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Devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda no programa da RTP sobre o Vale do Rossim


No dia 3 de Agosto de 2012 foi devolvida à Natureza uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) no Vale do Rossim, em Gouveia, durante o programa da RTP 7 Maravilhas - Praias de Portugal.


Esta ave tinha ingressado no CERVAS no início de 2012 após ter sido apreendida por uma equipa do SEPNA/GNR da Guarda a um particular que a mantinha em cativeiro ilegal provavelmente desde o ano anterior.



Após vários meses de recuperação de plumagem e treino de voo e caça em contacto com outras aves de rapina diurnas, esta jovem àguia foi devolvida à Natureza junto à lagoa do Vale do Rossim pela apresentadora da RTP Luísa Barbosa.


O CERVAS agradece o convite e a oportunidade de divulgação do seu trabalho e deseja que o Vale do Rossim seja valorizado pela sua grande beleza e bom estado de conservação, bem como pelo seu potencial de divulgação do património natural do Parque Natural da Serra da Estrela.

Devolução à Natureza de um mocho-galego e uma coruja-do-mato em Seia


No dia 30 de Julho de 2012 às 19h foi devolvido à Natureza um mocho-galego (Athene noctua) em Paranhos da Beira, Seia.


Esta ave adulta tinha sido encontrada por um particular, após ter sido atropelada, que a encaminhou para o CERVAS através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) e SEPNA/GNR de Gouveia.


Durante o exame físico foram detectadas lesões oculares que resultaram do trauma que o mocho sofreu e procedeu-se ao tratamento adequado, tendo sido posteriormente iniciada a fase de treino e musculação em contacto com outros mochos-galegos.


A libertação foi realizada num local próximo daquele onde a ave tinha sido encontrada, junto de campos agrícolas e áreas florestais, ao final da tarde, na presença de cerca de 15 pessoas.



Em Folhadosa, Seia, às 20:30, foi devolvida à Natureza uma coruja-do-mato (Strix aluco) que tinha sido encontrada por particulares ainda muito jovem e com a plumagem em desenvolvimento.



Após cerca de dois meses no CERVAS em contacto com outras corujas-do-mato de diferentes idades onde foi treinada e alimentada, a ave foi devolvida à Natureza pelas pessoas que a encontraram numa área florestal na periferia da aldeia.



Devolução à Natureza de um açor e uma águia-calçada em Oliveira do Hospital


No dia 30 de Julho de 2012 às 15h foi devolvido à Natureza um açor (Accipiter gentilis) em Bobadela, Oliveira do Hospital.


Esta ave de rapina juvenil tinha ingressado no CERVAS através do SEPNA/GNR da Lousã após ter sido recolhida debilitada dentro da povoação por particulares.


Após um curto processo de recuperação que consistiu em alimentação e treino de voo em contacto com outras aves de rapina, o açor foi libertado na periferia de Bobadela, numa zona próxima de áreas agrícolas e florestais, na presença de 20 pessoas.



No mesmo dia, às 17h, em Lagares da Beira, Oliveira do Hospital foi devolvida à Natureza uma águia-calçada (Aquila pennata).


Esta ave de rapina adulta tinha sido atropelada no final de Junho e encaminhada para o CERVAS pelos particulares que a encontraram através do SEPNA/GNR da Lousã e Reserva Natural do Paul da Arzila.


Após pouco mais de um mês de recuperação do traumatismo craniano com posterior treino e musculação a ave foi libertada numa zona florestal próxima da estrada onde tinha sido atropelada, na presença de cerca de 15 pessoas.


Devolução à Natureza de 2 mochos-galegos e 1 bufo-real em Almeida


No dia 25 de Julho às 19:30 o CERVAS procedeu à devolução à Natureza de 2 mochos-galegos (Athene noctua) em Almeida.


Ambas as aves tinham sido encontradas em Maio próximo da Escola Secundária Dr. José Casimiro Matias Almeida após queda de ninho, uma situação que já tinha ocorrido em anos anteriores.


As aves permaneceram em recuperação no CERVAS durante cerca de 2 meses e meio, para desenvolvimento da plumagem e treino de voo e caça em conjunto com outros mochos-galegos.


Ao final da tarde, na presença de cerca de 15 pessoas, as aves foram libertadas na periferia de Almeida junto de campos agrícolas e olivais.




De seguida, às 20:30, na aldeia de Azinhal, também no concelho de Almeida, foi devolvido à Natureza um bufo-real (Bubo bubo).


Esta ave tinha sido encontrada por um habitante local no final de 2011 presa numa vedação de arame farpado, um problema que afecta com frequência esta espécie e que geralmente leva à morte ou lesões graves.


Neste caso, graças à rápida e eficaz actuação da pessoa que encontrou a ave bem como da equipa do SEPNA-GNR que a encaminhou para o CERVAS foi possível recuperar as graves lesões que afectavam uma das asas.




Devolução à Natureza de uma coruja-do-mato em Cedovim


No dia 22 de Julho de 2012 o CERVAS procedeu à devolução à Natureza de uma coruja-do-mato (Strix aluco) em Cedovim, Vila Nova de Foz Côa.


Esta ave tinha sido encontrada dentro da aldeia por habitantes locais, ainda com a plumagem em desenvolvimento, após saída do ninho, tendo sido encaminhada para o CERVAS através do SEPNA-GNR de Pinhel.


Após cerca de 2 meses de permanência no centro, em contacto com outras corujas-do-mato para socialização e treino de voo e caça, a ave foi devolvida à Natureza na periferia da aldeia onde tinha sido encontrada, junto de campos agrícolas e manchas florestais.


Cerca de 25 pessoas tiveram a oportunidade de assistir à palestra introdutória e à libertação, sendo de destacar o carinho que demonstraram pelo animal e o interesse em conhecer os principais aspectos da sua ecologia, comportamento e anatomia.


O CERVAS agradece à população de Cedovim a simpática recepção, em particular às funcionárias e habitantes do lar de 3ª idade da aldeia.

Devolução à Natureza de uma ógea na II Feira de Caça da Nave


No dia 22 de Julho de 2012 foi devolvida à Natureza uma ógea (Falco subbuteo) em Alvite, Moimenta da Beira.


Esta acção foi integrada na II Feira de Caça da Nave, um evento organizado pela Associação de Caçadores de Alvite e autarquias locais.


A ógea tinha sido encontrada no início de 2011 por caçadores locais na Serra da Nave e encontrava-se debilitada e com as penas de voo cortadas, o que leva a concluir que poderia ter estado numa situação de cativeiro ilegal, tendo sido enviada para o CERVAS através do SEPNA/GNR.


Após um longo processo de recuperação, de cerca de um ano e meio, que consistiu na muda completa da plumagem, socialização com outras aves de rapina de pequeno porte e treino, a  ógea foi devolvida à Natureza num local próximo de onde tinha sido encontrada, na presença de cerca de 150 pessoas que participavam na feira, maioritariamente caçadores e respectivas famílias.


O CERVAS agradece o empenho e o interesse demonstrado pela Associação de Caçadores de Alvite na recuperação desta ógea, um bom exemplo da importância do papel que o sector cinegético pode desempenhar na conservação das aves de rapina através da divulgação e educação ambiental dos caçadores.


Espécie do mês de Julho: Ógea


A ógea (Falco subbuteo) é um pequeno falcão, de tons escuros, cauda comprida e asas longas e muito pontiagudas. Toda a sua plumagem no dorso é cor de ardósia ao contrário das partes inferiores que são claras. O peito é riscado e no ventre tem uma mancha avermelhada que é visível a pequena distância. A face é branca apresentando um bigode preto que faz lembrar o padrão do falcão-peregrino (Falco peregrinus). A sua forma, em voo, por vezes faz lembrar um andorinhão (Apus apus) gigante.




A ógea ocorre em quase toda a Europa(1) e em Portugal distribui-se principalmente pelo norte e centro, sendo rara ou ausente em vastas áreas do Alentejo e Algarve. (2)
Em Portugal a ógea é estival (2,3), e pode ser vista desde finais de Abril até Setembro ou Outubro. Os primeiros indivíduos são observados no sul no inicio de Abril mas no norte as chegadas dão-se só no final desse mês.(2)
É uma ave tipicamente florestal e que frequenta paisagens mistas com bosques, principalmente pinhais e terrenos agrícolas ou de pousio. Ocorre amiúde junto a pinhais próximos com zonas húmidas, pastos e zonas de cultivo. No verão surge com frequência caçando sobre matos e montanha. (2) 



A ógea ocupa ninhos abandonados de outras aves, principalmente de corvídeos, como os de gralha-preta. As posturas são compostas por 3 ovos, (ocasionalmente 2 e raramente 4), durando a incubação 28 a 31 dias. As crias ficam aptas a voar ao fim de 28-34 dias, tornando-se independentes após mais 30-40 dias.(2)

Alimenta-se sobretudo de insectos (2), como libelinhas (5), e de pequenas aves (2), como os andorinhões e andorinhas (5), que captura em pleno voo. São bastante activos ao crepúsculo, podendo formar inclusive pequenos bandos. (2)



Na Europa a espécie é considerada "Não Ameaçada", e apesar de apresentar um declínio nalguns países, a sua população na Europa encontra-se estável.
Os factores de ameaça são a destruição e degradação de habitat, devido a incêndios, arborizações massivas com eucalipto e destruição de bosquetes ribeirinhos, o abandono agrícola,a utilização de pesticidas principalmente insecticidas, o corte e o abate de árvores com ninhos, o abate ilegal, o roubo de ninhos e a colisão e electrocussão em linhas de média e alta tensão.


 

Bibliografia
(1) Atlas das aves nidificantes em Portugal (ICNB, Novembro de 2008;Lisboa)
(2) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
(4) Livro vermelho dos vertebrados de Portugal, ICNB 2005
(5) (Alan Harris 1989), The Mamillan Field Guide To Bird Identification

Devolução à Natureza de um Açor em Gouveia


No dia 4 de Julho, data da celebração do 9º aniversário da Associação ALDEIA, foi devolvido à Natureza um Açor (Accipiter gentilis) em Gouveia.


Esta actividade foi presenciada por 11 alunas do curso de Educação e Formação de Adultos (EFA) de "Serviços de Andares em Hotelaria" do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Seia, no âmbito de uma visita ao CERVAS.


Esta ave tinha ingressado no CERVAS no final de 2011 após ter sido encontrada dentro de um galinheiro. Durante o exame físico foram detectadas lesões antigas compatíveis com um acidente traumático e foram necessários vários meses de treino em contacto com outras aves de rapina para se proceder à recuperação do animal tendo em vista a sua devolução à Natureza, que foi realizada num local próximo de zonas florestais e agrícolas.



Durante a visita de cerca de 45 minutos que precedeu a libertação as alunas tiveram a oportunidade de conhecer melhor o trabalho do centro e discutir alguns aspectos relacionadas com a conservação de algumas espécies protegidas, tendo sido focada com particular destaque a problemática do cativeiro ilegal de passeriformes como por exemplo pintassilgos ou melros, ainda frequente na região, mas também de outras espécies como cágados-mediterrânicos ou aves de rapina.

Devolução à Natureza de um milhafre-preto em Vide-Entre-Vinhas


No dia 24 de Junho o CERVAS procedeu à devolução à Natureza de um milhafre-preto (Milvus migrans) na aldeia de Vide-Entre-Vinhas, concelho de Celorico da Beira.


Esta acção foi integrada num evento organizado pelo Centro Cultural e Desportivo de Vide-Entre-Vinhas que consistiu numa caminhada matinal e um almoço convívio para a população local.


Ao final da manhã foi realizada uma breve palestra sobre algumas das espécies de aves de rapina existentes na região, na qual foram apresentados alguns aspectos relacionados com a identificação, ecologia e principais ameaças de cada uma.


De seguida, cerca de 60 habitantes de Vide-Entre-Vinhas e alguns visitantes procederam à devolução à Natureza do milhafre-preto junto à antiga Escola Primária, próximo de um vale com campos agrícolas e zonas florestais, que no seu conjunto constituem um habitat adequado para a espécie.


Esta ave tinha sido encontrada num estado de grande debilidade, incapacidade de voo e com lesões compatíveis com colisão com alguma estrutura. A recuperação durou cerca de 3 meses e consistiu no tratamento das lesões e recuperação da condição física através de treino e contacto com outras aves de rapina.



O CERVAS agradece a calorosa recepção bem como o entusiasmo e interesse demonstrado pela população local e está disponível para futuras acções de educação ambiental e de promoção da biodiversidade da região.

Devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda na 2ª Maratona BTT


No dia 17 de Junho de 2012 o CERVAS participou com diversas actividades na 2ª Maratona BTT que se realizou em Gouveia e que foi organizada pelo Instituto de Gouveia (IG).


Entre as 9h e as 12h, após o início da prova, foram realizadas várias sessões de educação ambiental para grupos de acompanhantes de participantes no evento, oriundos de várias regiões do país, que assim tiveram oportunidade de conhecer alguns aspectos relacionadas com a ecologia e conservação de fauna selvagem da Serra da Estrela, bem como o trabalho do CERVAS.


No final da manhã, cerca de 45 pessoas tiveram oportunidade de assistir à devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) que tinha sido recuperada no CERVAS.


Esta ave tinha ingressado no centro após ter sido atropelada e apresentava problemas oculares e comportamentais relacionados com o traumatismo craniano que tinha sofrido. Após cerca de 3 meses de recuperação e treino, a ave foi devolvida à Natureza num espaço florestal próximo de Gouveia, junto das instalações do IG.


Esta águia-de-asa-redonda foi apadrinhada por alunos do IG que não só apoiaram o trabalho do centro dessa forma como têm realizado acções de voluntariado no CERVAS semanalmente, na sequência de anteriores actividades organizadas em parceria.


O CERVAS agradece o convite e todo o apoio e interesse que tem sido manifestado pelo IG e disponibiliza-se para futuras colaborações que contribuam para a formação e educação ambiental dos estudantes.

CERVAS promove Birdwatching na ESTH de Seia


No dia 15 de Junho o CERVAS desenvolveu uma actividade de iniciação ao Birdwatching na Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia. 


Esta actividade foi organizada em parceria com alunos da instituição com o objectivo de divulgar e promover o potencial turístico da observação de aves na Serra da Estrela.


A primeira parte da sessão consistiu na abordagem teórica à observação de aves com uma introdução aos princípios básicos relacionados com a identificação das espécies que existem em Portugal, com particular destaque para as que são características da Serra da Estrela. Durante esta sessão foi também apresentado um trabalho de alunos da ESTH sobre o potencial do Birdwatching como produto turístico.


De seguida foi realizada uma saída de campo de cerca de duas horas na baixa do Rio Seia, onde foi possível registar 30 espécies de aves, sendo de destacar as excelentes observações de águia-calçada (Aquila pennata), papa-figos (Oriolus oriolus) e ainda mocho-galego (Athene noctua), que causaram grande entusiasmo nos cerca de 20 participantes.


O CERVAS agradece o convite da ESTH de Seia e manifesta a sua disponibilidade e interesse para organizar novas iniciativas que contribuam para a educação ambiental e formação de alunos da instituição bem como para a população e agentes turísticos locais. Fica ainda um agradecimento ao CISE pela disponibilização de equipamento para a actividade.