Mensagens

Campanha de Natal 2009


CERVAS & RIAS

Sob gestão da Associação ALDEIA

Apresentam:

CAMPANHA DE NATAL 2009

NESTE NATAL... APADRINHE UM ANIMAL!

OFEREÇA UM PRESENTE DIFERENTE!

OFEREÇA O APADRINHAMENTO DE UM ANIMAL SELVAGEM EM RECUPERAÇÃO!

COLABORE COM O CERVAS E COM O RIAS PARTICIPANDO NESTA CAMPANHA OU CONTRIBUINDO PARA A SUA DIVULGAÇÃO.

Esta Campanha de Natal conjunta entre o CERVAS e o RIAS pretende ser um meio de angariação de fundos para a manutenção e gestão dos dois centros, geridos pela Associação ALDEIA desde Abril e Outubro de 2009 respectivamente, em parceria com o ICNB e a ANA – Aeroportos de Portugal. Visa também ser uma forma de divulgação e aproximação da população em geral ao trabalho desenvolvido por estes centros de recuperação de fauna selvagem.

Neste momento, os animais selvagens em recuperação nestes centros, que podem ser apadrinhados, são os seguintes:

Com uma contribuição mínima de 15€ cada:
Mocho-galego (
Athene noctua)
Coruja-do-mato (
Strix aluco)
Coruja-das-torres (
Tyto alba)
Milhafre-preto (
Milvus migrans)
Águia-de-asa-redonda (
Buteo buteo)
Águia-calçada (
Aquila pennata)
Açor (
Accipiter gentilis)
Gavião (
Accipiter nisus)
Peneireiro-vulgar (
Falco tinnunculus)
Águia-cobreira (
Circaetus gallicus)
Gralha-de-nuca-cinzenta (
Corvus monedula)
Gaivota-de-patas-amarelas (
Larus michahellis)
Gaivota-de-asas-escuras (
Larus fuscus)
Gaivota-de-cabeça-preta (
Larus melanocephalus)
Guincho (
Larus ridibundus)
Galeirão (
Fulica atra)

Com uma contribuição mínima de 25€ cada:
Britango (
Neophron percnopterus)
Abutre-preto (
Aegypius monachus)
Peneireiro-cinzento (
Elanus caeruleus)
Bufo-real (
Bubo bubo)
Falcão-abelheiro (
Pernis apivorus)
Garça-vermelha (
Ardea purpurea)
Grifo (
Gyps fulvus)

Ganso-patola (Morus bassanus)


Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).


Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua libertação (se tal for possível no final do processo de recuperação, e se assim o desejar) e receberá um certificado de apadrinhamento. Poderá solicitar dados e fotos do animal apadrinhado e o seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS e do RIAS para que possa obter informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal. A visita aos centros também será possível quando solicitada atempadamente e adequadamente combinada com os respectivos técnicos e colaboradores.


Modos de pagamento:
- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de apadrinhamento para:
ALDEIA/CERVAS. Apartado 126. 6290-909 Gouveia
- TRANSFERÊNCIA*:
NIB: 003503540003190733089 (Caixa Geral de Depósitos de Gouveia)
*Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com



DESCARREGUE A FICHA DE APADRINHAMENTO AQUI

Consulte também:
http://www.aldeia.org/
http://rias-aldeia.blogspot.com/


Para qualquer informação adicional contactar: CERVAS:

962714492 ou cervas.pnse@gmail.com

Libertações: 2 e 3 de Dezembro de 2009

2 de Dezembro de 2009, Quarta-feira
Libertação de um açor (Accipiter gentilis)
10:00 Calde, Viseu

Esta fêmea de açor ingressou no CERVAS após ter sido recolhida pelos membros da equipa do SEPNA da GNR de Viseu, no lugar de Calde. Apesar de ter sido encontrada numa zona não urbanizada, apresentava as penas intencionalmente cortadas e alguns sinais de domesticação, que indicam que teria fugido de cativeiro. O seu processo de recuperação foi bastante longo para permitir a mudança das penas, para além de ter sido sujeito a treinos de voo e caça e ao contacto com animais da mesma espécie para que pudesse adquirir os comportamentos normais.


Na devolução à Natureza deste animal estiveram presentes cerca de 40 pessoas, na sua maioria alunos do Jardim de Infância e da Escola Básica do 1º Ciclo de Calde, mas também representantes da Junta de Freguesia e diversos populares, que baptizaram a ave com o nome de "Eva". Esta acção foi seguida de uma breve apresentação junto das crianças.


3 de Dezembro de 2009, Quinta-feira
Libertação de um grifo (Gyps fulvus)
10:00 Santuário de Santo André das Arribas, Almofala, Figueira de Castelo Rodrigo


Este grifo juvenil foi recolhido pela equipa do SEPNA da GNR da Lousã, após ter sido encontrado por um particular na freguesia de Vila Nova (Miranda do Corvo), no distrito de Coimbra. A equipa do SEPNA trouxe o animal até este centro, e na altura do seu ingresso, no dia 19 de Outubro de 2009, o animal encontrava-se desnutrido. O seu processo de recuperação consistiu na alimentação para que adquirisse o peso ideal e treinos de voo.


Libertação de um milhafe-real (Milvus milvus)
11:00 Cinco Vilas, Figueira de Castelo Rodrigo


Esta ave foi recolhida por um particular na zona de Cinco Vilas, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e entregue neste centro por intermédio do Parque Natural do Douro Internacional. Na altura do seu ingresso apresentava-se ligeiramente debilitado mas sem lesões aparentes. O seu processo de recuperação incidiu na alimentação para que pudesse adquirir o peso ideal, juntamente com treinos de voo e caça.


Libertações: 27 de Novembro de 2009

27 de Novembro de 2009, Sexta-feira
Libertação de uma coruja-do-mato (Strix aluco)
17:30 Macieira de Sarnes, Oliveira de Azeméis

Esta ave foi encontrada em Macieira de Sarnes, Oliveira do Hospital, após ter caído do ninho. O particular que recolheu o animal entregou-o aos cuidados do Parque Biológico de Gaia, que iniciou o seu processo de recuperação. Esta instituição transferiu a ave para o CERVAS no dia 4 de Julho de 2009 para que pudesse finalizar o seu processo de recuperação, que consistiu em contacto com indivíduos da mesma espécie para que pudesse desenvolver os comportamentos normais, assim como treinos de voo e caça.


Na libertação estiveram presentes cerca de 70 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares da Escola Básica do 1º Ciclo de Macieira de Sarnes, mas também diversos populares. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Riscas". Esta acção foi antecedida de uma oficina de educação ambiental, cujo público foram as crianças da Escola Básica do 1º Ciclo de Macieira de Sarnes.


Durante a manhã e ao início da tarde realizaram-se ainda acções de educação ambiental junto de alunos da Escola Básica do 2º e 3º Ciclo do Pinheiro da Bemposta e da Escola Básica e Secundária de Fajões, onde se abordou o trabalho realizado nos centros de recuperação de fauna selvagem.


Esta acção foi realizada no âmbito da II Semana da coruja-do-mato, que decorreu entre 23 e 27 de Novembro de 2009.

Causas de Ingresso: Electrocussão

A electrocussão é uma das maiores ameaças à conservação de aves selvagens, sendo também uma das principais causas de ingresso em centros de recuperação. Esta situação ocorre quando uma ave levanta voo ou poisa num poste de electricidade que usa como poleiro, e há contacto com elementos não isolados do fio de electricidade, o que leva à passagem de corrente eléctrica pelo corpo. Geralmente a entrada ocorre pela ponta de uma das asas e a saída dá-se por uma pata do lado oposto, mas nem sempre segue este padrão, por isso, a diversidade de lesões é muito grande.




Falcão-peregrino (Falco peregrinus) juvenil electrocutado em Vale de Algoso, Vimioso que ingressou no CERVAS no dia 25 de Novembro de 2009.



A electrocussão é uma das ameaças mais letais, porque a passagem da corrente eléctrica pelo corpo da ave geralmente resulta em morte fulminante. Ainda assim, alguns animais sobrevivem e podem ingressar em centros de recuperação,mas a gravidade das lesões leva a que esta causa de ingresso seja uma das que apresenta taxas de recuperação mais reduzidas. As lesões produzidas são combustão e necrose nos pontos de entrada e saída da corrente; rotura generalizada dos endotélios vasculares, o que produz hemorragia interna e congestão generalizadas; lesões neuronais que podem variar desde pequenas perdas de percepção (por vezes transitórios) até danos generalizados irreversíveis no sistema nervoso central, que por sua vez podem conduzir a paralisia parcial, total ou a diversos graus de ataxia.


A gravidade das lesões depende essencialmente da voltagem da linha eléctrica e do tamanho da ave afectada. Uma ave de grandes dimensões pode suportar um grau de destruição tissular que deixaria irreversivelmente incapacitada uma ave de menor massa corporal. Geralmente, aves de grande tamanho como Cegonhas-brancas (Ciconia ciconia), Águias-reais (Aquila chrysaetus), Bufos-reais (Bubo bubo) ou diversas espécies de Abutres, como por exemplo o Abutre-preto (Aegypius monachus), podem ser recuperáveis caso não tenha ocorrido lesão nervosa ou se as lesões dos tecidos forem recuperáveis.



Abutre-preto (Aegypius monachus) electrocutado num poste em Portalegre, com extensa lesão ao longo da asa, na fase intermédia da recuperação das feridas. Este indivíduo é considerado irrecuperável devido à destruição irreversível dos folículos das penas na zona do cotovelo e será integrado num programa de reprodução em cativeiro em Espanha.





Mapa da proveniência de todos os animais que ingressaram no CERVAS (por freguesias e por ano) e mapa da provenência dos animais que ingressaram por electrocussão.


Consulte mais informações sobre a problemática da electrocussão de aves selvagens em Portugal aqui.

Libertação: 26 de Novembro de 2009

26 de Novembro de 2009, Quinta-feira
Libertação de uma coruja-do-mato (Strix aluco)
17:00 Cunha Baixa, Mangualde

Esta ave ingressou no CERVAS no dia 28 de Agosto de 2009, após ter sido encontrada na localidade de Cunha Baixa por um particular. A equipa do SEPNA da GNR de Mangualde recolheu e encaminhou a ave para este centro, onde se deu início ao seu processo de recuperação, que consistiu no tratamento das lesões, treinos de voo e caça, assim como o contacto com animais da mesma espécie.


Na libertação estiveram presentes cerca de 40 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares doJardim de Infância e da Escola Básica do 1º Ciclo de Cunha Baixa, assim como representantes do Clube de Caça e Pesca de Mangualde, bem como diversos populares. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Peninha". Esta acção foi antecedida de uma oficina de educação ambiental.

Esta acção foi realizada no âmbito da II Semana da coruja-do-mato, que decorreu entre 23 e 27 de Novembro de 2009.

Espécie do mês de Novembro: Bufo-real


O bufo-real (Bubo bubo) é o maior estrigídeo europeu, com um comprimento de 60 a 75cm e uma envergadura de 1,5-1,7. O seu peso atinge os 4kg.
Tem aspecto robusto e compacto, com grandes “orelhas” ou penachos auriculares de penas e grandes olhos alaranjados. Possui os tarsos e dedos cobertos de penas, a plumagem é pardo-amarelada, o dorso tem manchas preto-pardacentas, peito largo, ventre com finas linhas longitudinais preto-pardacentas, com face inferior das asas mais clara. A plumagem em ambos os sexos é de cor idêntica, no entanto a fêmea é um pouco maior. Quanto à silhueta de voo, destaca-se pela cabeça comprida, asas longas e bastante largas.
A sua alimentação vai desde ratos até lebres, sendo o ouriço-cacheiro uma das suas principais presas. Ocasionalmente poderá capturar alguns peixes.


É uma espécie que se distribui desde a Europa Ocidental, Norte de África até à Ásia Oriental, mas que também ocorre na Península Ibérica, sendo no geral considerada uma espécie relativamente rara no que diz respeito à sua distribuição mundial.
Mapa da distribuição dos ingressos por freguesia, no CERVAS, de Bubo bubo, registados entre 2006 e 2009.

Tem preferência por regiões rochosas montanhosas ou vales fluviais, com zonas florestais e terrenos abertos e nus, preferindo os últimos para caçarem. Para nidificar, aproveita buracos em paredes rochosas ou escarpas. Pode, no entanto, também nidificar em planícies onde aproveitam ninhos de outras grandes aves, velhos e abandonados, ou até mesmo no solo.


Constituem um casal permanente ocupando todos os anos o mesmo ninho. A postura é de 2 a 5 ovos em Março/Abril, apenas a fêmea os incuba, durante 31 a 36 dias, e as crias permanecem 35 dias no ninho. Abandonam-no sem ainda saber voar mas mantêm-se por perto, só aprendendo a voar às 9 semanas, sendo que os seus pais continuam a alimentá-los umas mais 10 a 15 semanas.
O estatuto de conservação atribuído pelo ICNB é de “quase ameaçado”. Entre as principais ameaças está a destruição de habitat, sobretudo devido às alterações provocadas pela construção de barragens, o envenenamento e a electrocussão.

Libertações: 24 de Novembro de 2009

24 de Novembro de 2009, Terça-feira
Libertação de uma coruja-do-mato (Strix aluco)
17:00 Cubos, Mangualde

Esta ave foi encontrada caída na linha de caminhos-de-ferro junto a estação de comboios de Cubos, Mangualde, depois de ter colidido contra um comboio. O particular que avistou o animal contactou com a equipa do SEPNA da GNR de Mangualde que o recolheu e encaminhou para o CERVAS. Apresentava fractura e lesões nos membros anteriores, resultantes do trauma provocado pela colisão. O seu processo de recuperação envolveu tratamento específico para as lesões que apresentava, assim como contacto com animais da mesma espécie e treinos de voo e caça.

Na libertação estiveram presentes cerca de 60 pessoas, na sua maioria crianças, e seus familiares, professores e auxiliares da Escola Básica do 1º Ciclo de Cubos, mas também representantes da autarquia local, na figura do Presidente da Junta, do Clube de Caça e Pesca de Mangualde, bem como alguns populares. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Maxi Cubos". Esta acção foi antecedida de uma oficina de educação ambiental.


Esta acção foi realizada no âmbito da II Semana da coruja-do-mato, que decorreu entre 23 e 27 de Novembro de 2009.



Libertação de um bufo-real (Bubo bubo)

19:00 Fornotelheiro, Celorico da Beira
Esta ave, um macho adulto, foi recolhido dentro do recinto da Escola Básica do 1º Ciclo de Celorico da Beira. Os soldados da GNR de Celorico da Beira que recolheram o animal entregaram-no à equipa do SEPNA da GNR da Guarda, que posteriormente o fizeram chegar até ao CERVAS. Na altura do seu ingresso esta ave encontrava-se bastante magra e com feridas nas asas. O seu processo de recuperação envolveu o tratamento das lesões, treinos de voo e caça, assim como o contacto com animais da mesma espécie.

Na libertação estiveram presentes cerca de 25 pessoas, sobretudo populares, mas também representantes da autarquia local e dos caçadores da região, que baptizaram a ave com o nome de "Mondego"

CERVAS no I Encontro Fórum Aves

Nos dias 21 e 22 de Novembro de 2009 teve lugar em Seia o I Encontro Fórum Aves, no qual o CERVAS participou com a comunicação oralContributo dos centros de recuperação para a conservação de aves selvagens em Portugal - o exemplo do CERVAS”, inserida num painel “Aves: Cinco Olhares” (ver programa aqui). No segundo dia do evento, após saída para observação de aves no Parque Natural da Serra da Estrela, realizou-se uma visita guiada ao CERVAS.

Este evento, organizado pelo Fórum Aves e pelo Centro de Interpretação da Serra da Estrela contou com a participação de observadores de aves de todo o país. O excelente portal Fórum Aves pode ser consultado aqui e é um espaço criado com o objectivo de permitir a troca de informações entre todos aqueles que se interessam por aves selvagens: observadores de aves, anilhadores, ornitólogos, biólogos, fotógrafos de natureza, etc. Este portal tem diversas salas temáticas, bem como anúncios de eventos e actividades ou debate de temas não directamente relacionados com aves.


Libertações: 23 de Novembro de 2009

23 de Novembro de 2009, Segunda-feira
Libertação de uma coruja-do-mato (Strix aluco)
17:00 Skiparque do Sameiro, Manteigas

Esta ave foi recolhida perto de Manteigas, no início do mês de Outubro, com lesões oculares de origem traumática. O seu processo de recuperação envolveu tratamento específico para as lesões, o contacto com aves da mesma espécie e treinos de voo e caça.


Na libertação estiveram presentes cerca de 150 pessoas, sobretudo jovens da Escola Básica do 2º e 3º Ciclo de Manteigas, mas também de representantes dos Sapadores Florestais, do município de Manteigas, bem como diversos populares.


Esta acção foi associada às comemorações do Dia da Floresta Autóctone, organizadas pelo Gabinete Técnico-Florestal da Câmara Municipal de Manteigas e foi realizada no âmbito da II Semana da coruja-do-mato, que decorreu de 23 a 27 de Novembro.

Libertações: 17 de Outubro de 2009

17 de Novembro de 2009, Terça-feira
Libertação de um mocho-galego (Athene noctua)
15:00 Gouveia

Esta ave ingressou no CERVAS a 30 de Junho de 2009, após ter sido atropelada. O particular que encontrou o animal contactou a equipa do SEPNA que o encaminhou até este centro. Apresentava lesões oculares derivadas da colisão e o seu processo de recuperação incidiu em tratamento específico para essas lesões, mas também treinos de voo e caça e contacto com indivíduos da mesma espécie.




Esta libertação estava agendada para o dia 16 de Novembro mas não se realizou por não existirem as condições meteorológicas ideais. Na libertação estiveram presentes cerca de 30 pessoas, crianças, professores e auxiliares de educação da Escola Básica do 2º Ciclo de Gouveia. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Pituxa".



Esta acção foi realizada no âmbito da II Semana do mocho-galego, que decorreu entre 9 e 17 de Novembro de 2009.

Grifo libertado foi avistado no Sul de Espanha

Um Grifo (Gyps fulvus) que tinha sido recolhido em Folhadosa (Seia) e entregue pela GNR-Seia no CERVAS a 12 de Agosto de 2009, sendo posteriormente libertado em Almofala (Figueira de Castelo Rodrigo) no dia 3 de Setembro de 2009 (ver informação aqui) foi observado no Sul de Espanha. Esta ave foi avistada por um ornitólogo espanhol no dia 19 de Outubro de 2009, junto de cerca de uma centena de aves da mesma espécie em Medina Sidónia, Cádiz, provavelmente em movimento migratório para África, como é típico nos juvenis desta espécie nesta altura do ano.


A “recaptura visual” de aves devolvidas à Natureza a partir de centros de recuperação é possível porque nalgumas espécies, como por exemplo os Grifos ou Abutres-pretos (Aegypius monachus), são utilizadas anilhas em PVC com um número que pode ser lido à distância. Já em 2008, um Abutre-preto libertado pelo CERVAS na zona do Sabugal tinha sido observado em Huelva, também no Sul de Espanha.

O seguimento de aves recuperadas pode fornecer informações relevantes para o conhecimento da ecologia das espécies e contribuir para o desenvolvimento de medidas de gestão e conservação eficazes. Por outro lado, pode permitir conhecer a taxa de sobrevivência dos animais recuperados, contribuindo para melhorar os métodos utilizados no tratamento e treino realizados nos centros de recuperação.



Libertações: 13 de Novembro de 2009

13 de Novembro de 2009, Sexta-feira
Libertação de um mocho-galego (Athene noctua)
15:15 Souto de Aguiar da Beira, Aguiar da Beira

Esta ave ingressou no CERVAS a 21 de Julho de 2009, após ter sido recolhida em Souto de Aguiar da Beira por um particular que a encontrou dentro da sua propriedade, após esta ter caido do ninho. O animal foi entregue à equipa do SEPNA da GNR de Gouveia, que o encaminhou para este centro. O seu processo de recuperação envolveu o contacto com animais da mesma espécie para que adquirisse os comportamentos próprios e treinos de voo e caça.


Na libertação estiveram presentes cerca de 25 pessoas, na sua maioria crianças, e seus familiares, professores e auxiliares do Jardim de Infância de Souto de Aguiar da Beira, mas também representantes da autarquia local, na figura do Presidente da Junta, bem como alguns populares. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Benvindo". Esta acção foi antecedida de uma pequena apresentação.



Libertação de um mocho-galego (Athene noctua)
16:30, Chãs de Tavares, Mangualde


Esta ave ingressou no CERVAS a 13 de Outubro, após ter sido recolhida do interior de uma habitação, na localidade de Guimarães de Tavares, no concelho de Mangualde. O particular que encontrou a ave contactou a equipa do SEPNA de Mangualde, que recolheu e encaminhou a ave para este centro. A sua recuperação envolveu o contacto com animais da mesma espécie para que adquirisse os comportamentos próprios e treinos de voo e caça.


Na libertação estiveram presentes cerca de 45 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares da Escola Básica do 1º Ciclo de Chãs de Tavares, representantes da autarquia local, na figura do Presidente da Junta, do Clube de Caça e Pesca de Mangualde, assim como alguns populares. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Tavares". Durante a manhã foi realizada uma pequena apresentação com as crianças, onde se abordou o trabalho do CERVAS e algumas características da ave que seria libertada durante a tarde.



Estas acções foram realizadas no âmbito da II Semana do mocho-galego, a decorrer entre 9 e 16 de Novembro de 2009.

Libertações: 12 de Novembro de 2009

12 de Novembro de 2009, Quinta-feira
Libertação de um mocho-galego (Athene noctua)
15:15 São Romão, Seia

Esta ave foi recolhida perto da estrada que liga Catraia de Assamaça a São Romão, no concelho de Seia, após ter caído do ninho. O animal foi recolhido por um soldado da GNR de Seia, que o fez chegar ao CERVAS, no dia 12 de Agosto de 2009. A sua recuperação envolveu o contacto com animais da mesma espécie para que adquirisse os comportamentos próprios e treinos de voo e caça.



Na libertação estiveram presentes cerca de 70 pessoas, na sua maioria crianças, e seus familiares, professores e auxiliares da Escola Básica do 1º Ciclo de São Romão, mas também membros de associações locais. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Robin". Esta acção foi antecedida de uma pequena apresentação.



Libertação de um mocho-galego (Athene noctua)
16:30, Santa Comba, Seia


Esta ave foi atropelada perto do cemitério de Santa Comba, Seia, no dia 18 de Julho. Foi recolhida por um particular, que a entregou à equipa do SEPNA da GNR de Gouveia e esta encaminhou o animal para o CERVAS. Como apresentava lesões oculares provocadas pelo atropelamento a sua recuperação incidiu em tratamento específico para este tipo de lesões, bem como treinos de voo e caça e contacto com animais da mesma espécie.


Na libertação estiveram presentes cerca de 20 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares da Escola Básica do 1º Ciclo de Santa Comba, assim como alguns populares. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Comba". Durante a manhã foi realizada uma pequena apresentação com as crianças, onde se abordou o trabalho do CERVAS e algumas características da ave que seria libertada durante a tarde. Esta acção contou também com a presença de representantes da equipa do SEPNA da GNR de Gouveia.



Estas acções foram realizadas no âmbito da II Semana do mocho-galego, a decorrer entre 9 e 16 de Novembro de 2009.

Libertações: 9 e 10 de Novembro de 2009

9 de Novembro de 2009, Segunda-feira
Libertação de um mocho-galego (Athene noctua)
15:30 Nabais, Gouveia

Esta ave ingressou no CERVAS a 20 de Julho de 2009, após ter sido recolhida, em Nabais (Gouveia) por um particular, que a encaminhou para este centro. Na altura do ingresso o animal encontrava-se extremamente debilitado e desnutrido. A sua recuperação consistiu em alimentação para que adquirisse o peso adequado, treinos de voo e caça e contacto com indivíduos da mesma espécie.


Na libertação estiveram presentes cerca de 20 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares do Jardim de Infância e da Escola Básica do 1º Ciclo de Nabais, mas também representantes da Equipa de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR de Gouveia, assim como alguns populares. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Paulo Bento". Esta acção foi antecedida de uma pequena apresentação.





10 de Novembro, Terça-feira

Libertação de um mocho-galego (Athene noctua)
14:00, Oliveira do Hospital


Esta ave ingressou no CERVAS a 28 de Julho de 2009, vinda da zona urbana de Oliveira do Hospital. O animal foi recolhido e encaminhado para este centro por um particular que o encontrou perto da sua residência. O seu processo de recuperação envolveu o contacto com animais da mesma espécie para que adquirisse os comportamentos próprios e treinos de voo e caça.



Na libertação estiveram presentes cerca de 270 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares da Escola Básica do 1º Ciclo de Oliveira do Hospital, mas também representantes de orgãos de comunicação social regional, assim como alguns populares. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Brás". Antes desta acção realizou-se uma pequena apresentação.




Estas acções foram realizadas no âmbito da II Semana do mocho-galego, a decorrer entre 9 e 16 de Novembro de 2009.

Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna

A 28 de Setembro de 2009 foi publicada em Diário da República a Portaria nº 1112/2009 com o objectivo de regulamentar a Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna (Selvagem), cuja coordenação será assegurada pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I. P., em articulação com a Direcção -Geral de Veterinária e com a Autoridade Florestal Nacional. Os centros nela enquadrados partilham objectivos comuns, contribuindo para a conservação da biodiversidade nas suas vertentes in situ e ex situ, para o conhecimento científico e para a promoção da educação ambiental.

Protocolo de colaboração entre o Departamento de Antropologia da FCSH-UNL e a ALDEIA


Foi estabelecida uma parceria entre a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL), através do Departamento de Antropologia, e a Associação ALDEIA com o objectivo de promover actividades no âmbito dos conhecimentos e dos métodos específicos da disciplina antropológica, nas suas vertentes cultural e biológica. Esta colaboração permitirá desenvolver um programa que envolverá:

• Organização de estágios de investigação e teses realizados com o apoio institucional da ALDEIA e do Departamento de Antropologia da FCSH/UNL e realizados em regime de co-orientação científica por responsáveis a nomear por cada uma das duas instituições.
• Apoio científico por parte do Departamento de Antropologia da FCSH/UNL em actividades desenvolvidas no quadro da ALDEIA nas áreas de Antropologia, Etnografia e Conservação da Natureza.
• Desenvolvimento conjunto de programas e actividades concernentes ao estudo da vertente social e cultural presente nas diferentes áreas protegidas.
• Colaboração entre as duas instituições em actividades de formação, divulgação de estudos e publicação de trabalhos científicos.

Esta parceria foi estabelecida no âmbito do trabalho que a ALDEIA está a desenvolver no CERVAS, mas poderá ser alargada a outras áreas de trabalho da associação.

II Semana do Mocho-galego: 9 a 16 de Novembro de 2009

Espécie do mês de Outubro: Peneireiro-vulgar


O Peneireiro (Falco tinnunculus) é uma ave de rapina diurna de pequeno porte, que atinge de comprimento 32-38 cm e envergadura de 68-78 cm. O seu peso varia entre as 125 e as 325 gramas, sendo a fêmea maior do que o macho. É um falcão esbelto com asas compridas e pontiagudas e cauda longa.

Esta espécie apresenta um grande dimorfismo sexual, ou seja, apresentam características externas que permitem distinguir os sexos.: têm uma plumagem diferente, embora ambos os sexos apresentam um pequeno “bigode” preto. Os machos caracterizam-se pela cor castanho-avermelhada no dorso e supra-alares (com pequenos pontos escuros), rémiges castanho escuras, cabeça e cauda cinzento azuladas e nesta, uma barra terminal larga e preta. A fêmea, como os juvenis, tem partes superiores castanho avermelhadas e cauda com pronunciadas barras preto acastanhadas.

Esta espécie é residente em Portugal Continental e Ilha da Madeira, mas distribui-se também pelo resto da Europa, Ásia, África até ao Cabo da Boa Esperança.
É um pequeno falcão que habita em campos abertos e de cultivo, urzais, bosques (excepto bosques muito frondosos), áreas de salgueiros ou vidoeiros e que nidifica frequentemente em ninhos velhos de outras aves, em árvores ou cavidades rochosas, encontrando-se também em plena cidade.

O Peneireiro ocupa os ninhos abandonados, ou aproveita buracos existentes em árvores ou rochas, e até mesmo as fendas e vãos das paredes de grande edifícios.



O período de incubação é de 27-30 dias sendo a postura normalmente em Abril/Maio com um total de 4 ou 5 ovos, sendo estes incubados pela fêmea. As crias são alimentadas por ambos os progenitores e o seu primeiro voo é aos 28-30 dias. Este falcão possui a capacidade de “peneirar” devido a um ritmado batimento das asas, o que lhe permite detectar assim as suas presas.

A
presenta um estatuto de conservação definido pelo ICNB como Pouco Preocupante. Entre as principais ameaças, evidenciam-se os rodenticidas e insecticidas, a captura ilegal e também a mecanização da agricultura.

Libertações: 21 e 22 de Outubro de 2009

21 de Outubro de 2009, Quarta-feira
Libertação de um Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)
10h45 - Tibaldinho, Mangualde


Esta ave foi apreendida em Agosto de 2009 pelo EPNA de Elvas, a um particular que a mantinha em cativeiro ilegal. Este animal apresentava lesões graves nos membros posteriores, provocadas pelas condições em que se encontrava. O processo de recuperação consistiu no tratamento das lesões, contacto com aves da mesma espécie para que adquirisse os comportamentos próprios e treinos de voo e caça.



Na libertação estiveram presentes cerca de 35 pessoas, na sua maioria crianças, professores e auxiliares do Jardim de Infância e da Escola Básica do 1º Ciclo de Tibaldinhos, mas também representantes do Agrupamento de Escolas de Mangualde, da Junta de Freguesia de Alcafache, da Equipa de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR de Mangualde, assim como alguns populares. A ave foi baptizada pelas crianças com o nome de "Tibas". Esta acção foi seguida de uma breve apresentação junto das crianças.



22 de Outubro de 2009, Quinta-feira
Libertação de um Milhafre-real (Milvus milvus)
10h00 - Vilar Formoso


Esta ave tinha sido atropelada por um camião numa auto-estrada no início de Setembro, tendo sido recolhida de imediato pelo condutor do veículo, ainda em território espanhol, e encaminhada para os elementos do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR de Vilar Formoso, que por sua vez a entregaram aos cuidados do CERVAS, em Gouveia. Apesar do trauma, o milhafre não apresentava qualquer fractura mas encontrava-se magro e debilitado. O processo de recuperação foi rápido e consistiu na recuperação da condição física e treino de voo em instalações adequadas para a espécie.





A devolução à Natureza desta ave foi realizada pelos representantes do Clube de Caça e Pesca de Vilar Formoso, tendo estado presentes o Presidente da Junta de Freguesia e Médica Veterinária Municipal, bem como um grupo de crianças e professores da EB 2,3 que baptizaram a ave com o nome de “Vilar”.


Libertação de um Grifo (Gyps fulvus)
12h00 - Almofala, Figueira de Castelo Rodrigo

Esta ave ingressou no CERVAS após ter sido encontrada pelos Bombeiros Voluntários de Pinhel e recolhida pelo Parque Natural do Douro Internacional. Encontrava-se bastante desnutrida e debilitada. Durante o seu processo de recuperação foi alimentada para que adquirisse o peso adequado, colocada em contacto com aves da mesma espécie e submetida a treinos de voo.


O grifo foi devolvido à Natureza no Santuário de Santo André das Arribas, com a participação de representantes da Corporação de Bombeiros responsável pela recolha do animal. A ave foi baptizada de "Desertor".

Manutenção e limpeza das instalações do CERVAS

Durante o mês de Outubro foi realizada uma actividade de limpeza geral de instalações e corte de mato nas instalações do CERVAS. Esta acção só foi possível graças ao envolvimento da ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela e dos formadores e formandos do curso de formação de Técnicos de Recursos Florestais e Ambientais, promovido por esta associação. Esta instituição deu assim um grande contributo para melhorar as condições de trabalho dos técnicos do CERVAS, garantindo a segurança das instalações e facilitando o acesso às diversas áreas de trabalho deste centro, uma estrutura do PNSE/ICNB, sob gestão da Associação ALDEIA. Os trabalhos foram desenvolvidos com muita animação e saudável convívio entre todos os participantes. Esta acção reflecte o envolvimento existente entre este centro e a ADRUSE e futuramente serão desenvolvidas outras actividades conjuntas.