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Campanha de Apadrinhamento Verão '10

Campanha de Apadrinhamento de Animais Selvagens em recuperação no CERVAS e de Caixas-ninho

Com o início do Verão os centros de recuperação de fauna selvagem registam um aumento muito significativo no número ingressos de animais silvestres com necessidades de tratamento, tendo em vista a sua devolução à natureza.

Os casos de crias que chegam a este centro constituem uma grande percentagem destes novos, sendo a sua recuperação um processo demorado e complexo. Para além disso, a recuperação destes animais envolve quase sempre a necessidade de cuidados muito frequentes e não são raros os casos em que, devido às necessidades próprias de cada espécie, é necessário um tipo de alimentação específico que tornam este processo altamente dispendioso.

Também no sentido de prestar um cuidado mais eficaz aos animais em recuperação, foram construídas 4 novas jaulas no CERVAS, sendo uma delas especifica para mamíferos e as restantes 3 para passeriformes, no sentido de aumentar a capacidade de resposta deste centro, sobretudo nos casos de cativeiro ilegal de aves de pequena dimensão.

O apadrinhamento de animais selvagens em recuperação no CERVAS consiste numa contribuição simbólica única e com a qual estará a contribuir de forma decisiva na melhoria das condições dos animais em recuperação neste centro.

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento. Poderá também solicitar informações e fotos do animal apadrinhado. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa receber informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Espécies de animais em recuperação no CERVAS:

a) Com uma contribuição mínima de 15€
Coruja-do-mato (Strix aluco); Coruja-das-torres (Tyto alba); Mocho-galego (Athene noctua); Mocho-de-orelhas (Otus scops); Milhafre-preto (Milvus migrans); Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo); Águia-calçada (Aquila pennata); Águia-cobreira (Circaetus gallicus); Açor (Accipiter gentilis); Gavião (Accipiter nisus); Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus); Cegonha-branca (Ciconia ciconia)

b) Com uma contribuição mínima de 25€
Bufo-real (Bubo bubo); Garça-vermelha (Ardea purpurea), Grifo (Gyps fulvus)


Em alternativa ao apadrinhamento de um animal selvagem em recuperação, poderá também optar por apadrinhar uma caixa-ninho!

No âmbito do Projecto BARN do CERVAS foram já colocadas algumas caixas-ninho de mocho-d’orelhas (Otus scops), mocho-galego (Athene noctua) ou coruja-das-torres (Tyto alba), as quais poderá também apadrinhar. A colocação de caixas-ninho para as aves de rapina nocturnas irá potenciar a reprodução e fixação destas espécies, uma vez que estas não constroem ninhos, mas sim ocupam cavidades de árvores e de construções humanas (torres de igrejas, celeiros, casas abandonadas, etc.), que são cada vez mais raros devido à pressão humana.

Ao ser padrinho/madrinha de uma caixa-ninho estará a apoiar não só a conservação destas espécies como todo o processo de acompanhamento e manutenção das caixas já colocadas e ainda a construção e colocação de novas caixas-ninho. Poderá apadrinhar caixas-ninho de mocho-d’orelhas, mocho-galego ou coruja-das-torres, sendo que para além de um certificado, receberá informações sobre a caixa-ninho (ocupação, postura, nascimento das crias, etc), fotos da caixa, do local envolvente e, se possível, dos indivíduos que estão a ocupar. O apadrinhamento de uma caixa-ninho (independentemente da espécie) tem um custo de 20€.

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Para descarregar a ficha de apadrinhamento clique aqui.


Consulte aqui o relatório de actividades do CERVAS no ano 2009.

Conheça os outros projectos da ALDEIA!


Contactos CERVAS

E-mail:http://www.blogger.com/cervas-pnse@gmail.com
Tel: 962714492 (CERVAS)/ 238492411 (PNSE Gouveia)

Modos de pagamento:


- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para:
CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens

Apartado 126
6290-909 Gouveia

- TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

Educação Ambiental: Construção de caixas-ninho

No passado dia 22 de Julho, o CERVAS realizou uma acção de educação ambiental em Vila Nova de Tázem, no concelho de Gouveia que decorreu na escola-sede do Agrupamento de Escolas, no âmbito de um programa de ocupação de tempos livres das crianças do concelho . O principal objectivo desta acção foi a sensibilização das crianças para a conservação da fauna selvagem e a construção de caixas-ninho para passeriformes.


O CERVAS agradece ao Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Tázem pelo convite e pela colaboração prestada no decorrer da acção.

Libertações: III Semana da Coruja-do-mato


Entre 12 e 16 de Julho, o CERVAS realizou a III Semana da Coruja-do-mato (Strix aluco). As actividades desta semana temática decorreram em várias localidades, tendo como principais objectivos a devolução à Natureza de várias aves desta espécie, recuperadas no CERVAS, e a realização de palestras e oficinas de educação ambiental, com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância destes animais e para o trabalho realizado pelos centros de recuperação de fauna selvagem.

12 de Julho de 2010, Segunda-feira

20:30 Libertação de duas corujas-do-mato

Cavadoude, Guarda

Estas aves foram encontradas por um particular, após terem caído do ninho e foram entregues a um membro da equipa do SEPNA/GNR de Gouveia, que as transportou e entregou aos cuidados do CERVAS. O processo de recuperação destas aves centrou-se no seu contacto com animais adultos da mesma espécie, de modo a que pudessem aprender não só a caçar, mas também os comportamentos típicos da espécie. Terminado o seu processo de recuperação foram devolvidas à Natureza no seu local de origem, na presença de representantes da Junta de Freguesia e da Associação de Caçadores de Cavadoude, que baptizaram as duas corujas de "Cava" e "Doude".



14 de Julho de 2010, Quarta-feira
Libertação de uma coruja-do-mato
20:30 Quinta da Caramuja, Moimenta da Serra, Gouveia

Esta ave tinha sido encontrada no final de Abril, por particulares, perto do local onde foi libertada num terreno agrícola, tendo provavelmente saído do ninho antes de conseguir voar, tendo, consequentemente, caído do mesmo. Depois de ter sido recolhida por um técnico do CERVAS, o processo de recuperação desta ave envolveu a alimentação para que adquirisse o peso ideal e houvesse um normal desenvolvimento da plumagem. Para além disso, realizou treinos de voo e caça e esteve em contacto com aves da mesma espécie para que desenvolvesse comportamentos típicos da espécie.

Esta coruja-do-mato foi baptizada de "Becas" e durante a devolução à natureza estiveram presentes cerca de 30 pessoas, entre populares de S. Julião e Moimenta da Serra e funcionários e crianças que frequentam o ATL da Fundação “A Nossa Casa”. Estas crianças participaram também durante a tarde numa oficina de educação ambiental que decorreu nas instalações da Fundação em S. Julião, Gouveia.



15 de Julho de 2010, Quinta-feira
Libertação de duas corujas-do-mato
20:30 Cemitério de Carragozela, Carragozela, Seia


Estas duas aves foram encontradas no mesmo local por um particular que as recolheu perto do local de libertação, num carvalhal na freguesia de Carragozela, Seia, tendo sido encaminhadas pelo SEPNA de Gouveia até ao CERVAS. O processo de recuperação para estas aves envolveu a alimentação para que os animais adquirissem o peso ideal e houvesse um normal desenvolvimento da plumagem. Foram também colocadas em contacto com animais da mesma espécie para que pudessem adquirir comportamentos típicos da espécie e ainda treinos de voo e de caça.


Na devolução à natureza destas duas aves estiveram presentes cerca de 40 pessoas, entre representantes da Junta de Freguesia e da C. M. de Seia, B. V. de São Romão e populares de Carragozela. As libertações foram realizadas pelos respectivos padrinhos das aves, tendo sido baptizadas de "Luna" e "Predador".




15 de Julho de 2010, Quinta-feira
Libertação de uma coruja-do-mato

20:30 Poço dos Caneiros, Vide, Seia


Esta ave foi recolhida na freguesia de Vide, Seia, por um particular que a enconcontrou após esta ter caído do ninho. Foi entregue na delegação do Parque Natural da Serra da Estrela em Seia, tendo sido posteriormente encaminhada para o CERVAS. O seu processo de recuperação consistiu no contacto com animais da mesma espécie e em treinos de voo e de caça.
Na sua devolução à Natureza estiveram presentes cerca de 15 pessoas, inlcuindo representantes da Junta de Freguesia e de associações da freguesia de Vide, bem como alguns populares, tendo a ave sido apadrinhada por alguns dos presentes que a baptizaram com o nome de "Abel".

Alinhar ao centro

16 de Julho de 2010, Sexta-feira
Libertação de uma coruja-do-mato

20:30 Quinta do Carmo, Castelo Viegas, Coimbra


Esta ave foi encontrada na Quinta do Carmo, Coimbra, por formandos do Centro de Emprego e Formação Profissional, após a mesma ter caído do ninho. Posteriormente foi entregue aos funcionários da Reserva Natural do Paúl de Arzila que a encaminharam para o CERVAS. O seu processo de recuperação, tal como sucede com todos os animais recolhidos enquanto crias, consistiu no contacto com animais adultos da mesma espécie, com os quais aprendeu a caçar e desenvolveu os comportamentos típicos.


A sua devolução à Natureza ocorreu no seu local de origem, tendo sido presenciada por cerca de 20 pessoas, entre os quais se encontravam representantes da Câmara Municipal de Coimbra, da Junta de Freguesia de Castelo Viegas, da Escola Universitária Vasco da Gama, do Corpo Nacional de Escutas e de outras associações locais, bem como de alguns populares. A ave foi baptizada pelos presentes com o nome de "Carmo".

DELTA CAFÉS apoia o Projecto BARN do CERVAS

O Projecto BARN do CERVAS agradece o apoio da Delta Cafés, através da oferta de uma máquina de café Delta Q. Esta colaboração irá apoiar a realização de cursos e workshops organizados não só no âmbito do Projecto BARN, como outras actividades organizadas pelo CERVAS.

Muito obrigado pela vossa disponibilidade!

Saída de Campo: Ecossistemas de Montanha

No passado dia 11 de Julho, efectuou-se mais uma saída de campo organizada pelo CERVAS e pela DLCG-EM. Esta saída de campo teve como principal objectivo a visita aos diferentes ecossistemas de montanha da Serra da Estrela, na qual participaram 9 pessoas.

A saída teve início a cerca de 800 metros de altitude, na Mata do Desterro, onde se visitou o primeiro ecossistema de montanha, o Rio Alva. Neste ponto, foi feita uma pequena introdução ao que iria ser considerado “Ecossistema de Montanha”, adaptado à realidade da Serra da Estrela. Foi também possível observar alguma fauna associada a este tipo de habitat, entre os quais alguns macro-invertebrados aquáticos e terrestres, alguns anfíbios e algumas aves tipicamente ripícolas.

Foto 1: A Mata do Desterro

Seguiu-se depois para o Cocharil, uma pequena mancha de Pinheiro-bravo, a cerca de 1300 metros de altitude, onde foi possível fazer uma abordagem sobre as matas e bosques mais ou menos características não só da Serra da Estrela, como também do País. Abordou-se ainda toda a problemática da gestão dos pequenos bosques e matas, e o impacto que esta gestão tem nas cadeias tróficas que deles dependem.

Foto 2: A Lagoa Comprida

Já com a Lagoa Comprida em vista, a cerca de 1500 metros de altitude, e com a hora de almoço a aproximar-se, aproveitou-se para almoçar num Cervunal perto da Lagoa. Daqui efectuou-se uma pequeno percurso pedestre na zona da Malhada do cabo da Estercada, onde se teve a oportunidade de visitar e observar duas lagoas temporárias, entre as quais a Lagoa das Favas, cujo nome está directamente relacionado com o tipo de vegetação presente.

Foto 3: O grupo na visita ao Cervunal

Foto 4: A Lagoa das Favas

Seguiu-se depois para o último e mais interessante ponto de observação, o Cântaro Magro, uma imponente massa rochosa com cerca de 500 metros de altura, a qual se conseguiu subir pelos trilhos previamente marcados. Já no topo do Cântaro foi possível observar alguma da herpetofauna, flora e avifauna características deste tipo de habitat rupicola.

Foto 5: Vista a partir do Cântaro Magro, com a barragem do Covão do Ferro ao fundo.

Educação Ambiental - Balanço do 1º Semestre de 2010

Terminado o mês de Junho e o primeiro semestre de actividade do CERVAS no ano de 2010, é altura de realizar um balanço. Nestes primeiros 6 meses, deram entrada no CERVAS 171 animais, sendo 120 deles vivos e os restantes 51 já se encontravam cadáveres na altura do seu ingresso.

Até ao dia 30 de Junho, já se procedeu à libertação de 40 animais recuperados, sendo que 4 destes eram ingressos anteriores a 1 de Janeiro de 2010. Na libertação destes animais estiveram presentes cerca de 1000 pessoas, na sua maioria crianças de diversas escolas, mas também de várias instituições que desenvolvem a sua actividade nos locais onde decorreram as devoluções à Natureza dos animais recuperados.

Foto 1: Libertação de uma cegonha-branca (Ciconia ciconia), na Mata Nacional do Choupal, Coimbra

Durante este semestre, os técnicos do CERVAS realizaram 17 acções de educação ambiental para um público de 1400 pessoas. Ainda que a maioria dos presentes nestes eventos tenham sido crianças em idade escolar, o CERVAS realizou também acções específicas para públicos mais específicos, como a participação no Seminário Nacional Eco-Escolas. O CERVAS agradece a todos os parceiros envolvidos nestas acções:
  • Associação Bandeira Azul da Europa
  • Escola Básica de Midões
  • Agrupamento de Escolas de Gouveia
  • Agrupamento de Escolas de Tondela
  • Escola D. João de Deus, nº 2 (Coimbra)
  • Escola Secundária de Estarreja
  • Instituto de Gouveia
  • Agrupamento de Escolas de Celorico da Beira
  • Escola Básica de Pereira, Montemor-o-Velho
  • Câmara Municipal de Gouveia
  • Câmara Municipal de Celorico da Beira

Foto 2: Construção de caixas-ninho para passeriformes, durante a comemoração do Dia da Árvore

Outra vertente explorada pelo CERVAS no âmbito da educação ambiental prende-se com a visita guiada por técnicos às diferentes áreas do centro. Até ao dia 30 de Junho, o CERVAS foi visitado por mais de 450 pessoas, em 19 visitas, cuja maioria foi realizada por crianças em idade escolar, das seguintes escolas:
  • Escola Secundária José Loureiro Botas, Vieira de Leiria
  • Instituto de Gouveia
  • Jardim de Infância de Vinhó
  • Escola Básica de Vila Nova de Tázem
  • Escola Básica de Trancoso
  • Escola Básica do 2º Ciclo de Nelas
  • Escola Básica de Santa Comba Dão
  • Escola Secundária de Gouveia

Para além destes, uma percentagem significativa das visitas foram realizadas no âmbito de actividades organizadas pela Associação ALDEIA, designadamente, a 9ª e 10ª edições do Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres e o Curso de Iniciação à Ilustração Científica a Preto e Branco, que no total, contaram com a participação de 96 pessoas. Adicionalmente, realizaram-se também visitas com grupos de entidades camarárias, de estudantes da Universidade de Aveiro e de outros particulares.

Foto 3: Visita ao CERVAS

Uma das iniciativas levadas a cabo nas instalações do centro foi a construção de uma charca para potenciar a ocorrência natural de anfíbios, sendo também utilizada para educação ambiental, para além da elaboração de material pedagógico relacionado com a ecologia e conservação destas espécies.

Foto 4: Observação de Anfíbios durante uma visita ao CERVAS

III Semana da Coruja-do-mato: 12 a 16 de Julho de 2010


Após a realização de duas edições anteriores da Semana da Coruja-do-mato (Strix aluco), decorridas em Dezembro de 2008 e Novembro de 2009, o CERVAS vem por este meio dar a conhecer a realização da III edição desta semana temática.

Esta semana temática, a realizar em várias localidades, tem como principais actividades a devolução à Natureza de várias aves desta espécie, recuperadas no CERVAS, e a realização de palestras e oficinas de educação ambiental, com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância destes animais e para o trabalho realizado pelos centros de recuperação de fauna selvagem. As oficinas e palestras de educação ambiental, consistem em breves apresentações sobre as rapinas nocturnas em geral e a coruja-do-mato em particular (com imagens, sons e vídeos) e a exposição e realização de pequenos jogos com material biológico (penas, ossos, regurgitações, etc.). Serão também apresentados os trabalhos desenvolvidos no CERVAS.


Um dos dos projectos em desenvolvimento pelo CERVAS é o BARN — Conservação e Estudo da Distribuição e Ecologia de Aves de Rapina Nocturnas, que está a ser desenvolvido numa primeira fase no concelho de Gouveia e que tem como objectivos principais identificar e monitorizar os locais de presença e nidificação de aves de rapina nocturnas, bem como potenciar a reprodução e fixação destas espécies através da colocação de caixas-ninho. A coruja-do-mato foi a segunda espécie menos detectada no concelho de Gouveia durante o trabalho realizado em 2008/2009, aparentando mesmo estar ausente no norte e nordeste do concelho. Esta aparente ausência poderá dever-se à escassez de manchas florestais mais extensas, habitat tão importante para esta espécie.

As acções de devolução à Natureza a decorrer na III Semana da coruja-do-mato serão as seguintes:

Dia 12 de Julho - Segunda-feira - Cavadoude, Guarda
20:30 - Libertação de duas corujas-do-mato

Ponto de encontro: Igreja de Cavadoude


Dia 14 de Julho - Quarta-feira - Moimenta da Serra, Gouveia

20:30 - Libertação de uma coruja-do-mato

Ponto de encontro: Quinta da Caramuja, Gouveia


Dia 15 de Julho - Quinta-feira - Carragozela e Vide, Seia

20:30 - Libertação de duas corujas-do-mato

Ponto de encontro: Cemitério de Carragozela


20:30 - Libertação de uma coruja-do-mato

Ponto de encontro: Poço dos Caneiros, Vide


Dia 16 de Julho - Sexta-feira - Castelo Viegas, Coimbra

20:30 - Libertação de uma coruja-do-mato

Ponto de encontro: Quinta do Carmo, Coimbra

Saída de Campo: Flora Ameaçada do PN Serra da Estrela

No passado dia 20 de Junho teve lugar uma saída de campo para a observação da flora característica da Serra da Estrela. A saída decorreu de acordo com um itinerário pré-definido, de forma a contemplar uma variedade de habitats com diferentes características. A Serra da Estrela alberga um precioso coberto vegetal, onde se encontram reunidos muitos dos elementos característicos de várias regiões do país numa combinação única, acrescentando-lhe ainda algumas riquezas próprias.

Foto 1: Bosque de carvalho-negral (Quercus pyrenaica)

O ponto de encontro para o início da saída foi na delegação do PN Serra da Estrela em Gouveia e estiveram presentes 14 pessoas. Seguiu-se então para o primeiro ponto de paragem, um bosque de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) entre Linhares e Prados onde se começou por observar uma variedade de espécies características destes bosques e das suas orlas, como por exemplo a dedaleira (Digitalis purpurea), os cardos (Carduus platypus, Carduus tenuiflorus e Cirsium palustre), os Ranunculus sp., a Linaria triornithophora, e Prunella grandiflora, entre outras espécies.

Foto 2: Flor de Linaria triornithophora.

Já em Prados (Videmonte), foram visitados os lameiros característicos desta região, de forma a mostrar e a perceber a importância do ambiente rural e das técnicas da agricultura tradicional para a conservação da biodiversidade. A longa história do uso tradicional destes terrenos produziu uma elevada diversidade de espécies. Ao longo do tempo esta diversidade de plantas diferentes invadiu este biótopo, o que atraiu muitos tipos de insectos, que por sua vez atraem uma grande diversidade de aves insectívoras. Nestes lameiros podemos encontrar um conjunto vasto de gramíneas, e de outras plantas como por exemplo a Parasidea lusitanica, Serapias sp., Pedicularis lusitanica, e Scilla ramburei. Numa época diferente do ano, finais de Abril, início de Maio, é possível ver estes lameiros cobertos de narcisos (Narcissus sp.), que formam um manto amarelo muito bonito.

Foto 3: Flor de serapião-de-flores-grandes (Serapias cordigera)

Seguiu-se para Famalicão, e realizou-se um pequeno percurso pedestre num souto, onde se observou um conjunto de plantas muito interessantes características de bosques de folhosas como é o caso de Genista falcata que é uma planta que se costuma encontrar perto de castanheiros (Castanea sativa). O clima que se sente dentro do souto, muito fresco e com sombra, permite o crescimento de algumas plantas, como por exemplo, as paónias (Paeonia sp.) e a rosa-de-cão (Rosa canina).

Seguimos em direcção ao Sameiro, e paramos junto a uma ribeira para almoçar. Esta é uma zona muito quente, caracterizada por alguma vegetação de clima mediterrânico. Predominam as azinheiras (Quercus rotundifolia) formando pequenos bosquetes denominados de azinhais. Ao longo da estrada foi possível observar plantas características das zonas rupícolas como é exemplo a bela-luz (Thymus mastichina).

Foto 4: Azinheira (Quercus rotundifolia).

Após o almoço seguiu-se em direcção à torre pela estrada que percorre o vale do Zêzere, até um bosquete de teixos (Taxus baccata) no seio de um vidoal (Betula celtiberica) junto ao Covão da Ametade. Na Serra da Estrela restam poucos indivíduos espontâneos de teixo, sendo uma das espécies arbustivas/arbóreas mais ameaçadas da serra. É uma árvore que encontra as suas condições óptimas de crescimento em encostas húmidas, principalmente ao longo de ribeiros.

Foto 5: Teixo (Taxus baccata)

A paragem seguinte foi na Nave de Santo António, para observar um cervunal, pastagens de montanha relativamente pobres em espécies e dominadas pelo cervum (Nardus stricta) que se encontra bem adaptado ao pastoreio e ao pisoteio.
Na Senhora da Estrela fez-se uma paragem para observar comunidades rupícolas e prados cuminais xerofíticos, que se caracterizam pela presença de Festuca summilusitana.

Para observar as turfeiras e os zimbrais parou-se na zona das Salgadeiras e Fonte dos Perús. O zimbro-rasteiro (Juniperus communis subsp. alpina) está amplamente distribuído nesta zona. Este mato é acompanhado na maioria das vezes por urze-branca (Erica arborea), e ocasionalmente por outras espécies arbustivas. As espécies características são Deschampsia flexuosa subsp. iberica, piorneira-da-estrela (Cytisus oromediterraneus), arando (Vaccinium myrtillus), licopódio-da-estrela (Lycopodium clavatum) e algumas briófitas. Os zimbrais-rasteiros albergam um grande número de plantas que se reproduzem por esporos e plantas epífitas.

Foto 6: Lameiros de Prados.

A paragem seguinte seria a Lagoa Comprida para visitar o Lagoacho das Favas, no entanto o tempo já era escasso, pelo que se optou para deixar esta visita para uma próxima saída. No final tudo correu como previsto, e ao longo do dia observaram-se dezenas de espécies características de diversos habitats do PN Serra da Estrela.

Algumas espécies de plantas observadas por habitat:

Bosque de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e sua orla:
  • Leucanthemum sylvaticum (bem-me-quer)
  • Linaria triornithophora (esporas-bravas)
  • Centaurea sect. Paniculata
  • Polygonatum odoratum (selo-de-salomão)
  • Ruscus aculeatus (gilbardeira)
  • Asphodelus albus (abrótea)

Lameiro:
  • Ajuga pyramidalis
  • Armeria beirana
  • Caltha palustri (malmequer-dos-brejos)
  • Dactylorhiza caramulensis
  • Echium lusitanicum (soajos)
  • Montia fontana (marujinha)
  • Narcissus pseudonarcissus
  • Paradisea lusitanica
  • Pedicularis sylvatica
  • Ranunculus bulbosus (ranúnculo-bulboso)
  • Rhinanthus minor (galocrista)
  • Scilla ramburei
  • Serapias cordigera (serapião-de-flores-grandes)

Bosque de castanheiro (Castanea sativa):

  • Anthemis triunfeti
  • Aristolochia paucinervis (erva-bicha)
  • Astragalus glycyphyllus
  • Euphorbia amygdaloides
  • Lathyrus niger
  • Melica uniflora
  • Melittis melissophyllum (melissa-bastarda)
  • Orchis mascula (satirão-macho)
  • Paeonia officinalis subsp. microcarpa (rosa-de-lobo)
  • Paeonia broteroi (rosa-albardeira)
  • Poa nemoralis (poa-dos-bosques)

Bosque de azinheira (Quercus rotundifolia)
:
  • Arbutus unedo (medronheiro)
  • Dianthus lusitanus (cravinas-bravas) Thymus mastichina
  • Helichrysum stoechas (perpétua-das-areias)
  • Lavandula pedunculata (rosmaninho-maior)
  • Rosa sp.
  • Rubia peregrina (granza-brava)
  • Ruta montana (Arrudão)
Cervunal e prados cuminais xerofíticos:

  • Nardus stricta (cervum)
  • Calluna vulgaris (torga-ordinária)
  • Cytisus oromediterraneus (piorneira-da-estrela)
  • Erica arborea (urze-branca)
  • Erica australis (urze-vermelha)
  • Erica umbellata (queiró)
  • Narcissus asturiensis
  • Ranunculus nigrescens
  • Pterospartum tridentatum (carqueja)
  • Thymelaea dendrobryum
  • Viola langeana
Mato de Juniperus alpina:

  • Campanula herminii
  • Festuca henriquesii
  • Fritillaria nervosa (fritilária)
  • Gentiana lutea (argençana-dos-pastores)
  • Jasione crispa
  • Potentilla erecta (sete-em-rama)
  • Ranunculus ololeucos



O ingresso de crias

A queda do ninho é um dos motivos que mais frequentemente está associado ao ingresso de animais nos centros de recuperação de fauna selvagem, sendo que entre 2006 e 2009, no CERVAS esta foi a principal causa de ingresso de crias.

Foto 1: Cria de coruja-do-mato (Strix aluco)

Todos os anos, com a aproximação dos meses quentes de Primavera e Verão, a fauna selvagem prepara-se para cuidar da sua prole e assim garantir a perpetuação da espécie. Sendo assim, após o acasalamento os progenitores começam a procura dos locais mais seguros para se reproduzirem; no entanto os perigos são vários e são muitas as razões que podem trazer as crias destes animais para os centros de recuperação de fauna selvagem.

Pela experiência obtida no CERVAS, entre 2006 e 2009 entraram no total 146 crias de animais selvagens no centro. Os ingressos estão distribuídos entre os meses de Março e Setembro, com destaque para os meses de Maio, Junho e Julho.


Gráfico 1: Evolução anual dos ingressos de crias por mês, registados entre 2006 e 2009

Dentro das espécies que mais ingressam no centro por queda do ninho estão as aves de rapina nocturnas, em primeiro a coruja-do-mato (Strix aluco), seguida por mocho-galego (Athene noctua) e mocho-de-orelhas (Otus scops), e por último coruja-das-torres (Tyto alba) com 29, 19, 18 e 11 ingressos respectivamente entre 2006 e 2009.

Entre as rapinas diurnas a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) ocupa o 1º lugar nos ingressos por queda de ninho. Para além disso é frequente o ingresso de outras espécies como o milhafre-preto (Milvus migrans), o gavião (Accipiter nisus), a águia-calçada (Aquila pennata) e o peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus). Noutros grupos de aves é importante referir o grupo dos ciconiformes, mais concretamente a cegonha-branca (Ciconia ciconia) e o grupo dos apodiformes, onde se agrupam os andorinhões (Apus sp.), que também representam um número significativo de ingressos enquanto crias.


Foto 2: Crias de águia-de-asa-redonda (Buteo buteo).

No caso dos mamíferos a situação é distinta, já que os hábitos destes animais são bastantes diferentes dos das aves o que se reflecte num menor número de ingressos nos centros de recuperação. Para além dos seus hábitos nocturnos, normalmente os refúgios destes animais são bastante escondidos, pelo que no caso da morte dos progenitores as crias ficam abandonadas, sendo por isso de difícil detecção. A raposa (Vulpes vulpes) é a espécie que ingressa mais frequentemente enquanto cria no CERVAS, no entanto a gineta (Genetta genetta), a fuinha (Martes foina) e o esquilo (Sciurus vulgaris), são animais que todos os anos representam uma pequena fatia das crias em recuperação no centro.

Os animais que ingressaram por queda de ninho no CERVAS entre 2006 e 2009 provêm essencialmente de zonas geograficamente próximas dos locais de acção deste centro (concelhos de Gouveia, Seia e Guarda) mas também da zona de Coimbra e Portalegre.

Gráfico 2: Distribuição geográfica por freguesia dos ingressos no CERVAS de crias de animais selvagens entre 2006 e 2009.

No sentido de diminuir a mortalidade destas crias, existe um grande esforço por parte do centro em aperfeiçoar as técnicas e os cuidados a ter com estes animais, de forma a garantir o seu crescimento e a sua sobrevivência no meio selvagem. Sendo assim quando uma cria ou juvenil de um animal selvagem ingressa num centro, é importante reduzir o contacto visual dos animais com o ser humano ao mínimo indispensável, de forma a evitar a sua domesticação. O primeiro passo deve ser avaliar se está em boa condição física e nesse caso descobrir onde foi encontrado e tentar devolvê-lo de imediato ao seu local de origem, recolocando-o no seu ninho ou toca, se as condições de segurança para a cria estiverem garantidas. Embora este fosse o procedimento ideal, só muito raramente existem as informações necessárias e as garantias de sucesso que permitam tomar essa decisão. Assim, e porque poucas vezes se conhece a proveniência exacta e a localização dos locais de reprodução, o animal deve ficar no centro.


Foto 3: Cria de coruja-das-torres (Tyto alba).

Para a sua recuperação podem ser tentadas diversas soluções, que podem passar pela tentativa de adopção por mães/pais adoptivos (geralmente animais irrecuperáveis da mesma espécie ou outra semelhante) que existam nos centros, colocá-los em conjunto com outros juvenis de idade aproximada que tenham sido também recolhidos na mesma época (mesmo que sejam provenientes de outras zonas), ou tentar alimentá-los manualmente, reduzindo sempre o contacto com humanos ao mínimo indispensável. A interacção com animais adultos da mesma espécie é de extrema importância pois vai permitir que as crias aprendam os comportamentos típicos da espécie, sendo que muitas vezes, os adultos irão começar a alimentar as crias, o que permite que o contacto com humanos seja praticamente eliminado.

Foto 4: Cria de fuinha (Martes foina).

A alimentação correcta destas crias é um factor decisivo para o sucesso da sua recuperação, sendo muito importante conhecer a biologia das espécies, já que existem alguns casos em que o alimento que as crias consomem é diferente dos adultos. Para além disso, nos centros de recuperação as crias são estimuladas a obter o alimento por elas próprias, por exemplo as aves de rapina são incentivadas a caçar, já que esta actividade é de extrema importância para a sua sobrevivência após a sua libertação para a Natureza.

Assim, quando se encontra uma cria abandonada, e se a sua devolução ao ninho ou toca não for possível, esta deve ser encaminhada para um centro de recuperação de animais selvagens o mais rapidamente possível.

Saída de Campo: As Aves do Rio Mondego - Gouveia

No passado dia 19 de Junho, efectuou-se mais uma saída de campo decicada às “Aves do Rio Mondego”, desta vez no concelho de Gouveia. Esta actividade organizada pelo CERVAS e pela D.L.C.G. – EM, contou com a presença de alguns participantes regulares, mas também de alguns membros da VORTAL, interessados na observação de aves e no trabalho realizado pelo CERVAS, que fizeram questão de participar nesta saída de campo e em visitar as instalações do centro de recuperação.

Foto 1: Visita ao CERVAS

O ponto de encontro foi às 6.30 da manha, em frente aos paços do concelho, seguindo-se depois para o primeiro ponto de observação, Ribamondego. Neste local, forma observadas e ouvidas várias espécies de aves ripícolas, entre as quais destacamos o guarda-rios (Alcedo atthis), pica-pau-malhado (Dendrocopos major) e papa-figos (Oriolus oriolus).


Daqui seguiu-se para Ponte Nova, uma localidade perto de Ribamondego, onde se conseguiram observar várias espécies de andorinhas, entre as quais andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris), andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica), andorinha-dáurica (Cecropis daurica) e andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum). Neste ponto foi também possível observar várias espécies de pardais, entre os quais pardal-comum (Passer domesticus), pardal-espanhol (Passer hispaniolensis) e pardal-francês (Petronia petronia). Registou-se também uma observação, que durou alguns minutos, de melro-azul (Monticola solitarius), espécie habitual neste local.

Durante a hora de maior calor, efectuou-se o pic-nic na área do Parque Ecológico de Gouveia, seguindo-se depois para o CERVAS, para a visita programada.


Após a visita, a saída de campo prosseguiu, desta vez montanha acima, sem nunca perder o rio de vista (a nascente do rio Mondego era o objectivo). Perto do Vale do Rossim, observou-se mais uma espécie, o cruza-bico (Loxia curvirostra) não muito comum nesta altura do ano.

Foto 2: Cruza-bicos (Loxia curvirostra)

Nesta saída de campo participaram 16 pessoas, que tiveram a oportunidade de observar e ouvir 64 espécies diferentes de aves.

  • Milvus migrans (Milhafre-preto)
  • Circus pygargus (Águia-caçadeira)
  • Accipiter nisus (Gavião)
  • Buteo buteo (Águia-d’asa-redonda)
  • Aquila pennata (Águia-calçada)
  • Alectoris rufa (Perdiz)
  • Columba livia (Pombo-das-rochas domest.)
  • Columba palumbus (Pombo-torcaz)
  • Streptopelia decaocto (Rola-turca)
  • Streptopelia turtur (Rola-brava)
  • Cuculus canorus (Cuco)
  • Otus scops (Mocho-pequeno-d’orelhas)
  • Athene noctua (Mocho-galego)
  • Strix aluco (Coruja-do-mato)
  • Apus apus (Andorinhão-preto)
  • Alcedo atthis (Guarda-rios)
  • Merops apiaster (Abelharuco)
  • Upupa epops (Poupa)
  • Dendrocopos major (Pica-pau-malhado)
  • Galerida cristata (Cotovia-de-poupa)
  • Lullula arborea (Cotovia-dos-bosques)
  • Alauda arvensis (Laverca)
  • Ptyonoprogne rupestris (Andorinha-das-rochas)
  • Hirundo rustica (Andorinha-das-chaminés)
  • Cecropis daurica (Andorinha-dáurica)
  • Delichon urbicum (Andorinha-dos-beirais)
  • Motacilla cinerea (Alvéola-cinzenta)
  • Motacilla alba (Alvéola-branca)
  • Troglodytes troglodytes (Carriça)
  • Prunella modularis (Ferreirinha)
  • Erithacus rubecula (Pisco-de-peito-ruivo)
  • Luscinia megarhynchos (Rouxinol)
  • Phoenicurus ochruros (Rabirruivo)
  • Saxicola torquatus (Cartaxo)
  • Monticola solitarius (Melro-azul)
  • Turdus merula (Melro)
  • Cettia cetti (Rouxinol-bravo)
  • Hippopais polyglotta (Felosa-poliglota)
  • Sylvia communis (Papa-amoras)
  • Sylvia atricapilla (Toutinegra-de-barrete)
  • Phylloscopus bonelli (Felosa-de-papo-branco)
  • Phylloscopus ibericus (Felosinha-ibérica)
  • Regulus ignicapilla (Estrelinha-real)
  • Aegithalos caudatus (Chapim-rabilongo)
  • Lophophanes cristatus (Chapim-de-poupa)
  • Periparus ater (Chapim-carvoeiro)
  • Parus major (Chapim-real)
  • Sitta europaea (Trepadeira-azul)
  • Certhia brachydactyla (Trepadeira)
  • Oriolus oriolus (Papa-figos)
  • Lanius senator (Picanço-barreteiro)
  • Garrulus glandarius (Gaio)
  • Corvus corone (Gralha-preta)
  • Sturnus unicolor (Estorninho-preto)
  • Passer domesticus (Pardal-comum)
  • Passer hispaniolensis (Pardal-espanhol)
  • Petronia petronia (Pardal-francês)
  • Fringilla coelebs (Tentilhão)
  • Serinus serinus (Milheirinha)
  • Chloris chloris (Verdilhão)
  • Carduelis carduelis (Pintassilgo)
  • Loxia curvirostra (Cruza-bico)
  • Emberiza cia (Cia)
  • Miliaria calandra (Trigueirão)

Libertação: 18 de Junho de 2010

18 de Junho de 2010, Sexta-feira
Libertação de duas corujas-das-torres (Tyto alba)
20:30 Vacariça, Mealhada


Estas aves foram encontradas no final do mês de Abril, por um particular, dentro de uma habitação, na freguesia do Botão, Coimbra. Os animais foram recolhidos por funcionários da Reserva Natural do Paúl de Arzila, que os encaminharam para o CERVAS. O processo de recuperação para estas aves envolveu a alimentação para que os animais adquirissem o peso ideal e houvesse um normal desenvolvimento da plumagem. Foram também colocadas em contacto com animais da mesma espécie para que pudessem adquirir comportamentos típicos da espécie e ainda treinos de voo e de caça.


A sua devolução à natureza decorreu num local próximo da sua origem, na presença de cerca de 15 pessoas, na sua maioria habitantes da localidade e que baptizaram as duas aves de "Saramago" e "Vacariça".

Saída de Campo: Ecossistemas de Montanha


Centro de Educação Ambiental de Folgosinho, Gouveia
11 de Julho

A Serra da Estrela é uma montanha com características únicas em Portugal continental. Atingindo os 1991 metros de altitude, é um local de eleição para quem quer observar e desfrutar dos vários tipos de ecossistemas, distribuídos ao longo de vários patamares de altitude.
Nesta saída de campo iremos ter oportunidade de visitar e explorar os ecossistemas de montanha da zona de Folgosinho, acompanhados por José Conde, técnico do CISE (Centro de Interpretação da Serra da Estrela).

A participação nesta saída de campo é gratuita e aberta a todos os interessados.

Os participantes devem vir munidos de:
  • Água
  • Merenda
  • Calçado e roupa confortável
  • Protector solar
  • Guias de campo (opcional)
  • Binóculos (opcional)

O ponto de encontro será as 7.30 no Largo de Viriato, junto ao restaurante “O Albertino”.


Sobre o nosso convidado: José Conde é licenciado em Biologia, ramo científico, variante de Zoologia, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Actualmente, exerce funções de Técnico Superior no Centro de Interpretação da Serra da Estrela, Município de Seia, onde desenvolve trabalho a nível da educação e interpretação ambientais e apoio a projectos científicos, que se realizam na área do Parque Natural da Serra da Estrela.

Informações e inscrições através do e-mail: cervas.pnse@gmail.com

Libertação: 16 de Junho de 2010

16 de Junho de 2010, Quarta-feira
Libertação de três Corujas-das-torres (Tyto alba)
20:30 - Larçã, Botão (Coimbra)




Estas aves, todas da mesma ninhada, foram encontradas no final do mês de Abril, por um particular, dentro de uma habitação, na freguesia do Botão, Coimbra. Os animais foram recolhidos por funcionários da Reserva Natural do Paúl de Arzila, que os encaminharam para o CERVAS. O processo de recuperação para estas aves envolveu a alimentação para que os animais adquirissem o peso ideal e houvesse um normal desenvolvimento da plumagem. Foram também colocadas em contacto com animais da mesma espécie para que pudessem adquirir comportamentos típicos da espécie e ainda treinos de voo e de caça.





Na devolução à Natureza das três Corujas-das-torres estiverem presentes cerca de 15 pessoas, populares de Larça. As corujas foram baptizadas com seguintes nomes: Princesa, Ronaldo e Larçã.


Espécie do mês de Junho: Abutre-preto

O abutre-preto (Aegypius monachus) é uma ave de rapina muito grande que pode atingir os 2,85m de envergadura, sendo a 2ª maior ave de rapina do Mundo. O indivíduo adulto apresenta coberturas da face inferior das asas não uniformemente escuras e a pelagem da cabeça e da gola é acastanhada enquanto que o juvenil possui coberturas da face inferior das asas homogeneamente pretas, mais escuras que as penas de voo, e a pelagem da cabeça e da gola também de cor preta (adquire a coloração de adulto ao fim de cerca de 6 anos). Possui asas largas com “dedos” muito compridos, cauda curta, redonda ou ligeiramente cuneiforme e patas com uma coloração que varia entre o branco azulado, rosado ou amarelado.


É uma espécie que se reproduz tanto em regiões montanhosas como em grandes florestas de terras baixas com colinas e afloramentos rochosos, nidificando quase sempre em árvores, em grandes ninhos feitos de ramos e pequenos galhos, de forma isolada ou em pequenas colónias, com ninhos dispersos de forma desorganizada. A postura é de apenas um ovo e ocorre entre Fevereiro e Março. É uma espécie monogâmica e ambos os progenitores cuidam e alimentam a cria.

Esta ave apresenta hábitos necrófagos, alimentando-se de carcaças de grande e médio porte, rasgando a pele e músculos com o seu poderoso bico. Alimenta-se em zonas vastas de cerealicultura e pastoreio extensivo e também em zonas de mato não muito denso, sozinho ou em pequenos grupos, podendo regressar à mesma carcaça durante vários dias, e só muito raramente captura presas vivas.



Na Europa, existem apenas 1000 casais, a maior parte destes em Espanha. A sua área de ocorrência regular no nosso país restringe-se a uma faixa muito estreita na zona fronteiriça do Alentejo e Beira Baixa (Tejo Internacional). Esta espécie foi classificada pelo ICNB em 2005 como “Criticamente em perigo” pois apresenta uma população extremamente reduzida em Portugal. Após um longo período sem nidificar em território nacional, durante este ano foram registados os 2 primeiros casos de reprodução da espécie, algo que não acontecia desde a década de 70. Poderá ver 2 reportagens sobre a nidificação do abutre-preto em Portugal, emitidas pela SIC, aqui e aqui.

As principais ameaças a esta espécie são: uso de iscos envenenados para controlo de predadores de espécies pecuárias e cinegéticas, redução da disponibilidade trófica devido ao cumprimento das exigências higieno-sanitárias, diminuição do aproveitamento pecuário extensivo, dificuldades de funcionamento dos “alimentadores artificiais de necrófagos”, a perturbação humana, a colisão e electrocussão, o abate ilegal, a degradação de habitats de alimentação e a instalação de parques eólicos e infra-estruturas hidráulicas.


Uma nota final: o abutre-preto que se encontra em recuperação no CERVAS desde o final de 2007, irá finalmente deixar este centro. Este animal sofreu uma electrocussão grave, que levou a queimaduras muito extensas na zona da asa e que desde então impediram o correcto crescimento das penas secundárias, tornando-o assim num animal irrecuperável. O "Aloe", nome que carinhosamente lhe foi dado pelos colaboradores do CERVAS, irá ser transferido para o CERAS - Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens, em Castelo Branco, onde irá apoiar a recuperação de um animal da mesma espécie que esteve em cativeiro ilegal e onde irá aguardar pela transferência para Espanha para integrar um programa de reprodução em cativeiro desta espécie.



Curso de Iniciação à Ilustração Científica a Preto e Branco

Realizou-se entre os dias 10 e 13 de Junho de 2010 em Gouveia um curso de Iniciação à Ilustração Científica a Preto & Branco organizado pelo Projecto BARN do CERVAS. Esta actividade tinha como objectivo iniciar os participantes na ilustração científica, tendo abordado algumas técnicas como esboço de campo e ilustração a tinta. O curso contou com a presença de 10 participantes e teve a orientação da formadora Davina Falcão.

Agradecemos mais uma vez a colaboração da STAEDTLER na realização deste curso, bem como o apoio das Águas Serra da Estrela, Câmara Municipal de Gouveia/D.L.C.G,. Agrupamento de Escolas de Gouveia e PNSE/ICNB.