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Espécie do mês de Janeiro: Pintassilgo

Foto: Pintassilgo adulto no momento do ingresso no CERVAS, após apreensão pelo SEPNA/GNR.

O pintassilgo (
Carduelis carduelis) é uma ave granívora de pequenas dimensões, com um peso que ronda os 15 g. Os animais adultos apresentam uma plumagem característica, em que sobressai a face de cor vermelha, sendo o resto da cabeça branca e a nuca preta. As asas são também pretas e apresentam uma barra de cor amarela viva, que é particularmente visível quando a ave se encontra em voo. A cauda é bifurcada, de cor preta, com algumas manchas brancas. Os animais imaturos apresentam uma tonalidade mais discreta, em tons acastanhados, ainda que possuam as asas semelhantes aos adultos.

É uma ave bastante comum, ainda que possa ser observada com mais facilidade no sul do país e está presente durante todo o ano. Ocupa uma grande diversidade de habitats, desde parques e jardins urbanos até bosques pouco densos e zonas de orla de campos agrícolas, sobretudo de produção cerealífera.

Nidifica em árvores e a postura, que ocorre entre Abril e Maio, varia entre 4 e 6 ovos, de cor azul, com manchas pretas, sendo a incubação feita pela fêmea. Os ovos eclodem ao fim de 11 a 14 dias, e as crias são alimentadas pelos progenitores, sendo que a sua dieta consiste sobretudo em pequenos insectos.

Estes animais apresentam um canto melodioso, motivo pelo qual são capturados em elevado número, para venda ilegal. Alguns “criadores” produzem híbridos desta espécie com canários (Serinus canaria), que têm o nome comum de “travessos”.



Foto: Híbrido de Carduelis carduelis com Serinus canaria, no momento do ingresso no CERVAS, após apreensão pelo SEPNA/GNR. Apesar de poder ser confundido com um pintassilgo imaturo devido à coloração das asas, este animal apresenta um bico mais robusto e mais semelhante ao do canário.

Ainda que esta espécie apresente um estatuto de conservação “Pouco Preocupante”, a sua principal ameaça é, tal como já foi referido anteriormente, a captura e o cativeiro ilegal, motivo que leva ao ingresso de várias dezenas destes animais nos centros de recuperação de fauna selvagem.

Colocação de caixas-ninho para aves de rapina nocturnas em Gouveia

Figura 1 - Colocação de uma caixa ninho para Mocho-d'orelhas no Parque da Sra. dos Verdes, Cativelos.

No âmbito do Projecto BARN foi levado a cabo um censo de aves de rapina nocturnas no concelho de Gouveia, em habitats agrossilvopastoris, tendo sido o Mocho-galego (Athene noctua) a espécie mais detectada, seguido do Mocho-d’orelhas (Otus scops) e Coruja-do-mato (Strix aluco).

Figura 2 - Acção de sensibilização sobre a temática das caixas-ninho para aves de rapina nocturnas.

A Coruja-das-torres (Tyto alba) foi a espécie menos detectada, podendo isto estar relacionado com o progressivo abandono da agricultura tradicional, uma vez que esta espécie depende bastante deste tipo de habitat.

Figura 3 - Caixa-ninho para Coruja-das-torres no Convento de S. Fransco, S. Julião.

Para a detecção destas espécies contamos também com a colaboração das Juntas de Freguesia do concelho e de alguns habitantes, sem a contribuição dos quais este trabalho não seria possível.


Figura 4 - Colocação de uma caixa-ninho para mocho-d'orelhas no Parque da Sra. dos Verdes, Cativelos.

Outro dos objectivos do projecto BARN é potenciar a reprodução e fixação destas espécies. Para isso foram construídas caixas-ninho tendo sido estas colocadas em diversos pontos do concelho de Gouveia durante o mês de Janeiro de 2010.

Figura 5 - Colocação de uma caixa-ninho para mocho-d'orelhas no Parque da Sra. dos Verdes, Cativelos.

A
construção e colocação destas caixas-ninho contou com o apoio de diversas pessoas e entidades, quer na aquisição de material, quer através da permissão da colocação de caixas-ninho nas suas propriedades, quer pelo apoio à colocação, sendo de destacar o importante contributo do Sr. Fernando Figueiredo, sem o qual estas acções não seriam possíveis.


Figura 6 - Colocação de uma caixa-ninho para Mocho-d'orelhas na Quinta da Espinhosa, Vila Nova de Tázem, que contou com a colaboração dos Bombeiros Voluntários desta localidade.

A colocação destas caixas-ninho, juntamente com outras que foram já colocadas em 2009, irão permitir não só potenciar a reprodução destas espécies como também a realização de mais estudos com as mesmas.

Figura 7 - Caixa-ninho para Mocho-galego na Quinta da Caramuja, Vinhó/S. Julião.

Figura 8 - Caixa-ninho para Mocho-galego na Quinta das Casas Velhas, Melo.

Figura 9 - Caixa-ninho para Mocho-galego na Quinta dos Impedidos, Vinhó.

Saída de Campo: As Aves do Rio Mondego - Carregal do Sal


No dia 23 de Janeiro realizou-se uma saída de campo no concelho do Carregal do Sal, com vários percursos e paragens em locais próximos de linhas de água e florestas envolventes. O ponto de encontro foi a Câmara Municipal de Gouveia e daí se seguiu para o Carregal do Sal. O primeiro ponto de observação e escuta teve lugar na freguesia de Parada numa pequena mancha florestal junto da estrada. Da freguesia de Parada seguiu-se até Currelos sempre com o Rio Mondego em plano de fundo. Nesta zona fez-se mais um ponto de observação, mais concretamente na ponte que divide o distrito de Viseu e o distrito de Coimbra, sendo possível observar um dos grandes protagonistas do dia, o melro-azul. O percurso continuou sempre junto ao rio, em direcção a Vila Meã, zona que se revelou uma das mais interessantes e propícias para a observação de aves. Aqui foi possível observar vários guarda-rios e maçarico-das-rochas.


Durante esta saída de campo foi possível observar as seguintes 32 espécies de aves:
  • Phalacrocorax carbo (Corvo-marinho)
  • Ardea cinerea (Garça-real)
  • Alectoris rufa (Perdiz)
  • Actitis hypoleucos (Maçarico-das-rochas)
  • Columba livia (Pombo-das-rochas)
  • Alcedo atthis (Guarda-rios)
  • Picus viridis (Peto-real)
  • Lullula arborea (Cotovia-dos-bosques)
  • Ptyonoprogne rupestris (Andorinha-das-rochas)
  • Motacilla alba (Alvéola-branca)
  • Troglodytes troglodytes (Carriça)
  • Erithacus rubecula (Pisco-de-peito-ruivo)
  • Saxicola torquata (Cartaxo)
  • Monticola solitarius (Melro-azul)
  • Turdus merula (Melro)
  • Turdus philomelos (Tordo-pinto)
  • Sylvia melanocephala (Toutinegra-dos-valados)
  • Sylvia atricapilla (Toutinegra-de-barrete)
  • Parus ater (Chapim-carvoeiro)
  • Parus caeruleus (Chapim-azul)
  • Parus major (Chapim-real)
  • Certhia brachydactyla (Trepadeira)
  • Lanius meridionalis (Picanço-real)
  • Garrulus glandarius (Gaio)
  • Corvus corone (Gralha-preta)
  • Corvus corax (Corvo)
  • Sturnus unicolor (Estorninho-preto)
  • Passer domesticus (Pardal)
  • Fringilla coelebs (Tentilhão)
  • Serinus serinus (Milheirinha)
  • Carduelis carduelis (Pintassilgo)
  • Emberiza cia (Cia)


O CERVAS no Seminário Nacional Eco-Escolas

No passado dia 23 de Janeiro, o CERVAS, a convite da ABAE - Associação Bandeira Azul da Europa, dinamizou um workshop inserido no Seminário Nacional Eco-Escolas, realizado na Escola Superior de Saúde de Coimbra.


Este workshop contou com cerca de 40 participantes, na sua maioria professores, e teve como tema principal "O Contributo dos Centros de Recuperação de Fauna Selvagem para a Educação Ambiental".

Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, 10ª Edição


INSCRIÇÕES MUITO LIMITADAS!
MAIS INFORMAÇÕES AQUI!

Relatório de actividades de 2009


Relatório de actividades de 2009 disponível aqui.


O CERVAS no Facebook


No sentido de se dar a conhecer a um público mais vasto, o CERVAS passa a estar ligado aos utilizadores do serviço Facebook. A página irá disponibilizar informação sobre as actividades realizadas pelo CERVAS, fotografias e irá ter um espaço para discussão de temas relacionados com conservação e recuperação de fauna selvagem.
A página está disponível aqui.



Saídas de Campo: As Aves do Rio Mondego


O CERVAS e a Associação ALDEIA, em parceria com a Câmara Municipal de Gouveia e a DLCG - Desporto, Lazer e Cultura de Gouveia, Empresa Municipal, irão organizar uma série de saídas de campo para observação de avifauna dedicadas ao Rio Mondego.

Estas saídas consistem em percursos pedestres de baixa dificuldade com pontos de observação e escuta de aves e serão realizadas nos seguintes locais e datas:
  • 23 de Janeiro - Carregal do Sal;
  • 20 de Fevereiro - Nelas;
  • 20 de Março - Mangualde;
  • 17 de Abril - Fornos de Algodres;
  • 22 de Maio - Celorico da Beira;
  • 19 de Junho - Gouveia.
O ponto de encontro será, em qualquer dos casos, a Câmara Municipal de Gouveia, às 08:00.

Material recomendado:
  • Roupa e calçado confortável;
  • Binóculos e Guia de Campo;
  • Merenda e água.
Estas saídas são de participação gratuita e abertas a todos, devendo os participantes confirmar a sua presença para cervas.pnse@gmail.com ou 968 991 007 ou 962 714 492.

Saída de Campo: As Aves das Ribeiras de Celorico da Beira e Pinhel

No dia 9 de Janeiro realizou-se uma saída de campo nos concelhos de Celorico da Beira e Pinhel, com vários percursos e paragens em locais próximos de linhas de água e áreas agrícolas e florestais envolventes. O ponto de partida foi a Ponte da Lavandeira, sobre o Rio Mondego, na localidade de Fornotelheiro, em Celorico da Beira, e o percurso seguiu em direcção a Baraçal, Maçal do Chão, Vila Franca das Naves, Bouça Cova, sendo de destacar a albufeira desta localidade como óptimo ponto de observação de aves, nomeadamente aquáticas e limícolas. De seguida, seguindo por Trajinha, Alverca da Beira cruzou-se a interessante Ribeira de Massueime, e iniciou-se o ultimo troço de percurso através de Freixedas, Barregão, Manigoto e Carvalhal, até ao destino final que foi a Ribeira das Cabras, um local de grande beleza e de grande interesse para a observação de aves. Durante esta saída de campo foi possível observar as seguintes 43 espécies de aves:

  • Tachybaptus ruficollis (Mergulhão-pequeno)
  • Podiceps cristatus (Mergulhão-de-poupa)
  • Phalacrocorax carbo (Corvo-marinho-de-faces-brancas)
  • Ardea cinerea (Garça-real)
  • Ciconia ciconia (Cegonha-branca)
  • Anas platyrhynchus (Pato-real)
  • Elanus caeruleus (Peneireiro-cinzento)
  • Milvus milvus (Milhafre-real)
  • Buteo buteo (Águia-d’asa-redonda)
  • Vanellus vanellus (Abibe)
  • Tringa ochropus (Maçarico-bique-bique)
  • Actitis hypoleucos (Maçarico-das-rochas)
  • Larus ridibundus (Guincho)
  • Columba palumbus (Pombo-torcaz)
  • Tyto alba (Coruja-das-torres)
  • Upupa epops (Poupa)
  • Galerida cristata (Cotovia-de-poupa)
  • Lullula arborea (Cotovia-dos-bosques)
  • Anthus pratensis (Petinha-dos-prados)
  • Motacilla alba (Alvéola-branca)
  • Erithacus rubecula (Pisco-de-peito-ruivo)
  • Phoenicurus ochruros (Rabirruivo)
  • Saxicola torquata (Cartaxo)
  • Turdus merula (Melro)
  • Turdus philomelos (Tordo-pinto)
  • Sylvia atricapilla (Toutinegra-de-barrete-preto)
  • Phylloscopus collybita (Felosinha)
  • Aegithalos caudatus (Chapim-rabilongo)
  • Parus caeruleus (Chapim-azul)
  • Parus major (Chapim-real)
  • Certhia brachydactyla (Trepadeira)
  • Lanius meridionalis (Picanço-real)
  • Cyanopica cyana (Pega-azul)
  • Corvus corone (Gralha-preta)
  • Corvus corax (Corvo)
  • Sturnus unicolor (Estorninho-preto)
  • Passer domesticus (Pardal)
  • Fringilla coelebs (Tentilhão)
  • Serinus serinus (Milheira)
  • Carduelis chloris (Verdilhão)
  • Carduelis spinus (Lugre)
  • Carduelis cannabina (Pintarroxo)
  • Emberiza cia (Cia)

Saída de Campo: As Aves da Neve

No passado dia 2 de Janeiro de 2010 realizou-se uma saída de campo na Serra da Estrela, mais concretamente no vale do Rossim e no vale do Zêzere. Esta acção contou com 7 participantes.

Foram observadas as seguintes espécies, num total de 18:
Perdiz Alectoris rufa
Andorinha-das-rochas Ptynoprogne rupestris
Petinha-dos-prados Anthus pratensis
Alvéola-branca Motacilla alba
Melro-d'água Cinclus cinclus
Pisco-de-peito-ruivo Erithacus rubecula
Rabirruivo Phoenicurus ochruros
Melro-de-colar Turdus torquatus
Toutinegra-de-barrete Sylvia atricapilla
Estrelinha-real Regulus ignicapilla
Chapim-de-poupa Parus cristatus
Chapim-carvoeiro Parus ater
Chapim-azul Parus caeruleus
Chapim-real Parus major
Trepadeira Certhia brachydactyla
Gralha-preta Corvus corone
Tentilhão Fringilla coelebs
Dom-fafe Pyrrhula pyrrhula




Espécie do mês de Dezembro: Águia-d'asa-redonda


A águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) é uma das aves de rapina mais comuns em toda a Europa. A cabeça tem um aspecto arredondado e compacto, com a cauda relativamente curta. A cor da sua plumagem é muito variável, desde quase branco a castanho-escuro. A zona dorsal é geralmente castanha, sendo o peito de cor mais clara, em especial na zona superior deste, que apresenta uma mancha distinta, bastante mais clara, com uma forma semelhante a um babete. Distribui-se pela Europa, Ásia e algumas ilhas do Pacífico e ocupa todos os tipos de habitat onde haja árvores e terrenos abertos, sendo frequente nas bordas dos bosques.

Mapa da distribuição dos ingressos por freguesia, no CERVAS, de Buteo buteo, registados entre 2006 e 2009.

Na maior parte dos casos, a época de nidificação inicia-se em Abril e prolonga-se até Julho, podendo-se iniciar um pouco antes em algumas regiões. Os ninhos podem atingir até um metro de diâmetro são construídos em árvores e arbustos, a partir de ramos e folhas e muitas vezes são utilizados em anos consecutivos. A postura é normalmente de 2 a 5 ovos e a incubação demora 33 a 38 dias. As crias saem do ninho aos 48-62 dias e tornam-se independentes às 15 semanas. É neste período que se começam a afastar do território dos progenitores.


É possível distinguir visualmente os individuos juvenis dos adultos, uma vez que estes últimos apresentam uma barra escura claramente marcada na cauda, ao passo que os individuos imaturos apresentam as rectrizes com riscos escuros, mas cuja espessura é homógenea. Em observações realizadas com a ave na mão, também é possível perceber a idade da ave através dos olhos, que começam por ser castanhos, muito pálidos, e que escurecem com o avançar da idade.
A sua dieta baseia-se em pequenos mamíferos, principalmente ratos, sendo complementada com lagomorfos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados, podendo também ter comportamento necrófago. Caçam normalmente desde um poiso, mas também em voo sobre terrenos abertos e até caminhando pelo solo. Embora seja uma espécie abundante, tem várias ameaças, entre as quais se destacam electrocussão, abate ilegal, pilhagem de ninhos, incêndios florestais e atropelamento. De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, esta espécie apresenta um estatuto de conservação “pouco preocupante”.


CERVAS na Casa da Horta

No dia 29 de Dezembro de 2009 teve lugar na Casa da Horta, no Porto, um jantar de Beneficência promovido pela Associação Cultural Casa da Horta, com o objectivo de divulgação do trabalho do CERVAS e angariação de apoios, ideias e parcerias para as actividades desde centro.



Após um jantar que decorreu num ambiente familiar proporcionado pelo acolhedor e bonito espaço da Casa da Horta, com a participação de cerca de 25 pessoas, foi realizada uma sessão de apresentação das actividades do CERVAS, a que se seguiu uma animada conversa sobre os diversos assuntos que foram abordados, na sua maioria relacionados com ameaças e problemas de conservação da Fauna Selvagem em Portugal.



O CERVAS agradece toda a colaboração e empenho da Associação Cultural Casa da Horta na realização deste evento, que constitui mais um importante contributo para a actividade do centro.

Libertações: 24 de Dezembro de 2009

24 de Dezembro de 2009, Quinta-feira
Libertação de uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo)
10:00 Parque Biológico da Serra da Lousã, Miranda do Corvo

Esta ave ingressou no CERVAS por intermédio do Parque Biológico da Serra da Lousã, onde se encontrava, para que pudesse terminar o seu processo de recuperação no CERVAS. A recuperação consistiu no contacto com animais da mesma espécie e em treinos de voo e de caça.


Na sua devolução à natureza estiveram presentes cerca de 25 pessoas, na sua maioria crianças, mas também membros da direcção e técnicos do Parque Biológico da Serra da Lousã, representantes da autarquia local e membros da comunicação social. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Natália". Esta acção foi precedida de uma breve apresentação sobre o trabalho dos Centros de Recuperação de fauna selvagem e sobre a história e biologia do animal libertado.

A RTP esteve presente nesta acção de devolução à natureza, e a reportagem da mesma (emitida no Jornal da Tarde de 26 de Dezembro) pode ser vista aqui (a partir de 6'40'').

Libertações: 18 de Dezembro de 2009

18 de Dezembro de 2009, Sexta-feira
Libertação de um tartaranhão-ruivo-dos-paúis (Circus aeruginosus)
12:00 Louriçal, Pombal

Esta ave foi encontrada foi encontrada por um particular e recolhida e encaminhada para o CERVAS pela Reserva Natural do Paúl de Arzila. Apresentava fracturas nas duas asas e o seu processo de recuperação consistiu na resolução destas lesões, assim como treinos de voo e caça.


Na sua devolução à natureza estiveram presentes cerca de 250 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares do Agrupamento de Escolas do Louriçal, também representantes do poder local e alguns populares, que baptizaram a ave com o nome "Pluma". Esta acção foi precedida de uma apresentação sobre o trabalho do CERVAS e sobre a história e biologia do animal libertado.


Libertação de uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo)
15:00 Varziela, Cantanhede

Esta ave ingressou neste centro no inicio do mês de Abril, tendo sido recolhida bastante jovem, depois da árvore onde se encontrava o ninho ter sido abatida. O particular que recolheu a ave entregou-a à equipa do SEPNA da GNR, que posteriormente a encaminhou para a Reserva Natural do Paúl de Arzila, que por sua vez a fez chegar ao CERVAS. O seu processo de recuperação consistiu na alimentação para que atingisse o peso ideal e o contacto com animais da mesma espécie para adquirisse os comportamentos normais.


Na sua devolução à natureza estiveram presentes cerca de 30 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares do Jardim de Infância de Varziela, mas também representantes da comunicação social local. A ave foi apadrinhada e baptizada pelas crianças, com o nome de "Boneca". Esta acção foi precedida de uma breve apresentação sobre o trabalho dos Centros de Recuperação de fauna selvagem e sobre a história e biologia do animal libertado.




Esta acção foi realizada no âmbito da I Semana da Águia-d'asa-redonda, que decorreu entre 14 e 18 de Dezembro de 2009.

Libertações: 16 de Dezembro de 2009

16 de Dezembro de 2009, Quarta-feira
Libertação de uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo)
10:00 Freixo de Numão, Guarda

Esta ave foi encontrada foi encontrada por um particular e recolhida e entregue neste centro pela equipa do SEPNA da GNR de Pinhel. A ave apresentava uma fractura na asa direita, resultado de um trauma. A sua recuperação, para além da imobilização temporária da asa para garantir a consolidação da fractura, consistiu em treinos de voo e caça, assim como o contacto com animais da mesma espécie.


Na sua devolução à natureza estiveram presentes cerca de 45 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares da Escola Básica do 1º Ciclo de Freixo de Numão, mas também representantes do poder local e alguns populares, que apadrinharam a ave e a baptizaram com o nome de "Estrela". Esta acção foi precedida de uma apresentação sobre o trabalho do CERVAS e sobre as aves de rapina existentes em Portugal.


Esta acção foi realizada no âmbito da I Semana da Águia-d'asa-redonda, a decorrer entre 14 e 18 de Dezembro de 2009.


Libertação de um gavião (Accipiter nisus)
12:30 Museu do Côa, Vila Nova de Foz Côa

Esta ave ingressou neste centro no inicio do mês de Setembro e foi encontrada por um particular na zona de Vila nova de Foz Côa, que posteriormente a entregou à equipa do SEPNA da GNR de Pinhel, que encaminhou a ave para o CERVAS. Apresentava uma fractura no cúbito da asa esquerda e a sua recuperação consistiu na resolução da lesão e no contacto com animais da mesma espécie, assim como treinos de voo e caça.


Na sua devolução à natureza estiveram presentes cerca de 30 pessoas, na sua maioria alunos e professores da Escola Secundária de Vila Nova de Foz Côa, mas também representantes do Museu do Côa, que baptizaram a ave com o nome de "Geada do Côa". Esta acção foi precedida de uma breve apresentação sobre o trabalho dos Centros de Recuperação de fauna selvagem.

Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, 9ª Edição


INSCRIÇÕES LIMITADAS!
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Libertações: 14 de Dezembro de 2009

14 de Dezembro de 2009, Segunda-feira
Libertação de um águia-d'asa-redonda (Buteo buteo)
10:00 Videmonte, Guarda

Esta ave foi encontrada em Videmonte (Guarda) no dia 19 de Julho de 2009 por um particular que contactou a equipa do SEPNA da GNR da Guarda, que recolheu e encaminhou a ave para o CERVAS. Apresentava lesões provocadas por electrocussão e pela consequente queda. O seu processo de recuperação consistiu no tratamento dessas lesões e em treinos de voo e caça, bem como no contacto com animais da mesma espécie.



Na sua devolução à natureza estiveram presentes cerca de 25 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares da Escola Básica do 1º Ciclo de Videmonte, mas também representantes do poder local e alguns populares, que baptizaram a ave de "Tita". Esta acção foi precedida de uma apresentação sobre o trabalho do CERVAS e sobre as aves de rapina existentes em Portugal.



Esta acção foi realizada no âmbito da I Semana da Águia-d'asa-redonda, a decorrer entre 14 e 18 de Dezembro de 2009.

CERVAS no Congresso da SPEA

O CERVAS esteve presente no VI Congresso de Ornitologia da SPEA & IV Congresso Ibérico de Ornitologia, que teve lugar em Elvas nos dias 5 a 8 de Dezembro de 2009, organizado pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo da Aves) e SEO (Sociedade Espanhola de Ornitologia).

Este evento reuniu mais de 200 pessoas, de Portugal e Espanha, e os trabalhos que contaram com a colaboração de técnicos e colaboradores do CERVAS (ver programa aqui) foram os seguintes:

Emergência de estirpes de Escherichia coli multi-resistentes aos antimicrobianos em aves selvagens.


Distribuição e prevalência de hematozoários na região interior norte e centro de Portugal em Ciconiiformes, Falconiformes e Strigiformes


Mortalidade de aves selvagens por envenenamento em Portugal - Análise de pontos negros e áreas de risco.


Comunidades de aves de rapina nocturnas em habitats humanizados, no concelho de Gouveia


A importância de centros de recuperação de fauna selvagem e do mapeamento dos seus ingressos para a protecção de espécies ameaçadas


Em paralelo decorreu a "I Feira Natureza ConVida", feira de produtos e serviços de natureza, que pretendeu ser uma mostra de actividades sócio-económicas ligadas à natureza e ao desenvolvimento sustentável, e na qual a ALDEIA dinamizou um espaço de divulgação das suas actividades, com destaque para o trabalho desenvolvido no CERVAS e RIAS.

CERVAS na RTP


No dia 9 de Dezembro de 2009 a equipa do "Portugal em Directo", da RTP, esteve no CERVAS para mostrar de perto aos telespectadores parte do trabalho realizado neste centro. Para além dos técnicos e colaboradores que estão a desenvolver trabalhos, também estiveram presentes representantes do Parque Natural da Serra da Estrela e do SEPNA/GNR, entidades que têm um importante papel no encaminhamento de animais para recuperação no CERVAS. A reportagem pode ser vista em duas partes: aqui (a partir de 15'20'') e aqui (a partir de 12'45''). Ainda na RTP, no "Bom Dia Portugal" de 12 de Dezembro de 2009, o CERVAS participou também com uma entrevista que pode ser vista aqui (a partir de 41'00'').

I Semana do Buteo buteo


Dia 14 de Dezembro: Videmonte (Guarda)

10:00 - Acção de Educação Ambiental na Escola Básica do 1º ciclo de Videmonte
11:30 - Libertação de uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo)
Ponto de encontro: Escola EB1 de Videmonte


Dia 16 de Dezembro: Freixo de Numão e Vila Nova de Foz Côa (Guarda)

09:30 - Acção de Educação Ambiental na Escola Básica do 1º ciclo de Freixo de Numão
11:00 - Libertação de uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo)
Ponto de encontro: Escola EB1 de Freixo de Numão

12:30 - Palestra e libertação de um gavião (Accipiter nisus)
Ponto de encontro: Museu do Côa (Vila Nova de Foz Côa)


Dia 16 de Dezembro: Louriçal (Pombal) e Varziela (Cantanhede)

12:00 - Palestra e libertação de um tartaranhão-ruivo-dos-paúis (Circus aeruginosus)
Ponto de encontro: Salão Paroquial do Louriçal (Pombal)

13:00 - Palestra e libertação de uma águia-d'asa-redonda (Buteo buteo)
Ponto de encontro: Centro Social de Varziela (Cantanhede)