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Devolução à Natureza de 2 corujas-das-torres em Casal de Ribafeita, Viseu


No dia 14 de Agosto de 2012 às 20:30 foram devolvidas à Natureza 2 corujas-das-torres (Tyto alba) em Casal de Ribafeita, Viseu.


Uma das aves tinha sido recolhida nesta aldeia, tendo sido encontrada debilitada e dentro de um sótão de uma casa, e a outra tinha sido recolhida ainda com a plumagem em desenvolvimento, após queda do ninho, numa aldeia próxima, Bodiosa.


A população local aderiu à iniciativa com grande interesse e cerca de 40 pessoas assistiram à libertação das duas corujas-das-torres, após cerca de 2 meses de recuperação no CERVAS onde foram entregues pelo SEPNA/GNR de Viseu.


O local escolhido era muito próximo de onde uma das corujas tinha sido encontrada, dentro da povoação, ao lado de campos agrícolas e zonas de bosque.


Espécie do mês de Agosto: Pisco-de-peito-ruivo



Com um aspecto rechonchudo o pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) é um pequeno passeriforme da família dos turdídeos com o peito e faces ruivas. Possui uma cabeça e olhos escuros grandes e um bico fino, com um amplo peito e ventre esbranquiçado. Os juvenis são mais parecidos com outros turdídeos, acastanhados e malhados.


É uma espécie residente muito comum, havendo igualmente indivíduos invernantes provenientes da Europa Ocidental, Setentrional, Central e Oriental, desde o Reino Unido à antiga URSS. As primeiras aves migradoras surgem no sul do país a partir da 2ª quinzena de Setembro e a espécie torna-se abundante no norte e no centro no princípio de Outubro, verificando-se que a maioria dos indivíduos invernantes desta espécie é do sexo feminino. Devido à captura de indivíduos no algarve, com grandes reservas de gordura em Outubro e em Novembro, é possível que alguns dos piscos-de-peito-ruivo observados no Outono estejam de passagem para o Norte de África. No Inicio de Fevereiro começam as partidas para as áreas de reprodução, tornando-se escassos no sul de Portugal, onde ficam restritos a áreas com maior humidade, principalmente em zonas acidentadas junto ao litoral. Estes migradores tendem a distribuir-se pelos habitats consoante o sexo e a classe etária a que pertencem, destacando que há maior proporção de fêmeas em zonas de matagais mediterrânicos em comparação com os machos que ocorrem mais em bosques e montados com pouco sub-bosque. Em zonas muito abertas, com pouco abrigo e poucos recursos alimentares encontram-se principalmente indivíduos juvenis.


Tanto no verão como no inverno o pisco-de-peito-ruivo frequenta uma enorme variedade de habitats desde que estes possuam alguma cobertura arbórea ou apenas arbustiva, frequentando ainda pomares, vinhas, parques, jardins e pequenos quintais nas zonas urbanas.

A população residente começa a reprodução a partir do mês de Março, embora a maioria das posturas seja feita nos meses de Abril, Maio e Junho (apesar de este aspecto não estar bem estudado). Os ninhos são construídos em pequenas cavidades pouco profundas em diversos substratos que incluem árvores, rochas, taludes e em algumas estruturas artificiais. Estes ninhos geralmente localizam-se a baixa altura, desde o nível do solo até cinco metros ou mais. As posturas são geralmente compostas por 4 a 6 ovos, criando entre duas e ocasionalmente três ninhadas por ano. A incubação dura cerca de 14 dias e as crias estão aptas a abandonar o ninho, aproximadamente, aos 14 dias de idade.



A alimentação do pisco-de-peito-ruivo na Primavera deverá ser essencialmente insectívora, ao passo que no inverno as aves invernantes alimentam-se essencialmente de frutos carnudos, como por exemplo as azeitonas, de bagas, pedaços de bolotas e pequenos invertebrados que apanha desde o solo.



O pisco-de-peito-ruivo é uma ave solitária e bastante curiosa, que emite durante grande parte do ano um canto doce e com uma variada sucessão de melodiosos trinados, por vezes ténues e agudos. O canto dos piscos-de-peito-ruivo invernantes ouve-se com mais intensidade de Outubro a meados de Novembro, diminuindo a sua frequência até se tornar raro desde Dezembro até à partida de regresso às áreas de nidificação. Relativamente às aves residentes ocorre igualmente uma diminuição do canto ao longo do Outono, aumentando este a partir de Janeiro ou Fevereiro, altura em que as aves invernantes são quase silenciosas. Muitas vezes em zonas com iluminação artificial, é possível escutar o canto do pisco-de-peito-ruivo durante a noite.

Devolução à Natureza de 1 coruja-do-mato em Orgens, Viseu


No dia 14 de Agosto de 2012 às 19:30 o CERVAS procedeu à devolução à Natureza de uma coruja-do-mato (Strix aluco) em Orgens, Viseu.


Esta ave tinha sido encontrada junto à berma de uma estrada por uma equipa da GNR após atropelamento por um autocarro e foi encaminhada para o CERVAS pelo SEPNA-GNR de Viseu.


No momento do ingresso a ave apresentava sintomas de traumatismo craniano, descoordenação motora e hemorragias. Após cerca de 3 meses de tratamento e treino de voo e caça em contacto com outras corujas-do-mato a ave foi devolvida à Natureza num bosque próximo do local onde tinha sido encontrada.


A devolução à Natureza foi realizada pela madrinha e respectiva família, a quem o CERVAS agradece o apoio e interesse, bem como de alguns habitantes locais e voluntários do centro.


CERVAS nas Festas do Senhor do Calvário em Gouveia


A ALDEIA / CERVAS participou nas Festas do Senhor do Calvário, em Gouveia, que decorreram entre 10 e 13 de Agosto de 2012.


Ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores e devido ao facto de não ter sido organizada a Feira do Associativismo, o CERVAS não dinamizou o seu espaço de divulgação e educação ambiental mas como alternativa foi possível gerir um espaço de venda de bebidas junto ao palco principal do evento.


Esta acção foi desenvolvida em parceria com a DLCG, a quem o CERVAS agradece por mais esta excelente oportunidade de contacto com a população e angariação de fundos para o trabalho do centro.


Em paralelo decorreram outras actividades, como uma saída de campo para observação de aves no dia 11, e ainda a devolução à Natureza de uma coruja-do-mato (Strix aluco) no dia 13.


Esta ave foi devolvida à Natureza por voluntários do CERVAS que têm apoiado o centro durante o Verão e a quem o CERVAS deixa um sincero agradecimento pelo esforço, dedicação e entusiasmo demonstrado em todos os tipos de actividades.

Saída de campo: As Aves de Gouveia, Serra da Estrela / Ciência Viva no Verão 2012


Nos dias 28 de Julho e 11 de Agosto a ALDEIA / CERVAS organizou duas saídas de campo para observação das aves de Gouveia, Serra da Estrela, no âmbito do Ciência Viva no Verão 2012.


No total participaram 23 pessoas de diferentes partes do país, sendo que a maioria se inscreveu através do programa Ciência Viva, mas também participaram voluntários que estão a colaborar nos trabalhos do CERVAS durante o Verão.


Foram registadas 40 espécies de aves, sendo de destacar o falcão-abelheiro (Pernis apivorus), águia-calçada (Aquila pennata), tartaranhão-caçador (Circus pygargus) e o papa-figos (Oriolus oriolus).


Tendo em conta que a maior parte dos participantes estava a iniciar-se na observação de aves, um dos principais objectivos das saídas foi apresentar alguns princípios básicos de observação e identificação e foi dada particular relevância à identificação visual e auditiva de espécies comuns, com referências às mais características da Serra da Estrela.


O ponto de partida foi o Parque Ecológico de Gouveia, seguindo-se uma breve passagem no CERVAS, a caminho da Mata da Cerca, sendo o ponto de chegada ao final da manhã o Curral do Negro.


Este percurso permitiu aos participantes observar aves em zonas de matos, florestas, campos agrícolas, encostas próximas de linhas de água e ainda zonas peri-urbanas.


Devolução à Natureza de um mocho-galego em S. Paio, Gouveia


No dia 8 de Agosto de 2012 foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em S. Paio, Gouveia.


Esta ave juvenil estaria a realizar os seus primeiros voos, ainda com a plumagem em desenvolvimento, quando ficou presa num edifício, de onde foi recolhida por um particular que a encaminhou para o CERVAS.


O mocho-galego permaneceu em recuperação durante cerca de 5 semanas, em contacto com outras aves da mesma espécie para socialização e aprendizagem, tendo sido submetido a treinos de voo e caça.


A devolução à Natureza foi realizada num local próximo daquele onde a ave tinha sido encontrada, em campos agrícolas, pela pessoa que a apadrinhou, na presença de voluntários que estão a colaborar nos trabalhos do CERVAS durante o Verão.


Devolução à Natureza de 2 mochos-galegos em Curia


No dia 7 de Agosto de 2012 às 19:15 foram devolvidos à Natureza 2 mochos-galegos (Athene noctua) em Curia, Anadia.


A acção foi realizada em parceria entre a ALDEIA/CERVAS e o Curia Palace Hotel & Spa, que disponibilizou os espaços do hotel para a realização da acção de esclarecimento e a deu a possibilidade de libertar as aves junto a uma das suas áreas agrícolas.


Uma das aves tinha embatido contra a viatura de uma pessoa que de imediato a encaminhou para o SEPNA/GNR de Anadia e Reserva Natural do Paul da Arzila (RNPA). A outra tinha sido encontrada presa dentro de uma adega particular cujo proprietário a encaminhou directamente para a RNPA.


Após terem sido avaliadas e tratadas as aves passaram por um processo de treino de voo e caça em contacto com outros mochos-galegos para socialização e aprendizagem.


O CERVAS agradece a hospitalidade e interesse demonstrado pelo Curia Palace Hotel & Spa na realização desta acção e está disponível para futuras acções de colaboração que contribuam para a sensibilização e educação ambiental da população.

Devolução à Natureza de 5 milhafres-pretos, 2 cegonhas-brancas e 1 coruja-do-mato na Mata Nacional do Choupal


No dia 7 de Agosto de 2012 às 15:30 foram devolvidos à Natureza 5 milhafres-pretos (Milvus migrans) na Mata Nacional do Choupal, em Coimbra.


As duas primeiras aves que foram libertadas tinham nascido este ano e foram entregues no CERVAS pela Reserva Natural do Paul da Arzila e por um particular após queda do ninho. 


Durante o curto período de permanência no CERVAS estes dois jovens milhafres-pretos desenvolveram a sua plumagem e treinaram o voo em conjunto com outros animais da mesma espécie.


Os 3 milhafres-pretos seguintes ingressaram no CERVAS no Verão de 2011 após terem sido resgatados de situações de cativeiro ilegal por parte de equipas do SEPNA/GNR.


Devido ao facto de apresentarem a plumagem muito deteriorada e comportamentos anormais para a espécie, devido às situações de cativeiro em más condições em que se encontravam foi necessário cerca de 1 ano de recuperação de penas, treino e socialização com outras aves de rapina.


No mesmo local, às 16:15 foram libertadas 2 cegonhas-brancas (Ciconia ciconia) juvenis que tinham ingressado no CERVAS entregues pelo Parque Natural da Serra da Estrela.


Uma das aves tinha sido encontrada no chão após queda do ninho e a outra tinha caído dentro de uma vacariça, tendo ficado com a plumagem suja.


Após cerca de 2 meses de permanência no CERVAS as aves foram libertadas num local que é frequentado por uma grande quantidade de cegonhas-brancas, o que poderá facilitar o processo de reintegração destes indivíduos na Natureza.


Ainda na Mata Nacional do Choupal mas já ao início da noite, às 21h, foi devolvida à Natureza uma coruja-do-mato (Strix aluco).


Esta ave juvenil tinha sido encontrada numa varanda de uma habitação dentro da cidade de Coimbra, provavelmente após os seus primeiros voos depois de ter saído do ninho.


Após cerca de 3 meses de permanência no centro onde a ave esteve em contacto com outras corujas-do-mato adultas e jovens para socialização e treino de voo e caça, a libertação foi realizada numa zona florestal nas proximidades de uma linha de água.


Devolução à Natureza de um açor em Sarzedo, Arganil


No dia 7 de Agosto de 2012 às 11:00 foi devolvido à Natureza um açor (Accipiter gentilis) em Sarzedo, Arganil.


Este macho adulto tinha sido encontrado por um particular dentro de uma habitação após ter embatido contra uma estrutura de vidro e de ter ficado sem capacidade de sair do local.


A ave foi encaminhada para o CERVAS através do SEPNA/GNR da Lousã e Reserva Natural do Paúl da Arzila, tendo sido tratada e submetida a treinos de voo em conjunto com outras aves de rapina. A devolução à Natureza foi realizada nas margens do rio Alva, próximo do local onde tinha sido encontrada.


CERVAS no Festival Danças na Água / Andanças 24


Entre 1 e 5 de Agosto de 2012 a ALDEIA/CERVAS esteve presente no Festival Danças na Água / Andanças 24 que decorreu em Ratoeira, Celorico da Beira.


Durante o evento foram desenvolvidas diversas actividades como a dinamização de um espaço de divulgação, saídas de campo para observação de aves, oficinas sobre animais selvagens e devolução à Natureza de uma ave com os participantes no festival.


As 3 saídas de campo contaram com a participação de 43 pessoas que tiveram a oportunidade de se iniciar na observação de aves.



Foram realizadas saídas a diferentes horas do dia e em vários habitats nas proximidade do festival, junto às margens do rio Mondego, tendo sido possível registar 45 espécies de aves durante a totalidade do evento.



Foram também realizadas 3 oficinas "Vem conhecer os animais selvagens!" que envolveram crianças e adultos, onde foram apresentadas algumas das espécies de animais selvagens existentes em Portugal.


A curiosidade e interesse dos participantes foi enorme e todos puderam ficar a conhecer alguns aspectos relacionados com a anatomia, comportamento e conservação de várias espécies protegidas do nosso país.


No Sábado, dia 4, procedeu-se à devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) na presença de cerca de 200 pessoas.


A ave tinha ingressado no CERVAS devido a queda de ninho e após desenvolvimento da plumagem e treino de voo e caça regressou à Natureza pelas mãos do Sr. Vereador da Câmara Municipal de Celorico da Beira, António Silva, tendo sido baptizada de "Andanças 24".


O CERVAS agradece o convite, felicita a organização do evento e está muito interessado e disponível para continuar a colaborar com iniciativas semelhantes no futuro.