No passado dia 22 de Maio, efectuou-se mais uma saída de campo (“Aves do Rio Mondego”) para observação da avifauna, no concelho de Celorico da Beira. Esta saída contou com 7 participantes, os quais puderam observar 47 espécies de aves. No primeiro ponto de observação, em Vila Boa do Mondego, foi possível observar algumas espécies interessantes, apesar do constante ruído dos automóveis (encontrávamo-nos sob uma ponte da A25) como tentilhão-comum (Fringilla coelebs), andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica), pintassilgo (Carduelis carduelis) e trepadeira-comum (Certhia brachydactyla).
Foto: CERVAS
O passeio seguiu até ao Espinheiro, local onde se efectuaram dois pontos de observação, bastante ricos em avifauna. Nestes locais foi possível observar falcão-abelheiro (Pernis apivorus), picanço-barreteiro (Lanius senator), picanço-real (Lanius meridionalis), poupa (Upupa epops), tartaranhão-caçador (Circus pygargus), entre outros.
Foto: José Prata dos Reis
Quando o calor começou a apertar, seguiu-se até Casas do Rio, onde se aproveitou para almoçar, refrescar e continuar a observação. Neste ponto de observação tranquilo, onde o rio Mondego já atinge uma dimensão considerável, foi possível observar abelharuco (Merops apiaster), guarda-rios (Alcedo athis), alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea), toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla), trigueirão (Miliaria calandra), cegonha-branca (Ciconia ciconia), águia-calçada (Aquila pennata) e grifo (Gyps fulvus).
Abelharuco (Merops apiaster) Foto: CERVAS
Guarda-rios (Alcedo atthis)
Foto: José Prata dos Reis
No final da tarde efectuou-se o último ponto de observação na Ratoeira, onde se observou perdiz-comum (Alectoris rufa), rola-brava (Streptopelia turtur) e andorinhão-preto (Apus apus).
Perdiz-comum (Alectoris rufa) Foto: José Prata dos Reis
Durante esta saída observaram-se as seguintes 46 espécies:
No dia 20 Junho será realizada mais uma saída de campo, no sentido de conhecer e identificar a flora presente no território do PNSE. Com vista a visitar um maior número de habitats característicos da Serra da Estrela, a saída de campo decorrerá de acordo com um itinerário pré-definido, que contempla lugares de grande interesse para a conservação da biodiversidade florística desta região. O encontro é às 8.00h da manhã na Delegação do Parque Natural da Serra da Estrela.
Esta saída será guiada por Alexandre Silva que actualmente desempenha funções de técnico superior no Município de Seia-Centro de Interpretação da Serra da Estrela. Licenciado em Engenharia Agrícola, e com frequência da Licenciatura em Biologia na Faculdade de Ciências e Técnologia da Universidade de Coimbra, os seus principais interesses centram-se na flora e vegetação da serra da Estrela. Actualmente em parceria com o ICNB/PNSE desenvolve um projecto para a conservação do teixo (Taxus baccata) nas serras do centro de Portugal. Esta actividade é gratuita. Mais informações e inscrições em cervas.pnse@gmail.com e 962714492/918288148.
Itinerário: Visita a um lameiro em Prados (Videmonte) para mostrar o ambiente rural e a sua importância para a biodiversidade. Entre Videmonte e Famalicão breve paragem para observar a melhor mancha de carvalho-negral do PNSE. De seguida, em Famalicão curto percurso pedestre num souto, no qual se podem observar um conjunto de plantas muito interessantes características de bosques de folhosas. No Vale do Zêzere, visita a um azinhal no Sameiro ou em alternativa, ainda em Videmonte, a seguir ao prado visita a Quinta da Taberna que é um dos melhores azinhais da serra. Ainda, no Vale do Zêzere paragem para observar as comunidades ripícolas e outra para observar um pequeno bosquete de teixos no seio de um vidoal junto ao Covão da Ametade. Paragem na Nave de Santo António para observar um cervunal. Na Senhora da Estrela comunidades rupícolas e prados cuminais xerofíticos. Na zona das Salgadeiras e Fonte dos Perús observaríamos exemplos de turfeiras e os Zimbrais. Se houver vontade e tempo poder-se-á ainda visitar a Lagoa Comprida para ver o Lagoacho das Favas. Durante o percurso podem-se fazer ajustamentos em função do tempo que se tiver.
Nesta segunda sessão das Conversas de Fim de Tarde,iremos ter connosco João Brandão, médico veterinário, que nos irá falar sobre a sua experiência de trabalho com aves aquáticas, em especial nas situações de derrames petrolíferos, isto numa altura que começam a surgir as primeiras notícias sobre os impactos directos à biodiversidade da catástrofe ecológica que decorre no Golfo do México.
As sessões das Conversas de Fim de Tarde são abertas a todos e de participação gratuita. As inscrições são limitadas e deverão ser feitas via e-mail para cervas.pnse@gmail.com
Sobre o nosso convidado: João M. L. Brandão Licenciado em Medicina Veterinária pela UTAD. Experiência voluntária em recuperação de animais selvagens no Centro de Recepção, Acolhimento e Tratamento de Animais Selvagens (CRATAS), Operação Ganso Patola (resposta ao derrame do Prestige), no CERVAS, entre outros. Internato em Medicina de Aves Aquáticas e Aves Petroleadas no International Bird Rescue Research Center, Califórnia (EUA). Realizou também internato em Medicina de Aves de Rapina de Falcoaria e Animais Exóticos no Great Western Referrals, Swindon (Reino Unido) sob orientação de Neil Forbes.
Libertação de uma águia-cobreira (Circaetus gallicus) 11:30 Castelo da Lousã
Esta ave foi encontrada dentro de um tanque, numa situação de pré-afogamento, por um membro da Equipa dos Sapadores da Serra da Lousã, que a recolheu e entregou à Equipa do SEPNA da Serra da Lousã, de modo a que fosse transferida para um centro de recuperação. Na altura do seu ingresso no CERVAS, verificou-se a existência de fluidos nos sacos aéreos, provenientes da inalação de água. O seu processo de recuperação consistiu em terapida de suporte, alimentação e contacto com animais da mesma espécie.
Na sua devolução à Natureza estiveram presentes cerca de 2 dezenas de pessoas, incluindo representantes de associações locais, da Câmara Municipal da Lousã, da comunicação social, da Equipa do SEPNA da Lousã e ainda os membros da Equipa de Sapadores responsáveis pela recolha da "Vitória" (nome dado à águia pelos presentes na sua libertação).
O CERVAS esteve presente na Festa das Aves organizada pela AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino)que se realizou no passado fim de semana (14 a 17 de Maio de 2010) na aldeia de Vila Chã da Braciosa, situada em Miranda do Douro, tendo conduzido as oficinas “Ovos, Bicos e Penas” e “O que fazer quando encontrar uma animal ferido ou envenenado”. As oficinas tinham como público-alvo crianças e jovens das escolas dos concelhos de Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro, cujo objectivo passava pelo reforço e conclusão das acções de sensibilização ambiental levadas a cabo pelo projecto “Plano de Emergência para a Recuperação de 3 Espécies de Aves Rupícolas no Parque Natural do Douro Internacional” (PEAR) nas escolas dos mesmos concelhos, com o intuito de, num ambiente mais descontraído e de festa, apelar para a problemática da conservação e preservação das aves e dos seus habitats. Simultaneamente, pretende também destacar o papel vital que as aves desempenham no equilíbrio dos ecossistemas, realçando a sua importância para o ser humano.
A Festa das Aves foi delineada com o intuito de promover a valorização da natureza através das aves. O objectivo primordial era sensibilizar para a preservação das aves através de uma diversidade de actividades que incluiam caminhadas na natureza para observação e identificação de aves, identificação de ameaças e análise dos problemas de conservação e respectivas soluções, interpretação ecológica, palestras, tertúlias, mostra de filme documentários, eventos artísticos (música, teatro, contos e poesia), actividades para crianças (pintura-facial, jogos lúdico-pedagógicos, manualidades como oficinas de construção de pinhas alimentares, comedouros e bebedouros para aves, construção de ninhos artificiais, etc…), exposições (desenho científico, fotografia), feira e mostra dedicada ao estudo das aves, entre outras. Entre as inúmeras actividades propostas pretendia-se que, cada vez mais pessoas, aprendam a apreciar as aves que convivem connosco no dia-a-dia.
A águia-cobreira (Circaetus gallicus), pertencente à família Accipitridae, é uma ave de rapina diurna de médio porte que pode atingir cerca de 63 a 68 cm de comprimento e 170 a 180 cm de envergadura, sendo a fêmea ligeiramente maior que o macho. Quando em voo, esta espécie distingue-se não só por uma coloração branca uniforme listada de preto no ventre e parte inferior das asas, coloração essa que contrasta com a cabeça, rémiges e o peito castanho-escuros, mas também pela cauda com três listras equidistantes. Para além disso, apresenta uma cabeça notoriamente grande e quase desproporcional em relação ao corpo, embora este aspecto nem sempre seja perceptível em voo. Alimentando-se quase exclusivamente de répteis (sobretudo cobras e lagartos), esta ave frequenta predominantemente habitats com paisagens abertas, agricultura tradicional e pastoreio extensivo, sobretudo devido à abundância de presas que aí encontram, tendendo a passar mais tempo em voo em relação às restantes águias. Solitária, territorial e monogâmica, a águia-cobreira nidifica em árvores altas e, muito raramente, em rochas ou no solo, ocorrendo a postura de um ovo apenas por volta de Abril/ Maio, após um período de gestação de 45 a 47 dias, sendo a cria nidícola cuidada e alimentada por ambos os progenitores. Embora não seja colonial, os casais tendem a juntar-se numa mesma área para nidificar, ainda que quando os ninhos se encontram a menos de 2 km de distância, é frequente um dos pares forçar o outro a abandonar o ninho. Com uma distribuição predominantemente Paleárctica, esta espécie ocorre como nidificante no Sudeste e Sudoeste da Europa, Noroeste de África, Médio Oriente e Ásia. As populações do Paleárctico Ocidental invernam na África sub-sariana, para onde partem em meados de Setembro/ Outubro, ao contrário das populações orientais que invernam no subcontinente indiano. Em Portugal, a águia-cobreira ocorre como nidificante em grande parte do território nacional, sobretudo no Alentejo, em montados de sobro e sobreirais, estando ausente em grande parte do Norte e Centro do país. Classificada como "Quase Ameaçada", a águia-cobreira encontra na redução da área de pinhal (como consequência de cortes ou de incêndios) a sua principal ameaça, sobretudo devido não só à perda de habitat de nidificação, mas também à redução das populações de presas, encontrando-se igualmente ameaçada por outras alterações do seu habitat, como a intensificação agro-pecuária, as podas severas de áreas extensas ou ainda a rarefacção de pinheiros-bravos de grande porte.
Depois do sucesso da 8ª edição do curso de Introdução à Identificação e Conservação de Cogumelos Silvestres, realizado no Parque Natural da Serra da Estrela, decidiu-se organizar um pequeno workshop, com uma componente de campo mais intensa. Com a aproximação da época primaveril, sempre muito apreciada pelos aficionados da micologia, terá lugar em Gouveia, mais uma actividade relacionada com a identificação, conservação e colheita de cogumelos silvestres.
27 de Abril de 2010, Terça-feira Libertação de uma cegonha-branca (Ciconia ciconia) 15:00 Mata Nacional do Choupal, Coimbra
Esta ave foi recolhida e entregue no CERVAS, no final do mês de Março, após ter sido recolhida pela Equipa do SEPNA da GNR de Montemor-o-Velho, dentro das instalações da Central Termoeléctrica da Figueira da Foz e chegou até este centro por intermédio da Reserva Natural do Paúl de Arzila. Esta ave encontrava-se bastante desnutrida e o seu processo de recuperação envolveu a alimentação para que pudesse alcançar o peso ideal e treinos de voo.
Na sua devolução à natureza estiveram presentes cerca de 20 pessoas, na sua maioria crianças do ensino pré-escolar, mas também representantes do CERVAS, ICNB e GNR-SEPNA que baptizaram a ave de "Faísca".
Esta acção foi realizada em parceria com a Reserva Natural do Paúl de Arzila.
O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, em colaboração com o Departamento de Educação Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas de Tondela, desenvolveu um conjunto de acções de educação ambiental nos estabelecimentos de ensino pré-escolar do concelho de Tondela. Estas acções realizaram-se entre os dias 14 e 16 de Abril, em 6 Jardins de Infância e onde participaram cerca de 180 crianças.
Elementos-chave no funcionamento dos ecossistemas e situados no topo das cadeias tróficas, as aves aquáticas constituem um dos principais grupos de organismos usados como bioindicadores ambientais em ecotoxicologia, nomeadamente na monitorização ambiental de metais pesados tais como o mercúrio. Com uma dieta alimentar frequentemente rica em peixe e crustáceos, as aves aquáticas encontram-se entre as espécies mais expostas a fenómenos de acumulação de mercúrio, tornando-as neste aspecto os componentes mais vulneráveis do ecossistema.
Foi na sequência desta temática que se iniciou recentemente no CERVAS um importante estudo sobre a bioacumulação de mercúrio em aves aquáticas. Realizado no âmbito de um estágio profissionalizante da Licenciatura em Biologia pela Universidade de Aveiro, este estudo visa analisar as quantidades de mercúrio presentes nas diversas espécies de aves que desde 2007 têm passado pelo CERVAS.
Fig.1 – Algumas das espécies avaliadas no estudo de acumulação de mercúrio. A- Cegonha branca (Ciconia ciconia); B- Garça-vermelha (Ardea purpurea); C- Garça-branca (Egretta garzetta); D- Garça real (Ardea cinerea); E- Corvo-marinho (Phalacrocorax carbo). Imagens retiradas do site Aves de Portugal.
O que é a Ecotoxicologia?
Compreendida modernamente como sendo a ciência que relaciona os efeitos nocivos dos agentes químicos nos seres vivos, o termo Ecotoxicologia foi pela primeira vez introduzido na década de sessenta pelo francês René Truhaut que a definiu como sendo "o ramo da toxicologia preocupado com o estudo de efeitos tóxicos causados por poluentes naturais ou sintéticos, sobre quaisquer constituintes dos ecossistemas: animais (incluindo seres humanos), vegetais ou microrganismos, em um contexto integral".
Com o objectivo de compreender e antecipar a via de distribuição dos poluentes no ambiente (bem como quais os efeitos ecológicos por eles provocados), a ecotoxicologia fornece um conjunto de ferramentas indispensáveis na monitorização ambiental dos ecossistemas assumindo, por isso, cada vez mais um papel fundamental na conservação dos ecossistemas naturais.
Mercúrio – uma perspectiva ambiental Líquido e inodoro à temperatura ambiente, o mercúrio é um metal de cor prateada facilmente acumulável nos ecossistemas, quer por deposição natural quer por acção humana, e com uma toxicidade elevada. Responsável por disfunções no normal funcionamento do sistema nervoso em humanos, insucesso reprodutivo ou mesmo perda da capacidade de voo em aves, o mercúrio existe no ambiente sob diversas formas sendo a mais abundante (e igualmente mais tóxica) o metilmercúrio.
Facilmente absorvível pelos organismos, o metilmercúrio acumula-se nos organismos ao longo da vida quer por ingestão directa (da água, por exemplo) ou através o consumo de outros organismos já contaminados com mercúrio. Esta acumulação torna-se, por isso, um problema na medida em que ao longo do tempo os organismos vão acumulando quantidades cada vez mais elevadas de mercúrio nos seus tecidos, potenciando o desenvolvimento de efeitos tóxicos.
Fig.2-Analisador de Mercúrio (AMA 254 da LECO)
A monitorização ambiental de mercúrio em aves traduz-se, portanto, numa ferramenta de grande utilidade na análise e avaliação do risco ambiental por contaminação de mercúrio. Efectuada em aparelhos próprios (figura 2), esta monitorização de mercúrio nas aves é realizada em quatros estruturas/tecidos diferentes: penas, fígado, sangue ou mesmo embriões consoante o tipo de acumulação que se deseja estudar.
Embriões: Usados para monitorizar a passagem de mercúrio da progenitora para a cria durante o desenvolvimento do feto.
Sangue: Analisado para avaliar acumulações de mercúrio mais recentes, permite monitorizar teores de mercúrio acumulados pela ingestão de comida ou água contaminadas.
Penas: As penas são substituída periodicamente e, durante o crescimento das novas penas, estão acumulam mercúrio. Neste sentido, o seu uso na monitorização deste metal apenas reflecte uma indicação dos teores de mercúrio presentes na ave na altura do desenvolvimento da pena. Por este facto, o uso de penas apenas fornece dados de acumulação até cerca de um ano de idade. É, contudo, uma técnica que causa pouco impacto negativo na ave (stress, etc.) e a sua obtenção para análise é relativamente simples.
Fígado: Apenas analisado após necrópsias de aves mortas, fornece informação mais concreta acerca dos teores de mercúrio acumulados pela ave ao longo da vida. Sendo impossível analisar em material fresco, este necessita de ser previamente liofilizado. Este processo consiste na remoção total de toda a água presente nos tecidos sem que, contudo, a estrutura e composição orgânica o tecido se altere.
Fig.3-Fígado de galinha liofilizado (Nota: Os fígados de frango foram usados para estimar o teor de água presente no fígado fresco das aves. Este procedimento justifica-se pelo facto das amostras armazenadas no CERVAS se encontrarem previamente congeladas e, por isso, o seu conteúdo em água se apresentar já modificado relativamente ao teor normal esperado no tecido fresco).
Com mais de 50 amostras de fígado e sangue já analisadas, resultados interessantes têm sido obtidos tendo-se observado acumulações significativas de mercúrio em várias espécies, especialmente na garça-real e no corvo-marinho. Este estudo prepara-se agora para ser alargado a mais espécies em cooperação com o RIAS, que cederá, entre outras, amostras de quatro espécies de gaivotas para futura análise.
Cátia Santos, estudante finalista da Licenciatura em Biologia
No passado dia 10 de Abril de 2010 (Sábado), realizou-se uma saída de campo para observação de aves na zona da Serra da Estrela, aproveitando um dia agradável de Primavera. A saída iniciou-se em Gouveia e teve vários pontos de paragem ao longo do percurso, que incluíram uma caminhada pelo Alto do Malhão e ainda pontos de observação na Albufeira do Vale do Rossim e na localidade do Sabugueiro, entre outros. A saída contou com 7 participantes. Foram observadas 33 espécies de aves, entre as quais se podem destacar, o Grifo, a Águia-cobreira, o Tartaranhão-caçador, o Papa-amoras-comum, o Chasco-cinzento e o Melro-das-rochas.
Melro-das-rochas (Monticola saxatilis). Foto de João Brandão.
Cartaxo-comum (Saxicola torquata). Foto de João Brandão
Auditório da delegação do Parque Natural da Serra da Estrela, Gouveia20 de Abril - 19:00 O CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens irá organizar um mini-seminário, entitulado "Conversas de Fim de Tarde: Conservação de Anfíbios em Áreas Protegidas", com o orador convidado Jaime Bosch, que irá abordar a problemática da introdução de espécies de anfíbios exóticos e de patologias associadas a esse facto.A participação neste evento é gratuita. As inscrições são limitadas e deverão ser feitas por e-mail para cervas.pnse@gmail.com ou por telefone para 962 714 492.
No passado dia 23 de Março o CERVAS esteve presente na inauguração do CEAF - Centro de Educação Ambiental de Folgosinho, onde realizou algumas mini-oficinas de educação ambiental com cerca de 80 crianças do concelho de Gouveia. As actividades, também associadas às celebrações do Dia da Árvore, incluiram a construção e colocação de caixas-ninho, a identificação de flora e de indicios de fauna silvestre e a plantação de árvores.
Esta acção foi organizada pela Câmara Municipal de Gouveia, em colaboração com o CERVAS.
A garça-vermelha ou garça-imperial (Ardea purpurea) é uma ave pertencente à família Ardeidae, tal como a garça-real (Ardea cinerea) ou o abetouro (Botaurus stellaris). Distribui-se pelo continente Europeu, tendo como limite de distribuição Norte a Holanda e Polónia, e limite Este o Mar Cáspio. É ligeiramente mais pequena que a garça-real e a sua plumagem, de cor acinzentada, pode variar, podendo ir desde tons bastante escuros até outros mais claros, quase róseos. Apresenta uma mancha identificativa, debaixo da asa, de cor púrpura, visível durante o voo. O bico é de cor amarela e com uma aparência bastante pontiaguda, sobretudo quando se comparado com o da garça-real. Ocorre sobretudo em zonas húmidas com caniçais densos: estuários, rias, lagoas costeiras e pequenos canais de regadio, com águas pouco profundas, de correntes de baixa velocidade e com um substrato arenoso, sedimentar ou lodoso, sem rochas ou obstáculo semelhantes. A alimentação desta espécie consiste essencialmente em pequenos peixes e insectos, podendo também caçar, pequenos mamíferos, anfíbios e répteis. Os ninhos são construídos muito próximos da água, em caniçais densos, sendo este tipo de vegetação a principal matéria-prima para a sua construção. As crias são nidícolas e ambos os progenitores cuidam da prole até que esteja suficientemente desenvolvida para se tornar independente.
A população existente no continente europeu é migratória, e a maioria dos animais desloca-se para a África subsariana durante o Inverno, ainda que um número reduzido de animais possa invernar no sul da Europa ou no golfo da Arábia. De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, esta espécie encontra-se “Em Perigo”, sendo o principal factor de ameaça a perturbação dos locais de alimentação e nidificação.
Na passada segunda-feira, dia 22 de Março, o CERVAS participou nas comemorações do Dia da Árvore organizado pela Câmara Municipal de Manteigas, tendo sido colocadas duas caixas-ninho para Mocho-d’orelhas (Otus scops). A acção decorreu no Parque de Lazer de S. Sebsatião, na freguesia de S. Pedro, no concelho de Manteigas destinando-se aos alunos do ensino básico e aos utentes do Cartão Municipal do Idoso de Manteigas. A colocação das caixas-ninho contou com o apoio dos Serviços Florestais de Manteigas, tendo sido precedida de uma pequena palestra de campo sobre as caixas-ninho e a sua importância para as aves, em particular para o Mocho-d’orelhas, que depende de árvores maduras com cavidades para nidificar, reforçando assim a importância da protecção da floresta e das árvores. A colocação das caixas-ninho para aves de rapina nocturnas são realizadas no âmbito do Projecto BARN, sendo monitorizadas por técnicos do CERVAS.
Apadrinhe um animal selvagem em recuperação no CERVAS! Junte-se a nós na causa da conservação da fauna selvagem.
Desde 2006 que se tem registado um aumento anual no número de animais que chegaram ao CERVAS a necessitar de cuidados, e 2009 não foi excepção, tendo o número de ingressos aumentado em 30%, relativamente a 2008. Para além disso, em 2009 o CERVAS conseguiu recuperar e devolver à Natureza 164 animais selvagens, o que representa mais 11% do que em 2008 (a totalidade do relatório pode ser consultada aqui). Tal só foi possível graças a um novo modelo de gestão e ao excelente contributo de todos os padrinhos e patrocinadores, que permitiram por exemplo, a construção de novas câmaras de recuperação que permitiram acolher e recuperar mais animais. Para estas obras de ampliação se tornarem uma realidade, foi fundamental o empenho de todas as pessoas que, tal como os membros de CERVAS, acreditam verdadeiramente na causa da conservação da fauna selvagem.
Para 2010 é esperado que ingressem ainda mais animais, e como tal, será necessário que se processa à construção de novos espaços para a recuperação dos animais selvagens. Para isso contamos com a sua ajuda!
Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua devolução à Natureza (se tal for possível no final do processo de recuperação) e receberá um certificado de apadrinhamento. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa obter informações e fotos do animal apadrinhado, se o desejar, e informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.
Espécies de animais em recuperação no CERVAS:
a) Com uma contribuição mínima de 15€ Coruja-do-mato (Strix aluco); Coruja-das-torres (Tyto alba); Mocho-galego (Athene noctua); Mocho-de-orelhas (Otus scops); Milhafre-preto (Milvus migrans); Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo); Águia-calçada (Aquila pennata); Açor (Accipiter gentilis); Gavião (Accipiter nisus); Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus); Fuinha (Martes foina); Raposa (Vulpes vulpes); Cegonha-branca (Ciconia ciconia) b) Com uma contribuição mínima de 25€ Bufo-real (Bubo bubo); Britango (Neophron percnopterus); Garça-vermelha (Ardea purpurea);
Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).
Poderá descarregar a ficha de apadrinhamento aqui.
- TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia) * Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com