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Campanha de Natal 2011: ofereça o apadrinhamento de um animal selvagem em recuperação




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7 de Dezembro de 2011: devolução à Natureza de 2 mochos-galegos

7 de Dezembro de 2011
17:30, Escola Básica de Refúgio, Covilhã - Devolução à Natureza de um mocho-galego

Este mocho-galego (
Athene noctua) foi encontrado ferido no dia 16 de Novembro e ingressou no CERVAS alguns dias depois, entregue pelo particular que o encontrou junto de uma estrada, após ter sido atropelado.


A ave não apresentava lesões graves, foi alimentada e treinada em conjunto com outros mochos-galegos e foi devolvida à Natureza num local próximo daquele onde foi encontrada, junto à Escola Básica 1º Ciclo de Refúgio, na Covilhã.



Antes da devolução do mocho-galego à Natureza foram realizadas duas palestras para grupos de alunos de diferentes idades, onde foi disponibilizada informação sobre as aves de rapina nocturnas que existem em Portugal, desde aspectos relacionados com a sua ecologia até aos problemas de conservação, com destaque para a espécie que os alunos iriam conhecer de perto alguns minutos mais tarde.


Ao final da tarde, perante cerca de 140 pessoas, desde habitantes locais e professores a alunos e alguns pais, a ave foi libertada num local próximo de uma linha de água com campos agrícolas, próximo da zona onde tinha sido encontrada ferida.




O CERVAS deixa um agradecimento especial ao Jorge Bento e à Cati pela colaboração, desde a entrega da ave ferida e até ao apoio na preparação da acção de devolução à Natureza.



7 de Dezembro de 2011
19:15, Seia - Devolução à Natureza de um mocho-galego

Este mocho-galego (Athene noctua) foi recolhido no dia 1 de Novembro por particulares que o retiraram de uma armadilha para aves e o entregaram a um agente da GNR de Seia.


Não foram detectadas lesões durante o exame efectuado na altura do ingresso mas a ave estava debilitada e magra, pelo que se procedeu à recuperação do seu estado físico através de alimentação adequada à espécie e treino de voo e caça em contacto com outros mochos-galegos.



O local da libertação era relativamente próximo daquele onde foi encontrado, junto de campos agrícolas, bosques e uma linha de água.

6 de Dezembro de 2011: devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda

6 de Dezembro de 2011, Terça-feira
10:30, Gouveia - Devolução à Natureza de uma águia-de-asa-redonda

Esta águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) tinha ingressado no CERVAS no início de 2011 após ter sido resgatada de uma situação de cativeiro ilegal.


Após largos meses de treino, contacto com outras aves de rapina e muda da plumagem que estava danificada no momento do ingresso, a ave foi devolvida à Natureza.




Nesta acção estiveram presentes cerca de 30 pessoas, alunos e professores do Jardim de Infância e Escola do 1º CEB de S.Paio, que tiveram também a oportunidade de conhecer algumas instalações do CERVAS.


A visita consistiu numa pequena aula de campo sobre fauna selvagem autóctone, aspectos relacionados com a sua ecologia e problemas de conservação, tendo sido também apresentados alguns dos trabalhos desenvolvidos no CERVAS.

2 de Dezembro de 2011: mini-workshop de anatomia e necrópsia de aves selvagens na Universidade de Aveiro

No dia 2 de Dezembro de 2011 a ALDEIA/CERVAS dinamizou um mini-workshop sobre anatomia e necrópsia de aves selvagens na aula de Ornitologia dos alunos de Biologia da Universidade de Aveiro (UA).


Após uma introdução teórica sobre o trabalho realizado pelo CERVAS, com destaque para os projectos que têm sido desenvolvidos em parceria com o Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, foram realizadas necrópsias a 4 aves de diferentes espécies, o que permitiu aos alunos um contacto directo com as temáticas da anatomia comparada e técnicas de necrópsia em aves selvagens, como complemento às suas aulas curriculares.


Esta acção, que surge na sequência de outras semelhantes em anos anteriores, teve também como objectivo divulgar o trabalho do CERVAS junto dos estudantes de Biologia da UA e as diferentes possibilidades de colaboração ao nível da formação e investigação.

O CERVAS agradece o convite ao Departamento de Biologia da UA, através do Prof. António Luís, bem como a todos os alunos presentes, que demonstraram um grande interesse nos temas abordados.

Espécie do mês de Dezembro: Peneireiro-cinzento


O Peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus) é uma rapina de pequenas dimensões, apresenta uma tonalidade clara (tom esbranquiçado), com as asas mais escuras o que facilita a sua localização quando pousada, e a curta distância é possível vislumbrar os olhos vermelhos. Quando observada por cima distinguem-se facilmente os ombros escuros contrastantes com o claro do resto do corpo, e quando observada por baixo são extremamente visíveis as pontas das asas escuras. O seu voo levemente ondulado e o peneirar com as asas em V, comportamento observado quando se encontra a caçar, são bastante característicos desta espécie.

O Peneireiro-cinzento alimenta-se de pequenos mamíferos, répteis, aves (onde os trigueirões parecem ser as suas presas favoritas) e insectos, no entanto não existem muitos dados da sua dieta em Portugal mas os poucos dados disponíveis não fogem muito a este padrão geral.




Em Portugal o Peneireiro-cinzento é uma espécie nidificante que distribui-se essencialmente pelo centro e sul do país, sendo mais frequente no Alentejo, Ribatejo e no sul da Beira Baixa. Também se pode observar no Algarve onde é principalmente invernante.
O habitat mais utilizado consiste em montados de sobro ou azinho abertos e associados a culturas arvenses. No entanto em regiões da Beira Interior ocorre em baixas densidades como nidificante e invernante, ao longo de grande parte da faixa raiana (Sabugal, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo), aparecendo associado a planaltos com arvoredo disperso, nomeadamente bosquetes de carvalhos e a zonas cerealíferas.


Reproduz-se muito raramente e localmente em regiões secas, cultivadas no SO da Europa, onde recentemente têm aumentado em número e em ocupação. Fora da época de reprodução pode efectuar movimentos dispersivos, aparecendo em regiões onde habitualmente não se reproduzem, nomeadamente em certas áreas do Algarve e da Beira Litoral. Apesar desses movimentos, no Inverno os peneireiros – cinzentos são mais abundantes nas regiões onde nidificam, por comparação com as zonas onde são exclusivamente invernantes, o que leva a suspeitar que a espécie seja essencialmente sedentária ou que realize apenas pequenas deslocações.

Os ninhos desta espécie encontram-se em árvores de médio ou pequeno porte (ex:sobreiros e azinheiras) e são construidos todos os anos embora a mesma árvore possa ser utilizada em anos sucessivos.
É feita uma postura de 3-4 ovos durando a incubação 26 dias. As crias estão aptas a voar aos 30-35 dias.
A postura é realizada normalmente em meados de Março até finais de Abril ou principio de Maio.



Bibliografia:
(1) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

(2) Aves de Portugal: Elanus acaeruleus consultado em http://www.avesdeportugal.info/elacae.html