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Clube do Moinho visitou o CERVAS


No dia 21 de Dezembro de 2012 o CERVAS recebeu a visita da associação juvenil O Clube do Moinho, de Viseu.


Durante cerca de uma hora as cerca de 20 pessoas da associação tiveram a possibilidade de conhecer algumas das instalações do CERVAS e receberam informações sobre as espécies que ingressam com maior frequência no centro e algumas das suas características.


Foram também apresentados alguns dos trabalhos e acções desenvolvidas pelo CERVAS e debateram-se algumas das problemáticas de conservação da fauna selvagem de Portugal.

O CERVAS agradece o interesse do Clube do Moinho e está disponível para futuras acções de colaboração no âmbito da Educação Ambiental.


Devolução à Natureza de uma coruja-do-mato em Gouveia


No dia 16 de Dezembro de 2012 foi devolvida à Natureza uma coruja-do-mato (Strix aluco) em Gouveia.


Esta ave tinha ingressado no CERVAS após atropelamento e apresentava uma fractura numa das asas e lesões oculares. Após tratamento das lesões e treino de voo e caça em contacto com outras aves da mesma espécie, a libertação foi realizada numa zona florestal próxima do CERVAS e Parque Ecológico de Gouveia.


Esta coruja foi apadrinhada por estudantes de Biologia da Faculdade de Ciências de Lisboa que participaram no Workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela e que também visitaram o CERVAS, e a quem agradecemos todo o interesse e apoio prestado.

3ª Edição do Workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela


Nos dias 15 e 16 de Dezembro de 2012 realizou-se a 3ª edição do Workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela.



Tal como nas edições anteriores, a organização esteve a cargo do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) e da Associação ALDEIA / CERVAS.


Durante a manhã do primeiro dia os locais visitados foram a Baixa do Rio Seia e a zona envolvente do aeródromo de Pinhanços.


Neste locais foi possível contactar com um grande número de aves típicas de zonas agrícolas e florestais, sendo de destacar espécies invernantes como a petinha-dos-prados (Anthus pratensis) e principalmente a sempre difícil de observar estrelinha-de poupa (Regulus regulus).




O início da tarde foi passado em Rio Torto, em Gouveia, junto a pequenas charcas e uma linha de água, e foi possível observar uma quantidade impressionante de lugres (Carduelis spinus), e ainda alguns tentilhões-monteses (Fringilla montifringilla) e tordos-ruivos (Turdus iliacus).



No final da tarde foi visitado o troço do Rio Mondego entre Arcozelo e Ribamondego, onde os participantes tiveram a possibilidade de observar uma garça-real (Ardea cinerea) e corvos-marinhos-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), aves invernantes relativamente comuns na Serra da Estrela.


Após as saídas de campo tiveram lugar as sessões teóricas, no CISE, com apresentações sobre as aves invernantes da Serra da Estrela e os locais de interesse para a sua observação durante o Inverno.


Na manhã seguinte, bem cedo, as primeiras observações foram realizadas na Torre, em condições climatéricas muito adversas, típicas deste local nesta época.



Ainda assim, foi possível detectar uma das espécies invernantes mais características do local, a ferreirinha-serrana (Prunella collaris).


De seguida, foram visitados duas zonas na baixa da Covilhã, junto a campos agrícolas e linhas de água.


Nestes locais foi possível observar narcejas-comuns (Gallinago gallinago), maçarico-bique-bique (Tringa ochropus) e ainda bandos de abibes (Vanellus vanellus).


O total de espécies registadas durante a actividade foi 65, incluindo a maioria das espécies invernantes que se podem observar na Serra da Estrela.


O evento terminou nas instalações do CISE com uma apresentação teórica sobre as adaptações das aves ao frio e migrações, e ainda com um pequeno debate final.

Devolução à Natureza de um mocho-galego em Ribamondego


No dia 12 de Dezembro de 2012 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Ribamondego, Gouveia.


Esta ave tinha sido recolhida por particulares, após atropelamento, que a encaminharam para o CERVAS através do SEPNA/GNR de Gouveia.


No momento do ingresso a ave apresentava uma fractura e um extenso hematoma numa das patas e o processo de recuperação passou pelo tratamento das lesões e treino de voo e caça em conjunto com outros mochos-galegos.


O local escolhido para a devolução à Natureza foi próximo daquele onde tinha sido encontrado ferido alguns meses antes, junto de campos agricolas e uma linha de água.


Nesta acção estiveram presentes as pessoas que encontraram e recolheram o mocho bem como uma turma do Instituto de Gouveia - Escola Profissional (IG) que apadrinhou o animal, contribuindo assim para a sua recuperação.


Antes da libertação realizou-se uma breve acção de sensibilização e informação sobre aves de rapina nocturnas e as suas principais características.


O CERVAS agradece ao IG, aos seus alunos e professores, pelo seu interesse no trabalho do centro e por mais uma contribuição de apoio à recuperação de animais selvagens.


Devolução à Natureza de 2 corujas-do-mato em Gouveia


No dia 11 de Dezembro de 2012 foram devolvidas à Natureza duas corujas-do-mato (Strix aluco) em Gouveia.


A ALDEIA/CERVAS organizou esta acção em parceria com o Jardim de Infância de Gouveia e o local escolhido foi o anfiteatro da Mata da Cerca, por ser uma zona com características ideias para a espécie.


Antes da libertação das aves realizou-se uma pequena oficina sobre rapinas nocturnas na qual os alunos e professores puderam contactar com diferentes materiais relacionados com a identificação e ecologia destas espécies.


Ambas as corujas-do-mato tinham ingressado no CERVAS após terem sido atropeladas e recolhidas por particulares que as encaminharam para o centro através de vigilantes da Natureza de áreas protegidas.


As lesões que apresentavam eram típicas de trauma violento, sendo de destacar as lesões oculares, o que levou a que ambas as aves tivessem que permanecer em recuperação durante vários meses.


Para além do tratamento das lesões foi realizado treino de voo e caça, em grupo e em contacto com outras aves da mesma espécie.




14ª edição do Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres

Entre os dias 7 e 9 de Dezembro de 2012 a ALDEIA/CERVAS organizou em Gouveia e Seia a 14ª edição do Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres.


Neste evento estiveram presentes 34 participantes provenientes de diversas zonas do país, com formação maioritariamente nas áreas da Biologia e Medicina Veterinária.



Durante esta edição foram abordados diversos temas, desde a identificação das principais espécies que ingressam em centros de recuperação, à importância do desenho e manutenção de instalações adequadas com a finalidade de melhorar os processos de recuperação.


Desta forma os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho dos centros de recuperação em Portugal e as problemáticas associadas às diferentes espécies protegidas que ingressam nos centros.


Além das apresentações orais decorreu também uma visita ao CERVAS onde os participantes puderam observar de perto alguns dos temas abordados na parte teórica.


No sentido de preparar as partes práticas de captura, manipulação, exame físico e administração de fluidoterapia e medicação foram apresentadas comunicações orais relacionadas com estas temáticas onde foram debatidas as diferentes técnicas que se aplicam nos centros de recuperação de animais silvestres.


No último dia de trabalho os formandos tiveram oportunidade de colocar em prática todo o conhecimento adquirido nos dias anteriores, contactando com cadáveres de animais de diversas espécies, que lhes permitiu praticar as diferentes técnicas abordadas durante o curso.


A ALDEIA/CERVAS agradece ao Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) por todo o apoio que deu à realização desta edição, bem como à Taverna "A Fonte", Águas Serra da Estrela, Parque Natural da Serra da Estrela e DLCG/CM Gouveia que muito contribuíram para o sucesso desta 14ª edição do Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres.


Estudantes do Instituto de Gouveia visitam o CERVAS


No dia 6 de Dezembro de 2012 o CERVAS recebeu a visita de estudantes do Instituto de Gouveia - Escola Profissional (IG).


Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as instalações do CERVAS e receberam informação sobre as espécies com que o centro trabalha e as respectivas causas de ingresso.


No final da visita decorreu a devolução à Natureza de um melro-preto (Turdus merula) que tinha ingressado através do SEPNA-GNR de Gouveia, após ter sido apreendido a um particular que o mantinha em cativeiro ilegal.



O CERVAS agradece o interesse do IG e continua disponível para futuras acções de colaboração que contribuam para a educação e formação ambiental dos seus estudantes.


Campanha de Apadrinhamentos - Natal 2012



Toda a informação aqui


Espécie do mês de Novembro: Narceja-comum



A narceja-comum (Gallinago gallinago) é uma ave limícola migradora de passagem e invernante, comum no nosso país.
Possui um grande bico que é quase o dobro da longitude da cabeça e que se nota inclusive em voo, e é utilizado como sonda quando se alimenta dentro de água, enterrando o bico com movimentos rápidos como uma máquina de costura. A plumagem é estriada e possui os flancos barrados com o ventre branco e patas compridas e esverdeadas. Na coroa possui uma lista média clara e uma larga lista superciliar creme.




A narceja-comum levanta voo do solo de forma imprevisível fugindo em velozes ziguezagues e elevando-se em altitude. Durante as paradas nupciais executa um voo picado em “montanha russa” e as suas rectrizes exteriores produzem um som que faz lembrar uma cabra, daí ser conhecida popularmente por cabra-do-ar e cabra-velha.

Durante o inverno a narceja-comum encontra-se por todo o território nacional sendo mais abundante no litoral e nas várzeas de grandes rios como o Mondego, o Tejo e o Sado. Frequenta terrenos alagados de água doce ou salobra, (embora nestes últimos seja menos numerosa), com alguma vegetação como prados e restolhos de arroz ou outros terrenos agrícolas alagados, bem como pastagens encharcadas, sendo os seus habitats de eleição os pauis com caniço, junco e áreas de erva curta e lama, onde podem ser vistas concentrações destas aves de mais de uma centena.

As primeiras narcejas migradoras chegam ao nosso país no princípio de Agosto, apesar de a espécie ser pouco frequente até ao final de Setembro, sendo observadas com mais frequência em Outubro. A maioria das aves invernantes abandona o nosso país entre Março e Abril podendo ainda ser observados alguns indivíduos em Maio. Estas aves invernantes provêm de uma vasta área que vai da Islândia, e do Reino Unido à Finlândia, à ex-Checoslováquia, à Áustria e à Ucrânia.

Em Portugal existe uma população nidificante residual de narceja-comum que se encontra em risco de extinção na região do Barroso (Montalegre). A sua época de nidificação é (ou era) bastante alargada encontrando ninhos com ovos no princípio de Maio ao início de Agosto, estes encontram-se muito bem escondidos no chão entre erva relativamente curta. Normalmente colocam 4 ovos durando a incubação 18 a 21 dias e as crias estão aptas a voar aos 19-21 dias de idade. 

A narceja-comum alimenta-se sobretudo de insectos (adultos e larvas), moluscos e oligoquetas.

As suas principais ameaças são a consequente perda de habitat e o facto de a narceja-comum ser uma espécie cinegética em Portugal, apesar de o impacto da caça nas populações ser ainda desconhecido. 



CERVAS participou na comemoração do Dia da Floresta Autóctone em Manteigas


No dia 23 de Novembro de 2012 foi comemorado o Dia da Floresta Autóctone em Manteigas, numa acção promovida pelo Município local.


À semelhança de anos anteriores, o CERVAS foi convidado a participar, bem como outras entidades da região, tendo cada uma delas promovido diferentes actividades relacionadas com a protecção e conhecimento da Floresta.



Após a caminhada na floresta que incluiu apanha de bolotas e cogumelos silvestres, os participantes dedicaram-se ao envasamento de plantas e algumas brincadeiras, e no final o CERVAS realizou uma breve palestra de campo sobre o trabalho que desenvolve, com referências a algumas das ameaças à conservação das aves selvagens.


Esta acção incluiu a devolução à Natureza de um melro-preto (Turdus merula) adulto que tinha ingressado no centro após ter sido apreendido pelo SEPNA/GNR por se encontrar em cativeiro ilegal.


O CERVAS agradece o convite ao Município de Manteigas e continua disponível para futuras acções de colaboração.