Mensagens

Saída de campo: Avifauna do Estuário do Douro

No passado sábado, dia 12 de fevereiro de 2011, realizou-se uma saída de campo para observação de avifauna no Estuário do Douro.


Grande parte do dia foi passado na Reserva Natural Local do Estuário do Douro (Canidelo, V. N. de Gaia), mas também foram realizados alguns pontos de observação em algumas praias de V. N. de Gaia (Pedras Amarela, Madalena e Senhor da Pedra). Durante a saída foram observadas 45 espécies de aves, a destacar, o merganso-de-poupa (Mergus serrator), a tarambola-cinzenta (Pluvialis squatarola), a gaivota-parda (Larus canus), a gaivota-de-bico-riscado (L. delawarensis), a gaivota-de-cabeça-preta (L. melanocephalus), o gaivotão-real (L. marinus) e a fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis).

Garça-branca-pequena (Egretta garzetta)


Guincho-comum (Chroicocephalus ridibundus)



Garça-real (Ardea cinerea)

Associação ALDEIA trabalhou com 1700 alunos das escolas de Gouveia em 2010

O contacto com a comunidade escolar local tem sido uma constante desde 2007, no âmbito do trabalho realizado no CERVAS.


Em 2010 a Associação ALDEIA realizou acções de educação ambiental para diferentes entidades, na sua maioria escolas, envolvendo cerca de 1700 alunos do concelho de Gouveia. Desde 2007 até à data foram realizadas cerca de 50 acções de sensibilização ambiental com as escolas onde estiveram envolvidas cerca de 3000 crianças. Estas acções passam pelas devoluções à natureza de animais recuperados no CERVAS, que são sempre introduzidas com uma palestra no campo onde se fala do trabalho realizado neste centro bem como do processo de recuperação e da ecologia do animal. Além disso os técnicos da ALDEIA/CERVAS deslocam-se às escolas para realização de palestras que abordam diferentes assuntos relacionados com a conservação da natureza e oficinas práticas em que se utiliza o Kit de Educação Ambiental do CERVAS.
No ano de 2010, por exemplo, os técnicos da ALDEIA/CERVAS dinamizaram uma aula para todas as turmas do 5º ano do Agrupamento de Escolas de Gouveia, onde foi introduzida parte da matéria que iria ser leccionada pelos professores, a locomoção dos animais.



Já para 2011 o CERVAS tem como objectivo consolidar o trabalho realizado junto das escolas do concelho de Gouveia, muito por força das constantes solicitações que vão chegando por parte de professores do agrupamento de escolas e até dos próprios alunos. Assim, o CERVAS apresentou propostas para várias actividades ao programa Eco-Escolas do Agrupamento de Escolas de Gouveia. Estas actividades serão realizadas com todas as escolas que aderiram ao programa, entre as quais Jardins de Infância, Escolas do 1º Ciclo, turmas do 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário.

Gavião devolvido à Natureza em Sta. Comba Dão em Agosto de 2009 sobreviveu 526 dias

No dia 16 de Agosto de 2009 uma fêmea adulta de gavião (Accipiter nisus) tinha sido recolhida por um particular e entregue no CERVAS pelo SEPNA - Santa Comba Dão. A causa de ingresso terá sido trauma por colisão com alguma estrutura, mas durante o exame físico não foram detectadas lesões graves, pelo que o processo de recuperação da ave foi muito rápido, e baseou-se em alimentação, treino de voo e contacto com animais da mesma espécie.

Após 8 dias de recuperação o gavião foi devolvido à Natureza num local próximo daquele onde tinha sido encontrado numa acção em que estiveram presentes escuteiros do Agrupamento de Sta. Comba Dão, membros do EcoClube do Dão, elementos do SEPNA de Sta. Comba Dão e o particular que recolheu a ave.


Segundo as informações recolhidas pela Central Nacional de Anilhagem a ave foi encontrada morta, por colisão contra uma estrutura em vidro, no dia 1 de Fevereiro de 2011, ou seja, 526 dias depois do dia em que foi devolvida à Natureza, a uma distância de 28 km do local original.

A anilhagem das aves devolvidas à Natureza é uma ferramenta de grande importância para a avaliação dos processos de recuperação que são levados a cabo nos centros. A divulgação das acções de devolução à Natureza dos animais recuperados e a sensibilização das populações é muito relevante e contribui para uma maior capacidade de recolha de informações. Sempre que encontrar um animal anilhado, vivo ou morto, deverá entregá-lo às autoridades, que o encaminharão para um centro de recuperação de fauna selvagem.

08 de Fevereiro de 2011: Tour Europeu do Voluntariado 2011

No passado dia 8 de Fevereiro a Associação ALDEIA esteve representada no Tour Europeu do Voluntariado 2011, evento que já passou por diferentes países e que esteve agora em Lisboa, no Fórum Picoas, de 3 a 9 de Fevereiro. Este evento surge como uma celebração do Ano Europeu do Voluntariado e como uma forma de promoção do voluntariado e da troca de experiências entre voluntários e entre as instituições que os recebem.


No âmbito deste evento a Associação ALDEIA apresentou a experiência que tem vindo a adquirir na perspectiva do voluntariado e do voluntário, e a importância que o mesmo tem para o bom funcionamento das estruturas que se encontra a gerir, como é o caso do CERVAS - Centro de Ecologia, Rcuperação e Vigilância de Animais Selvagens - e do RIAS - Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, estruturas que recebem vários voluntários ao longo do ano.

A Associação ALDEIA agradece a todos os voluntários que de uma forma ou de outra contribuíram para o bom funcionamento desta estrutura!

Seminário Nacional Eco-Escolas 2011

No passado dia 5 de Fevereiro o CERVAS, a convite da ABAE - Associação Bandeira Azul da Europa, participou no Seminário Nacional Eco-Escolas 2011 que teve lugar no Teatro Municipal da Guarda.


Durante o evento esteve em exposição na Eco-Mostra o Kit de Educação Ambiental CERVAS, onde os professores das diferentes escolas aderentes ao Programa Eco-Escolas puderam ficar a conhecer um pouco mais sobre o trabalho realizado num centro de recuperação, a importância da conservação da fauna selvagem autóctone e o papel dos centros de recuperação nesse contexto.


Durante a manhã os técnicos do CERVAS ainda fizeram uma comunicação inserida no Painel III do evento, onde foram apresentados os resultados e o tipo de acções para a Educação Ambiental feitas no âmbito do CERVAS, assim como os objectivos e metas para 2011.

O CERVAS agradece à ABAE o convite para a participação neste Seminário

Saída de campo: Avifauna do Baixo Vouga Lagunar e S. Jacinto

No passado fim-de-semana, 29 e 30 de Janeiro de 2011, foi realizada uma saída de campo para observação de avifauna na zona de Aveiro. Esta saída contou com a presença de 12 participantes tendo sido orientada por António Luís, professor de Ornitologia no Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro.


No sábado foram realizados alguns percursos na zona do Baixo Vouga Lagunar, em Salreu, Estarreja tendo sido observadas 54 espécies, de destacar o tartaranhão-azulado (Circus cyaneus), peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus), narceja-comum (Gallinago gallinago), petinha-ribeirinha (Anthus spinoletta), tentilhão-montês (Fringilla montifringilla) e escrevedeira-dos-caniços (Emberiza schoeniclus).



No domingo foi percorrida parte da Reserva das Dunas de S. Jacinto, sendo de salientar dois pontos importantes de observação, o Molhe Norte da Barra e a Pateira. Neste dia foram observadas 37 espécies de aves, entre as quais o zarro-comum (Aythya ferina), mobelha-pequena (Gavia stellata), pilrito-escuro (Calidris maritima), moleiro-grande (Stercorarius skua) e torda-mergulheira (Alca torda).


Espécie do mês de Fevereiro: Morcego-hortelão


O morcego-hortelão (Eptesicus serotinus) é um dos maiores morcegos existentes na Europa (2;4). Esta espécie distingue-se dos demais morcegos pela sua pelagem densa e longa, castanho-escura e com as extremidades do pêlo em tons dourados. O ventre é ligeiramente mais claro fazendo um forte contraste com o focinho preto e membranas-alares castanho-escuras. As orelhas pretas, são pequenas e triangulares com 5 pregas transversais no rebordo externo, terminando um pouco antes da boca. O trago é rombo e ocupa 1/3 do comprimento da orelha, sendo o rebordo côncavo à frente e convexo atrás (1).


Este morcego é facilmente encontrado em ambientes urbanos e rurais, parques pouco arborizados e prados. Faz colónias em edifícios, árvores ocas e em fendas nas paredes, onde se abriga durante todo o ano (1;2), podendo partilhar os abrigos com outros morcegos do género Pipistrellus e/ou Plecotus (1;2). Estes abrigos na época de reprodução podem conter cerca de 10-50 fêmeas, que dispersam no inicio de Setembro (1;2). Os machos adultos normalmente são solitários ou formam pequenos grupos (1;2). Geralmente é uma espécie sedentária migrando apenas acidentalmente (o maior movimento registado na Europa é de 330 km.) (1;2;3).

Os morcegos-hortelões surgem logo ao anoitecer com voos lentos e irregulares (1;2), realizando mergulhos rápidos a 10m do solo para caçar insectos (mariposas, moscas e inclusive escaravelhos) (1). Durante o inverno reduz a sua actividade entrando mesmo em hibernação no final de Novembro até Março/Abril, embora nas noites mais quentes de inverno possa sair dos abrigos para caçar (1;2).


Estes animais ficam sexualmente maduros no seu primeiro ano de vida ocorrendo a época de acasalamento em Setembro-Outubro. O acto de acasalamento pode durar várias horas (1;2). As crias nascem entre a segunda metade do mês de Junho e Agosto, sendo normalmente só uma cria por fêmea e uma ninhada por ano (1;2;3). As crias fazem o primeiro voo às 3 semanas e alimentam-se sozinhas às 6, dispersando no final de Agosto (1;2). A longevidade máxima registada é de 24 anos na natureza (2) sendo apenas de 3 anos em cativeiro (3).

As principais ameaças são a perda de habitat, perturbação/destruição dos abrigos e uso indiscriminado de pesticidas que não só diminuem a abundância de presas como também contaminam o alimento e a água que ingerem (1;2). Os principais predadores deste mamífero na natureza são as corujas, embora o seu impacto sobre esta espécie seja reduzido (3). Os morcegos não ingressam com muita frequência nos centros de recuperação, e no caso do CERVAS há apenas 3 registos, relacionados com debilidade, trauma e abandono precoce do abrigo.


No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, o estatuto de conservação desta espécie é pouco preocupante e consta do anexo II da convenção de Berna (espécies da fauna estritamente protegidas) (4).



Bibliografia:
(1) MacDonald, D., Barret, P., 1993. Mamíferos de Portugal e Europa. Guias FAPAS, Porto;
(2) Dietz, Christian; Helversen, von Otto & Nill, Dietmar, 2009. Bats Of Britain, Europe & Northwest Africa, A & C Black, Londres

(3) Wildlife information network (disponível em: http://wildlife1.wildlifeinformation.org/s/0MChiropter/Vespertilionidae/Eptesicus/Eptesicus_serotinus/Eptesicus_serotinus.html, acedido a última vez a 27-01-2010)

(4) ICNB (disponível em: http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/, acedido a última vez a 27.01.2010)

Oficina de Educação Ambiental: 28 de Janeiro de 2011

28 de Janeiro de 2011, Sexta-feira
Palestra e Oficina de Educação Ambiental, Campanhã - Porto
Escola EB 2,3 Nicolau Nasoni - Contumil


O CERVAS dinamizou uma oficina de educação ambiental para os alunos da Escola EB 2,3 Nicolau Nasoni - Contumil, no âmbito dum projecto (parceria CIBIO-Div e da Fundação ALERT) de sensibilização ambiental em escolas, denominado "Na pele do animal" que pretende sensibilizar os alunos para a biodiversidade, a importância da conservação e as ameaças enfrentadas pelos animais, dando ênfase à perspectiva do animal perante as ameaças e a acção do homem.
O grupo de animais que foi apresentado pelos técnicos do CERVAS foram as aves de rapina nocturnas, tema escolhido pela importância e prioridade de conservação, e pela imagem negativa que a sociedade atribui a este grupo.


Foi apresentada aos alunos uma palestra que abordava a diversidade, ecologia, biologia das aves de rapina nocturnas e algumas medidas de conservação para as mesmas, também se recorreu ao Kit de Educação Ambiental do CERVAS para demonstrar algumas das características destes animais.


No final os alunos responderam a um pequeno questionário para avaliar a sua atenção em alguns pontos chave e para avaliar a compreensão de alguns dos assuntos abordados.


O CERVAS agradece à Fundação ALERT e ao CIBIO-Div o convite para dinamizar esta acção.

Biomonitorização de Aves Aquáticas

O stress ambiental induzido quer por processos naturais quer, particularmente, pelas actividades antropogénicas, assume-se cada vez mais como um factor de risco acrescido para a conservação das espécies. Neste contexto, a ecotoxicologia (ou toxicologia ambiental) afirma-se cada vez mais como uma ferramenta indispensável na monitorização da qualidade ambiental e avaliação/identificação de riscos para a avifauna.

Na sequência de um estágio profissionalizante da Licenciatura em Biologia pela Universidade de Aveiro desenvolveu-se um estudo de toxicologia ambiental em Ciconiiformes, Pelecaniformes e Charadriiformes com o objectivo de avaliar algumas condições de stress à qual estas espécies estão expostas no ambiente. Nesse sentido, duas linhas de estudo foram seguidas, tendo-se quantificado a acumulação de mercúrio em diferentes tecidos e adicionalmente avaliada a actividade de algumas enzimas em sangue, indicadoras da presença ambiental de contaminantes nocivos para os organismos.

Figura 1. Cegonha-branca (Ciconia Ciconia) e Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), duas das espécies-alvo deste estudo (Imagens retiradas do site Aves de Portugal e da autoria de Armando Caldas e D’Almeida Simões, respectivamente).

Através dos resultados obtidos foram detectados, entre outros aspectos, valores de mercúrio significativamente mais elevados em espécies piscívoras como o corvo-marinho e o ganso-patola (Morus bassanus), ao contrário de espécies com hábitos alimentares mais generalistas, como a cegonha-branca. Estes dados são importantes, uma vez que sustentam a hipótese de que a principal via de contaminação de mercúrio em aves e outros predadores de topo se deve ao consumo de peixe contaminado. Apesar de em alguns indivíduos terem sido registados valores particularmente elevados de mercúrio no fígado, não foi possível estabelecer qualquer relação entre esses valores e a mortalidade dos animais dada a escassez de dados a relacionar estes dois aspectos.

Além da medição do mercúrio no fígado de aves mortas foi ainda quantificado este contaminante no sangue, pois esta análise pode reflectir, de forma mais directa, os teores de contaminação à qual os indivíduos estão expostos no ambiente. Na maioria dos casos foram registados valores inferiores ao intervalo limite de 0.5-1 ppm (ppm = mg/kg) permitido pela União Europeia em peixe e produtos alimentares derivados. Isto pode significar que, apesar da maioria das espécies de aves aquáticas acumularem teores elevados de mercúrio ao longo das suas vidas, estas não estão tipicamente expostas a concentrações de mercúrio na sua dieta susceptíveis de causar efeitos agudos.

Figura 2. Concentrações médias de mercúrio em diferentes espécies aves (peso seco). Resultado referente apenas à análise de uma amostra.

Relativamente à segunda componente deste estudo, realizada em cegonha-branca, garça-cinzenta e garça-vermelha (Ardea purpurea), foram obtidos alguns dados interessantes, embora a escassez de amostras não tenha permitido estabelecer quaisquer conclusões no caso das garças. Entre outros aspectos, observou-se uma clara inibição da actividade sanguínea da colinesterase, um indicador associado à contaminação por compostos organofosforados e carbamatos, frequentemente presentes em pesticidas.

Com o presente estudo procurou-se introduzir e adaptar o uso de técnicas ecotoxicológicas à monitorização da avifauna. Entre outros aspectos, este primeiro trabalho permitiu concluir que o uso destas ferramentas pode ser particularmente útil para diagnosticar factores de stress ambiental nas aves e, assim, traçar medidas mais incisivas na sua conservação. Mais trabalhos necessitaram de ser realizados nesta temática, de forma a ampliar os conhecimentos adquiridos através quer da monitorização de mais aves em cativeiro quer de indivíduos no seu habitat natural.

Cátia Santos, Bióloga

2.ª Edição das Conversas d'ALDEIA

No passado sábado, 22 de Janeiro de 2011, teve lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira em Gouveia a 2.ª Edição das Conversas d’ALDEIA. Esta actividade foi organizada em conjunto pelo Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e a Associação ALDEIA/CERVAS, contando esta edição com a integração do Projecto BARN. Esta actividade tinha como objectivo fundamental a troca de experiências entre os alunos, pela apresentação oral e discussão conjunta dos trabalhos realizados ou em curso, tendo contado com a presença de 32 participantes.


Foram realizadas 14 comunicações orais, sendo a primeira apresentada pelo orador convidado, Doutor Horst W. Engels, um biólogo que exerceu funções numa série de instituições de investigação alemãs e também nas Universidades de Coimbra e Aveiro, como Professor. Os títulos, autores e resumos das apresentações poderão ser consultados aqui.


Agradecemos o apoio na realização desta actividade da C. M. de Gouveia, Parque Natural da Serra da Estrela / ICNB, Caixa Geral de Depósitos, Águas Serra da Estrela/Sumol+Compal, Delta Cafés e Restaurante “Taverna A Fonte”.

Acção de informação ao SEPNA-GNR

No dia 21 de Janeiro de 2011 realizou-se uma acção de informação ao SEPNA-GNR com uma duração de três horas, na Biblioteca Municipal Virgílio Ferreira em Gouveia. Esta acção contou com a participação de cerca de 30 agentes do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR provenientes das zonas de Gouveia, Vilar Formoso, Covilhã, Santa Comba Dão, Mangualde, Viseu, Anadia, Manteigas (EPNAZE), Pinhel e Guarda.


Esta acção teve como objectivo informar as principais entidades responsáveis pela recolha e entrega dos animais sobre o trabalho desenvolvido no ano 2010 por parte do CERVAS. De uma forma informal foram debatidas e esclarecidas as principais dúvidas existentes de ambas as partes intervenientes nesta acção de informação.


É de destacar o importante e fundamental trabalho realizado por estas equipas do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente, que têm mostrado um crescente interesse e esforço em fazer-nos chegar, nas melhores condições possíveis, as diversas espécies de animais que ingressam no CERVAS, contribuindo para a recuperação e devolução destes à natureza.

Futuramente pretende-se desenvolver acções semelhantes com outras entidades responsáveis pela recolha e entrega dos animais, nos centros de recuperação.

Libertação: 19 de Janeiro de 2011

19 de Janeiro de 2011, Quarta-feira
Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
14.00h - Junto ao Campo de Futebol, Canas de Senhorim - Nelas



Esta é uma ave juvenil, macho, que foi encontrada por um particular e posteriormente recolhida e encaminhada para o CERVAS. No momento do seu ingresso apresentava uma fractura na asa esquerda resultado de um trauma de origem desconhecida. O seu processo de recuperação consistiu no tratamento da lesão, e numa alimentação adequada para que alcançasse uma óptima condição física. Realizou treinos de voo e caça e esteve em contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza realizou-se num local que reúne as condições adequadas à espécie.


No momento de devolução à natureza estiveram presentes cerca de 90 pessoas, desde crianças a idosos, entre as quais representantes da Câmara Municipal de Nelas, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, e o Sr. Director e o Sr. Sub-director da Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha. Também estiveram presentes o Centro Social e Paroquial de Canas de Senhorim, o Centro Escolar de Canas de Senhorim e vários alunos e professores da Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha, elementos do SEPNA-GNR de Mangualde e particulares. Uma equipa da SIC - delegação de Viseu - fez a cobertura da actividade, assim como o media local, Jornal de Canas de Senhorim. A ave foi libertada num local ideal que reúne as características essenciais aos requisitos ecológicos da espécie, foi baptizada de 'Dionísio'.



O CERVAS agradece ao Sr. Director da Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha e ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim pela gentileza, cortesia e interesse com que receberam os técnicos do centro.



Veja aqui a reportagem realizada pela SIC - (minuto 23'33'')



Fique a conhecer um pouco mais sobre esta espécie aqui.


Sessão de Educação Ambiental
15.30h - Palestra e oficina de educação ambiental, Canas de Senhorim - Nelas
"Clube da Floresta" - Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha

Durante a tarde, após a devolução à natureza da águia-de-asa-redonda, os técnicos do CERVAS desenvolveram uma apresentação para os alunos do "Clube da Floresta" da Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha , onde se abordaram temas como o trabalho, funcionamento e objectivos do CERVAS e a realidade dos centros de recuperação de fauna selvagem em Portugal. Ainda, recorrendo ao Kit de Educação Ambiental do CERVAS, foi dado a conhecer aos participantes um pouco mais da diversidade de fauna autóctone existente em Portugal.



O CERVAS agradece ao "Clube da Floresta" o interesse demonstrado nesta temática e o convite para a realização desta actividade.

Relatório de Actividades do CERVAS em 2010

Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2010, deram entrada no CERVAS 409 animais, dos quais 72% (295 animais) se encontravam vivos na altura do seu ingresso. A estes 295 somam-se 36 animais que se encontravam em fase de recuperação no final de 2009, sendo que 1 destes ingressou em 2007, 2 em 2008 e 33 em 2009. Comparando com os registos do ano de 2009, verifica-se um aumento de 4% nos ingressos vivos e de 10% nos ingressos mortos. Durante o ano de 2010 foi possível libertar 192 animais, do total que se encontrava em recuperação, o que representa uma taxa de libertação de 58,2%, o que se traduz num aumento de mais de 6 pontos percentuais face ao registado no ano de 2009. O ano de 2010 foi o melhor até ao momento, ao nível do sucesso de devolução de animais recuperados à Natureza, desde o início da actividade do CERVAS.

Destinos dos animais que ingressaram no CERVAS em 2010

A ordem Passeriformes foi a mais representada nos ingressos, seguida da Falconiformes e Strigiformes. O cativeiro ilegal foi a causa que gerou mais admissões de animais, lado a lado com a queda de ninho, o que reflecte a cada vez maior importância do CERVAS ter que estar preparado para este tipo de situações, tanto ao nível de infra-estruturas como de metodologias de trabalho. Por essa razão, o enriquecimento ambiental e a construção de instalações foram acções que, tal como em anos anteriores, mereceram especial atenção em 2010.

Ingressos no CERVAS em 2010 por Ordem taxonómica

O distrito de Guarda foi a principal área de origem de animais, seguida de Coimbra e Portalegre. Os dados de 2010 tornam evidente que há maior percentagem de libertação e menor de eutanásia quando os animais são entregues de forma imediata, como é o caso dos que ingressam do distrito da Guarda, em comparação com as situações em que os animais aguardam vários dias em pólos de recepção antes de serem encaminhados para o centro de recuperação.

Freguesias com ingressos de animais vivos em 2010

Foram realizadas 192 acções de devolução à natureza de animais selvagens recuperados no CERVAS. Quando comparado com igual período do ano de 2009, verifica-se que houve um aumento de aproximadamente 17% no número de acções realizadas que é justificado, em parte, pelo aumento do número de ingressos vivos em 2009. Deste total de acções, 104 foram organizadas e divulgadas, tendo estado presentes mais de 4000 pessoas, na sua maioria crianças e jovens em idade escolar, mas também representantes de associações locais, nomeadamente de caçadores e de entidades ligadas à conservação da Natureza e de autarquias. Comparando com o ano anterior, verifica-se um aumento de cerca de 10% no total de pessoas envolvidas, o que se justifica com o maior número de libertações e com o maior esforço de divulgação.

Número de acções de educação ambiental desenvolvidas pelo CERVAS na sua área de actuação

Durante o ano de 2010 decorreram 16 estágios (curriculares e voluntários) em diversas áreas, com destaque para a Medicina Veterinária e Biologia, o número de estágios profissionais foi de 5, sendo quatro deles em simultâneo em parte do ano, foram realizadas diversas acções de formação e estabeleceram-se novas parcerias e protocolos de colaboração com entidades nacionais e internacionais, consolidando-se as existentes, tendo em vista um melhor funcionamento do centro.

Aqui poderá descarregar o Relatório de Actividades do CERVAS de 2010.

Campanha de Apadrinhamento Inverno '11

Campanha de Apadrinhamento de Animais Selvagens em recuperação no CERVAS e de Caixas-ninho

As campanhas de apadrinhamento realizadas anteriormente foram fundamentais para a concretização de novos espaços de recuperação, construídos em 2009 e 2010, que permitiram fazer face ao crescente número de ingressos que se tem verificado desde que este centro iniciou a sua actividade, criando condições para que a recuperação dos animais seja feita de uma forma mais eficiente.

Para permitir que cada vez mais animais selvagens feridos possam ser recuperados com sucesso e devolvidos ao seu habitat natural, o CERVAS necessita de novos espaços de recuperação.

Assim, no sentido de poder tornar este projecto uma realidade, o CERVAS irá realizar uma nova campanha de apadrinhamento de animais selvagens.

O apadrinhamento de animais selvagens em recuperação no CERVAS consiste numa contribuição simbólica única, com a qual estará a contribuir de forma decisiva na melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro.

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento. Poderá também solicitar informações e fotos do animal apadrinhado. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Espécies de animais selvagens em recuperação no CERVAS:

a) Com uma contribuição mínima de 15€
Águia-calçada (Aquila pennata); Águia-d'asa-redonda (Buteo buteo); Coruja-das-torres (Tyto alba); Milhafre-preto (Milvus migrans); Mocho-d'orelhas (Otus scops); Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus); Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus).

b) Com uma contribuição mínima de 25€
Britango (Neophron percnopterus); Bufo-real (Bubo bubo); Águia-cobreira (Circaetus gallicus).

Em alternativa ao apadrinhamento de um animal selvagem em recuperação, poderá também optar por apadrinhar uma caixa-ninho!

No âmbito do Projecto BARN do CERVAS foram já colocadas algumas caixas-ninho de mocho-d’orelhas (Otus scops), mocho-galego (Athene noctua) ou coruja-das-torres (Tyto alba), as quais poderá também apadrinhar. A colocação de caixas-ninho para as aves de rapina nocturnas irá potenciar a reprodução e fixação destas espécies, uma vez que estas não constroem ninhos, mas sim ocupam cavidades de árvores e de construções humanas (torres de igrejas, celeiros, casas abandonadas, etc.), que são cada vez mais raros devido à pressão humana.

Ao ser padrinho/madrinha de uma caixa-ninho estará a apoiar não só a conservação destas espécies como todo o processo de acompanhamento e manutenção das caixas já colocadas e ainda a construção e colocação de novas caixas-ninho. Poderá apadrinhar caixas-ninho de mocho-d’orelhas, mocho-galego ou coruja-das-torres, sendo que para além de um certificado, receberá informações sobre a caixa-ninho (ocupação, postura, nascimento das crias, etc), fotos da caixa, do local envolvente e, se possível, dos indivíduos que estão a ocupar. O apadrinhamento de uma caixa-ninho (independentemente da espécie) tem um custo de 20€.

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Para descarregar a ficha de apadrinhamento clique aqui.


Consulte aqui o relatório de actividades do CERVAS no ano 2009.


Conheça os outros projectos da ALDEIA!


Contactos CERVAS
E-mail:cervas-pnse@gmail.com
Tel: 962714492 (CERVAS)

Modos de pagamento:
- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para: CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens Apartado 126 6290-909 Gouveia

- TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Espécie do mês de Janeiro: Gaivota-de-patas-amarelas


A gaivota-de-patas-amarelas (Larus michaelis) é uma ave grande com patas e bico amarelos, dorso e asas prateadas com pontas pretas e manchas brancas. Os imaturos de 1º ano são castanhos e quase indistinguíveis das gaivotas-d'asa-escura, e os de 2º e 3º ano já é visível o dorso prateado (1).



Esta espécie é comum durante todo o ano ao longo do litoral, especialmente em praias, portos e na costa rochosa, sendo quase estritamente costeira, verificando-se que nos estuários a sua presença é menos abundante, ao contrário da gaivota-d'asa-escura. No interior do pais a sua presença é extremamente rara, sendo de referir a sua recente colonização na barragem do Alto Rabagão (1).

Foto: T. Valkenburg

Nidifica colonialmente e isoladamente ao longo da orla costeira (sobretudo no Cabo Carvoeiro). As Berlengas e a Costa Algarvia são os locais onde se encontram as maiores densidades desta espécie.
A gaivota-de-patas-amarelas normalmente escolhe locais para nidificar como ilhas, ilhéus, falésias com plataformas ou zonas pouco escarpadas, iniciando a maioria das posturas no mês de Maio, e as últimas posturas no mês de Junho. A incubação demora entre 28-29 dias, eclodindo as crias em meados ou finais de Maio, podendo igualmente verificar-se a presença de crias em Julho (2).
As aves nidificantes nas colónias das Berlengas são sedentárias embora haja movimentos dispersivos. Alguns indivíduos podem afastar-se para distancias consideráveis do seu local de nascimento para norte ou sul da costa Atlântica (2).

Foto: T. Valkenburg

São bastante versáteis no que diz respeito à alimentação, sendo uma parte importante obtida em aterros sanitários ou em saídas de esgotos e pelas embarcações de pesca, onde aproveitam o peixe rejeitado. Apesar disso as gaivotas também pescam com bastante frequência (2).

Foto: T. Valkenburg

Bibliografia
(1) http://www.avesdeportugal.info/larmic.html
(2) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Espécie do mês de Dezembro: Fuinha


A fuinha, Martes foina, é um mamífero carnívoro, pertencente à família Mustelidae. Esta família inclui animais como por exemplo, a doninha (Mustela nivalis), o toirão (Mustela putoris), o texugo (Meles meles) e a lontra (Lutra lutra). São geralmente animais solitários, que apresentam um corpo alongado e patas curtas, com 5 dedos em cada pata e garras não retrácteis, bem afiadas (1).

Existem 11 subespécies da Martes foina, senda que a única que se encontra na Península Ibérica é a Martes foina mediterranea (3).


Estes animais apresentam uma coloração castanha, com uma mancha branca ou acinzentada na garganta, dividida em dois. São muito semelhantes às martas, Martes martes, mas a pelagem da fuinha é mais acinzentada, as patas menos almofadadas e menos peludas, as orelhas mais pequenas e o focinho mais curto. Para além destes aspectos, a mancha das martas é amarelo creme (1).


Os mamíferos são muitas vezes difíceis de visualizar, principalmente porque a maioria apresenta hábitos nocturnos. Alguns indícios de presença de fuinha, que podem ser encontrados no campo são os excrementos, que podem ser encontrados em latrinas ou isolados, com 4-10x1 cm, e que podem conter frutos; e pegadas com a marca de 5 dedos em cada pata (1).

Esta espécie ocorre ao longo de quase toda a Europa e a Ásia central e tem como habitat florestas de folha caduca, orlas de floresta, afloramentos rochosos em habitats montanhosos e paisagens abertas, como áreas agrícolas. No seu habitat natural, pode ser encontrada em cavidades de árvores e fendas em zonas rochosas, podendo ocasionalmente escavar tocas no solo. Também pode frequentar áreas urbanas, podendo neste caso, ser encontrada em pequenos recantos dentro de habitações, como sótãos, garagens, estábulos e celeiros (3).


É uma espécie omnívora e oportunista, que tem preferência por presas de pequenas dimensões. A sua dieta varia de acordo com a estação do ano e com a disponibilidade de presas. Alimentam-se essencialmente de mamíferos de pequenas dimensões, de pequenas aves, ovos e de uma ampla variedade de vertebrados e invertebrados, como sapos e artrópodes. Durante a época de Verão, as fuinhas alimentam-se também de frutos, bagas e alguns vegetais. Em períodos de escassez de alimento podem alimentar-se de cadáveres. Esta espécie, bem como outros mustelídeos, é conhecida pelo seu hábito de assaltar galinheiros e coelheiras e matar mais animais dos que os necessários para se alimentar, podendo ser consideradas uma praga em áreas urbanas (3). Estas fuinhas citadinas caçam muitas vezes em grupos de 4 a 5 animais (1).


A fuinha é estritamente nocturna e é um animal solitário, que comunica com outros indivíduos da espécie essencialmente através do olfacto (marcação de território e época reprodutiva). São muito territoriais, evitando o contacto com outros indivíduos da mesma espécie. Têm uma excelente capacidade olfactiva e visual, que lhes são muito úteis na escuridão. Trepam facilmente e deslocam-se aos saltos, como é típico dos mustelídeos (3). São animais muito curiosos e extremamente versáteis, podendo adaptar-se com muita facilidade a uma grande diversidade de habitats/dietas/climas (1).

Os territórios dos machos (12 a 211 ha) sobrepõem-se aos das fêmeas, permitindo-lhes assim o acesso a potenciais companheiras. O acasalamento ocorre uma vez por ano, entre Junho e Agosto. Apesar do acasalamento ocorrer durante o Verão, a implantação do embrião só ocorre na Primavera seguinte. O tempo total de gravidez varia entre 230 e 275 dias, e a gestação dura aproximadamente um mês (3). As fêmeas normalmente dão à luz entre 3 a 4 crias, no entanto, pode haver 1 a 8 crias por ninhada. O desmame ocorre às 8 semanas, antes da nova época de acasalamento começar (1). As crias nascem cegas e depois do desmame, a mãe ensina-as a caçar. Os juvenis começam a aventurar-se fora do abrigo às 8-10 semanas e acompanham a progenitora durante 2-3 semanas, existindo um contacto vocal muito intenso entre ambos. No final do Verão os juvenis já são independentes e atingem a maturidade sexual entre os 15 e os 27 meses, podendo algumas fêmeas engravidar no final do primeiro ano de vida (3).

A idade média no habitat natural é de cerca de 3 anos, sendo a esperança máxima em estado selvagem de 10 anos. Em cativeiro, esta espécie pode viver mais de 18 anos. As principais causas de morte estão muitas vezes relacionada com o Homem - armadilhagem, caça, elevada taxa de atropelamentos, principalmente no inicio da época de reprodução (1). O atropelamento é a principal causa de ingresso destes animais no CERVAS.


No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, apresenta um estatuto de Pouco Preocupante (LC - Least Concern), sendo considerada uma espécie não ameaçada. Faz também parte do anexo III da Convenção de Berna (especie parcialmente protegida, sujeita a regulamentação especial) (2).



Bibliografia consultada:
(1) MacDonald, D., Barret, P., 1993. Mamíferos de Portugal e Europa. Guias FAPAS, Porto;
(2) ICN (disponível em: http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/, acedido a última vez a 13.12.2010);
(3) Encyclopededia of live (disponível em: http://www.eol.org/ , acedido a última vez a 13.12.2010).