelhança de anos anteriores, o CERVAS participou nesta actividade organizada pelo Município de Manteigas, no âmbito do projecto Eco-Escolas.


Foram desenvolvidas várias actividades durante a manhã, desde caminhada para identificação de flora e cogumelos, apanha de bolota e castanha para sementeira, entre outras acções.


O açor tinha ingressado no CERVAS no início da Primavera de 2013 após ter sido encontrado ao lado de uma estrada, com as penas totalmente cortadas, provavelmente após ter estado numa situação de cativeiro ilegal.


Durante a estadia no CERVAS a ave foi renovando a plumagem, sempre em contacto com outras aves de rapina diurnas, para socialização e treino de voo.


A devolução à Natureza foi realizada junto a um rio, com uma boa mancha florestal nas proximidades, maioritariamente com castanheiros e carvalhos, um excelente habitat para a espécie.


Workshop de primeiros socorros a aves selvagens em Povoação, S. Miguel, Açores.


Nos dias 16 e 17 de Novembro de 2013 a Associação ALDEIA / CERVAS dinamizou um workshop prático de primeiros socorros a aves selvagens na vila de Povoação, na ilha de S. Miguel, Açores.



À semelhança do evento realizado nos dias anteriores em Ponta Delgada, a organização esteve a cargo da SPEA - Açores e os objectivos foram semelhantes, mas desta vez os participantes eram técnicos dos projectos da SPEA, de empresas locais ou particulares com interesse na área (reportagem no Telejornal - Açores - aos 12 min aqui).



Após um primeiro dia de trabalho que consistiu em diversas apresentações teóricas sobre recuperação de aves selvagens o segundo dia foi prático e dedicado ao treino de diferentes técnicas de captura, contenção, imobilização de membros, administração de fluidos, entre outros procedimentos que podem ser úteis quando se pretende dar primeiros cuidados a aves feridas.



O CERVAS agradece à SPEA a possibilidade de realizar os cursos nos Açores e também felicita a associação por todo o excelente trabalho que tem desenvolvido no arquipélago, nomeadamente no âmbito da conservação do priolo (Pyrrhula murina) em S. Miguel, sem esquecer todo o restante trabalho com outras espécies.