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21 de Março de 2012: Dia da Árvore em Manteigas / Devolução à Natureza de 1 águia-de-asa-redonda

No dia 19 de Março de 2012 realizou-se uma acção de sensibilização promovida pelo Município de Manteigas no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Árvore.

Tal como em anos anteriores, esta iniciativa envolveu várias entidades como o 1º Ciclo do Ensino Básico de Manteigas, Sapadores Florestais, Bombeiros Voluntários de Manteigas, Autoridade Florestal Nacional, Parque Natural da Serra da Estrela, GNR e a Associação ALDEIA/CERVAS.

Perante cerca de 200 pessoas procedeu-se à devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) que tinha ingressado no CERVAS no início do ano com uma fractura numa das asas.

Esta ave recebeu os tratamentos necessários para a recuperação das lesões, que passaram pela imobilização da asa afectada e fisioterapia, tendo sido posteriormente colocada em contacto com outras aves de rapina na fase final de treino e musculação.


O local escohido para a libertação, o Estádio Municipal de Manteigas, reunia as condições necessárias, por se tratar de uma zona aberta ampla com uma vasta mancha florestal envolvente, um habitat adequado à espécie.


Espécie do mês de Março: Milhafre-preto


O milhafre-preto (Milvus migrans) quando adulto apresenta uma plumagem castanho escuro uniforme por todo o corpo, enquanto que os juvenis possuem um sarapintado em forma de gota no peito, mas que à distância é insignificante. Comparativamente ao milhafre-real (Milvus milvus), o milhafre-preto não apresenta as "janelas" claras debaixo da asa, e a cauda demonstra ser mais curta e com uma forma furcada menos pronunciada, sendo características que permitem identificar a espécie em voo e distingui-la do seu congénere milhafre-real.


O milhafre-preto distribui-se de norte a sul do país, estando ausente de grande parte do Minho, do Douro Litoral, da Estremadura e do Algarve.
Pode ser visto num vasto leque de biótipos, como em zonas florestais pouco densas e terrenos abertos ocupados com pastagens ou cultivos, sendo igualmente associado a zonas húmidas como paúis, arrozais, barragens e rios. É visto também em cidades e aterros sanitários já que come também carne putrefacta e lixo.
Os milhafres-pretos que nidificam em Portugal passam o Inverno em África, sendo por isso considerada uma espécie estival. Abandonam o território continental em meados de Julho estendendo-se até Setembro, regressando ao nosso país em meados de Fevereiro-Março.


A alimentação do milhafre-preto é muito variada e inclui tanto presas vivas como restos de animais mortos (sendo frequente avistá-la a patrulhar as estradas tirando partido de animais mortos por atropelamento). Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos, répteis, anfíbios e mamíferos como o coelho-bravo.


Os milhafres-pretos fazem os seus ninhos em árvores junto à parte superior da copa, podendo ser reutilizados ano após ano ou construídos de raiz.
As posturas são constituídas por 2 ou 3 ovos, durando o período de incubação 26-28 dias e as crias abandonam o ninho aos 42 dias.

Bibliografia
(1) Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0
(2) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Saídas de campo: Aves Migratórias e Invernantes da Serra da Estrela

No dia 11 de Fevereiro de 2012 realizou-se uma saída de campo para observação de aves na Serra da Estrela, que coincidiu com a ultima acção levada a campo por técnicos do CERVAS na primeira época de colaboração com o Atlas de Aves Invernantes e Migradoras, coordenado pela SPEA e outras entidades.


Durante esta actividade foram percorridos diversos locais no concelho de Gouveia, nomeadamente Freixo, Figueiró, Melo, Vila Cortês, S. Paio, Nabais e Curral do Negro, de forma a cobrir diferentes tipos de habitats.


Durante o dia foram registadas cerca de 40 espécies, sendo de destacar o peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus) por ser relativamente raro na zona, principalmente durante o Inverno, e o mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis) por não ser uma espécie regularmente observada nas saídas de campo nesta zona.


Desde Agosto de 2011 que vários técnicos e colaboradores do CERVAS têm realizado diversas saídas de campo no âmbito do Atlas de Aves Invernantes e Migradoras referido anteriormente, em 3 quadrículas de 10x10 km nos concelhos de Gouveia, Fornos de Algodres e Mangualde.



Foram realizadas 6 saídas de campo, 2 em cada quadrícula, de forma a registar as espécies existentes durante o periodo de migração (final de Verão e início de Outono) e no Inverno.


No total, foram registadas 100 espécies, sendo de destacar o rabirruivo-de-testa-branca (Phoenicurus phoenicurus) na época de migração ou o dom-fafe (Pyrrhula pyrrhula) e o tordo-zornal (Turdus pilaris) no período de Inverno.


Durante as saídas de campo têm sido envolvidos os voluntários, estagiários e colaboradores do CERVAS, cumprindo-se dessa forma objectivos pedagógicos e de formação, em simultâneo com a colaboração prestada pelos técnicos do CERVAS a nível pessoal com o Atlas.




Por outro lado, estas saídas têm permitido um melhor conhecimento da região uma vez que a maioria dos locais onde foram realizadas as saídas de campo não tinham sido ainda visitados.

CERVAS na ExpoSerra 2012


Entre 17 e 21 de Fevereiro de 2012 decorreu em Gouveia a 2ª edição da ExpoSerra e a ALDEIA/CERVAS dinamizou um espaço de divulgação do seu trabalho, numa parceria com o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE).



O evento registou uma elevada participação por parte da população local, bem como de várias outras regiões do país, sendo de referir que cerca de 650 pessoas entraram no espaço do CERVAS e receberam informações sobre o trabalho do centro bem como sobre a fauna autóctone portuguesa e respectivos aspectos ecológicos e problemas de conservação. É de destacar a breve visita e o interesse demontrado pelo Exmo. Sr. Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, que durante a sua passagem pela ExpoSerra conversou durante breves instantes com os técnicos do CERVAS e PNSE.



O material relacionado com o grupo dos répteis foi um dos que despertou mais curiosidade por parte dos visitantes, tendo sido possível constatar que uma quantidade significativa de pessoas ainda desconhece a ecologia da maior parte das espécies de cobras ou cágados, por exemplo, bem como os aspectos legais relacionados com a conservação das mesmas.


Ao longo dos 5 dias do evento foi possível divulgar informação sobre algumas das ameaças que sofrem estes animais, nomeadamente a problemática das espécies exóticas introduzidas ou o cativeiro ilegal. Como exemplo, é de referir que os técnicos do CERVAS tomaram conhecimento de diversas situações de cativeiro ilegal de cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) em diversos locais do país, tendo sido prestados os esclarecimentos necessários para que se possa proceder à entrega desses animais em centros de recuperação.


Houve um grande interesse dos visitantes em conhecer o trabalho do centro, e para além de diverso material que foi exposto durante a ExpoSerra foram também dinamizadas duas visitas ao CERVAS que envolveram cerca de 30 pessoas.


O CERVAS agradece à entidade organizadora do evento, o Município de Gouveia, através da DLCG-EEM, o convite para participação, e pretende continuar a dinamizar actividades em futuras edições.

Relatório de Actividades 2011


Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2011, deram entrada no CERVAS 301 animais, dos quais 73% (219 animais) se encontravam vivos na altura do seu ingresso. A estes 219 somam-se 19 animais que se encontravam em fase de recuperação no final de 2010. Comparando com os registos do ano de 2010, verifica-se uma diminuição muito acentuada de 26% nos ingressos vivos e de 28% nos ingressos mortos.


Durante o ano de 2011 foi possível libertar 140 animais, do total que se encontrava em recuperação, o que representa uma taxa de libertação de 58,8%, o que se traduz num ligeiro aumento de mais 0,6 pontos percentuais face ao registado no ano de 2010. O ano de 2011 foi o melhor até ao momento, ao nível do sucesso de devolução de animais recuperados à Natureza, desde o início da actividade do CERVAS.


A ordem dos Falconiformes foi a mais representada nos ingressos, seguida da Strigiformes e Passeriformes. A queda do ninho foi a causa com maior número de ingressos, seguida do trauma (de origem desconhecida), se considerarmos apenas os ingressos de animais vivos. Se considerarmos os ingressos mortos, o atropelamento foi a segunda causa mais frequente.


O distrito de Guarda foi a principal área de origem de animais, seguida de Coimbra e Portalegre. O SEPNA-GNR continua a ser a entidade com maior número de animais entregues no CERVAS, seguida pelo ICNB.

Em 2011 foram realizadas 140 acções de devolução à natureza de animais selvagens recuperados no CERVAS, tendo sido 94 delas realizadas com a participação de diferentes escolas e entidades, envolvendo 2619 pessoas. Se considerarmos todas as actividades desenvolvidas, houve cerca de 7700 pessoas alcançadas.

O relatório completo pode ser consultado aqui

Espécie do mês de Fevereiro: Gavião


O gavião (Accipiter nisus) é uma ave de rapina bastante comum em bosques densos e terrenos abertos com pequenos matagais.
O macho adulto de gavião é de um azul carregado e sem brilho no dorso e possui barras horizontais finas amarelo-avermelhadas por baixo, já a fêmea é muito maior que o macho, aproximando-se em termos de tamanho, ao macho de Açor, embora seja mais esbelta, leve e com a cauda mais comprida. Apresenta um dorso castanho esbatido e barras horizontais finas escuras por baixo. O juvenil de gavião é semelhante à fêmea, embora de um castanho mais vivo por cima e barras menos abundantes e mais grossas por baixo sendo o peito quase sarapintado.

O gavião habita sobretudo a metade norte do país sendo comum em algumas regiões, ao contrário do que acontece no resto do território onde é menos abundante e possui uma distribuição mais fragmentada. É uma espécie típica de paisagens em mosaico ou de orlas florestais com um misto de bosques, zonas agrícolas e matos.
A alimentação do gavião é à base, quase exclusivamente, de aves.


Os gaviões fazem os seus ninhos em árvores, sendo as coníferas as favorecidas quando disponíveis. As posturas são compostas por 4 a 6 ovos durando a incubação 33-35 dias. As crias ficam aptas a voar por volta dos 24-30 dias, tornando-se independentes só passados 20-30.


Pouco se sabe a respeito do comportamento migratório e dispersivo desta espécie a nível nacional, embora seja certo que muitas áreas de criação se mantêm ocupadas todo o ano e que alguns gaviões provenientes do centro e norte da Europa ocorrem no nosso país quer na época da migração, quer durante o inverno.

Bibliografia
(1) Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0
(2) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

30 de Janeiro de 2012: devolução à Natureza de uma gaivota-d´asa-escura

30 de Janeiro de 2012, 16:30
Salina da Troncalhada, Aveiro: devolução à Natureza de uma gaivota-d´asa-escura

Esta gaivota-d´asa-escura (
Larus fuscus) adulta tinha ingressado no CERVAS no dia 8 de Novembro de 2011 após ter sido recolhida por um particular.

Durante o exame físico foi detectada uma fractura num dedo de uma das patas e a ave foi tratada, alimentada e mantida em contacto com outras gaivotas.

A devolução à Natureza foi realizada num local com óptimas condições e onde se podem observar grandes concentrações de gaivotas da mesma espécie, em particular durante os meses de Inverno.

Tal como tem acontecido com outras gaivotas devolvidas à Natureza pelo CERVAS e pelo RIAS esta ave foi marcada com uma anilha em PVC (preta F122) para poder ser identificada à distância quando for observada.



29 de Janeiro de 2012: Amigos do Cáster no CERVAS

No dia 29 de Janeiro a Associação Amigos do Cáster, de Ovar, visitou o CERVAS no âmbito de um Eco-Fim-de-Semana dedicado à Serra da Estrela.


O início da actividade decorreu no Covão d´Ametade, no Parque Natural da Serra da Estrela, onde os cerca de 20 participantes puderam ter um primeiro contacto com a avifauna característica desta área florestal de montanha, como por exemplo o lugre (Carduelis spinus) ou a trepadeira-azul (Sitta europaea).


Após percorrerem o Vale Glaciar do Zêzere, os participantes ficaram a conhecer alguns locais em Manteigas onde puderam observar algumas aves associadas a rios de montanha, como o melro-d´água (Cinclus cinclus) ou a andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris).


As partes finais do percurso foram realizadas nas Penhas Douradas e Vale do Rossim onde foram observadas as últimas das cerca de 25 espécies de aves observadas durante a actividade. De seguida, o grupo deslocou-se até Gouveia onde ficou a conhecer as instalações do CERVAS.


Durante cerca de 90 minutos foi apresentado o trabalho realizado pelo centro, com destaque para as principais causas de ingresso e aspectos ecológicos das espécies com que o CERVAS tem mais experiência, em particular as aves de rapina.


O CERVAS agradece o interesse demonstrado por todos os participantes na actividade bem como o apoio que foi dado ao trabalho do centro e seguramente que no futuro serão desenvolvidas novas actividades em conjunto entre a Associação ALDEIA/CERVAS e os Amigos do Cáster.

26 de Janeiro de 2012: Escola Secundária José Loureiro Botas visita o CERVAS

26 de Janeiro de 2012, 15:00, Gouveia

Tal como em anos anteriores, o CERVAS recebeu no dia 26 de Janeiro a visita de alunos da Escola Secundária José Loureiro Botas, de Vieira de Leiria.


Durante cerca de uma hora, os cerca de 70 alunos e professores que integravam a visita de estudo puderam conhecer algumas das instalações do CERVAS, bem como do Parque Ecológico de Gouveia.



Para além de receberem informação sobre algumas das espécies protegidas existentes em Portugal e respectivos problemas de conservação e causas de ingresso nos centros de recuperação foram também abordados aspectos relacionados com a ecologia e comportamento de cada uma delas.


O CERVAS agradece à Escola Secundária José Loureiro Botas pelo interesse que têm vindo a demonstrar e também pelo apoio prestado ao trabalho do centro, e deseja que próximas acções em conjunto possam ser desenvolvidas no futuro.

30 de Dezembro de 2011: devolução à natureza de 1 águia-de-asa-redonda e 1 peneireiro-cinzento

30 de Dezembro de 2011, 11:00
Aldeia da Ponte, Sabugal - devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda

Esta águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) tinha sido encontrada por um particular no dia 24 de Novembro amarrada a um chafariz em Aldeia da Ponte, Sabugal. A ave foi encaminhada para o CERVAS através de vigilantes da Natureza da Reserva Natural da Serra da Malcata e do Parque Natural da Serra da Estrela.


No momento do ingresso a ave não se conseguia manter em pé e apresentava vários sinais compatíveis com uma situação de trauma. Após tratamento e recuperação clínica a águia-de-asa-redonda passou por um processo de treino e musculação em conjunto com outras aves da mesma espécie para poder novamente ser devolvida à Natureza num local próximo daquele onde tinha sido encontrada.




30 de Dezembro de 2011, 14:00
Torre da Bolsa, Elvas - devolução à Natureza de um peneireiro-cinzento

Este peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus) ingressou no CERVAS no dia 21 de Outubro, encaminhado pelo SEPNA/GNR de Elvas e Parque Natural da Serra da S. Mamede. Esta ave estava marcada com uma anilha metálica espanhola (nº6159008) e marca alar (vermelha J2) na asa direita.


No momento do ingresso a ave estava debilitada mas não apresentava lesões, pelo que o seu processo de recuperação consistiu em alimentação, treino e contacto com outras aves de rapina de pequeno porte.



O local escolhido para a devolução à Natureza foi a Zona de Protecção Especial (ZPE) de Torre da Bolsa, uma zona com condições óptimas e frequentado por um grande número de indivíduos desta espécie.


O peneireiro-cinzento foi libertado com as mesmas marcas que apresentava no momento do ingresso, por isso, o CERVAS agradece o envio de informação caso esta ave seja observada e identificada.

Espécie do mês de Janeiro: Gaivota-d'asa-escura

Foto: T. Valkenburg

A gaivota-d'asa-escura, Larus fuscus, é a mais comum das gaivotas portuguesas, ocorre durante todo o ano. Trata-se de uma raça báltica, fortemente migratória, que voa através da Europa para invernar no Mediterrâneo e Este da África. Assim sendo, a sua presença é uma constante em quase todas as zonas húmidas do litoral português durante o Inverno. É muito abundante em estuários, praias e portos de pesca, sendo que a qualquer altura, a população nacional conta com várias dezenas de milhares de indivíduos (1). Ocorre também, embora em menor quantidade, no interior do país, frequentando rios, albufeiras e campos recentemente agricultados (2).

Foto: T. Valkenburg

Os juvenis desta espécie, tal como acontece com a generalidade das gaivotas grandes, podem ser de identificação difícil, já que a sua plumagem varia consoante a idade até ao 4º ano de vida. De asas estreitas e pontiagudas com uma pinta branca em cima, mesmo na ponta, os adultos apresentam uma plumagem típica de gaivota: dorso cinzento-escuro que é adquirido por volta de 1 ano de idade, cabeça e peito brancos, patas amarelo pálido, e bico amarelo com uma pinta que pode ir do vermelho ao preto.


Como nidificante, a gaivota-d’asa-escura é rara e localizada, escolhendo as Berlengas como local de nidificação mais regular. São também conhecidos casos de reprodução na ilha do Pessegueiro (Sines) e na Ria Formosa (1). Esta ave constrói o seu ninho no solo, revestindo-o com vegetação e algas, sendo que a postura conta geralmente com 3 ovos que são incubados de 24 a 27 dias.


São aves omnívoras, alimentando-se particularmente de peixes, detritos e animais mortos. São no entanto muito versáteis, chegando a apanhar insectos em voo quando estes surgem em elevada densidade (1).

Bibliografia:

(1) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
(2) www.avesdeportugal.info/
(3) Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0

28 de Dezembro de 2011: devolução à Natureza de 2 águias-de-asa-redonda

28 de Dezembro de 2011, 11:00
Gouveia - devolução à Natureza de duas águias-de-asa-redonda


Estas águias-de-asa-redonda (Buteo buteo) ingressaram no CERVAS em Outubro e Novembro de 2011 após trauma devido a atropelamento que lhes provocou lesões oculares.


Em ambos os casos, após o diagnóstico das lesões, procedeu-se ao tratamento adequado e foi realizado um processo de treino e musculação de ambas as aves, em conjunto com outras águias-de-asa-redonda.


A devolução à Natureza foi efectuada por crianças que realizaram uma pequena visita ao CERVAS e ao Parque Ecológico de Gouveia, na qual tiveram a oportunidade de conhecer algumas espécies de animais selvagens bem como aspectos relacionados com a sua ecologia e problemas de conservação.