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Espécie do mês de Fevereiro: Pardal-comum


O pardal-comum (Passer domesticus) ou pardal-de-telhado é uma ave vulgar de coloração acastanhada e com o dorso estriado. Os machos possuem marcas mais notórias, principalmente na plumagem de Primavera, apresentando um “babete” preto, coroa cinzenta e faces acinzentadas. As fêmeas e os juvenis possuem uma plumagem muito mais apagada com uma coloração acastanhada generalizada.


O pardal-comum distribui-se por todo o território continental, parecendo, no entanto, mais abundante no litoral, coincidindo com as regiões mais urbanizadas do país. Normalmente, o pardal-comum encontra-se associado à presença do Homem, sendo por isso observado nas imediações de zonas habitadas, tanto em meios urbanos como em ambientes rurais. Evitando, de um modo geral, florestas densas e extensas. 
O pardal-comum é considerado uma espécie sedentária, embora no fim da época de nidificação, se juntem em grandes bandos, pelo que deverá haver alguns movimentos de âmbito local.


A época de nidificação do pardal-comum tem início em Abril e Maio, embora no sul do país possa ter inicio mais cedo, em Fevereiro. A espécie nidifica nos mais variados suportes, tais como edifícios onde aproveita pequenas cavidades em telhados, fendas ou outras aberturas, postes de electricidade, árvores e ninhos de cegonha-branca. O seu ninho é uma estrutura globular feita de palhas secas e com uma entrada lateral.
A biologia da reprodução encontra-se mal estudada em Portugal, mas na Europa, sabe-se que o pardal-comum pode criar até quatro ninhadas por ano, tendo cada postura 3 a 5 ovos. O período de incubação é de 11 a 14 dias, e as crias abandonam o ninho com cerca de 14 dias de idade.


O pardal-comum alimenta-se junto a zonas urbanas, mas também em terrenos agrícolas, pastagens ou baldios, podendo formar bandos mistos com outras aves granívoras, nomeadamente com outras espécies de pardais. A sua alimentação vai desde sementes de plantas, a comida que vão encontrando um pouco por toda a parte, nas zonas onde habitam.


Bibliografia:
Aves de Portugal, consultado a 10/2014 em: http://www.avesdeportugal.info/pasdom.html
Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Espécie do mês de Janeiro: Escrevedeira-das-neves


A escrevedeira-das-neves (Plectrophenax nivalis) é uma ave granívora, oriunda do norte da Europa e da Gronelândia e que inverna sobretudo na Europa Central e Setentrional.


As características morfológicas que se evidenciam aquando da sua presença no nosso país são a presença de grandes manchas brancas nas asas e a cabeça castanho-amarelada, sendo ambos os sexos semelhantes. O bico é amarelado com a ponta preta e as partes inferiores da plumagem são esbranquiçadas, com áreas cremes nos lados do peito e nos flancos.



Apesar de Portugal se situar a sul da sua área normal de invernada, nos últimos anos a espécie tem sido observada anualmente no nosso país. A sua distribuição geográfica não evidencia um padrão definido, havendo observações desde Trás-os-Montes ao Algarve, verificando-se uma maior incidência de observações junto à faixa costeira. De assinalar que a maioria das observações desta espécie no interior do território foi obtida na Serra da Estrela, nomeadamente junto à Torre, onde as aves frequentam o parque de estacionamento e os terrenos adjacentes, sugerindo alguma regularidade relativamente à sua presença nessa zona.


Não existem muitos dados sobre os seus habitats preferenciais, embora em Portugal existam observações em zonas abertas e expostas, muitas vezes junto a terrenos incultos, em promontórios, em regiões serranas e também em sistemas dunares.


As observações desta espécie no nosso país vão desde finais de Setembro a meados de Março, ocorrendo, no entanto, a maioria dos registos entre os meses de Outubro e Novembro, sugerindo que alguns indivíduos estão só de passagem e não a invernar no nosso país. Contudo há casos de indivíduos que permanecem no mesmo local durante períodos mais alargados, como é o caso da Serra da Estrela.

Bibliografia:

- Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0

Espécie-do-mês de Dezembro: Tentilhão-montês


O tentilhão-montês (Fringilla montifringilla), conhecido também por pintalhão-preto é um fringilídeo com algumas semelhanças ao seu congénere tentilhão-comum
O tentilhão-montês apresenta plumagens distintas no Inverno e Primavera, sendo que por norma, no nosso território, este apresenta a plumagem de Inverno, onde os machos são caracterizados pela cabeça escura, peito e garganta laranjas com os flancos pintalgados, e as fêmeas, cabeça menos escura e o laranja do peito mais pálido, apresentando igualmente os flancos pintalgados. Quando em voo, a característica mais evidente é a presença de uropígio branco.


O tentilhão-montês é um visitante de Inverno, sendo por isso um migrador oriundo do norte da Europa e o seu número quantitativo varia de ano para ano, consoante a amplitude de migração no continente europeu, o que está intimamente relacionado com a disponibilidade de recursos alimentares. Apesar de se desconhecerem as suas principais áreas de ocorrência, existem muitas observações um pouco por toda a parte, desde o norte a sul e do interior ao litoral, não podendo ser considerada comum em nenhuma zona do país. Localmente parece surgir com alguma regularidade no Ribatejo, (terrenos envolventes ao Paul do Boquilobo), concentrações de algumas dezenas ou mesmo centenas de indivíduos desta espécie.
Apesar de não ser possível definir com rigor as suas datas de ocorrência no nosso país, existem registos efectuados de finais de Outubro a finais de Fevereiro, no sul do país. A passagem Outonal é o período em que o tentilhão-montês surge com maior notabilidade, concentrando-se nalguns pontos do litoral. Tal como as restantes espécies de fringilídeos, o tentilhão-montês é um migrador diurno, podendo ver-se bandos desta espécie a sobrevoar as áreas de passagem migratória, durante o dia. Na Europa, esta espécie, nidifica apenas na Fino-Escandinávia e na Rússia.

O tentilhão-montês frequenta sobretudo zonas agrícolas, de restolhos, pastagens e terrenos incultos, onde durante o inverno alimenta-se sobretudo de sementes e bagas. O tentilhão-montês pode ocorrer também em zonas de olival, desde que o terreno se apresente limpo. Este tentilhão surge muitas vezes associado a bandos de outros fringilídeos, nomeadamente de tentilhões-comuns.


Bibliografia:
Aves de Portugal, consultado a 10/2014 em: http://www.avesdeportugal.info/frimon.html
Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Espécie do mês de Novembro: Ferreirinha-serrana



A ferreirinha-serrana (Prunella Collaris), também conhecida por ferreirinha-alpina é um passeriforme que ocorre em Portugal durante o Inverno, sendo considerada uma espécie invernante rara e localizada.
A ferreirinha-serrana apresenta uma plumagem acinzentada na cabeça com tons acastanhados no resto do corpo. Possui um bico fino com amarelo na base, e apresenta os flancos riscados de cor-de-laranja.



Apesar de a ferreirinha-serrana ser considerada rara no nosso país, apresenta uma distribuição alargada, embora localizada, durante o seu período de invernada. É invernante regular na região da Peneda Gerês, na serra da Estrela, nas Portas de Rodão e no Castelo de Marvão, embora a zona onde a sua ocorrência seja mais bem conhecida, seja a serra de Sintra, ocorrendo em diversos pontos desta serra.

A ferreirinha-serrana frequenta normalmente zonas expostas, de solo rochoso e vegetação esparsa, situadas quer em montanhas, quer em promontórios costeiros ou mesmo ruínas e construções situadas em locais elevados, como por exemplo, castelos. Esta espécie ocorre desde um pouco acima do nível do mar até ao topo da serra da estrela, frequentando ai as zonas mais altas, mesmo quando a serra está coberta de neve.
Dado que muitas das zonas onde a ferreirinha-serrana ocorre, são isoladas e de difícil acesso, a sua prospecção torna-se igualmente difícil, por isso é possível que a sua abundância e distribuição se encontrem subestimadas.


Normalmente a ferreirinha-serrana é observada em pequenos grupos de 3 a 6 indivíduos, embora a maior parte dos registos se reportem a aves isoladas.
A ferreirinha-serrana ocorre em Portugal de finais de Outubro a finais de Março, embora muitas vezes possa ser encontrada a partir de finais de Setembro. A origem destas aves invernantes é desconhecida, apesar de ser provável que envolva indivíduos dos maciços montanhosos espanhóis e, porventura, também dos Alpes.

A ferreirinha-serrana alimenta-se de insectos e também de pequenas sementes, que procura no solo.

Bibliografia: 
Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.

Espécie do mês de Outubro: Lebre-ibérica

A lebre-ibérica (Lepus granatensis) é a única espécie de lebre que ocorre em Portugal. Na Península-Ibérica distinguem-se, ainda, duas outras espécies de lebres: a lebre-europeia (Lepus europaeus) e a lebre-de-piornal (Lepus castroviejoi). Estas duas espécies são endémicas da Península-Ibérica, no entanto, enquanto a primeira tem uma distribuição ampla, a lebre-do-piornal está restrita aos Montes Cantábricos.

As lebres ocupam preferencialmente espaços abertos, como zonas agrícolas e prados, mas também podem ocorrer em zonas montanhosas, em zonas de bosque ou áreas de matos intercalados com pastagens. Distribuem-se por locais que se estendem desde o nível do mar até altitudes de cerca de 2000m, como por exemplo, na Serra da Estrela.

A lebre-ibérica é social, não apresentando comportamento territorial. As lebres não escavam tocas, ao contrário dos coelhos, refugiando-se em pequenas depressões no terreno localizadas em zonas abrigadas (camas). Possuem uma actividade essencialmente crepuscular e nocturna, formando, nessa altura, pequenos grupos nos locais de alimentação.

À semelhança dos coelhos, são animais herbívoros. Alimentam-se igualmente de plantas herbáceas, com preferência pelas gramíneas. No Verão, altura de menor disponibilidade de alimento, ingerem espécies alternativas, nomeadamente leguminosas como o tojo.

Apesar de se reproduzirem durante todo o ano, as lebres apresentam uma menor actividade reprodutiva no Outono. Do mesmo modo que os coelhos, a lebre-ibérica atinge precocemente a maturidade sexual. No entanto, ao contrário daqueles, as crias nascem à superfície, já com pêlo, com os olhos abertos e capacidade de movimentação passados poucos minutos. A gestação dura em média 42 dias, nascendo em média 1,6 crias por parto. Uma fêmea adulta pode ter, em média, cerca de 10 crias por ano.

As principais ameaças passam pela deterioração do habitat provocada pelo abandono da agricultura tradicional, pela ocorrência frequente de incêndios e pela actividade cinegética desordenada e excessiva.

Espécie do mês de Setembro: Cágado-mediterrânico



O cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa) é uma das duas espécies de cágado que ocorrem em Portugal e que são autóctones.

Esta espécie possui  um corpo e uma carapaça cinzento esverdeada ou castanho, com manchas claras e difusas. O pescoço e as patas anteriores apresentam linhas alaranjadas que geralmente são mais marcadas nos juvenis. Em ambos os lados da cabeça apresenta uma mancha arredondada de cor amarela ou laranja, que se vai tornando menos visível com a idade. O plastrão, ou fase ventral, possui uma coloração esverdeada ou amarela com manchas pretas distribuídas simetricamente em ambos os lados da linha central. A carapaça é oval e comprimida dorso-ventralmente, tendo uma quilha médio-dorsal proeminente. Possui placas axilares e inguinais bem desenvolvidas e as placas anais são pontiagudas. O cágado-mediterrânico possui extremidades robustas, com escamas distintas e dedos bem diferenciados unidos por membranas interdigitais e com unhas fortes.


Normalmente as fêmeas são maiores que os machos, sendo o plastrão dos machos ligeiramente côncavo, provavelmente para facilitar a cópula, enquanto que o plastrão das fêmeas é plano. Os recém-nascidos têm uma carapaça quase circular com cerca de 20 mm de comprimento, com escamas e quilha bem definidas. A coloração é mais contrastada e intensa comparativamente aos adultos, apresentando linhas amarelas bem marcadas na cauda e pescoço e manchas bem visíveis na carapaça.




O cágado-mediterrânico está presente no Norte de África, Península Ibérica e em algumas áreas do Sul de França. Em Portugal a sua distribuição é contínua a sul do rio Tejo, estendendo-se pelo interior até ao Parque Natural de Montesinho, estando ausente em todas as bacias hidrográficas mais importantes a norte do rio Mondego, excepto nas sub-bacias do rio Douro do interior do país.
O cágado-mediterrânico pode ser observado em cursos de água com correntes fracas, albufeiras, represas e charcos com elevada cobertura de vegetação aquática e insolação das margens. Esta espécie por norma não se encontra em rios e ribeiros de corrente rápida e em zonas de maior altitude acima dos 1000 m.

O cágado-mediterrânico é uma espécie de hábitos diurnos, que pode hibernar nas zonas frias enquanto nas áreas mais quentes do país encontra-se activa durante todo o Inverno. Pode igualmente apresentar períodos de estivação onde se enterra no fundo das massas de água onde vive.



A sua época de reprodução tem início no final da Primavera,( embora possa ocorrer mais cedo nas zonas mais quentes), e no Outono. As cópulas ocorrem frequentemente dentro de água, podendo realizar-se em terra. As posturas ocorrem durante os meses de Junho e Julho, onde a fêmea escava um buraco fora de água com cerca de 6 a 10 cm de profundidade onde enterra entre 1 a 12 ovos. Os machos atingem a maturidade sexual mais cedo, (entre 2 a 4 anos de idade e 85-95 mm de comprimento), que as fêmeas (entre 6 a 7 anos e 138-150 mm de comprimento). Esta espécie apresenta uma longevidade elevada podendo viver até aos 35 anos de idade.

O cágado-mediterrânico possui uma alimentação essencialmente vegetal, constituída também por invertebrados, podendo igualmente incluir peixes e anfíbios.



A captura ilegal de animais desta espécie é um dos factores que pode ameaçar algumas das suas populações. Com efeito, os cágados são capturados para serem vendidos como animais de estimação ou são capturados acidentalmente nas redes de pesca, acabando por morrer por afogamento, ou recolhidos por pessoas que os mantêm em cativeiro ilegalmente. A alteração e destruição do habitat também pode levar à fragmentação ou mesmo ao desaparecimento de algumas populações desta espécie.
Outro factor de ameaça é a introdução de espécies exóticas, nomeadamente da tartaruga-verde (Trachemys scripta) e tartaruga-da-Flórida (Trachemys scripta elegans) que têm maior crescimento e são mais agressivas e oportunistas, competindo com o cágado-mediterrânico pelos recursos.
Para reduzir este impacto pôs-se em marcha o projecto LIFE+ Trachemys, co-financiado pela Comissão Europeia, para o seu desenvolvimento em 17 zonas húmidas da Generalidade Valenciana e Portugal.


Bibliografia:
Guia FAPAS - Anfíbios e Répteis de Portugal

Espécie do mês de Agosto: Tartaranhão-ruivo-dos-pauis


O tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus), também conhecido popularmente por Águia-sapeira, é uma espécie que ocorre no nosso país como residente, embora hajam indivíduos  que ocorram como migradores de passagem.

As principais características morfológicas que permitem identificar o tartaranhão-ruivo-dos-pauis são as asas e patas compridas e uma cabeça curta. A fêmea é diferente do macho, apresentando este as asas acinzentadas com a ponta escura, com a cauda também cinzenta, e a fêmea apresenta um padrão castanho-escuro mais uniforme. Em ambos, os ombros e a nuca são mais pálidos que o restante corpo. 
O tartaranhão-ruivo-dos-pauis apresenta um voo ondulado característico, quando paira a pequena altura sobre a vegetação rasteira e densa que muitas vezes permite a sua identificação em voo.

Esta espécie distribui-se no nosso país de norte a sul, ocorrendo essencialmente nas zonas húmidas situadas ao longo da faixa costeira, em áreas com vegetação palustre bem desenvolvida, em estuários, lagoas costeiras, pauis e açudes. Para caçar, frequenta normalmente caniçais, sapais, arrozais, assim como outros terrenos agrícolas e pastagens.

A população nidificante desta espécie em Portugal, aparentemente é sedentária, embora não hajam dados que comprovem esta hipótese. Parece haver igualmente um afluxo de aves com origem em altitudes mais elevadas principalmente durante o período de passagem e no Inverno.

A nidificação desta espécie ocorre sobretudo em caniçais, podendo ocorrer menos frequentemente, em povoamentos palustres de estrutura semelhante. A construção dos ninhos inicia-se em princípios de Março, embora os voos nupciais possam ser observados a partir de Fevereiro. O tartaranhão-ruivo-dos-pauis pode nidificar isoladamente ou de forma semicolonial. As posturas são compostas por 3 a 8 ovos e a incubação dura entre 31 e 38 dias. As crias estão aptas para voar ao fim de 35-40 dias, altura em que o macho abandona ficando as crias a cargo da progenitora por mais 15 ou 25 dias.

O tartaranhão-ruivo-dos-pauis alimenta-se de uma grande variedade de pequenos animais terrestres e aquáticos, que vão sendo consumidos consoante a sua disponibilidade e facilidade de captura. As presas preferenciais são roedores e crias de aves, embora esta espécie possa consumir igualmente restos de animais mortos, insectos, anfíbios, repteis e peixes.


Fica a nota que o tartaranhão-ruivo-dos-pauis é uma ave bastante especializada no que concerne ao seu habitat e, portanto, sensível às alterações provocadas pela intervenção humana.

Bibliografia:
- Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0

Espécie do mês de Julho: Pica-pau-malhado

Fotografia Thijs  valkenburg

O Pica-pau-malhado (Dendrocopos major), também conhecido por peto-malhado ou pica-pau-malhado-grande é um dos 3 pica-paus que ocorrem em Portugal.
No dorso o pica-pau-malhado é preto e no ventre é de um tom branco-sujo com vermelho vivo na área cloacal e nas coberturas infracaudais. Apresenta na face, pescoço e escapulares manchas brancas, e possui um bigode preto cuja ponta superior alcança a nuca e a inferior invade o peito. Os machos possuem a coroa preta com uma mancha posterior vermelha,  as fêmeas possuem a coroa toda preta, e nos juvenis esta é toda vermelha. Os flancos não apresentam estrias, ao contrário do seu congénere pica-pau-galego.

O pica-pau-malhado distribui-se por todo o país, estando ausente de vastas áreas pouco florestadas, como é o caso das planícies centrais do Baixo Alentejo. Nas zonas de cota elevada torna-se menos frequente, ocorrendo até aos 1200 metros na serra da Estrela.
É uma espécie que frequenta zonas florestais e agro-florestais bem desenvolvidas, apresentando preferência por montados de sobro ou azinho, pinhais adultos de pinheiro-bravo ou de casquinha, carvalhais e certas matas ripícolas, sendo pouco frequente em zonas de matagal e em povoamentos jovens de coníferas, parecendo ser mais numeroso em matas de folhosas do que em pinhais.

Os ninhos de pica-paus-malhados são normalmente escavados em árvores, embora também possam ser instalados com alguma frequência em postes telefónicos de madeira. A cavidade do ninho apresenta um buraco de entrada com 5 a 6 cm de diâmetro e uma profundidade de 25 a 35 cm. A nidificação foi pouco estudada em Portugal mas na Europa a espécie cria uma ninhada por época reprodutora, sendo a postura composta por 4 a 7 ovos. O período de incubação é de 10 a 13 dias, e as crias voam com uma idade de 20 a 24 dias.

Fotografia CERVAS

O pica-pau-malhado é uma espécie principalmente residente em Portugal. Nas zonas onde foram efectuados atlas ornitológicos que abrangeram a época de nidificação e o período de Inverno, verificou-se que a sua distribuição não se altera substancialmente entre estas duas épocas. Apesar disso esta espécie efectua alguns movimentos após a época de nidificação, sendo por isso observada em locais onde não ocorre durante o resto do ano.

O pica-pau-malhado alimenta-se essencialmente de insectos, mas pode também consumir sementes de árvores, como pinhões, durante o Inverno e incluir ovos e crias de aves durante o Verão.

Fotografia CERVAS

Como curiosidade fica a referência à enorme língua que o grupo dos pica-paus apresenta. Dado o grande tamanho que a língua possui, esta é enrolada sobre o crânio com a ajuda de músculos específicos. Para além dessa adaptação a ponta da língua dos pica-paus possui também uma substância pegajosa que os ajuda a capturar o alimento do interior dos troncos.

Bibliografia:

- Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0

Espécie do mês de Junho: Galinha-d’água

Fotografia Thijs  valkenburg

A galinha-d’água (Gallinula chloropus) é uma das aves aquáticas mais comuns e familiares. Ao longe parece ser preta mas consoante o reflexo da luz pode apresentar uma cor azul metalizado.  A traseira do corpo é branca e preta e a cauda agita-se com frequência para cima e para baixo. Apresenta o escudete vermelho e o bico vermelho e amarelo. Nos flancos possui listas brancas e as patas são verdes com “ligas” vermelhas. Os juvenis são mais pálidos com o bico acastanhado.

O habitat da galinha-d’água é composto por zonas húmidas como pequenos açudes, lagoas, ribeiras e valas de drenagem, habitando até manchas de vegetação densa nas margens dos rios com mais caudal ou de lagoas costeiras. É muito abundante em pauís com caniçais, tabuais ou juncais, evitando cursos de água de corrente rápida e zonas estuarinas com fortes marés.
A galinha-d’água está amplamente distribuída em Portugal Continental. Como nidificante encontra-se sobretudo na metade sul do território nacional, sendo rara em vastas áreas mais acidentadas do interior norte e centro devido à escassez de habitat favorável. A maior parte dos reprodutores nacionais parece ser sedentária ou realiza deslocações muito curtas, existindo também uma população invernante cuja dimensão é desconhecida.

Fotografia Thijs  valkenburg

Em Portugal a época de reprodução da galinha-d’água pode iniciar-se em Março (sendo mais frequente em Abril) e algumas posturas tardias podem ser feitas até meados de Agosto. Os ninhos são construídos, normalmente, sobre água escondidos na vegetação densa ou, por vezes, em locais abertos e conspícuos. As posturas são constituídas por 5 a 9 ovos que são incubados por 21-22 dias. As crias são nidífugas recebendo o cuidado dos progenitores durante 40-50 dias. O casal desta espécie pode, muitas vezes, criar duas ninhadas numa só Primavera, onde é frequente as crias da primeira ninhada ajudarem a alimentar os irmãos da segunda postura.

Esta espécie é omnívora, variando muito a dieta consoante a localidade e a época do ano, sendo no entanto composta essencialmente por invertebrados aquáticos e por partes de plantas palustres.

Fotografia CERVAS

A galinha-d’água é uma espécie cinegética que é bastante caçada e que tem sofrido com a introdução do lagostim-vermelho que captura e mata as crias desta espécie.

Bibliografia:

- Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0

Espécie do mês de Maio: Cobra-rateira



A cobra-rateira (Malpolon monspessulanus) é a maior serpente da fauna ibérica, ultrapassando os dois metros de comprimento. Possui uma cabeça estreita, sulcada no dorso e lateralmente e tem olhos grandes e escamas lisas. Possui uma cor castanha-esverdeada com uma grande mancha escura no terço anterior do tronco.


A cobra-rateira é uma serpente robusta, ágil e que pode ser agressiva quando provocada, bufando e podendo morder fortemente. Ao contrário da maioria das serpentes da fauna portuguesa, a cobra-rateira produz um veneno neurotóxico, com o qual paralisa as suas presas. De destacar que a cobra-rateira é opistoglifa, ou seja, tem os dentes inoculadores de veneno localizados na parte posterior das maxilas, não conseguindo injectar o veneno no homem em caso de mordedura, salvo raríssimas excepções, não sendo por isso considerada perigosa.
As presas da cobra-rateira são essencialmente mamíferos como ratos e coelhos, outras serpentes e lagartos e pequenas aves.


A cobra-rateira possui hábitos diurnos e ocorre numa grande variedade de ambientes, desde bosques, matagais mediterrânicos, estepes e campos cerealíferos. Encontra-se por toda a orla mediterrânica com excepção da península Itálica, e para Oriente atinge o Irão. Ocupa toda a Península Ibérica, excepto uma estreita faixa Setentrional, e em Portugal distribui-se amplamente por todo o território, sendo escassa ou mesmo ausente nas zonas de menor altitude da faixa costeira de influência atlântica, entre Leiria e o Porto. Em altitude distribui-se desde o nível do mar até aos 1520 metros na Serra da Estrela distribuindo-se por todo o Parque Natural, onde prefere locais com densa cobertura arbustiva e grandes rochas, que utiliza como refúgio, encontrando-se também, nos silvados, nos taludes de caminhos, bosques abertos e giestais.


A cobra-rateira é ovípara e efectua posturas de três a 18 ovos. Segundo um estudo realizado pelo Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal, a respeito desta espécie, pressupõe-se que a cobra-rateira apresenta um amplo período de hibernação, desde meados de Outubro até meados de Março, e possui um ciclo anual unimodal onde metade das observações concentraram-se em Junho, correspondendo a machos durante o período de acasalamento, com um ligeiro aumento das observações desta espécie durante os meses de Setembro a Outubro, devido à eclosão dos ovos e dispersão dos recém-nascidos.


Relativamente à conservação desta espécie de serpente, a cobra-rateira está classificada como Pouco preocupante (LC), pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, e apesar de muitos exemplares acabarem por morrer atropelados e serem mortos deliberadamente pelo homem, as suas populações podem considerar-se estáveis na maior parte do país.


De destacar ainda que a maior parte das serpentes da fauna ibérica, com excepção das víboras, são áglifas, que significa que os dentes são maciços e não possuem glândulas produtoras de veneno, sendo portanto consideradas como não venenosas e não constituindo nenhum perigo para o homem.


Bibliografia:

Crespo, E. e Lesparre, D. 2008. A herpetofauna do Parque natural da Serra da Estrela. CISE. Seia.
Loureiro, A., Almeida, N.,Carretero, M., Paulo,O. 2008. Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal. Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidasde,I.P.
Instituto da Conservação da Natureza e Florestas. Livro vermelho dos vertebrados de Portugal. Acedido em 20 de Maio de 2013, em: http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/patrinatur












Espécie do mês de Abril: Tentilhão-comum



O tentilhão-comum (Fringilla coelebs) é um passeriforme da família fringillidae do tamanho de um pardal mas com uma plumagem mais aprimorada e colorida, possuindo uma dupla barra alar e rectrizes exteriores brancas. Os machos têm um colorido vivo e as fêmeas e os juvenis são acastanhados, com uma área acinzentada na nuca.


O tentilhão-comum, como nidificante, distribui-se por todo o país, sendo particularmente abundante no norte e no centro. No sul é menos numeroso e está ausente de algumas áreas densamente humanizadas como a Grande Lisboa, e de zonas muito desarborizadas, como acontece em alguns sectores das planícies alentejanas. Durante a época de nidificação frequenta habitats com vegetação de porte arbóreo, encontrando-se em todo o tipo de zonas arborizadas. É comum em montanha, sendo visível até ao limite superior das árvores nas zonas de maior altitude. O tentilhão-comum aparece igualmente em habitats com folhosas, como carvalhais, encontrando-se igualmente em bosques de coníferas, jardins e parques. Durante o Inverno o tentilhão-comum é frequente em locais onde não nidifica, frequentando biótipos mais diversificados, integrando muitas vezes bandos multiespecíficos de outras espécies de fringilídeos, constituídos sobretudo por pintassilgos, verdilhões, pintarroxos e, por vezes, tentilhões-monteses.

A biologia de reprodução do tentilhão-comum não foi estudada em Portugal, mas na Europa, a espécie cria geralmente uma única ninhada por ano, sendo a postura constituída por 3 a 6 ovos que são incubados em 10-16 dias e as crias encontram-se aptas a voar com uma idade de 11 a 18 dias. O ninho é construído sobre um ramo ou uma bifurcação de uma árvore ou de um arbusto, a uma altura de 2 a 6 metros do solo e tem a forma de uma taça. O canto do tentilhão começa a ser ouvido na primeira metade de Fevereiro e estende-se até ao início do Verão.


Os tentilhões-comuns alimentam-se principalmente de sementes e de outras matérias vegetais e, durante a época de reprodução consomem essencialmente invertebrados.

Esta espécie tem uma fenologia complexa dada a ocorrência de diferentes populações migradoras, sendo considerada de uma maneira geral uma espécie sedentária. Nada se sabe relativamente aos movimentos das populações nidificantes, embora se verifique que durante o Verão, os tentilhões-comuns desaparecem, quase por completo, de algumas áreas onde nidificam, admitindo-se por isso que realizam movimentos migratórios ou dispersivos. A partir de meados de Outubro chegam ao pais inúmeros tentilhões-comuns provenientes de outros países europeus, podendo observar-se a passagem migratória ao longo da faixa costeira. As populações migradoras que invernam na parte ocidental da Península Ibérica são originárias da Finlândia, dos países bálticos e da Escandinávia.

Bibliografia:
- Catry, P., Costa, H., Elias, G. & Matias, R. 2010. Aves de Portugal: Ornitologia do Território Continental. Assírio & Alvim, Lisboa. ISBN: 978-972-37-1494-4.
- Bruun B., Svensson H. 2002. Aves de Portugal e Europa. Guias FAPAS. ISNB:972-95951-0-0



Espécie do mês de Março: Geneta



De origem Africana , a geneta (Genetta genetta) é um carnívoro com o corpo delgado e alongado como um felídeo, apresentando membros curtos e cauda comprida com extremidade afilada e anéis escuros que alternam com a pelagem cinzenta que apresenta manchas escuras que se fundem muitas vezes para formar listas longitudinais. As garras são semi-retrácteis. 


O período de reprodução ocorre durante todo o ano, embora o pico dos nascimentos se verifique em Abril-Maio e Agosto-Setembro. O período de gestação dura 70 dias e têm 1-4 crias por cada 2 ninhadas por ano. Atingem a maturidade sexual aos 2 anos. Os juvenis abandonam o ninho às 8 semanas, ocorrendo o desmame só aos 6 meses e tornam-se independentes a partir dos 12 meses.


A geneta prefere áreas sossegadas, longe de habitações humanas, de preferência com vegetação densa e terrenos rochosos, bosques com cursos de água. Pode habitar até 2000 metros de altitude. O ninho encontra-se em árvores ou tocas, entre as rochas ou debaixo de arbustos, sendo forrado com vegetação. Visto ser uma espécie crepuscular e nocturna, durante o dia, repousa nas copas cerradas das árvores como as coníferas ou castanheiros. 


A geneta é omnívora, alimentando-se principalmente de roedores (essencialmente ratos), coelhos, bagas e insectos.


A geneta está classificada como espécie Pouco Preocupante (LC), mas incluída no anexo III da convenção de Berna. Os principais factores de ameaça estão relacionados directamente com actividades humanas, nomeadamente com as medidas de controlo de predadores, implementadas pelas Zonas de caça dos diversos regimes cinegéticos e a elevada densidade da rede viária.


Espécie do mês de Fevereiro: Falcão-peregrino


O falcão-peregrino (Falco peregrinus) é um falconiforme com um aspecto poderoso e compacto. Morfologicamente apresenta o peito amplo, asas largas e pontiagudas e uma cauda relativamente curta. Os indivíduos adultos possuem as partes ventrais esbranquiçadas ou rosadas e as partes dorsais cinzento-azuladas, e a cabeça cinzento-escura com bigodes pretos bem marcados. As fêmeas apresentam uma plumagem semelhante à dos machos, mas normalmente são muito maiores. Os juvenis são mais aprimorados, com plumagem acastanhada e com estrias ventrais largas em vez de finas barras, como apresentam os adultos, e bigodes menos marcados.


O Falcão-peregrino distribui-se de forma descontínua de norte a sul do país, quer no interior quer no litoral, frequentando zonas com escarpas altas, onde instala os seus ninhos. As principais áreas de nidificação do falcão-peregrino situam-se ao longo de toda a costa rochosa com falésias elevadas. Zonas montanhosas ou rios com fragas do interior, como o Parque Nacional da Peneda-Gerês ou Douro Internacional, também albergam uma percentagem significativa da população nacional. Salienta-se uma escassez desta espécie no Alto Tejo, do Rio Sabor ou do rio Côa, locais potencialmente favoráveis à sua presença, tal poderá dever-se à abundância de águias-reais e de águias de Bonelli, espécies que aparentemente o falcão-peregrino parece evitar. Como já foi referido, o falcão-peregrino instala os seus ninhos em escarpas, em edifícios e por vezes em árvores. Em Portugal, os ninhos são instalados em escarpas podendo igualmente aproveitar ninhos de outras espécies construídos em árvores. O processo de nidificação ocorre normalmente entre Março a Julho e as posturas são geralmente compostas por 3 ou 4 ovos e a incubação dura 29 a 32 dias, estando as crias aptas a voar passados dois meses.

As aves que nidificam em Portugal são essencialmente residentes, podendo ser observadas ao longo de todo o ciclo anual. Os que ocorrem com alguma regularidade em áreas onde não nidificam, como acontece no interior alentejano ou em zonas húmidas do litoral, observam-se alguns juvenis em movimentos de dispersão, que provêm da população nacional. Outros são com certeza migradores oriundos de áreas de reprodução mais setentrionais, facto comprovado pela recaptura de aves anilhadas no Reino Unido, França, Alemanha, Polónia, Suécia e na Finlândia. É provável ainda que alguns dos falcões-peregrinos do norte da Europa se encontrem em Portugal apenas de passagem, quando realizam a migração para as zonas de invernada na África Ocidental.


Uma das características deste falcão que o tornam notável é possuir um voo extremamente rápido, podendo atingir velocidades superiores a 300Km/h em voo picado, sobre áreas abertas com matos de montanha e costeiros, arribas sobre o mar, planos de água, pastagens, cultivos cerealíferos e pousios. A sua técnica de caça baseia-se sobretudo na velocidade com que desfere o ataque, dando uso da sua extraordinária velocidade os falcões-peregrinos agarram as suas presas em pleno voo, com a ajuda das garras que são usadas como lâminas, ou simplesmente através do impacto abatem as presas.

O falcão-peregrino possui uma dieta constituída quase exclusivamente por aves. Um estudo realizado em Portugal no Parque Nacional da Peneda-Gerês em 1996 constatou que a ave mais consumida era o pombo, sendo a grande maioria pombos-domésticos, seguindo-se de pequenos passeriformes e ainda morcegos do género pipistrellus. Nas zonas húmidas costeiras nacionais a espécie é frequentemente observada caçando limícolas e patos.


O estatuto de conservação a nível nacional está classificado como vulnerável, apesar de após um período de possível declínio durante as décadas de 1970 e de 1980, a população nidificante parecer estar a aumentar. Entre as muitas ameaças que existem, destacam-se a perseguição humana através do abate a tiro e a utilização de iscos envenenados, a pilhagem de ninho e o roubo de juvenis  para a falcoaria continuam a ser factores importantes que intervêm na diminuição da produtividade das colónias e a electrocussão e colisão com linhas eléctricas.


Como curiosidade é de referir que em todo o mundo são reconhecidas mais de 20 subespécies, sendo que a espécie que reside em Portugal pertence à subespécie Falco peregrinus brookei e que durante o inverno chegam ao nosso país aves que pertencem às subespécies Falco peregrinus peregrinus e Falco peregrinus calidus.