Mensagens

Biomonitorização de Aves Aquáticas

O stress ambiental induzido quer por processos naturais quer, particularmente, pelas actividades antropogénicas, assume-se cada vez mais como um factor de risco acrescido para a conservação das espécies. Neste contexto, a ecotoxicologia (ou toxicologia ambiental) afirma-se cada vez mais como uma ferramenta indispensável na monitorização da qualidade ambiental e avaliação/identificação de riscos para a avifauna.

Na sequência de um estágio profissionalizante da Licenciatura em Biologia pela Universidade de Aveiro desenvolveu-se um estudo de toxicologia ambiental em Ciconiiformes, Pelecaniformes e Charadriiformes com o objectivo de avaliar algumas condições de stress à qual estas espécies estão expostas no ambiente. Nesse sentido, duas linhas de estudo foram seguidas, tendo-se quantificado a acumulação de mercúrio em diferentes tecidos e adicionalmente avaliada a actividade de algumas enzimas em sangue, indicadoras da presença ambiental de contaminantes nocivos para os organismos.

Figura 1. Cegonha-branca (Ciconia Ciconia) e Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), duas das espécies-alvo deste estudo (Imagens retiradas do site Aves de Portugal e da autoria de Armando Caldas e D’Almeida Simões, respectivamente).

Através dos resultados obtidos foram detectados, entre outros aspectos, valores de mercúrio significativamente mais elevados em espécies piscívoras como o corvo-marinho e o ganso-patola (Morus bassanus), ao contrário de espécies com hábitos alimentares mais generalistas, como a cegonha-branca. Estes dados são importantes, uma vez que sustentam a hipótese de que a principal via de contaminação de mercúrio em aves e outros predadores de topo se deve ao consumo de peixe contaminado. Apesar de em alguns indivíduos terem sido registados valores particularmente elevados de mercúrio no fígado, não foi possível estabelecer qualquer relação entre esses valores e a mortalidade dos animais dada a escassez de dados a relacionar estes dois aspectos.

Além da medição do mercúrio no fígado de aves mortas foi ainda quantificado este contaminante no sangue, pois esta análise pode reflectir, de forma mais directa, os teores de contaminação à qual os indivíduos estão expostos no ambiente. Na maioria dos casos foram registados valores inferiores ao intervalo limite de 0.5-1 ppm (ppm = mg/kg) permitido pela União Europeia em peixe e produtos alimentares derivados. Isto pode significar que, apesar da maioria das espécies de aves aquáticas acumularem teores elevados de mercúrio ao longo das suas vidas, estas não estão tipicamente expostas a concentrações de mercúrio na sua dieta susceptíveis de causar efeitos agudos.

Figura 2. Concentrações médias de mercúrio em diferentes espécies aves (peso seco). Resultado referente apenas à análise de uma amostra.

Relativamente à segunda componente deste estudo, realizada em cegonha-branca, garça-cinzenta e garça-vermelha (Ardea purpurea), foram obtidos alguns dados interessantes, embora a escassez de amostras não tenha permitido estabelecer quaisquer conclusões no caso das garças. Entre outros aspectos, observou-se uma clara inibição da actividade sanguínea da colinesterase, um indicador associado à contaminação por compostos organofosforados e carbamatos, frequentemente presentes em pesticidas.

Com o presente estudo procurou-se introduzir e adaptar o uso de técnicas ecotoxicológicas à monitorização da avifauna. Entre outros aspectos, este primeiro trabalho permitiu concluir que o uso destas ferramentas pode ser particularmente útil para diagnosticar factores de stress ambiental nas aves e, assim, traçar medidas mais incisivas na sua conservação. Mais trabalhos necessitaram de ser realizados nesta temática, de forma a ampliar os conhecimentos adquiridos através quer da monitorização de mais aves em cativeiro quer de indivíduos no seu habitat natural.

Cátia Santos, Bióloga

2.ª Edição das Conversas d'ALDEIA

No passado sábado, 22 de Janeiro de 2011, teve lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira em Gouveia a 2.ª Edição das Conversas d’ALDEIA. Esta actividade foi organizada em conjunto pelo Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e a Associação ALDEIA/CERVAS, contando esta edição com a integração do Projecto BARN. Esta actividade tinha como objectivo fundamental a troca de experiências entre os alunos, pela apresentação oral e discussão conjunta dos trabalhos realizados ou em curso, tendo contado com a presença de 32 participantes.


Foram realizadas 14 comunicações orais, sendo a primeira apresentada pelo orador convidado, Doutor Horst W. Engels, um biólogo que exerceu funções numa série de instituições de investigação alemãs e também nas Universidades de Coimbra e Aveiro, como Professor. Os títulos, autores e resumos das apresentações poderão ser consultados aqui.


Agradecemos o apoio na realização desta actividade da C. M. de Gouveia, Parque Natural da Serra da Estrela / ICNB, Caixa Geral de Depósitos, Águas Serra da Estrela/Sumol+Compal, Delta Cafés e Restaurante “Taverna A Fonte”.

Acção de informação ao SEPNA-GNR

No dia 21 de Janeiro de 2011 realizou-se uma acção de informação ao SEPNA-GNR com uma duração de três horas, na Biblioteca Municipal Virgílio Ferreira em Gouveia. Esta acção contou com a participação de cerca de 30 agentes do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR provenientes das zonas de Gouveia, Vilar Formoso, Covilhã, Santa Comba Dão, Mangualde, Viseu, Anadia, Manteigas (EPNAZE), Pinhel e Guarda.


Esta acção teve como objectivo informar as principais entidades responsáveis pela recolha e entrega dos animais sobre o trabalho desenvolvido no ano 2010 por parte do CERVAS. De uma forma informal foram debatidas e esclarecidas as principais dúvidas existentes de ambas as partes intervenientes nesta acção de informação.


É de destacar o importante e fundamental trabalho realizado por estas equipas do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente, que têm mostrado um crescente interesse e esforço em fazer-nos chegar, nas melhores condições possíveis, as diversas espécies de animais que ingressam no CERVAS, contribuindo para a recuperação e devolução destes à natureza.

Futuramente pretende-se desenvolver acções semelhantes com outras entidades responsáveis pela recolha e entrega dos animais, nos centros de recuperação.

Libertação: 19 de Janeiro de 2011

19 de Janeiro de 2011, Quarta-feira
Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
14.00h - Junto ao Campo de Futebol, Canas de Senhorim - Nelas



Esta é uma ave juvenil, macho, que foi encontrada por um particular e posteriormente recolhida e encaminhada para o CERVAS. No momento do seu ingresso apresentava uma fractura na asa esquerda resultado de um trauma de origem desconhecida. O seu processo de recuperação consistiu no tratamento da lesão, e numa alimentação adequada para que alcançasse uma óptima condição física. Realizou treinos de voo e caça e esteve em contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza realizou-se num local que reúne as condições adequadas à espécie.


No momento de devolução à natureza estiveram presentes cerca de 90 pessoas, desde crianças a idosos, entre as quais representantes da Câmara Municipal de Nelas, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, e o Sr. Director e o Sr. Sub-director da Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha. Também estiveram presentes o Centro Social e Paroquial de Canas de Senhorim, o Centro Escolar de Canas de Senhorim e vários alunos e professores da Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha, elementos do SEPNA-GNR de Mangualde e particulares. Uma equipa da SIC - delegação de Viseu - fez a cobertura da actividade, assim como o media local, Jornal de Canas de Senhorim. A ave foi libertada num local ideal que reúne as características essenciais aos requisitos ecológicos da espécie, foi baptizada de 'Dionísio'.



O CERVAS agradece ao Sr. Director da Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha e ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Canas de Senhorim pela gentileza, cortesia e interesse com que receberam os técnicos do centro.



Veja aqui a reportagem realizada pela SIC - (minuto 23'33'')



Fique a conhecer um pouco mais sobre esta espécie aqui.


Sessão de Educação Ambiental
15.30h - Palestra e oficina de educação ambiental, Canas de Senhorim - Nelas
"Clube da Floresta" - Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha

Durante a tarde, após a devolução à natureza da águia-de-asa-redonda, os técnicos do CERVAS desenvolveram uma apresentação para os alunos do "Clube da Floresta" da Escola EB 2,3/S Engº Díonisio Augusto Cunha , onde se abordaram temas como o trabalho, funcionamento e objectivos do CERVAS e a realidade dos centros de recuperação de fauna selvagem em Portugal. Ainda, recorrendo ao Kit de Educação Ambiental do CERVAS, foi dado a conhecer aos participantes um pouco mais da diversidade de fauna autóctone existente em Portugal.



O CERVAS agradece ao "Clube da Floresta" o interesse demonstrado nesta temática e o convite para a realização desta actividade.

Relatório de Actividades do CERVAS em 2010

Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2010, deram entrada no CERVAS 409 animais, dos quais 72% (295 animais) se encontravam vivos na altura do seu ingresso. A estes 295 somam-se 36 animais que se encontravam em fase de recuperação no final de 2009, sendo que 1 destes ingressou em 2007, 2 em 2008 e 33 em 2009. Comparando com os registos do ano de 2009, verifica-se um aumento de 4% nos ingressos vivos e de 10% nos ingressos mortos. Durante o ano de 2010 foi possível libertar 192 animais, do total que se encontrava em recuperação, o que representa uma taxa de libertação de 58,2%, o que se traduz num aumento de mais de 6 pontos percentuais face ao registado no ano de 2009. O ano de 2010 foi o melhor até ao momento, ao nível do sucesso de devolução de animais recuperados à Natureza, desde o início da actividade do CERVAS.

Destinos dos animais que ingressaram no CERVAS em 2010

A ordem Passeriformes foi a mais representada nos ingressos, seguida da Falconiformes e Strigiformes. O cativeiro ilegal foi a causa que gerou mais admissões de animais, lado a lado com a queda de ninho, o que reflecte a cada vez maior importância do CERVAS ter que estar preparado para este tipo de situações, tanto ao nível de infra-estruturas como de metodologias de trabalho. Por essa razão, o enriquecimento ambiental e a construção de instalações foram acções que, tal como em anos anteriores, mereceram especial atenção em 2010.

Ingressos no CERVAS em 2010 por Ordem taxonómica

O distrito de Guarda foi a principal área de origem de animais, seguida de Coimbra e Portalegre. Os dados de 2010 tornam evidente que há maior percentagem de libertação e menor de eutanásia quando os animais são entregues de forma imediata, como é o caso dos que ingressam do distrito da Guarda, em comparação com as situações em que os animais aguardam vários dias em pólos de recepção antes de serem encaminhados para o centro de recuperação.

Freguesias com ingressos de animais vivos em 2010

Foram realizadas 192 acções de devolução à natureza de animais selvagens recuperados no CERVAS. Quando comparado com igual período do ano de 2009, verifica-se que houve um aumento de aproximadamente 17% no número de acções realizadas que é justificado, em parte, pelo aumento do número de ingressos vivos em 2009. Deste total de acções, 104 foram organizadas e divulgadas, tendo estado presentes mais de 4000 pessoas, na sua maioria crianças e jovens em idade escolar, mas também representantes de associações locais, nomeadamente de caçadores e de entidades ligadas à conservação da Natureza e de autarquias. Comparando com o ano anterior, verifica-se um aumento de cerca de 10% no total de pessoas envolvidas, o que se justifica com o maior número de libertações e com o maior esforço de divulgação.

Número de acções de educação ambiental desenvolvidas pelo CERVAS na sua área de actuação

Durante o ano de 2010 decorreram 16 estágios (curriculares e voluntários) em diversas áreas, com destaque para a Medicina Veterinária e Biologia, o número de estágios profissionais foi de 5, sendo quatro deles em simultâneo em parte do ano, foram realizadas diversas acções de formação e estabeleceram-se novas parcerias e protocolos de colaboração com entidades nacionais e internacionais, consolidando-se as existentes, tendo em vista um melhor funcionamento do centro.

Aqui poderá descarregar o Relatório de Actividades do CERVAS de 2010.

Campanha de Apadrinhamento Inverno '11

Campanha de Apadrinhamento de Animais Selvagens em recuperação no CERVAS e de Caixas-ninho

As campanhas de apadrinhamento realizadas anteriormente foram fundamentais para a concretização de novos espaços de recuperação, construídos em 2009 e 2010, que permitiram fazer face ao crescente número de ingressos que se tem verificado desde que este centro iniciou a sua actividade, criando condições para que a recuperação dos animais seja feita de uma forma mais eficiente.

Para permitir que cada vez mais animais selvagens feridos possam ser recuperados com sucesso e devolvidos ao seu habitat natural, o CERVAS necessita de novos espaços de recuperação.

Assim, no sentido de poder tornar este projecto uma realidade, o CERVAS irá realizar uma nova campanha de apadrinhamento de animais selvagens.

O apadrinhamento de animais selvagens em recuperação no CERVAS consiste numa contribuição simbólica única, com a qual estará a contribuir de forma decisiva na melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro.

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento. Poderá também solicitar informações e fotos do animal apadrinhado. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Espécies de animais selvagens em recuperação no CERVAS:

a) Com uma contribuição mínima de 15€
Águia-calçada (Aquila pennata); Águia-d'asa-redonda (Buteo buteo); Coruja-das-torres (Tyto alba); Milhafre-preto (Milvus migrans); Mocho-d'orelhas (Otus scops); Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus); Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus).

b) Com uma contribuição mínima de 25€
Britango (Neophron percnopterus); Bufo-real (Bubo bubo); Águia-cobreira (Circaetus gallicus).

Em alternativa ao apadrinhamento de um animal selvagem em recuperação, poderá também optar por apadrinhar uma caixa-ninho!

No âmbito do Projecto BARN do CERVAS foram já colocadas algumas caixas-ninho de mocho-d’orelhas (Otus scops), mocho-galego (Athene noctua) ou coruja-das-torres (Tyto alba), as quais poderá também apadrinhar. A colocação de caixas-ninho para as aves de rapina nocturnas irá potenciar a reprodução e fixação destas espécies, uma vez que estas não constroem ninhos, mas sim ocupam cavidades de árvores e de construções humanas (torres de igrejas, celeiros, casas abandonadas, etc.), que são cada vez mais raros devido à pressão humana.

Ao ser padrinho/madrinha de uma caixa-ninho estará a apoiar não só a conservação destas espécies como todo o processo de acompanhamento e manutenção das caixas já colocadas e ainda a construção e colocação de novas caixas-ninho. Poderá apadrinhar caixas-ninho de mocho-d’orelhas, mocho-galego ou coruja-das-torres, sendo que para além de um certificado, receberá informações sobre a caixa-ninho (ocupação, postura, nascimento das crias, etc), fotos da caixa, do local envolvente e, se possível, dos indivíduos que estão a ocupar. O apadrinhamento de uma caixa-ninho (independentemente da espécie) tem um custo de 20€.

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Para descarregar a ficha de apadrinhamento clique aqui.


Consulte aqui o relatório de actividades do CERVAS no ano 2009.


Conheça os outros projectos da ALDEIA!


Contactos CERVAS
E-mail:cervas-pnse@gmail.com
Tel: 962714492 (CERVAS)

Modos de pagamento:
- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para: CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens Apartado 126 6290-909 Gouveia

- TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Espécie do mês de Janeiro: Gaivota-de-patas-amarelas


A gaivota-de-patas-amarelas (Larus michaelis) é uma ave grande com patas e bico amarelos, dorso e asas prateadas com pontas pretas e manchas brancas. Os imaturos de 1º ano são castanhos e quase indistinguíveis das gaivotas-d'asa-escura, e os de 2º e 3º ano já é visível o dorso prateado (1).



Esta espécie é comum durante todo o ano ao longo do litoral, especialmente em praias, portos e na costa rochosa, sendo quase estritamente costeira, verificando-se que nos estuários a sua presença é menos abundante, ao contrário da gaivota-d'asa-escura. No interior do pais a sua presença é extremamente rara, sendo de referir a sua recente colonização na barragem do Alto Rabagão (1).

Foto: T. Valkenburg

Nidifica colonialmente e isoladamente ao longo da orla costeira (sobretudo no Cabo Carvoeiro). As Berlengas e a Costa Algarvia são os locais onde se encontram as maiores densidades desta espécie.
A gaivota-de-patas-amarelas normalmente escolhe locais para nidificar como ilhas, ilhéus, falésias com plataformas ou zonas pouco escarpadas, iniciando a maioria das posturas no mês de Maio, e as últimas posturas no mês de Junho. A incubação demora entre 28-29 dias, eclodindo as crias em meados ou finais de Maio, podendo igualmente verificar-se a presença de crias em Julho (2).
As aves nidificantes nas colónias das Berlengas são sedentárias embora haja movimentos dispersivos. Alguns indivíduos podem afastar-se para distancias consideráveis do seu local de nascimento para norte ou sul da costa Atlântica (2).

Foto: T. Valkenburg

São bastante versáteis no que diz respeito à alimentação, sendo uma parte importante obtida em aterros sanitários ou em saídas de esgotos e pelas embarcações de pesca, onde aproveitam o peixe rejeitado. Apesar disso as gaivotas também pescam com bastante frequência (2).

Foto: T. Valkenburg

Bibliografia
(1) http://www.avesdeportugal.info/larmic.html
(2) Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Espécie do mês de Dezembro: Fuinha


A fuinha, Martes foina, é um mamífero carnívoro, pertencente à família Mustelidae. Esta família inclui animais como por exemplo, a doninha (Mustela nivalis), o toirão (Mustela putoris), o texugo (Meles meles) e a lontra (Lutra lutra). São geralmente animais solitários, que apresentam um corpo alongado e patas curtas, com 5 dedos em cada pata e garras não retrácteis, bem afiadas (1).

Existem 11 subespécies da Martes foina, senda que a única que se encontra na Península Ibérica é a Martes foina mediterranea (3).


Estes animais apresentam uma coloração castanha, com uma mancha branca ou acinzentada na garganta, dividida em dois. São muito semelhantes às martas, Martes martes, mas a pelagem da fuinha é mais acinzentada, as patas menos almofadadas e menos peludas, as orelhas mais pequenas e o focinho mais curto. Para além destes aspectos, a mancha das martas é amarelo creme (1).


Os mamíferos são muitas vezes difíceis de visualizar, principalmente porque a maioria apresenta hábitos nocturnos. Alguns indícios de presença de fuinha, que podem ser encontrados no campo são os excrementos, que podem ser encontrados em latrinas ou isolados, com 4-10x1 cm, e que podem conter frutos; e pegadas com a marca de 5 dedos em cada pata (1).

Esta espécie ocorre ao longo de quase toda a Europa e a Ásia central e tem como habitat florestas de folha caduca, orlas de floresta, afloramentos rochosos em habitats montanhosos e paisagens abertas, como áreas agrícolas. No seu habitat natural, pode ser encontrada em cavidades de árvores e fendas em zonas rochosas, podendo ocasionalmente escavar tocas no solo. Também pode frequentar áreas urbanas, podendo neste caso, ser encontrada em pequenos recantos dentro de habitações, como sótãos, garagens, estábulos e celeiros (3).


É uma espécie omnívora e oportunista, que tem preferência por presas de pequenas dimensões. A sua dieta varia de acordo com a estação do ano e com a disponibilidade de presas. Alimentam-se essencialmente de mamíferos de pequenas dimensões, de pequenas aves, ovos e de uma ampla variedade de vertebrados e invertebrados, como sapos e artrópodes. Durante a época de Verão, as fuinhas alimentam-se também de frutos, bagas e alguns vegetais. Em períodos de escassez de alimento podem alimentar-se de cadáveres. Esta espécie, bem como outros mustelídeos, é conhecida pelo seu hábito de assaltar galinheiros e coelheiras e matar mais animais dos que os necessários para se alimentar, podendo ser consideradas uma praga em áreas urbanas (3). Estas fuinhas citadinas caçam muitas vezes em grupos de 4 a 5 animais (1).


A fuinha é estritamente nocturna e é um animal solitário, que comunica com outros indivíduos da espécie essencialmente através do olfacto (marcação de território e época reprodutiva). São muito territoriais, evitando o contacto com outros indivíduos da mesma espécie. Têm uma excelente capacidade olfactiva e visual, que lhes são muito úteis na escuridão. Trepam facilmente e deslocam-se aos saltos, como é típico dos mustelídeos (3). São animais muito curiosos e extremamente versáteis, podendo adaptar-se com muita facilidade a uma grande diversidade de habitats/dietas/climas (1).

Os territórios dos machos (12 a 211 ha) sobrepõem-se aos das fêmeas, permitindo-lhes assim o acesso a potenciais companheiras. O acasalamento ocorre uma vez por ano, entre Junho e Agosto. Apesar do acasalamento ocorrer durante o Verão, a implantação do embrião só ocorre na Primavera seguinte. O tempo total de gravidez varia entre 230 e 275 dias, e a gestação dura aproximadamente um mês (3). As fêmeas normalmente dão à luz entre 3 a 4 crias, no entanto, pode haver 1 a 8 crias por ninhada. O desmame ocorre às 8 semanas, antes da nova época de acasalamento começar (1). As crias nascem cegas e depois do desmame, a mãe ensina-as a caçar. Os juvenis começam a aventurar-se fora do abrigo às 8-10 semanas e acompanham a progenitora durante 2-3 semanas, existindo um contacto vocal muito intenso entre ambos. No final do Verão os juvenis já são independentes e atingem a maturidade sexual entre os 15 e os 27 meses, podendo algumas fêmeas engravidar no final do primeiro ano de vida (3).

A idade média no habitat natural é de cerca de 3 anos, sendo a esperança máxima em estado selvagem de 10 anos. Em cativeiro, esta espécie pode viver mais de 18 anos. As principais causas de morte estão muitas vezes relacionada com o Homem - armadilhagem, caça, elevada taxa de atropelamentos, principalmente no inicio da época de reprodução (1). O atropelamento é a principal causa de ingresso destes animais no CERVAS.


No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, apresenta um estatuto de Pouco Preocupante (LC - Least Concern), sendo considerada uma espécie não ameaçada. Faz também parte do anexo III da Convenção de Berna (especie parcialmente protegida, sujeita a regulamentação especial) (2).



Bibliografia consultada:
(1) MacDonald, D., Barret, P., 1993. Mamíferos de Portugal e Europa. Guias FAPAS, Porto;
(2) ICN (disponível em: http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/, acedido a última vez a 13.12.2010);
(3) Encyclopededia of live (disponível em: http://www.eol.org/ , acedido a última vez a 13.12.2010).

Libertação: 30 de Dezembro de 2010

30 de Dezembro de 2010, Quinta-feira
11.00h - Devolução à natureza de uma garça-real (Ardea cinerea)
Baixa de Seia, Seia - Guarda

Esta ave foi encontrada por um particular e posteriormente recolhida e encaminhada para o CERVAS pelo SEPNA/GNR de Pinhel. É um animal juvenil que não terá conseguido encontrar alimento tendo por isso ficado muito debilitado. O seu processo de recuperação consistiu em alimentação adequada para que alcançasse uma óptima condição física, em treinos de voo e no contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza decorreu num local que reúne as condições adequadas à espécie.


No momento de devolução à natureza deste animal estiveram presentes cerca de 25 pessoas, na sua maioria utentes e funcionários da Casa de Stª Isabel, técnicos do CISE e do CERVAS e alguns particulares. A ave foi baptizada de 'Flor'.


1º Charco adoptado no âmbito da Campanha 'Charcos com Vida'

Salamandra salamandra - Salamandra-de-pintas-amarelas

No âmbito da campanha 'Charcos com Vida' o CERVAS adoptou o charco que foi construído dentro das instalações do centro em Janeiro de 2010 com o objectivo de promover a conservação da biodiversidade, nomeadamente dos anfíbios, assim como servir de ponte de comunicação e de educação ambiental a quem visite o centro, fomentando a adopção e exploração de charcos pelas diversas entidades e particulares.


A campanha 'Charcos com Vida' é organizada e gerida pelo CIBIO-Div, e visa contribuir para a inventariação, adopção, construção e exploração pedagógica de charcos, de forma a contribuir para o conhecimento e observação da sua biodiversidade e para a sensibilização sobre a importância destes habitats.


Fique a conhecer melhor este projecto no site pedagógico www.charcoscomvida.org, onde poderá saber tudo sobre como registar e adoptar um charco.


Nos dias 12 e 13 de Março de 2011 o CERVAS em parceria com o CIBIO-Div vai organizar o Curso Prático de Construção, Gestão e Monitorização de Charcos para a Vida Selvagem. Fique a conhecer toda a informação sobre este curso no site da ALDEIA.

Libertações: 20 de Dezembro de 2010

20 de Dezembro de 2010, Segunda-feira
15.15h - Devolução à natureza de um açor (Accipiter gentilis)
16.00h - Devolução à natureza de um bufo-real (Bubo bubo)
Figueira Castelo Rodrigo - Serra da Marofa

Estas duas aves ingressaram no CERVAS debilitadas e desnutridas. Terão procurado alimento numa produção de perdizes e ficado presas nas instalações da unidade de produção. Foram recolhidas e encaminhadas para o centro por intermédio do SEPNA/GNR da Guarda. A recuperação destes dois animais foi relativamente fácil e consistiu numa alimentação adequada de forma a que os animais atingissem o seu peso normal e uma boa condição física. Posteriormente realizaram treinos de voo e caça e estiveram em contacto com animais da mesma espécie. O local de devolução à natureza oferece condições para os requisitos ecológicos das espécies.


No momento de devolução à natureza estiveram presentes cerca de 11 pessoas, entra as quais particulares, técnicos da ATN e do CERVAS, que baptizaram o açor de 'Marofa' e o bufo-real de 'Mateus'.


17.00h - Devolução à natureza de um bufo-real (Bubo bubo)
Arribas de Stº André, Almofala - Figueira de Castelo Rodrigo


Esta ave é uma fêmea adulta que ingressou no CERVAS em 2009 e foi recolhida e encaminhada para o centro por intermédio do SEPNA/GNR - Estremoz. No momento do seu ingresso apresentava lesões compatíveis com electrocussão. O seu processo de recuperação foi lento e demorado e passou por numa primeira fase pelo tratamento das lesões e numa alimentação adequada. Posteriormente esteve em contacto com animais da mesma espécie e realizou treinos de voo e caça de forma a recuperar a boa condição física. A ave foi devolvida à natureza num local que reúne as condições ideais para a espécie.

No momento de devolução à natureza estiveram presentes cerca de 11 pessoas, entra as quais particulares, técnicos da ATN e do CERVAS, que baptizaram a ave de 'Matilde'.

Fique a conhecer um pouco melhor estas espécies aqui (Açor) e aqui (Bufo-real).

Curso: Aves Invernantes da Serra da Estrela

No passado fim-de-semana (17 a 19 de Dezembro de 2010) realizou-se em Gouveia a primeira edição do Curso de Aves Invernantes da Serra da Estrela. Esta actividade organizada no âmbito do projecto BARN do CERVAS/ALDEIA tinha como principais objectivos dar a conhecer a diversidade de aves que ocorrem no Inverno na região da Serra da Estrela, referindo as particularidades das migrações e das adaptações ao frio e à neve, bem como alguns dos melhores locais na Serra da Estrela para observar as aves invernantes. Além disso, pretende-se suscitar o interesse e a sensibilidade pela observação regular de aves e pela conservação da avifauna e da natureza em Portugal. Nesta actividade estiveram presentes 26 participantes, tendo contado com a orientação dos formadores José Conde, Filipe Martins e António Luís.


Durante as saídas de campo realizadas no sábado e domingo, foram visitados diferentes habitats da Serra da Estrela, desde áreas agrícolas, zonas húmidas a zonas de montanha, tendo sido observadas um total de 62 espécies, podendo-se destacar a observação do corvo-marinho (Phalacrocorax carbo), abibe (Vanellus vanellus), narceja (Gallinago gallinago), maçarico-bique-bique (Tringa ochropus), petinha-ribeirinha (Anthus spinoletta), ferreirinha-alpina (Prunella collaris), tordo-pinto (Turdus philomelos), estorninho-malhado (Sturnus vulgaris) e o lugre (Carduelis spinus), entre outros.

Saídas de campo - Fotos de Davina Falcão e Daniel Farinha


Ferreirinha-alpina - Foto de José Paulo Monteiro


Lugres - Foto de José Paulo Monteiro


Agradecemos a presença de todos os participantes e formadores e ainda o apoio do CISE, Câmara Municipal de Gouveia, Parque Natural da Serra da Estrela / Instituto da Conservação da Natureza, CTT, Delta Cafés e à “Taverna A Fonte” na realização desta actividade.

Campanha de Natal 2010


CERVAS & RIAS
Sob gestão da Associação ALDEIA
Apresentam

CAMPANHA DE NATAL 2010

NESTA ÉPOCA FESTIVA,
APOIE ESTA INICIATIVA!

e apadrinhe um animal selvagem em recuperação.


OU

OFEREÇA UM PRESENTE DIFERENTE!
OFEREÇA O APADRINHAMENTO DE UM ANIMAL SELVAGEM EM RECUPERAÇÃO!

COLABORE COM O CERVAS E COM O RIAS PARTICIPANDO NESTA CAMPANHA OU CONTRIBUINDO PARA A SUA DIVULGAÇÃO, ENCAMINHANDO ESTA MENSAGEM.

Esta Campanha de Natal conjunta entre o CERVAS e o RIAS pretende ser um meio de angariação de fundos para a manutenção e gestão dos dois centros, geridos pela Associação ALDEIA desde Abril e Outubro de 2009 respectivamente, em parceria com o ICNB e a ANA - Aeroportos de Portugal. Visa também ser uma forma de divulgação e aproximação da população em geral ao trabalho desenvolvido por estes centros de recuperação de fauna selvagem.
Neste momento, os animais selvagens em recuperação nestes centros, que podem ser apadrinhados, são os seguintes.

Com uma contribuição mínima de 15€ cada:
Águia-calçada (Aquila pennata)
Águia-cobreira (Circaetus gallicus)
Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Cegonha-branca (Ciconia ciconia)
Coruja-das-torres (Tyto alba)
Coruja-do-mato (Strix aluco)
Gaivota-de-asas-escuras (Larus fuscus)
Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michaellis)
Garça-boieira (Bulbucus ibis)
Gavião (Accipiter nisus)
Milhafre-preto (Milvus migrans)
Mocho-de-orelhas (Otus scops)
Mocho-galego (Athene noctua)
Noitibó-cinzento (Caprimulgus europaeus)
Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
Tartaranhão-ruivo-dos-paúis (Circus aeruginosus)

Com uma contribuição mínima de 25€ cada:
Abutre-preto (Aegypius monachus)
Britango (Neophron percnopterus)
Bufo-real (Bubo bubo)
Cágado-comum (Mauremys leprosa)
Falcão-peregrino (Falco peregrinus)
Gaivota de Audoin (Larus audoinii)
Garça-vermelha (Ardea purpurea)
Grifo (Gyps fulvus)
Maçarico-real (Numenius arquata)
Raposa (Vulpes vulpes)

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição/empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua libertação (se tal for possível no final do processo de recuperação, e se assim o desejar) e receberá um certificado de apadrinhamento. Poderá solicitar dados e fotos do animal apadrinhado e o seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS e do RIAS para que possa obter informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal. A visita aos centros também será possível quando solicitada atempadamente e adequadamente combinada com os respectivos técnicos e colaboradores.

Modos de pagamento:
- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviando juntamente a ficha de apadrinhamento para:
Associação ALDEIA, Apartado 29, 5230-314 Vimioso

- TRANSFERÊNCIA*:
NIB: 003504710001216793071 (Caixa Geral de Depósitos de Miranda do Douro)
*Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para aldeiamail@gmail.com

DESCARREGAR A FICHA DE APADRINHAMENTO - AQUI


Para além da campanha de apadrinhamento de animais selvagens os centros de recuperação dispõem de alguns produtos para venda, como o espumante do CERVAS e as t-shirts do RIAS e do Projecto BARN. Para mais informações sobre estes produtos consulte os blogs dos centro: RIAS e CERVAS (T-shirt e Espumante).


Consulte também:
ALDEIA
RIAS



Para qualquer esclarecimento adicional contactar:
Associação ALDEIA
Tel. 962255827 ou E-mail: aldeiamail@gmail.com


Libertação: 09 de Dezembro de 2010

09 de Dezembro de 2010, Quinta-feira
11.30 - Devolução à natureza de uma águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) no Louriçal, Pombal
Escola Primária de Casal da Rola


Esta ave terá estado numa situação de cativeiro ilegal, e possivelmente terá fugido e sido encontrada por um particular numa mata, tendo deixado apanhar-se facilmente. Foi recolhida pelo SEPNA/GNR da Lousã e encaminhada para o CERVAS por intermédio dos técnicos do RNPA - Reserva Natural Paúl de Arzila. No momento do seu ingresso no centro o animal apresentava as penas de voo primárias e as rectrizes todas cortadas, pelo que o seu processo de recuperação passou numa primeira fase pela muda natural e completa dessas penas e na alimentação adequada para que a ave mantivesse o seu peso normal. Numa fase posterior esta ave esteve em contacto com animais da mesma espécie para que pudesse reaprender comportamentos normais da espécie e numa fase final realizou treinos de voo e caça. Durante este processo foi de extrema importância reduzir ao mínimo indispensável o contacto desta ave com seres humanos de forma a permitir a reversibilidade da domesticação. Esta ave foi devolvida à natureza num local apropriado.


No momento de devolução à natureza desta ave estiveram presentes 17 pessoas, entre as quais se encontravam representantes da Junta de Freguesia do Louriçal, representantes dos caçadores da região e os alunos e professora da Escola Primária de Casal da Rola. A ave foi baptizada de ‘Teddy’.


O CERVAS agradece à Junta de Freguesia do Louriçal o interesse demonstrado pelo trabalho desenvolvido neste centro e o apoio e colaboração na divulgação desta devolução à natureza.




Sessão de Educação Ambiental

14.30h - Palestra e oficina de educação ambiental, Juncal, Porto de Mós
Instituto Educacional do Juncal


Durante a tarde de quinta-feira os técnicos do CERVAS, a convite do Instituto Educacional do Juncal, dinamizaram uma palestra teórica, seguida de uma componente prática, para os alunos desta escola. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer melhor a função e o funcionamento do CERVAS e a realidade dos centros de recuperação de fauna selvagem em Portugal. Durante a apresentação os participantes ficaram a conhecer um pouco mais da diversidade de fauna autóctone existente em Portugal e também aprofundaram o conhecimento sobre a ecologia e biologia das aves de rapina nocturnas. A parte prática desta actividade consistiu na análise de egragópilas (regurgitações de alimento ingerido mas que não é digerido) de coruja-das-torres (Tyto alba) e identificação das presas desta ave de rapina. Desta forma os alunos puderam estar em contacto com um dos métodos usados no estudo da ecologia destas aves.



O CERVAS quer agradecer ao Instituto Educacional do Juncal pelo seu interesse no trabalho desenvolvido neste centro, e em particular a Joana Cordeiro e ao restante grupo da área de projecto pelo convite feito ao CERVAS para a realização desta actividade.