Study of the response to levels of difficulty in obtaining food for predatory birds in rehabilitation centers for wild animals.
Poster submetido no 6th European Zoo Nutrition Conference organizado por ConZOOlting Wildlife Management and the EAZA Nutrition Group, que teve lugar em Barcelona nos passados dias 28 a 31 de Janeiro de 2010.
Titulo em Português: Estudo da resposta a níveis de dificuldade na obtenção do alimento, por aves predadoras, em centros de recuperação de animais selvagens.
Para além deste poster, o trabalho vai ser divulgado em formato de artigo na revista Zoo Animal Nutrition book Volume 5.
Esta actividade pretende dotar os participantes com algumas técnicas que permitam a identificação das principais famílias de árvores e arbustos utilizando os recursos que lhes sejam disponíveis. A saída de campo decorrerá em percursos de baixa dificuldade e curta duração.
A participação nesta saída de campo é gratuita.
Os participantes deverão trazer:
Roupa e calçado confortável;
Guia de campo de identificação de flora;
Merenda;
Água;
Antes da saída de campo irá realizar-se uma pequena abordagem teórica, que decorrerá nas instalações do Parque Natural da Serra da Estrela.
Para qualquer informação e/ou confirmação de presença nesta actividade agradecemos contacto por e-mail (cervas.pnse@gmail.com) ou pelo telefone 962714492.
No próximo dia 6 de Março, o CERVAS irá dinamizar uma oficina intitulada “Introdução ao estudo de Aves de Rapina Nocturnas” , numa actividade organizada pelo Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo. Esta oficina, dirigida ao público em geral, visa contribuir para a identificação e biologia das aves de rapina nocturnas com a demonstração das vocalizações destas espécies como também a identificação e características das penas e egagrópilas de aves rapina nocturnas. Por fim será colocado no Parque Ecológico Urbano uma caixa ninho para este tipo de aves.
Notas Importantes: - Horário: 09H30-12H00; - A inscrição deverá ser feita via e-mail (cmia@cm-viana-castelo.pt) ou telefone (258 809 362); - Custo por participante – 10,00€; - Esta actividade tem um número-limite de participantes.
Para mais informações, contactar o CERVAS (cervas.pnse@gmail.com ou 962 714 492) ou CMIA (cmia@cm-viana-castelo.pt ou 258 809 362).
26 de Fevereiro de 2010, Sexta-feira Libertação de um gavião (Accipiter nisus) 10:00 Midões, Tábua
Esta ave foi recolhida e entregue no CERVAS, no final do ano de 2009, por particulares, após ter sido encontrada junto a uma estrada. O seu processo de recuperação envolveu o tratamento das lesões (compatíveis com atropelamento), o contacto com animais da mesma espécie e ainda treinos de voo e de caça.
Na sua devolução à natureza estiveram presentes cerca de 120 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares da Escola Básica de Midões, mas também representantes do poder local e alguns populares, que baptizaram a ave de "Midas". Esta acção foi precedida de uma apresentação sobre o trabalho do CERVAS e sobre as aves de rapina existentes em Portugal.
O texugo (Meles meles) é um mamífero pertencente à classe dos mustelídeos, tal como a fuinha (Martes foina) ou a lontra (Lutra lutra). Existe por toda a Europa e Ásia, excepto no sub-continente Indiano e em latitudes muito elevadas. Tem um corpo robusto e a pelagem característica, não sendo possível de confundir com a de qualquer outro animal pertencente a fauna autóctone, com a zona ventral de cor negra, ao passo que o dorso é acinzentado. A cabeça é branca, com duas riscas brancas, na zona dos olhos, que se estendem desde a ponta do focinho até ao final do pescoço e que cria contraste com as pequenas orelhas, de cor branca.
Foto 1: Aspecto da coloração da cabeça e do dorso de um texugo (Devolução à Natureza na Mata Nacional do Choupal)
O comprimento do corpo varia entre os 67 e os 81 cm, e a cauda, pequena quando comparada com o tamanho do corpo, mede entre 11 a 19 cm e pode pesar até 12 kg.
Vive em grupos sociais, que incluem machos, fêmeas e crias, que podem ter até 25 indivíduos e que defendem o território comum.
O acasalamento pode ocorrer em qualquer altura do ano, sendo no entanto mais frequente nos períodos de Fevereiro a Maio e de Julho a Setembro. Apesar da gestação durar cerca de 7 semanas, esta espécie apresenta uma implantação retardada (de 3 a 10 meses), o que leva a que as crias nasçam geralmente entre os meses de Janeiro e Fevereiro.
Ainda que se suponha ser um animal comum não é de fácil observação uma vez que apresenta hábitos essencialmente nocturnos e passa grande parte do tempo em tocas, que escava com as garras, bastante bem adaptados para este fim. Estas tocas podem ser um sistema complexo de túneis e câmaras, com diversas entradas.
Foto 2: Toca escavada por um texugo, sendo possível ver-se parte do animal. Esta toca foi escavada pelo próprio animal, dentro das instalações do CERVAS, durante o processso de recuperação.
Em termos alimentares, o texugo é considerado como um animal omnívoro oportunista e a sua dieta passa por pequenos roedores, alguns invertebrados, como insectos, anelídeos e gastrópodes e também frutos, raízes e bolbos.
De acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, editado pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, esta espécie apresenta um estatuto de conservação “Pouco Preocupante” sendo as suas principais causas de ameaça, o atropelamento e o abate ilegal.
Foto 3: Aspecto geral de um Texugo. Note-se a forma robusta do corpo, com a cauda curta, relativamente ao resto do corpo.(Devolução à Natureza na Mata Nacional do Choupal)
No dia 20 de Fevereiro realizou-se uma saída de campo no concelho de Nelas, que contou com 13 participantes. Foram efectuados vários percursos e paragens em locais próximos de linhas de água, florestas envolventes e campos agrícolas. O ponto de encontro foi a Câmara Municipal de Gouveia e daí se seguiu para o concelho de Nelas. O primeiro ponto de observação e escuta teve lugar na ponte nova, que une o distrito da Guarda e o de Viseu. Aqui foi possível observar e ouvir várias espécies de chapins. Seguiu-se depois para as Caldas da Felgueira onde foi possível observar corvos-marinhos e uma garça-real.
Foto: José Prata dos Reis
Ainda dentro da aldeia, foi possível observar várias aves típicas de zonas agrícolas, entre as quais, cias, verdilhões, pintassilgos e milheirinhas. Perto da hora e zona de almoço, foi possível observar uma das aves mais interessantes do dia, o açor.
Foto: José Prata dos Reis
O percurso continuou sempre junto ao rio, em direcção a Póvoa de Luzianes. Aqui observaram-se várias espécies entre os quais, cartaxo, gaio, picapau-malhado-grande e picanço-real. Durante esta saída de campo foi possível observar as seguintes 34 espécies de aves:
O CERVAS e a Associação ALDEIA estiveram representados na Feira do Campo e da Caça, que decorreu em Gouveia, entre 12 e 16 de Fevereiro.
O espaço do CERVAS/ALDEIA foi um local de informação sobre o trabalho do Centro de Recuperação de Animais Selvagens e da Associação, de divulgação de actividades futuras e de sensibilização para a importância da conservação da fauna selvagem.
Para além da presença permanente de técnicos do CERVAS, o stand contou também com uma pequena exposição de material de educação ambiental. O espaço do CERVAS foi visitado por várias dezenas de pessoas, entre as quais a Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, do Secretário de Estado de Estado da Administração Local, José Junqueiro e do Presidente da Câmara Municipal de Gouveia, Álvaro Amaro. Este evento foi organizado pela Câmara Municipal de Gouveia e pela DLCG - Empresa Municipal de Gouveia e esteve inserido nos festejos do "Carnaval da Serra 2010".
Apesar de ser ilegal abater qualquer espécie animal protegida (Decreto-Lei nº 316/89 de 22 de Setembro, transposição para a legislação nacional da Convenção de Berna – Anexo II) e de existirem leis reguladoras dos actos de caça que estipulam quais as espécies cinegéticas (“que se podem caçar”) e respectivas épocas e meios de caça, muitas espécies protegidas e ameaçadas são ainda alvejadas de modo intencional.
A captura e posse de aves selvagens autóctones são actos ilegais, e como tal, devem ser denunciadas às autoridades. Em alguns centros de recuperação, esta é uma das principais causas de ingresso de aves selvagens, principalmente devido ao elevado número de Passeriformes apreendidos pelas autoridades, sendo de destacar a importante actuação do SEPNA/GNR e dos Vigilantes da Natureza das áreas protegidas. No entanto, este problema também ameaça diversas espécies de aves de rapina, sendo de destacar negativamente o elevado número de casos de cativeiro ilegal de Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) e Milhafre-preto (Milvus migrans) mas também de outras rapinas mais ameaçadas, como o Açor (Accipiter gentilis) ou o Tartaranhão-ruivo-dos-paúis (Circus aeruginosus).
Imagem 1: Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus) apreendido pelas autoridades em situação de cativeiro ilegal em casa de um particular.
Foto: Fábia Azevedo
Nos últimos anos tem existido um efectivo empenho das autoridades para recolher animais que estão em posse ilegal por parte de particulares e a tendência é para um aumento progressivo de apreensões nos próximos anos, tendo em consideração que há uma maior sensibilização da população para a denúncia destas situações. Ainda que nalguns casos seja alegado o desconhecimento da legislação, a maioria dos casos de cativeiro é totalmente intencional. Este tipo de situações leva frequentemente a que as aves sejam mantidas sob condições de má higiene, deficiências nutricionais e stress constante, o que leva ao desenvolvimento de patologias e lesões muitas vezes irreversíveis.
Imagem 2: Pintassilgos (Carduelis carduelis) apreendidos pelas autoridades em situação de cativeiro ilegal em casa de um particular. Todos os animais (num total de 22) encontravam-se dentro da gaiola que se encontra no centro da imagem, com uma concentração elevadíssima de indivíduos, apenas com um ponto de acesso a comida e água e sem quaisquer condições de higiene
Foto: CERVAS
Para além dos problemas próprios da situação de cativeiro, em muitos casos verifica-se corte intencional de penas, garras e até de bicos ou membros de aves selvagens capturadas. A recuperação é por vezes impossível devido às lesões físicas, mas o tempo prolongado de contacto com humanos também pode acabar por afectar o estado psicológico normal de cada indivíduo, sobretudo se esse contacto existir desde uma fase muito inicial na vida do animal. Estes animais não podem ser devolvidos à Natureza, pois na grande maioria dos casos não conseguiriam relacionar-se correctamente com outros indivíduos da mesma espécie, e poderiam aproximar-se em demasia de populações humanas.
Imagem 3: Juvenil de Açor (Accipiter gentilis) que estava em cativeiro ilegal numa aldeia de Gouveia e a quem foram cortadas todas as penas das asas.
Foto: Artur Vaz Oliveira
Desde 2006 até ao final de 2009, ingressaram no CERVAS 158 animais devido a captura e cativeiro ilegal, o que representa aproximadamente 16% do total de ingressos. Os dados recolhidos permitem concluir que, no que diz respeito aos animais que ingressam no CERVAS, as principais apreensões de animais em situação de cativeiro ilegal são registadas na zona centro do país, com destaque para os distritos de Coimbra, Viseu e Portalegre.
Imagem 4: Distribuição geográfica (por freguesia e por ano) dos animais ingressos totais no CERVAS (esquerda) e distribuição geográfica dos ingressos no CERVAS devido a captura e cativeiro ilegal.
Estes dados não indicam que a problemática do cativeiro ilegal apenas se verifique nesta zona do país, mas poderão estar também relacionados com um maior número de denúncias e consequentemente um esforço maior ao nível da detecção e resolução destes casos.
No que diz respeito às espécies apreendidas, verifica-se que a pressão da captura e do cativeiro ilegal incidem sobretudo sobre os passeriformes como o Pintassilgo (Carduelis carduelis), o Bico-de-lacre (Estrilda astrid) e a Milheira (Serinus serinus), mas também em aves de rapina como a Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) e o Milhafre-preto (Milvus migrans). A seguinte lista indica todas as espécies que ingressaram no CERVAS por cativeiro ou captura ilegal, bem como o número de indivíduos por espécie:
Accipiter gentilis - 7
Aquila pennata - 7
Athene noctua - 1
Buteo buteo - 16
Carduelis cannabina - 2
Carduelis carduelis - 66
Carduelis chloris - 5
Circus aeruginosus - 1
Circus pygargus - 1
Corvus corax - 2
Corvus corone - 4
Cyanopica cyanus - 10
Emberiza calandra - 1
Estrilda astrild - 13
Falco tinnunculus - 1
Ficedula hypoleuca - 1
Milvus migrans - 12
Pernis apivorus - 2
Pica pica - 2
Serinus serinus - 13
Streptopelia decaocto - 1
Strix aluco - 5
Sylvia atricapilla - 2
Tyto alba - 2
Vulpes vulpes - 3
Segue-se uma lista com algumas das apreensões mais importantes registadas desde 2006, umas devido ao número de animais apreendidos, outras devido às espécies em questão:
19 de Julho de 2007: 9 Carduelis carduelis (Pintassilgo), 7 Serinus serinus (Milheira) e Pica pica (Pega-rabuda), Muxagata, Vila Nova de Foz Côa;
12 de Setembro de 2007: 13 Carduelis carduelis (Pintassilgo) Galveias, Ponte de Sôr;
21 de Outubro de 2007: Circus aeruginosus (Tartaranhão-ruivo-dos-paúis), Mangualde;
15 de Novembro de 2007: Circus pygargus (Tartaranhão-caçador), São Bartolomeu, Borba;
13 de Março de 2008: 6 Carduelis carduelis (Pintassilgo), 4 Travessos (híbrido de Carduelis carduelis e Serinus canaria), 3 Serinus serinus (Milheira), 2 Carduelis cannabina (Pintarroxo), 2 Sylvia atricapilla (Toutinegra-de-barrete) e Carduelis chloris (Verdilhão), Cantar-Galo, Covilhã;
17 de Junho de 2008: 10 Cyanopica cyanus (Pega-azul) e Pica pica (Pega-rabuda), Pinhel;
03 de Julho de 2009: 4 Accipiter gentilis (Açor), 2 Buteo buteo (Águia-de-asa-redonda) e Milvus migrans (Milhafre-preto), Moita, Anadia.
A resolução deste problema passa por um maior esforço preventivo ao nível informação e sensibilização das populações e por aumento na vigilância, sobretudo nos locais onde existem fortes indícios da ocorrência de captura ilegal de espécies protegidas.
Foto: Pintassilgo adulto no momento do ingresso no CERVAS, após apreensão pelo SEPNA/GNR.
O pintassilgo (Carduelis carduelis) é uma ave granívora de pequenas dimensões, com um peso que ronda os 15 g. Os animais adultos apresentam uma plumagem característica, em que sobressai a face de cor vermelha, sendo o resto da cabeça branca e a nuca preta. As asas são também pretas e apresentam uma barra de cor amarela viva, que é particularmente visível quando a ave se encontra em voo. A cauda é bifurcada, de cor preta, com algumas manchas brancas. Os animais imaturos apresentam uma tonalidade mais discreta, em tons acastanhados, ainda que possuam as asas semelhantes aos adultos.
É uma ave bastante comum, ainda que possa ser observada com mais facilidade no sul do país e está presente durante todo o ano. Ocupa uma grande diversidade de habitats, desde parques e jardins urbanos até bosques pouco densos e zonas de orla de campos agrícolas, sobretudo de produção cerealífera.
Nidifica em árvores e a postura, que ocorre entre Abril e Maio, varia entre 4 e 6 ovos, de cor azul, com manchas pretas, sendo a incubação feita pela fêmea. Os ovos eclodem ao fim de 11 a 14 dias, e as crias são alimentadas pelos progenitores, sendo que a sua dieta consiste sobretudo em pequenos insectos.
Estes animais apresentam um canto melodioso, motivo pelo qual são capturados em elevado número, para venda ilegal. Alguns “criadores” produzem híbridos desta espécie com canários (Serinus canaria), que têm o nome comum de “travessos”.
Foto: Híbrido de Carduelis carduelis com Serinus canaria, no momento do ingresso no CERVAS, após apreensão pelo SEPNA/GNR. Apesar de poder ser confundido com um pintassilgo imaturo devido à coloração das asas, este animal apresenta um bico mais robusto e mais semelhante ao do canário.
Ainda que esta espécie apresente um estatuto de conservação “Pouco Preocupante”, a sua principal ameaça é, tal como já foi referido anteriormente, a captura e o cativeiro ilegal, motivo que leva ao ingresso de várias dezenas destes animais nos centros de recuperação de fauna selvagem.
Figura 1 - Colocação de uma caixa ninho para Mocho-d'orelhas no Parque da Sra. dos Verdes, Cativelos.
No âmbito do Projecto BARN foi levado a cabo um censo de aves de rapina nocturnas no concelho de Gouveia, em habitats agrossilvopastoris, tendo sido o Mocho-galego (Athene noctua) a espécie mais detectada, seguido do Mocho-d’orelhas (Otus scops) e Coruja-do-mato (Strix aluco).
Figura 2 - Acção de sensibilização sobre a temática das caixas-ninho para aves de rapina nocturnas.
A Coruja-das-torres (Tyto alba) foi a espécie menos detectada, podendo isto estar relacionado com o progressivo abandono da agricultura tradicional, uma vez que esta espécie depende bastante deste tipo de habitat.
Figura 3 - Caixa-ninho para Coruja-das-torres no Convento de S. Fransco, S. Julião.
Para a detecção destas espécies contamos também com a colaboração das Juntas de Freguesia do concelho e de alguns habitantes, sem a contribuição dos quais este trabalho não seria possível.
Figura 4 - Colocação de uma caixa-ninho para mocho-d'orelhas no Parque da Sra. dos Verdes, Cativelos.
Outro dos objectivos do projecto BARN é potenciar a reprodução e fixação destas espécies. Para isso foram construídas caixas-ninho tendo sido estas colocadas em diversos pontos do concelho de Gouveia durante o mês de Janeiro de 2010.
Figura 5 - Colocação de uma caixa-ninho para mocho-d'orelhas no Parque da Sra. dos Verdes, Cativelos.
A construção e colocação destas caixas-ninho contou com o apoio de diversas pessoas e entidades, quer na aquisição de material, quer através da permissão da colocação de caixas-ninho nas suas propriedades, quer pelo apoio à colocação, sendo de destacar o importante contributo do Sr. Fernando Figueiredo, sem o qual estas acções não seriam possíveis.
Figura 6 - Colocação de uma caixa-ninho para Mocho-d'orelhas na Quinta da Espinhosa, Vila Nova de Tázem, que contou com a colaboração dos Bombeiros Voluntários desta localidade.
A colocação destas caixas-ninho, juntamente com outras que foram já colocadas em 2009, irão permitir não só potenciar a reprodução destas espécies como também a realização de mais estudos com as mesmas.
Figura 7 - Caixa-ninho para Mocho-galego na Quinta da Caramuja, Vinhó/S. Julião.
Figura 8 - Caixa-ninho para Mocho-galego na Quinta das Casas Velhas, Melo.
Figura 9 - Caixa-ninho para Mocho-galego na Quinta dos Impedidos, Vinhó.
No dia 23 de Janeiro realizou-se uma saída de campo no concelho do Carregal do Sal, com vários percursos e paragens em locais próximos de linhas de água e florestas envolventes. O ponto de encontro foi a Câmara Municipal de Gouveia e daí se seguiu para o Carregal do Sal. O primeiro ponto de observação e escuta teve lugar na freguesia de Parada numa pequena mancha florestal junto da estrada. Da freguesia de Parada seguiu-se até Currelos sempre com o Rio Mondego em plano de fundo. Nesta zona fez-se mais um ponto de observação, mais concretamente na ponte que divide o distrito de Viseu e o distrito de Coimbra, sendo possível observar um dos grandes protagonistas do dia, o melro-azul. O percurso continuou sempre junto ao rio, em direcção a Vila Meã, zona que se revelou uma das mais interessantes e propícias para a observação de aves. Aqui foi possível observar vários guarda-rios e maçarico-das-rochas.
Durante esta saída de campo foi possível observar as seguintes 32 espécies de aves:
No passado dia 23 de Janeiro, o CERVAS, a convite da ABAE - Associação Bandeira Azul da Europa, dinamizou um workshop inserido no Seminário Nacional Eco-Escolas, realizado na Escola Superior de Saúde de Coimbra.
Este workshop contou com cerca de 40 participantes, na sua maioria professores, e teve como tema principal "O Contributo dos Centros de Recuperação de Fauna Selvagem para a Educação Ambiental".